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	<title>Sebastiany Branding &#187; Prática Profissional</title>
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	<description>Blog da Sebastiany Branding, escritório especializado em estratégia e design de marcas</description>
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		<title>Carta à uma estudante</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 15:12:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste final de semana, recebi por e-mail uma denúncia sobre o portfólio de uma estudante do 3º ano de uma faculdade de design daqui de São Paulo, que continha em seu flickr um plágio de um projeto nosso. Chateado mas ao mesmo tempo preocupado com esse tipo de ocorrência cada vez mais freqüente, resolvi escrever [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #ff6600;">Neste final de semana, recebi por e-mail uma denúncia sobre o portfólio de uma estudante do 3º ano de uma faculdade de design daqui de São Paulo, que continha em seu flickr um plágio de um projeto nosso. Chateado mas ao mesmo tempo preocupado com esse tipo de ocorrência cada vez mais freqüente, resolvi escrever a ela.</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #ff6600;">Como achei que a questão pudesse também interessar a outros estudantes, e como a mensagem esclarece questões jurídicas e morais, decidi publicar a carta aqui, omitindo o nome da estudante, da cliente e da faculdade. Segue abaixo o e-mail.</span></strong></p>
<p><span id="more-652"></span></p>
<blockquote><p>Oi ________.</p>
<p>Como você ainda é estudante, vou lhe dar uma oportunidade única. Que agora talvez a deixe irritada mas que, quem sabe em alguns anos, você consiga entender sob outra perspectiva: a de alguém que quer lhe ajudar.</p>
<p>Parte dos estudos que você fez para sua cliente__________ , são claramente um plágio da marca da nossa cliente TUDO TORTAS. O anel externo que simula uma torta vista por cima é idêntico e não há como existir coincidências neste caso.  Sei que todo o restante foi mudado, que tudo mais na marca é diferente, mas essa parte foi copiada, o que perante a lei, dá no mesmo: é plágio.</p>
<p>Independente se a sua cliente está ou não usando a marca, o plágio, enquanto crime ( Lei N° 9610), está estabelecido, mesmo se tratando de um plágio parcial. Você colocou em seu flickr como um trabalho seu, algo que de fato não o é.</p>
<p>Tudo bem que ninguém vai para a cadeia no Brasil, principalmente por um plágio. No máximo faz algum serviço comunitário. Mas é importante conhecer os riscos. Pois se condenado: deixa de ser réu primário; fica fichado na polícia; fica impedido de exercer cargo público ou participar de concurso.  É algo para vida toda.</p>
<p>Não sei o quanto os seus professores ensinam sobre plágio na faculdade, mas mesmo a cópia parcial continua sendo vista pela justiça como um crime. Mais do que isso, é também muito mal vista pelos colegas de profissão, o que pode lhe prejudicar muito no futuro se isso viesse a tona. Afinal, o que temos de mais valioso é a nossa reputação.</p>
<p>A sorte é que, como a sua cliente não aprovou e não usou esse estudo com o plágio, ela mesma não será processada pela nossa cliente que detêm os direitos patrimoniais e o registro da marca no INPI. Mas se isso ocorresse, é provável que depois você mesma fosse processada pela sua cliente pelo ressarcimento de todo prejuízo que ela iria arcar, colocando em risco os bens seus e da sua família. Algo que certamente não vale a pena.</p>
<p>Sei que o plágio é muitas vezes tentador. Tenho que admitir que durante a minha faculdade eu mesmo fui tentado em um projeto, afinal, a solução que eu tanto procurava já estava ali, pronta! Mas tomei a decisão de não fazê-lo. Percebi que ficaria para sempre com medo da vergonha de alguém descobrir, e também que ao fazê-lo perderia a oportunidade de criar algo novo, original. Perderia também a oportunidade de aprender com as dificuldades do projeto.</p>
<p>O plágio é fácil. Resolve em minutos o sofrimento de inúmeras horas de criação e tentativas sucessivas frustradas de se encontrar a solução ideal, que muitas vezes, já está ali, pronta. Mas criação é isso mesmo: uma sucessão de fracassos e frustrações, até que então, com muito suor, chegamos à solução final.</p>
<p>Prefiro imaginar que você não fez por mal, mas por desconhecimento. Até mesmo porque você já favoritou projetos no nosso flickr, e pelo visto, acompanha o nosso trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Peço então que você reflita sobre o que escrevi com carinho, mas também que imediatamente retire os estudos do seu flickr.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>PERGUNTA ANÔNIMA NO FORMSPRING 4:</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 14:54:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[concurso]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[logo]]></category>
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		<description><![CDATA[Vocês acham válido os concursos de logo realizados por empresas ou até governos como o que ocorreu recentemente do Verão da República Dominicana pelo ministério de Turismo do país? &#160; Independente de sermos a favor ou contra, primeiro temos que destacar uma questão: Concursos de marcas promovidos por empresas são diferentes de concursos de marcas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><span style="color: #ff6600;"><a href="http://www.formspring.me/follow/stream" target="_blank"><strong><em>Vocês acham válido os concursos de logo realizados por empresas ou até governos como o que ocorreu recentemente do Verão da República Dominicana pelo ministério de Turismo do país?</em></strong></a></span></p>
<p class="formspringmeAnswer">&nbsp;</p>
</blockquote>
<p class="formspringmeAnswer">Independente de sermos a favor ou contra, primeiro temos que destacar uma questão: Concursos de marcas promovidos por empresas são diferentes de concursos de marcas promovidos pelo governo, onde o dinheiro é público e o processo pede-se que seja mais aberto e democrático (mas obviamente não menos problemático).</p>
<p>Quando tratamos de concursos promovidos por empresas, podemos perceber uma lógica PERVERSA e ao mesmo tempo BURRA.</p>
<p>PERVERSA, pois parte do pressuposto de que a empresa pode (sem custos) mobilizar uma quantidade grande de profissionais e propostas, remunerando apenas a que considerar (sem nenhum critério objetivo de avaliação) a &#8220;melhor&#8221; ideia. Obviamente o que impera aqui é o desejo egoísta de ganhar mais sem necessariamente pagar mais por isso. Pelo menos essa é a ideia.</p>
<p>BURRA, pois na verdade ela dificilmente obtém realmente mais por menos.</p>
<p>Eu explico:</p>
<p>1) Empresas sérias de design, e que possuem trabalhos de qualidade já não participam mais desse tipo de concurso. Ou seja, os melhores projetos e profissionais não compartilharão seus conhecimentos e resultados neste processo.</p>
<p>2) Empresas de design que fazem realmente bons projetos, provavelmente estarão ocupadas demais com a demanda dos seus clientes e não verão vantagem de participar de um concurso deste tipo. Afinal, vale mais a pena trabalhar para os contratos fechados do que se aventurar na incerteza.</p>
<p>3) Quando efetivamente participam destes concursos, dificilmente uma empresa de design alocará uma quantidade grande de recursos. Afinal, os riscos são grandes. Provavelmente colocará um ou dois estagiários no projeto e não dedicará o tempo necessário para se pesquisar o problema e chegar efetivamente a um resultado forte, diferenciador e duradouro. Não há portanto comprometimento com a qualidade.</p>
<p>Ou Seja, no final a empresa obtém uma relativa quantidade de trabalhos inferiores, por um valor em média 20% ou 30% maior do que o necessário para se contratar um bom profissional ou escritório. Vale lembrar que para atrair algum participante os valores pagos nos prêmios devem ser maiores que o praticado no mercado para compensar o risco. Caso contrário o concurso só atrairá profissionais desocupados, amadores ou iniciantes.</p>
<p>Outro problema é a lógica da avaliação, onde os trabalhos apresentados estarão mais comprometidos com a aprovação do cliente, do que efetivamente com suas necessidades estratégicas.</p>
<p>Não é a toa que muitas das agências, escritórios e estúdios que participam destes concursos não são efetivamente especializadas no design de identidade de marca, pois seu objetivo com a participação não é fazer um bom projeto, e sim captar o cliente para depois vender para ele outros projetos, seja de comunicação, design gráfico, web ou publicidade.</p>
<p>Há portanto um conflito de interesse.</p>
<p>Porém uma empresa pode sim desenvolver um concurso de forma correta, ética e eficaz. Basta para tanto:</p>
<p>1) Convidar apenas bons escritórios em um concurso fechado</p>
<p>2) Remunerar TODOS os escritórios e profissionais durante o processo para o desenvolvimento das pesquisas e estudos qualificados.</p>
<p>3) Definir critérios claros e objetivos para a seleção do vencedor.</p>
<p>4) Contratar e remunerar um corpo técnico qualificado para avaliar as propostas.</p>
<p>5) Premiar o vencedor com um valor maior do que o praticado no mercado.</p>
<p>O resultado deste concurso será objetivamente um envolvimento maior de escritórios profissionais, com uma avaliação técnica mais assertiva da escolha final, mas é claro, custos de 3 a 4 vezes maiores do que os necessários para se contratar um bom escritório profissional de marcas.</p>
<p>Então pergunto não sob o ponto de vista dos designers, mas do ponto de vista das empresas: Será que vale mesmo a pena?</p>
<p class="formspringmeFooter"><a href="http://www.formspring.me/Sebastiany?utm_medium=social&amp;utm_source=wordpress&amp;utm_campaign=shareanswer">Tudo o que você sempre quis saber sobre marcas, mas tinha vergonha de perguntar!</a></p>
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		<title>PERGUNTA ANÔNIMA NO FORMSPRING 2:</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/guilherme-no-livro-faa-voc-uma-marca-do-petit-ele-cita-que-diversas-vezes-acabou-fazendo-um-trabalho-de-graa-seja-para-instituia/</link>
		<comments>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/guilherme-no-livro-faa-voc-uma-marca-do-petit-ele-cita-que-diversas-vezes-acabou-fazendo-um-trabalho-de-graa-seja-para-instituia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Apr 2011 20:53:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[perguntas do formspring]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[marca]]></category>
		<category><![CDATA[ong]]></category>
		<category><![CDATA[trabalhar de graça]]></category>

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		<description><![CDATA[no livro &#8220;Faça você uma marca&#8221; do Petit, ele cita que diversas vezes acabou fazendo um trabalho de graça, seja para instituições beneficentes, amigos, etc. A Sebastiany chegou a fazer algo do tipo? E o que você acha dessa atitude? Sim, já fizemos muitos! Para Amigos e também para ONGs&#8230;. e nos arrependemos 4 em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong><em><span style="color: #ff6600;">no livro &#8220;Faça você uma marca&#8221; do Petit, ele cita que diversas vezes acabou fazendo um trabalho de graça, seja para instituições beneficentes, amigos, etc. A Sebastiany chegou a fazer algo do tipo? E o que você acha dessa atitude?</span></em></strong></p></blockquote>
<blockquote><p><strong><em><span style="color: #ff6600;"><br />
</span></em></strong></p></blockquote>
<p class="formspringmeAnswer">Sim, já fizemos muitos! Para Amigos e também para ONGs&#8230;. e nos arrependemos 4 em cada 5 vezes que isso ocorreu!</p>
<p>Quanto a questão do que achamos desta atitude, é importante sempre analisar o momento e o projeto em particular para poder definir se vale ou não a pena se envolver no projeto. Alguns valeram a pena, outros não.</p>
<p>Mas atualmente, não vemos mais como possível a realização de projetos, como o de ONGs por exemplo, sem cobrarmos. Eu explico, pois existem três motivos:</p>
<p><span id="more-597"></span></p>
<p>O primeiro é que no passado nem todas as ONGs e OSCIPS para qual projetamos marcas levaram efetivamente o projeto a sério. Posso dizer que em alguns casos, justamente por ser &#8220;de graça&#8221; não houve uma valorização correta da doação que estávamos fazendo. Concluímos que quando isso ocorria não estávamos valorizando nem o nosso conhecimento, nem a nossa profissão.</p>
<p>O segundo motivo é justamente o &#8220;de graça&#8221;. nenhum projeto é feito &#8220;de graça&#8221; ele acarreta custos. Hoje com a estrutura da Sebastiany formalizada temos muitos custos diretos, indiretos, funcionários (que obviamente não devem trabalhar de graça em um projeto voluntário do escritório). Se cobramos por um projeto de marca gráfica R$ 10 mil, por exemplo, ele tem um custo de no mínimo R$ 7 mil para a empresa. Portanto o valor DOADO é alto. O que temos feito então são projetos para ONGs cobrando apenas o CUSTO do projeto. O LUCRO é &#8220;doado&#8221; mas os custos e remuneração são cobertos. Isso tem dado muito certo. É o caso do INSTITUTO 5 ELEMENTOS cuja nova marca será divulgada nas próximas semanas (AGUARDEM!!!)</p>
<p>O terceiro motivo é que hoje uma ONG, ou outra forma de associação sem fins lucrativos, que tenha a expectativa de que todos ao seu redor TRABALHEM DE GRAÇA, certamente não é uma ONG com uma gestão profissional ou que verdadeiramente possa fazer a diferença no mundo. Nestes casos portanto, preferimos não desperdiçar o nosso esforço.</p>
<p>Sabe com quem aprendemos isso? justamente com uma ONG que se recusou a trabalharmos de graça para ela!</p>
<p>Quanto a fazer &#8220;de graça&#8221; para amigos, como cita o Petit, também não faz sentido pelo menos para o nosso tipo de projeto de marca que toma entre 80 e 150 horas de trabalho. Pergunte para ele se HOJE ele faria de graça um filme de 30 minutos para um amigo, dono de alguma pequena empresa sem expressão?</p>
<p>Uma coisa é &#8220;DOAR&#8221; um trabalho que tome 1 ou 2 horas, dar um conselho, ou fazer um desenho em um guardanapo de bar em 15 minutos. Outra é doar o trabalho de uma equipe que trabalhou exaustivamente durante semanas na busca da solução ideal de um problema&#8230; e falando nisso, temos hoje no nosso portfolio pelo menos uns 30 casos de redesigns e recriações de marcas que haviam sido feitas gratuitamente por amigos dos nossos clientes. Não vemos portanto sentido ou ética em fazer um trabalho mal feito que terá que ser refeito simplesmente para posar de &#8220;bacana&#8221; hoje (e provavelmente de incompetente amanhã)</p>
<p>Para fechar o tema, já que todos temos que pagar nossas contas (e se você ainda não tem, em breve terá)  trago uma frase da Cacilda Becker quando foi questionada por um amigo se ela tinha como &#8220;descolar&#8221; uns ingressos para uma de suas peças. A resposta dela:</p>
<p>&#8220;Não me peça dar de graça a única coisa que tenho para vender&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="formspringmeFooter"><a href="http://www.formspring.me/Sebastiany?utm_medium=social&amp;utm_source=wordpress&amp;utm_campaign=shareanswer">Tudo o que você sempre quis saber sobre marcas, mas tinha vergonha de perguntar!</a></p>
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		</item>
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		<title>Papo da Vez, no DESIGN INFORMA</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/papo-da-vez-no-design-informa/</link>
		<comments>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/papo-da-vez-no-design-informa/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 16:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[design informa]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[guilherme sebastiany]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista com Guilherme Sebastiany publicada no site Design Informa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_399" class="wp-caption alignnone" style="width: 455px"><a href="http://designinforma.blogspot.com/2010/09/papo-da-vez-guilherme-sebastiany.html" target="_blank"><br />
<img class="size-full wp-image-399    " title="designinforma" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/09/designinforma.jpg" alt="" width="445" height="347" /></a><p class="wp-caption-text">Entrevista com Guilherme Sebastiany publicada no site Design Informa.</p></div>
<p>Confira no link abaixo a entrevista com Guilherme Sebastiany no site Design Informa:</p>
<p><a href="http://designinforma.blogspot.com/2010/09/papo-da-vez-guilherme-sebastiany.html">http://designinforma.blogspot.com/2010/09/papo-da-vez-guilherme-sebastiany.html</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Existe Mesmo Liberdade Criativa?</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/existe_liberdade_criativa/</link>
		<comments>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/existe_liberdade_criativa/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 15:24:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design de marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Recomendados]]></category>
		<category><![CDATA[clientes]]></category>
		<category><![CDATA[computer arts]]></category>
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		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
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		<category><![CDATA[marcas]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre nós designers, é comum encontrarmos aqueles que adoram citar regras de criação. Principalmente quando o assunto é o desenho de um símbolo ou logotipo para uma marca. Mas curiosamente os mesmos designers que vejo ditando regras ou normas são muitas vezes os primeiros a reclamar da tal “falta de liberdade criativa” usualmente por &#8220;culpa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="computer arts" src="http://farm5.static.flickr.com/4087/4834665210_fec2ca3920_b.jpg" alt="" width="455" height="630" /></p>
<p>Entre nós designers, é comum encontrarmos aqueles que adoram citar regras de criação. Principalmente quando o assunto é o desenho de um símbolo ou logotipo para uma marca. Mas curiosamente os mesmos designers que vejo ditando regras ou normas são muitas vezes os primeiros a reclamar da tal “falta de liberdade criativa” usualmente por &#8220;culpa do cliente&#8221;&#8230; Segundo eles.</p>
<p>É estranho e incoerente esta posição de quem impõem regras aos outros, mas não aceita limites quando lhe são apresentados. Parece ser sempre uma disputa de poder entre aquele que “sabe mais” e aquele que “manda mais” no projeto, como se a liberdade para criar estivesse relacionada à posse, àquele que verdadeiramente é o “dono na marca”: o criador ou o contratante.</p>
<p><span id="more-388"></span></p>
<p>Mas meus caros amigos, a marca de uma empresa não pertence nem ao seu CEO (infelizmente para ele), nem ao seu criador (infelizmente para nós). A marca pertence sempre ao público que ela visa atingir. Sua identidade visual, traduzida em seu símbolo, logotipo, cores, formas, texturas etc, existe para comunicar algo para este público, sobre a empresa, serviço ou produto que lhe é oferecido. A marca visual existe para ser notada e lembrada, para identificar e diferenciar, e principalmente, para criar uma percepção.</p>
<p>Por isso, mesmo que em algum momento a tecnologia resolva todos os problemas técnicos de reprodução, estaremos sempre limitados pelos objetivos do projeto, do público a que se destina, mercado e segmento. Portanto, a tal “liberdade criativa” em design de marcas será sempre uma ilusão. O simples entendimento do problema define limites para a criação, e quanto mais conhecermos os problemas de um projeto, menos liberdade teremos para criar.</p>
<p>Isso é ruim? Não! Superar problemas pode não ser uma tarefa fácil, mas certamente é uma das mais gratificantes. Se por um lado este conhecimento limita as direções da criação, por outro ajuda a ir mais longe e a fundo nos caminhos trilhados, estimula a superação de obstáculos e no final: excita a criatividade.</p>
<p>“Liberdade para criar”, convenhamos, é a ilusão de um ego que não aceita encarar de frente os desafios, problemas, obstáculos que acompanham qualquer processo projetual. De quem, se por um lado protege-se contra a frustração, priva-se também do prazer gratificante da superação. No design as melhores soluções sempre surgem dos maiores problemas, nunca da privação de obstáculos.</p>
<ul>
<li>Artigo publicado originalmente na revista Computer Arts Projects / Brasil, Edição 12, Julho 2010</li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>Somos todos Clientes&#8230;</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/somos-todos-clientes/</link>
		<comments>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/somos-todos-clientes/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 21:16:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[cliente]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre escutamos designers reclamando de seus clientes, mas será que o problema está nos cliente, no próprio designer, ou no mercado? Neste artigo, Guilherme Sebastiany discute um pouco uma nova abordagem para o problema: Fazer do cliente um aliado, em lugar de um inimigo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seja em uma conversa entre colegas de profissão, em uma lista de discussão, ou nas comunidades das redes sociais, o tópico “CLIENTE” sempre aparece. Curiosamente as reclamações são sempre as mesmas: Imposição de ideias, cores e formas; dificuldade em fazê-lo entender o processo de trabalho; duras negociações ao tentar cobrar os valores adequados, e a eterna luta para se aprovar um trabalho.</p>
<p>Quando comecei à pensar neste artigo, 7 sete anos atrás, o tópico era justamente este. No entanto neste meio tempo muita coisa mudou. Não sinto mais dificuldade em compartilhar o desenvolvimento do projeto com o cliente, nem em colocar na mesa a metodologia adequada ao seu desenvolvimento. Também já e cada vez mais é mais fácil demonstrar o valor e a importância de um bom Design.</p>
<p><span id="more-380"></span></p>
<p>Não quero acreditar que em meio à tantas prospecções estejamos justamente alcançando os melhores clientes. Pessoas abertas ao diálogo e ao entendimento, ou culturalmente dispostas à valorizar o design. Também não desejo supor que está havendo uma valorização tão brusca da profissão, embora alguns avanços já se façam perceber, principalmente nos espaços na mídia especializada empresarial onde o tema é apresentado.</p>
<p>Sem abrir mão dos paradigmas ou premissas de um bom projeto, é possível sim um bom entendimento com nossos clientes. Para isso é preciso primeiro que nós mudemos nossa postura e estejamos abertos à participação (que é diferente de interferência) do cliente em nosso processo criativo, para que então, este nosso novo parceiro de projeto possa também se abrir à nossa participação, expertise e conhecimento. Isso não significa em nenhum momento fazer exatamente o que foi solicitado, nem significa ser orientado pelo cliente, ou abrir mão de nossa autoria. Também não é a velha história de dizer que o cliente tem sempre razão pois é ele que entende de seu negócio. Não é por aí. Isso apenas significa aprender a ouvir e compreender, para ganhar a confiança do seu cliente e para que ele também possa escutar e valorizar o que você tiver a dizer. Além de ser mais fácil o relacionamento, esse diálogo implica em aceitar uma realidade muito simples: que nem sempre o Designer estará 100% certo, e nem sempre o cliente 100% errado. Afinal, quando você aliena o cliente do processo criativo, ele provavelmente o alienará do processo decisório.</p>
<p>A questão principal é entendermos que estamos frente à frente com outro ser humano igual à nós, e antes de estabelecermos uma relação de trabalho precisamos desenvolver uma relação de confiança e de boa comunicação com a pessoa do outro lado da mesa. Se nos aproximarmos cheios de barreiras, escudos ou preconceitos, obviamente o outro também o fará, e todos sairão perdendo. Portanto o primeiro passo é sempre chegarmos de peito e ouvidos abertos.</p>
<p>Inverta a situação. Imagine que você está contratando um arquiteto para projetar o seu escritório. Você simplesmente falaria para ele “Faça o que quiser”? Na hora de cortar o cabelo, você dá total liberdade ao cabeleireiro para ele fazer o que ele bem entender? Talvez se for alguém que você confia, que conhece o seu estilo, e com quem você já trabalhou várias vezes a resposta até seja um SIM. Mas se for alguém novo, que você não conhece, provavelmente a resposta seria NÃO, afinal, a confiança ainda não foi construída e ela precisa de tempo para ser estabelecida. Ou seja, em um momento ou em outro também somos nós os “clientes”.</p>
<p>Se logo de início estivermos mais atentos em compreender as verdadeiras aspirações do cliente nas entrelinhas do briefing, do que em recusar uma ou outra cor ou forma sugerida, poderemos muito mais facilmente atender estas aspirações, solucionando o problema de maneira mais precisa, e assim, ganhar abertura para demonstrar que essa ou qualquer outra imposição inicial não atende realmente o objetivo do projeto dele. Se você for aberto ao cliente, ele será aberto a você, e pode ser o óbvio, mas para um bom design, primeiro é preciso uma boa comunicação.</p>
<p>Claro que sempre encontraremos o eventual “chato”. Mas isso não se restringe a nossa profissão (todas tem os seus) e nem se limita ao universo do cliente. Afinal essa é a vida, e convenhamos: temos chatos na família, entre colegas de trabalho, na faculdade, no cinema e em muitos outros lugares nos quais os encontraremos.</p>
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		<title>Design total chega ao fim.</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 22:01:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[cursos]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[design total]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[on line]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros colegas designers. Como alguns de vocês já sabem vamos encerrar as atividades de cursos on line da Design Total. As turmas dos cursos de Julho agora são as últimas. Para quem não conhece a história a Design Total começou em 2004 com os cursos de Teoria das Cores da Helena Sordili, Imagem Experimental do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste"><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/07/fim-design-total-002_.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-339" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="fim design total 002_" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/07/fim-design-total-002_.jpg" alt="" width="458" height="310" /></a></div>
<div>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 8.0pt; line-height: 115%;">Caros colegas designers. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 8.0pt; line-height: 115%;">Como alguns de vocês já sabem vamos encerrar as atividades de cursos on line da Design Total. As turmas dos cursos de Julho agora são as últimas. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 8.0pt; line-height: 115%;">Para quem não conhece a história a Design Total começou em 2004 com os cursos de Teoria das Cores da Helena Sordili, Imagem Experimental do Gustavo Lassala, e com o meu curso de Manuais de Identidade visual. Durante um bom tempo foram todos muito bem. Na época tínhamos também muitos outros contatos com professores e propostas de cursos a serem montados. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 8.0pt; line-height: 115%;">Porem todos nós, bem como a maioria dos professores que foram convidados, já em 2004 nos dividíamos em uma jornada dupla entre as salas de aula e em nossos próprios escritórios, o que deixava pouco (ou nenhum) tempo livre para elaboração de novos cursos. Com isso a Design Total ficou com os mesmos 3 cursos do primeiro ao último dia de sua atuação. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 8.0pt; line-height: 115%;">A montagem trabalhosa de apostilas (algumas com mais de 200 páginas) sempre foi uma barreira aos novos cursos, e dificultavam novos lançamentos. Neste meio tempo, concorrentes apareceram cobrando menos por cursos mais “profissionalizantes” e menos aprofundados. Por outro lado, felizmente neste caso, as faculdades melhoraram em muito as suas grades, e disciplinas como tipografia, teoria das cores, sistemas de identidade visual já não são mais tão incomuns assim. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 8.0pt; line-height: 115%;">Com isso a demanda caiu, e sem novos cursos para impulsionar os demais, bem como sem uma estrutura mais forte para divulgação, achamos que o ideal é encerrarmos as atividades. </span></p>
</div>
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		<title>MORTE AOS DESIGNERS ???</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 20:49:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
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		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[designers]]></category>
		<category><![CDATA[micreiros]]></category>
		<category><![CDATA[prática profissional]]></category>
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		<category><![CDATA[profissão]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo que discute a eterna e definitivamente imaginária briga que vemos entre micreiros e designers. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você está lendo este texto, é provavelmente porque o título acima gerou-lhe alguma forma ou de curiosidade ou repulsa.</p>
<p>Repulsa, foi também o que senti, anos atrás, ao ver pela primeira vez, no bazar de um N-Design (encontro anual e nacional de estudantes de design) a venda de um adesivo com a frase “MORTE AOS MICREIROS”. Não era a primeira vez que encontrava esta frase, ou mesmo me deparado com diferentes versões onde o suposto ódio aos micreiros era manifestado. Preconceitos sempre me incomodaram.</p>
<p>Na época de faculdade, de conversas em bares à listas de discussão na internet (principalmente) o tema dos “sobrinhos” ou dos “micreiros” sempre aparecia. O consenso era que estas pessoas que sabem usar alguns softwares e se aventuram a fazer cartazes, sites, logotipos etc, estavam destruindo o nosso mercado, cobrando valores irrisórios e produzindo peças gráficas e digitais de qualidade duvidosa.</p>
<p>Cresci na profissão ouvindo meus colegas falando mal dos micreiros. Mas sabe da verdade? Eu nunca conheci um micreiro. Conheço apenas designers.</p>
<p><span id="more-320"></span></p>
<p>Minha questão aqui não é a aparentemente eterna e definitivamente imaginária briga que vemos entre micreiros e designers. E sim o que ela abriga: A fantasia de um inimigo, que age de maneira leviana, é anti ético, plagiador, grosseiro, e que acaba com o nosso mercado.</p>
<p>Nunca soube de nenhum micreiro que tenha realmente me “roubado” um cliente. Provavelmente isso até já ocorreu, mas não seria muito diferente das muitas vezes em que perdi projetos para outros designers de outras especialidades (produto, web etc) que cobraram valores irrisórios ou criaram logos de qualidade duvidosa ou para quebrar um galho para o cliente, ou para faturar um extra.</p>
<p>Nunca fui insultado por um micreiro, mas por outros designers, diversas vezes. O mais comum ocorria no meu início de carreira, em listas de discussão onde a simples divergências de ideias transformavam-se em campos de batalha mortais pessoais. Geralmente os “amadores”, que participavam destas listas estavam muito mais interessados em absorver o máximo de conhecimento possível, do que entrar em picuinhas e discussões pessoais.</p>
<p>Claro que no caso de plágios, tanto de marcas quanto dos textos do nosso site, já tivemos problemas com micreiros. Ainda temos e infelizmente isso é uma triste verdade. Mas também sofremos plágios feitos por publicitários, por profissionais de marketing, e até por engenheiros agrônomos. Infelizmente também é verdade que o número de plágios que sofremos por micreiros é praticamente o mesmo dos cometidos por designers ou estudantes de design.</p>
<p>Mas voltando ao assunto, nenhum micreiro jamais entrou em contato comigo se fazendo passar por um cliente para descobrir os valores que cobramos no escritório por um projeto. Mas no período que ainda respondia os contatos que chegavam pelo site, a frequência de designers e estudantes de design que o faziam era quase quinzenal. Uma simples busca do nome e e-mail no Google delatavam o autor. Apenas uma observação aqui: Este tipo de atitude “esperta” pode até ser enquadrado como falsidade ideológica. É crime.</p>
<p>Também nunca vi nenhum micreiro favorecer seus amigos em concursos, publicações ou exposições. Nunca vi um micreiro fazendo difamação para prejudicar seus desafetos ou falando mal dos colegas pelas costas. E nunca conheci nenhum micreiro com o ego tão inflado que tornasse a relação pessoal uma tortura para os outros a sua volta. Mas como falei antes, nunca conheci nenhum micreiro. Não é mesmo?</p>
<p>Essa é apenas a minha experiência no assunto. Talvez a sua seja diferente. Talvez você tenha tido realmente muito mais problemas com micreiros do que eu. Não duvido disso. Mas o que lhe pergunto é:</p>
<p>Você já não passou pelos mesmos problemas também com seus colegas designers?</p>
<p>Talvez em lugar de procurarmos um bode expiatório (ou aceitarmos aquele que nos é convenientemente apresentado) devêssemos estar mais preocupados com o tipo de profissional que estamos formando, e que tipo de ética este profissional está construindo no nosso mercado.</p>
<p>O mercado de design é o que fazemos dele, e a realidade que se apresenta hoje, boa ou ruim, é apenas um reflexo das pessoas que neles atuam. Isso vale desde as faculdades, no ensino e formação, passando pelos profissionais, escritórios e suas práticas, até as associações de classe existentes.</p>
<p>Os inimigos não são os micreiros. Infelizmente, somos nós.</p>
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		<title>Entendeu, ou quer que eu desenhe?</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/entendeu-ou-quer-que-eu-desenhe/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 17:25:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deia Kulpas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Recomendados]]></category>
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		<category><![CDATA[windows]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo sobre a perda de tempo que é a discussão ferrenha entre softwares, e de como a mesma nos afasta das questões importantes da profissão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/03/paint1.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-296" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/03/paint1.gif" alt="" width="456" height="419" /></a></p>
<p>Já acreditei em rixas entre (<em>facções)</em> de usuários de programas e plataformas. Já fui da turma do illustrator, já fui da turma do corel draw.  Já defendi o PC, já levantei a bandeira da Apple.</p>
<p>Mas o que aprendi após 10 anos de trabalho na área é que nunca cheguei a lugar algum gastando meu precioso tempo e energia em tópicos como esses. E como você irá perceber, este artigo não é sobre qual software é melhor, nem sobre “o que importa é o profissional”.</p>
<p><span id="more-292"></span></p>
<p>Talento não vem junto com o programa de instalação. Infelizmente. Bem como soluções para questões de estratégia, cobrança, metodologia, planejamento e condução de um projeto em design.</p>
<p>Fico abismada como se perde tempo massacrando o usuário de uma ferramenta e não se aplica esse mesmo esforço com questionamentos sobre a capacidade de compreender um cliente, seus problemas e suas reais necessidades. O empenho em buscar uma solução para um projeto fica limitado nesta discussão ao papel de coadjuvante quando deveria ser o protagonista.</p>
<p>Sou usuária de ambas as plataformas, Windows e Mac OS, Corel e Illustrator.  Tenho plena ciência das vantagens e desvantagens de cada um. Aliás,  confesso que sou até grata por isso, uma vez que ambos softwares têm se empenhado em copiar as vantagens um do outro na intenção de aprimorar suas versões. Por mais que eles sejam incríveis, nunca resolveram meus problemas de gestão de projetos, que ao meu ver são intrínsecos à “profissão designer”.</p>
<p>E ainda no âmbito dos temas relacionados à discussões do segmento, já são  notórias as consequências prejudiciais ao projeto de “se fechar em uma bolha”, e o tiro no pé que isso representa profissionalmente. A troca de experiências e as vivências são necessárias para nossa profissão, uma vez que repertório é fundamental ao lidar com diferentes briefings. Em nenhum momento o software usado foi determinante para o cliente aprovar ou não um projeto, por isso me soa incongruente um designer se isolar de maneira agressiva, adotando um comportamento de manada, repetindo clichês e fórmulas prontas.</p>
<p>Ferramentas são necessárias sim, mas o fato de outros colegas de profissão utilizarem softwares diferentes não representa nem uma ameaça, nem um obstáculo no crescimento da minha profissão e muito menos do segmento. Já não sei se posso dizer o mesmo sobre debates infinitos sobre a homogeneização de plataformas e idéias.</p>
<p>Enquanto nenhum software resolve nem os problemas da profissão, nem os de projeto, prefiro a objetividade de um diagrama de frutas.</p>
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		<title>Curso de Tecnólogo em Design Gráfico, é válido?</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/curso-de-tecnologo-em-design-grafico-e-valido/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 22:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
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		<category><![CDATA[tecnólogo]]></category>

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		<description><![CDATA[Curso de Tecnólogo em Design Gráfico, é válido? Este artigo debate ambos os pontos de vista, a favor e contra os cursos de formação de 2 anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://farm3.static.flickr.com/2336/2122939844_0b1a3a9930.jpg" alt="" width="450" height="279" /></p>
<p>Recentemente recebemos no nosso formspring a seguinte pergunta:</p>
<blockquote><p><span style="color: #ff6600;">&#8220;</span><strong><span style="color: #ff6600;">Queria saber o que vocês acham do Curso Tecnólogo em Design Gráfico, mesmo sendo um curso rápido (2anos), é válido?&#8221;</span></strong></p></blockquote>
<p>Questão delicada, e até polêmica para algumas pessoas&#8230; portanto para quem for ler este artigo, pediremos calma e tranqüilidade, pois é um tema que geralmente levanta os ânimos (e porque não dizer a fúria) tanto de quem é a favor, quanto de quem é contra este tipo de curso.</p>
<p><span id="more-286"></span></p>
<p>Para facilitar, vamos fazer um comparativo.</p>
<p>Muitas profissões reconhecidas e regulamentadas tem “versões técnicas” com cursos superiores de 2 anos ou menos. Isso é fato.</p>
<p>Técnico em enfermagem, técnico e nutrição, técnico em química, em eletrônica, em informática, em mecânica, em contabilidade, em farmácia, em edificações etc&#8230; basta dar uma busca no google para ver que a lista continua.</p>
<p>Mas um técnico em nutrição, não é um nutricionista, da mesma forma que um técnico em farmácia não é um farmacêutico e assim por diante. Isso não está em discussão, e um aluno que faz um curso técnico sabe que não obterá um diploma de bacharelado. Até aqui tudo bem?</p>
<p>Estas formações existem tanto para atender as necessidades do mercado, quanto para oferecer ao aluno uma formação mais barata e rápida que agilize o seu ingresso no mercado de trabalho. Concorde ou não, essa é a realidade.</p>
<p>Portanto, um curso de Tecnólogo em Design Gráfico é sim válido, para atender a essa demanda do mercado e dos alunos. Mas da mesma forma que os demais, é um curso que não forma um Designer Gráfico, e sim um Técnico em Design Gráfico.</p>
<p>A idéia seria formar um profissional técnico para atender as demandas também do mercado. Em uma mera hipótese, em um “mundo ideal” o Técnico em Design Gráfico não seria um diretor de arte mas sim, aquele que faz atividades mais ligadas a produção, como aplicação de um conteúdo de uma revista em um projeto gráfico mais rígido, produção de manuais, acompanhamento de gráfica e finalização de algumas artes.</p>
<p>Como a profissão não é regulamentada, as faculdades com estes cursos “vendem” subjetivamente a ILUSÃO de um atalho ao aluno e de que ele será tão “designer” quanto o que fez um curso com o dobro da carga horária.</p>
<p>A questão é matemática, 4 anos é o dobro de 2. O dobro de experiência, o dobro do conteúdo, o dobro de estudos, o dobro de aprendizado. Se fossem a mesma coisa, não haveriam mais cursos de 4 anos, afinal, para que pagar o dobro se o resultado é “quase o mesmo”?. Quem escolhe um curso de 2 anos porque acha que é a mesma coisa que um de 4, está se enganando.</p>
<p>A mesma lógica vale para além da graduação. Se você fez mais de uma faculdade, se fez pós graduação, se busca ler ou fazer cursos de extensão, tudo isso influencia na sua capacidade como profissional pela carga horária de estudos. Quem se contenta com um curso de 4 anos, também está se iludindo.</p>
<p>O problema que esbarramos aqui é o da regulamentação. Em todos os cursos técnicos listados acima existem limites de que atividades o profissional pode desenvolver. Quais seriam os limites do Técnico em Design Gráfico? Difícil responder não?</p>
<p>É difícil sim, pois entram aqui outras variáveis, como o potencial do indivíduo. Quem disse que um técnico em design gráfico não tem potencial para virar um ótimo designer, criador ou diretor de arte? Será que queremos impor limite ao talento?</p>
<p>Sempre existirão os talentos que irão superar os limites da própria formação, da mesma forma que outros sairão medíocres de cursos de 4 anos. Ambos os casos ocorrem.</p>
<p>Nesta semana contratamos, após um período de experiência, um jovem profissional aqui no escritório com bastante talento, e uma postura comprometida com o trabalho e com a equipe. Como não sou eu quem decide as contratações, descobri somente agora que a formação dele é tecnólogo em design de mídia digital. Somos um escritório de design de marcas, e quer saber? Sinceramente, isso não fez a menor diferença para mim.</p>
<p>Alguns poderiam agora dizer que o moral dessa história é: “Não importa o curso, o que importa é o aluno!”.</p>
<p>Mas eu prefiro dizer “Se ele já é um ótimo profissional com um curso de 2 anos, imagine com um de 4? Ou com uma pós&#8230;?”</p>
<p>Seja em um curso de 2 ou 4 anos, o importante é não se contentar e continuar sempre estudando e aprendendo. O que não pode ocorrer é usar o talento ou o diploma como “muleta” para a preguiça de estudar.</p>
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