25/08/2010
Seja em uma conversa entre colegas de profissão, em uma lista de discussão, ou nas comunidades das redes sociais, o tópico “CLIENTE” sempre aparece. Curiosamente as reclamações são sempre as mesmas: Imposição de ideias, cores e formas; dificuldade em fazê-lo entender o processo de trabalho; duras negociações ao tentar cobrar os valores adequados, e a eterna luta para se aprovar um trabalho.
Quando comecei à pensar neste artigo, 7 sete anos atrás, o tópico era justamente este. No entanto neste meio tempo muita coisa mudou. Não sinto mais dificuldade em compartilhar o desenvolvimento do projeto com o cliente, nem em colocar na mesa a metodologia adequada ao seu desenvolvimento. Também já e cada vez mais é mais fácil demonstrar o valor e a importância de um bom Design.
14/07/2010
Caros colegas designers.
Como alguns de vocês já sabem vamos encerrar as atividades de cursos on line da Design Total. As turmas dos cursos de Julho agora são as últimas.
Para quem não conhece a história a Design Total começou em 2004 com os cursos de Teoria das Cores da Helena Sordili, Imagem Experimental do Gustavo Lassala, e com o meu curso de Manuais de Identidade visual. Durante um bom tempo foram todos muito bem. Na época tínhamos também muitos outros contatos com professores e propostas de cursos a serem montados.
Porem todos nós, bem como a maioria dos professores que foram convidados, já em 2004 nos dividíamos em uma jornada dupla entre as salas de aula e em nossos próprios escritórios, o que deixava pouco (ou nenhum) tempo livre para elaboração de novos cursos. Com isso a Design Total ficou com os mesmos 3 cursos do primeiro ao último dia de sua atuação.
A montagem trabalhosa de apostilas (algumas com mais de 200 páginas) sempre foi uma barreira aos novos cursos, e dificultavam novos lançamentos. Neste meio tempo, concorrentes apareceram cobrando menos por cursos mais “profissionalizantes” e menos aprofundados. Por outro lado, felizmente neste caso, as faculdades melhoraram em muito as suas grades, e disciplinas como tipografia, teoria das cores, sistemas de identidade visual já não são mais tão incomuns assim.
Com isso a demanda caiu, e sem novos cursos para impulsionar os demais, bem como sem uma estrutura mais forte para divulgação, achamos que o ideal é encerrarmos as atividades.
30/06/2010
Se você está lendo este texto, é provavelmente porque o título acima gerou-lhe alguma forma ou de curiosidade ou repulsa.
Repulsa, foi também o que senti, anos atrás, ao ver pela primeira vez, no bazar de um N-Design (encontro anual e nacional de estudantes de design) a venda de um adesivo com a frase “MORTE AOS MICREIROS”. Não era a primeira vez que encontrava esta frase, ou mesmo me deparado com diferentes versões onde o suposto ódio aos micreiros era manifestado. Preconceitos sempre me incomodaram.
Na época de faculdade, de conversas em bares à listas de discussão na internet (principalmente) o tema dos “sobrinhos” ou dos “micreiros” sempre aparecia. O consenso era que estas pessoas que sabem usar alguns softwares e se aventuram a fazer cartazes, sites, logotipos etc, estavam destruindo o nosso mercado, cobrando valores irrisórios e produzindo peças gráficas e digitais de qualidade duvidosa.
Cresci na profissão ouvindo meus colegas falando mal dos micreiros. Mas sabe da verdade? Eu nunca conheci um micreiro. Conheço apenas designers.
25/03/2010
Já acreditei em rixas entre (facções) de usuários de programas e plataformas. Já fui da turma do illustrator, já fui da turma do corel draw. Já defendi o PC, já levantei a bandeira da Apple.
Mas o que aprendi após 10 anos de trabalho na área é que nunca cheguei a lugar algum gastando meu precioso tempo e energia em tópicos como esses. E como você irá perceber, este artigo não é sobre qual software é melhor, nem sobre “o que importa é o profissional”.
22/03/2010

Recentemente recebemos no nosso formspring a seguinte pergunta:
“Queria saber o que vocês acham do Curso Tecnólogo em Design Gráfico, mesmo sendo um curso rápido (2anos), é válido?”
Questão delicada, e até polêmica para algumas pessoas… portanto para quem for ler este artigo, pediremos calma e tranqüilidade, pois é um tema que geralmente levanta os ânimos (e porque não dizer a fúria) tanto de quem é a favor, quanto de quem é contra este tipo de curso.
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