01/09/2010

Entre nós designers, é comum encontrarmos aqueles que adoram citar regras de criação. Principalmente quando o assunto é o desenho de um símbolo ou logotipo para uma marca. Mas curiosamente os mesmos designers que vejo ditando regras ou normas são muitas vezes os primeiros a reclamar da tal “falta de liberdade criativa” usualmente por “culpa do cliente”… Segundo eles.
É estranho e incoerente esta posição de quem impõem regras aos outros, mas não aceita limites quando lhe são apresentados. Parece ser sempre uma disputa de poder entre aquele que “sabe mais” e aquele que “manda mais” no projeto, como se a liberdade para criar estivesse relacionada à posse, àquele que verdadeiramente é o “dono na marca”: o criador ou o contratante.
30/06/2010
Se você está lendo este texto, é provavelmente porque o título acima gerou-lhe alguma forma ou de curiosidade ou repulsa.
Repulsa, foi também o que senti, anos atrás, ao ver pela primeira vez, no bazar de um N-Design (encontro anual e nacional de estudantes de design) a venda de um adesivo com a frase “MORTE AOS MICREIROS”. Não era a primeira vez que encontrava esta frase, ou mesmo me deparado com diferentes versões onde o suposto ódio aos micreiros era manifestado. Preconceitos sempre me incomodaram.
Na época de faculdade, de conversas em bares à listas de discussão na internet (principalmente) o tema dos “sobrinhos” ou dos “micreiros” sempre aparecia. O consenso era que estas pessoas que sabem usar alguns softwares e se aventuram a fazer cartazes, sites, logotipos etc, estavam destruindo o nosso mercado, cobrando valores irrisórios e produzindo peças gráficas e digitais de qualidade duvidosa.
Cresci na profissão ouvindo meus colegas falando mal dos micreiros. Mas sabe da verdade? Eu nunca conheci um micreiro. Conheço apenas designers.
25/03/2010
Já acreditei em rixas entre (facções) de usuários de programas e plataformas. Já fui da turma do illustrator, já fui da turma do corel draw. Já defendi o PC, já levantei a bandeira da Apple.
Mas o que aprendi após 10 anos de trabalho na área é que nunca cheguei a lugar algum gastando meu precioso tempo e energia em tópicos como esses. E como você irá perceber, este artigo não é sobre qual software é melhor, nem sobre “o que importa é o profissional”.
22/03/2010

Recentemente recebemos no nosso formspring a seguinte pergunta:
“Queria saber o que vocês acham do Curso Tecnólogo em Design Gráfico, mesmo sendo um curso rápido (2anos), é válido?”
Questão delicada, e até polêmica para algumas pessoas… portanto para quem for ler este artigo, pediremos calma e tranqüilidade, pois é um tema que geralmente levanta os ânimos (e porque não dizer a fúria) tanto de quem é a favor, quanto de quem é contra este tipo de curso.
05/03/2010

Como muitos alunos em sala de aula já me perguntaram isso, e como as mesmas perguntas apareceram no Formspring da Sebastiany, resolvi produzir esse texto que foi adaptado a partir da Aula 3 do curso de Manuais de Identidade Visual da Design Total, que debate a pertinência do uso de Malhas Construtivas nos dias de hoje.
Porque Fazer Malhas Construtivas?
Ainda mais nos dias de hoje onde os recursos tecnológicos de reprodução das marcas são abundante?
Para entendermos esta questão, devemos voltar primeiro um pouco no tempo, em uma época em que o computador não fazia parte da dinâmica de criação e produção de um escritório de design.
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