11/03/2010
Nas últimas semanas a divulgação de uma vaga de estágio, aqui na Sebastiany, gerou um certo burburinho. Mais do que a vaga em si, um dos pré requisitos ganhou uma atenção especial:
“Precisa saber Corel Draw”
Claro que não precisou muito para o assunto aparecer em fóruns, twitts e blogs. Ora com certa surpresa, ora com certo horror. Não é de se estranhar, afinal, o Corel não é exatamente um software muito “querido” entre designers. Justamente por ser um programa fácil de usar, tornou-se o segundo mais usado entre os tão mal falados “micreiros”. Claro que ninguém atira pedras no Photoshop por ser o primeiro, mas a verdade é que por ser um software mais generalista e menos especializado como as opções da adobe, o Corel certamente não é a melhor opção para um escritório de design gráfico.
Surpreso por concordarmos com isso?
05/03/2010

Como muitos alunos em sala de aula já me perguntaram isso, e como as mesmas perguntas apareceram no Formspring da Sebastiany, resolvi produzir esse texto que foi adaptado a partir da Aula 3 do curso de Manuais de Identidade Visual da Design Total, que debate a pertinência do uso de Malhas Construtivas nos dias de hoje.
Porque Fazer Malhas Construtivas?
Ainda mais nos dias de hoje onde os recursos tecnológicos de reprodução das marcas são abundante?
Para entendermos esta questão, devemos voltar primeiro um pouco no tempo, em uma época em que o computador não fazia parte da dinâmica de criação e produção de um escritório de design.
23/02/2010
No final de janeiro deste ano, abrimos na Sebastiany uma nova vaga para estágio. Algo bom correto? Afinal, é sinal do crescimento do mercado em design e qualquer vaga de estágio, não importa onde, é uma oportunidade para um estudante, seja para aprender fazer um bom projeto, seja para aprender a lidar com um chefe chato. Não importa! Afinal é só um estágio!
04/10/2009

As dificuldades de se encontrar novos clientes, dispostos a investir em design, o que é diferente de “gastar” com design, já são conhecidas por nós, que sentimos na pele as dificuldades de manter um fluxo de caixa constante em nossos escritórios. Portanto, não vou ficar aqui choramingando pelas mesmas mazelas de sempre. Vou, no entanto, levantar uma nova questão: Muito se fala e se escreve sobre a dificuldade e lentidão com que novos mercados consumidores de Design são criados, abertos ou conquistados no Brasil, mas pouco se fala sobre um mercado cada vez maior em nosso país, que consome enorme quantidade de recursos, e que envolve profissionais que gerenciam investimentos de porte para uma grande variedade de empresas: Nós Designers, somos um mercado consumidor e gerenciador em constante crescimento.
A idéia da criação em Design como um ato instantâneo, quase divino, está muito longe de retratar a verdade. Levou mais de 100 mil anos para o homem primitivo, à partir das referências de seu ambiente, descobrir como dominar o fogo, e apenas poucos anos para o mesmo homem transformar a internet que conhecemos hoje. Ao olharmos para o último século, fica óbvia a crescente aceleração pela qual passou a área tecnológica. Similarmente, nas artes, foram séculos até o surgimento do impressionismo, mas poucas décadas até sua “superação” pelo expressionismo. Hoje, quase meio século após o revolucionário New Look de Dior, que marcou uma década, a moda é substituída continuamente por coleções que duram pouco mais que alguns meses. A aceleração das possibilidades criativas só é possível nesta escala, pois são também mais amplas as referências, em um mundo onde nosso repertório cresce em progressão geométrica .