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	<title>Sebastiany Branding &#187; Recomendados</title>
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	<description>Blog da Sebastiany Branding, escritório especializado em estratégia e design de marcas</description>
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		<title>Existe Mesmo Liberdade Criativa?</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 15:24:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design de marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
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		<description><![CDATA[Entre nós designers, é comum encontrarmos aqueles que adoram citar regras de criação. Principalmente quando o assunto é o desenho de um símbolo ou logotipo para uma marca. Mas curiosamente os mesmos designers que vejo ditando regras ou normas são muitas vezes os primeiros a reclamar da tal “falta de liberdade criativa” usualmente por &#8220;culpa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="computer arts" src="http://farm5.static.flickr.com/4087/4834665210_fec2ca3920_b.jpg" alt="" width="455" height="630" /></p>
<p>Entre nós designers, é comum encontrarmos aqueles que adoram citar regras de criação. Principalmente quando o assunto é o desenho de um símbolo ou logotipo para uma marca. Mas curiosamente os mesmos designers que vejo ditando regras ou normas são muitas vezes os primeiros a reclamar da tal “falta de liberdade criativa” usualmente por &#8220;culpa do cliente&#8221;&#8230; Segundo eles.</p>
<p>É estranho e incoerente esta posição de quem impõem regras aos outros, mas não aceita limites quando lhe são apresentados. Parece ser sempre uma disputa de poder entre aquele que “sabe mais” e aquele que “manda mais” no projeto, como se a liberdade para criar estivesse relacionada à posse, àquele que verdadeiramente é o “dono na marca”: o criador ou o contratante.</p>
<p><span id="more-388"></span></p>
<p>Mas meus caros amigos, a marca de uma empresa não pertence nem ao seu CEO (infelizmente para ele), nem ao seu criador (infelizmente para nós). A marca pertence sempre ao público que ela visa atingir. Sua identidade visual, traduzida em seu símbolo, logotipo, cores, formas, texturas etc, existe para comunicar algo para este público, sobre a empresa, serviço ou produto que lhe é oferecido. A marca visual existe para ser notada e lembrada, para identificar e diferenciar, e principalmente, para criar uma percepção.</p>
<p>Por isso, mesmo que em algum momento a tecnologia resolva todos os problemas técnicos de reprodução, estaremos sempre limitados pelos objetivos do projeto, do público a que se destina, mercado e segmento. Portanto, a tal “liberdade criativa” em design de marcas será sempre uma ilusão. O simples entendimento do problema define limites para a criação, e quanto mais conhecermos os problemas de um projeto, menos liberdade teremos para criar.</p>
<p>Isso é ruim? Não! Superar problemas pode não ser uma tarefa fácil, mas certamente é uma das mais gratificantes. Se por um lado este conhecimento limita as direções da criação, por outro ajuda a ir mais longe e a fundo nos caminhos trilhados, estimula a superação de obstáculos e no final: excita a criatividade.</p>
<p>“Liberdade para criar”, convenhamos, é a ilusão de um ego que não aceita encarar de frente os desafios, problemas, obstáculos que acompanham qualquer processo projetual. De quem, se por um lado protege-se contra a frustração, priva-se também do prazer gratificante da superação. No design as melhores soluções sempre surgem dos maiores problemas, nunca da privação de obstáculos.</p>
<ul>
<li>Artigo publicado originalmente na revista Computer Arts Projects / Brasil, Edição 12, Julho 2010</li>
</ul>
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		<title>MORTE AOS DESIGNERS ???</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/morte-aos-designers/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 20:49:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
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		<category><![CDATA[Ética]]></category>
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		<description><![CDATA[Artigo que discute a eterna e definitivamente imaginária briga que vemos entre micreiros e designers. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você está lendo este texto, é provavelmente porque o título acima gerou-lhe alguma forma ou de curiosidade ou repulsa.</p>
<p>Repulsa, foi também o que senti, anos atrás, ao ver pela primeira vez, no bazar de um N-Design (encontro anual e nacional de estudantes de design) a venda de um adesivo com a frase “MORTE AOS MICREIROS”. Não era a primeira vez que encontrava esta frase, ou mesmo me deparado com diferentes versões onde o suposto ódio aos micreiros era manifestado. Preconceitos sempre me incomodaram.</p>
<p>Na época de faculdade, de conversas em bares à listas de discussão na internet (principalmente) o tema dos “sobrinhos” ou dos “micreiros” sempre aparecia. O consenso era que estas pessoas que sabem usar alguns softwares e se aventuram a fazer cartazes, sites, logotipos etc, estavam destruindo o nosso mercado, cobrando valores irrisórios e produzindo peças gráficas e digitais de qualidade duvidosa.</p>
<p>Cresci na profissão ouvindo meus colegas falando mal dos micreiros. Mas sabe da verdade? Eu nunca conheci um micreiro. Conheço apenas designers.</p>
<p><span id="more-320"></span></p>
<p>Minha questão aqui não é a aparentemente eterna e definitivamente imaginária briga que vemos entre micreiros e designers. E sim o que ela abriga: A fantasia de um inimigo, que age de maneira leviana, é anti ético, plagiador, grosseiro, e que acaba com o nosso mercado.</p>
<p>Nunca soube de nenhum micreiro que tenha realmente me “roubado” um cliente. Provavelmente isso até já ocorreu, mas não seria muito diferente das muitas vezes em que perdi projetos para outros designers de outras especialidades (produto, web etc) que cobraram valores irrisórios ou criaram logos de qualidade duvidosa ou para quebrar um galho para o cliente, ou para faturar um extra.</p>
<p>Nunca fui insultado por um micreiro, mas por outros designers, diversas vezes. O mais comum ocorria no meu início de carreira, em listas de discussão onde a simples divergências de ideias transformavam-se em campos de batalha mortais pessoais. Geralmente os “amadores”, que participavam destas listas estavam muito mais interessados em absorver o máximo de conhecimento possível, do que entrar em picuinhas e discussões pessoais.</p>
<p>Claro que no caso de plágios, tanto de marcas quanto dos textos do nosso site, já tivemos problemas com micreiros. Ainda temos e infelizmente isso é uma triste verdade. Mas também sofremos plágios feitos por publicitários, por profissionais de marketing, e até por engenheiros agrônomos. Infelizmente também é verdade que o número de plágios que sofremos por micreiros é praticamente o mesmo dos cometidos por designers ou estudantes de design.</p>
<p>Mas voltando ao assunto, nenhum micreiro jamais entrou em contato comigo se fazendo passar por um cliente para descobrir os valores que cobramos no escritório por um projeto. Mas no período que ainda respondia os contatos que chegavam pelo site, a frequência de designers e estudantes de design que o faziam era quase quinzenal. Uma simples busca do nome e e-mail no Google delatavam o autor. Apenas uma observação aqui: Este tipo de atitude “esperta” pode até ser enquadrado como falsidade ideológica. É crime.</p>
<p>Também nunca vi nenhum micreiro favorecer seus amigos em concursos, publicações ou exposições. Nunca vi um micreiro fazendo difamação para prejudicar seus desafetos ou falando mal dos colegas pelas costas. E nunca conheci nenhum micreiro com o ego tão inflado que tornasse a relação pessoal uma tortura para os outros a sua volta. Mas como falei antes, nunca conheci nenhum micreiro. Não é mesmo?</p>
<p>Essa é apenas a minha experiência no assunto. Talvez a sua seja diferente. Talvez você tenha tido realmente muito mais problemas com micreiros do que eu. Não duvido disso. Mas o que lhe pergunto é:</p>
<p>Você já não passou pelos mesmos problemas também com seus colegas designers?</p>
<p>Talvez em lugar de procurarmos um bode expiatório (ou aceitarmos aquele que nos é convenientemente apresentado) devêssemos estar mais preocupados com o tipo de profissional que estamos formando, e que tipo de ética este profissional está construindo no nosso mercado.</p>
<p>O mercado de design é o que fazemos dele, e a realidade que se apresenta hoje, boa ou ruim, é apenas um reflexo das pessoas que neles atuam. Isso vale desde as faculdades, no ensino e formação, passando pelos profissionais, escritórios e suas práticas, até as associações de classe existentes.</p>
<p>Os inimigos não são os micreiros. Infelizmente, somos nós.</p>
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		<title>Entendeu, ou quer que eu desenhe?</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/entendeu-ou-quer-que-eu-desenhe/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 17:25:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deia Kulpas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
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		<category><![CDATA[windows]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo sobre a perda de tempo que é a discussão ferrenha entre softwares, e de como a mesma nos afasta das questões importantes da profissão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/03/paint1.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-296" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/03/paint1.gif" alt="" width="456" height="419" /></a></p>
<p>Já acreditei em rixas entre (<em>facções)</em> de usuários de programas e plataformas. Já fui da turma do illustrator, já fui da turma do corel draw.  Já defendi o PC, já levantei a bandeira da Apple.</p>
<p>Mas o que aprendi após 10 anos de trabalho na área é que nunca cheguei a lugar algum gastando meu precioso tempo e energia em tópicos como esses. E como você irá perceber, este artigo não é sobre qual software é melhor, nem sobre “o que importa é o profissional”.</p>
<p><span id="more-292"></span></p>
<p>Talento não vem junto com o programa de instalação. Infelizmente. Bem como soluções para questões de estratégia, cobrança, metodologia, planejamento e condução de um projeto em design.</p>
<p>Fico abismada como se perde tempo massacrando o usuário de uma ferramenta e não se aplica esse mesmo esforço com questionamentos sobre a capacidade de compreender um cliente, seus problemas e suas reais necessidades. O empenho em buscar uma solução para um projeto fica limitado nesta discussão ao papel de coadjuvante quando deveria ser o protagonista.</p>
<p>Sou usuária de ambas as plataformas, Windows e Mac OS, Corel e Illustrator.  Tenho plena ciência das vantagens e desvantagens de cada um. Aliás,  confesso que sou até grata por isso, uma vez que ambos softwares têm se empenhado em copiar as vantagens um do outro na intenção de aprimorar suas versões. Por mais que eles sejam incríveis, nunca resolveram meus problemas de gestão de projetos, que ao meu ver são intrínsecos à “profissão designer”.</p>
<p>E ainda no âmbito dos temas relacionados à discussões do segmento, já são  notórias as consequências prejudiciais ao projeto de “se fechar em uma bolha”, e o tiro no pé que isso representa profissionalmente. A troca de experiências e as vivências são necessárias para nossa profissão, uma vez que repertório é fundamental ao lidar com diferentes briefings. Em nenhum momento o software usado foi determinante para o cliente aprovar ou não um projeto, por isso me soa incongruente um designer se isolar de maneira agressiva, adotando um comportamento de manada, repetindo clichês e fórmulas prontas.</p>
<p>Ferramentas são necessárias sim, mas o fato de outros colegas de profissão utilizarem softwares diferentes não representa nem uma ameaça, nem um obstáculo no crescimento da minha profissão e muito menos do segmento. Já não sei se posso dizer o mesmo sobre debates infinitos sobre a homogeneização de plataformas e idéias.</p>
<p>Enquanto nenhum software resolve nem os problemas da profissão, nem os de projeto, prefiro a objetividade de um diagrama de frutas.</p>
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		<title>Curso de Tecnólogo em Design Gráfico, é válido?</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/curso-de-tecnologo-em-design-grafico-e-valido/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 22:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
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		<description><![CDATA[Curso de Tecnólogo em Design Gráfico, é válido? Este artigo debate ambos os pontos de vista, a favor e contra os cursos de formação de 2 anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://farm3.static.flickr.com/2336/2122939844_0b1a3a9930.jpg" alt="" width="450" height="279" /></p>
<p>Recentemente recebemos no nosso formspring a seguinte pergunta:</p>
<blockquote><p><span style="color: #ff6600;">&#8220;</span><strong><span style="color: #ff6600;">Queria saber o que vocês acham do Curso Tecnólogo em Design Gráfico, mesmo sendo um curso rápido (2anos), é válido?&#8221;</span></strong></p></blockquote>
<p>Questão delicada, e até polêmica para algumas pessoas&#8230; portanto para quem for ler este artigo, pediremos calma e tranqüilidade, pois é um tema que geralmente levanta os ânimos (e porque não dizer a fúria) tanto de quem é a favor, quanto de quem é contra este tipo de curso.</p>
<p><span id="more-286"></span></p>
<p>Para facilitar, vamos fazer um comparativo.</p>
<p>Muitas profissões reconhecidas e regulamentadas tem “versões técnicas” com cursos superiores de 2 anos ou menos. Isso é fato.</p>
<p>Técnico em enfermagem, técnico e nutrição, técnico em química, em eletrônica, em informática, em mecânica, em contabilidade, em farmácia, em edificações etc&#8230; basta dar uma busca no google para ver que a lista continua.</p>
<p>Mas um técnico em nutrição, não é um nutricionista, da mesma forma que um técnico em farmácia não é um farmacêutico e assim por diante. Isso não está em discussão, e um aluno que faz um curso técnico sabe que não obterá um diploma de bacharelado. Até aqui tudo bem?</p>
<p>Estas formações existem tanto para atender as necessidades do mercado, quanto para oferecer ao aluno uma formação mais barata e rápida que agilize o seu ingresso no mercado de trabalho. Concorde ou não, essa é a realidade.</p>
<p>Portanto, um curso de Tecnólogo em Design Gráfico é sim válido, para atender a essa demanda do mercado e dos alunos. Mas da mesma forma que os demais, é um curso que não forma um Designer Gráfico, e sim um Técnico em Design Gráfico.</p>
<p>A idéia seria formar um profissional técnico para atender as demandas também do mercado. Em uma mera hipótese, em um “mundo ideal” o Técnico em Design Gráfico não seria um diretor de arte mas sim, aquele que faz atividades mais ligadas a produção, como aplicação de um conteúdo de uma revista em um projeto gráfico mais rígido, produção de manuais, acompanhamento de gráfica e finalização de algumas artes.</p>
<p>Como a profissão não é regulamentada, as faculdades com estes cursos “vendem” subjetivamente a ILUSÃO de um atalho ao aluno e de que ele será tão “designer” quanto o que fez um curso com o dobro da carga horária.</p>
<p>A questão é matemática, 4 anos é o dobro de 2. O dobro de experiência, o dobro do conteúdo, o dobro de estudos, o dobro de aprendizado. Se fossem a mesma coisa, não haveriam mais cursos de 4 anos, afinal, para que pagar o dobro se o resultado é “quase o mesmo”?. Quem escolhe um curso de 2 anos porque acha que é a mesma coisa que um de 4, está se enganando.</p>
<p>A mesma lógica vale para além da graduação. Se você fez mais de uma faculdade, se fez pós graduação, se busca ler ou fazer cursos de extensão, tudo isso influencia na sua capacidade como profissional pela carga horária de estudos. Quem se contenta com um curso de 4 anos, também está se iludindo.</p>
<p>O problema que esbarramos aqui é o da regulamentação. Em todos os cursos técnicos listados acima existem limites de que atividades o profissional pode desenvolver. Quais seriam os limites do Técnico em Design Gráfico? Difícil responder não?</p>
<p>É difícil sim, pois entram aqui outras variáveis, como o potencial do indivíduo. Quem disse que um técnico em design gráfico não tem potencial para virar um ótimo designer, criador ou diretor de arte? Será que queremos impor limite ao talento?</p>
<p>Sempre existirão os talentos que irão superar os limites da própria formação, da mesma forma que outros sairão medíocres de cursos de 4 anos. Ambos os casos ocorrem.</p>
<p>Nesta semana contratamos, após um período de experiência, um jovem profissional aqui no escritório com bastante talento, e uma postura comprometida com o trabalho e com a equipe. Como não sou eu quem decide as contratações, descobri somente agora que a formação dele é tecnólogo em design de mídia digital. Somos um escritório de design de marcas, e quer saber? Sinceramente, isso não fez a menor diferença para mim.</p>
<p>Alguns poderiam agora dizer que o moral dessa história é: “Não importa o curso, o que importa é o aluno!”.</p>
<p>Mas eu prefiro dizer “Se ele já é um ótimo profissional com um curso de 2 anos, imagine com um de 4? Ou com uma pós&#8230;?”</p>
<p>Seja em um curso de 2 ou 4 anos, o importante é não se contentar e continuar sempre estudando e aprendendo. O que não pode ocorrer é usar o talento ou o diploma como “muleta” para a preguiça de estudar.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Porque Fazer Malhas Construtivas?</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/porque-fazer-malhas-construtivas/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 20:53:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design de marcas]]></category>
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		<category><![CDATA[marcas]]></category>
		<category><![CDATA[símbolos]]></category>

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		<description><![CDATA[Como muitos alunos em sala de aula já me perguntaram isso, e como as mesmas perguntas apareceram no Formspring da Sebastiany, resolvi produzir esse texto que foi adaptado a partir da Aula 3 do curso de Manuais de Identidade Visual da Design Total, que debate a pertinência do uso de Malhas Construtivas nos dias de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="malha construtiva" src="http://farm5.static.flickr.com/4068/4330463618_0dfc998bcb_o.jpg" alt="" width="450" height="450" /></p>
<p>Como muitos alunos em sala de aula já me perguntaram isso, e como as mesmas perguntas apareceram no Formspring da Sebastiany, resolvi produzir esse texto que foi adaptado a partir da Aula 3 do curso de Manuais de Identidade Visual da Design Total, que debate a pertinência do uso de Malhas Construtivas nos dias de hoje.</p>
<p><strong>Porque Fazer Malhas Construtivas?</strong></p>
<p>Ainda mais nos dias de hoje onde os recursos tecnológicos de reprodução das marcas são abundante?</p>
<p>Para entendermos esta questão, devemos voltar primeiro um pouco no tempo, em uma época em que o computador não fazia parte da dinâmica de criação e produção de um escritório de design.</p>
<p><span id="more-234"></span></p>
<p>Antes do introdução do computador e das soluções que o acompanharam,  tudo era trabalhoso e manual. Para se fazer uma simples tela de serigrafia era necessário desenhar a marca de forma perfeita com nanquim em uma folha de papel vegetal. Esse desenho seria o “fotolito” para se produzir as telas de serigrafia com o logo a ser aplicado, fosse em uma camiseta, veículo ou painel de sinalização.</p>
<p>Se a marca possuísse mais de uma cor, seria necessário fazer máscaras individuais para cada uma dela. E se fosse aplicada em diferentes tamanhos, o mesmo problema multiplicado. Além de trabalhoso, este era um exercício que tinha que ser refeito toda vez que havia um erro no desenho ou se por qualquer motivo a arte ficava comprometida. Um simples espirro, poderia por tudo a perder. Não é à toa que neste contexto a maioria das marcas criadas por designers profissionais eram geométricas, sintéticas e tinham em seus manuais a indispensável malha construtiva. Tudo para facilitar a correto desenho da marca em menor tempo e assim facilitar a sua aplicação.</p>
<p>Os processos gráficos de fotocomposição já haviam dado um salto de qualidade na produção de impressos nas décadas de 70 e 80, mas o trabalho manual permaneceu ainda presente em outras aplicações, como sinalização, publicidade em muros, empenas e paredes (pintados manualmente) bem como a aplicação em veículos, toldos, uniformes e outras mídias.</p>
<p>Era realmente uma realidade muito diferente da atual. É verdade!</p>
<p>Por isso mesmo não é de se estranhar o discurso hoje comum entre alunos de design, e mesmo entre profissionais, quanto a crescente irrelevância do detalhamento construtivo da marca. O argumento utilizado é que as novas tecnologias &#8220;garantem&#8221;, a partir de arquivos vetoriais, a fidelidade de reprodução das marcas em processos de impressão digital, offset, serigrafia, (uma vez que podemos a partir do mesmo arquivo, fazer os fotolitos para os silks) ou mesmo diretamente para o uso em plotters de recorte em vinil, máquinas de bordados e em todas as mídias digitais.</p>
<p><img class="alignnone" title="malha construtiva" src="http://farm3.static.flickr.com/2732/4345379325_d5fb1dba1b_o.jpg" alt="" width="450" height="450" /></p>
<p>Se olharmos única e exclusivamente por esta faceta, realmente não faz sentido ter todo o trabalho de fazer uma complicada, e as vezes chata, malha construtiva. As novas tecnologias economizaram tempo e recursos que antes demandavam uma extensa mão de obra de Artes Finalistas (profissão hoje quase que extinta), e maiores prazos (e custos) para execução e implementação dos projetos.</p>
<p>Mas será que hoje, ao olharmos para a realidade do país, as novas tecnologias estão verdadeiramente presentes ou são acessíveis para todas as localidades onde as marcas que projetamos atuam? Basta ir as cidades do interior de qualquer estado para responder que não.  É claro que este cenário tende a desaparecer, mas o problema da execução tende a permanecer mesmo que em menor escala.</p>
<p>Ainda hoje, a execução de muitas das peças tridimensionais para sinalização ainda demandam projeto executivo de suas partes e moldes. Já existem disponíveis maquinas de recorte a laser para confecção de letras caixas e luminosos, mas como comentamos, ainda não em todas as localidades onde uma marca irá atuar. Esse ao meu ver é o primeiro argumento em favor das Malhas Construtivas.</p>
<p>Depois da tecnologia, o segundo principal motivo para se desenvolver uma Malha Construtiva é CONTROLE. E aqui a tecnologia é uma faca de dois gumes. Se por um lado o arquivo digital proporciona uma facilidade de aplicação, possibilita também uma facilidade de alteração.</p>
<p>Marcas distorcidas, achatadas, inclinadas são constantes quando manuseadas por não-profissionais que adaptam a logotipia ao seu layout, e não o contrário. Uma vez que esse mesmo arquivo digital, alterado, começa a migrar sem controle para outros usuários e layouts, ele se espalhando sem controle e compromete o padrão da identidade.</p>
<p>Neste contexto a Malha Construtiva passa a assumir um papel de controle e verificação das proporções do desenho. Como verificação, serve para detectar erros através da comparação entre o desenho presente no manual e o aplicado no layout. Assim o cliente pode comparar e verificar se existe ou não problemas de reprodução na marca e exigir refeitura de projetos inadequados, pois está de posse do mesmo manual utilizado como guia para criação. Como controle, serve como documento legislador, que rege o uso da marca.</p>
<p>O terceiro motivo para se fazer uma malha construtiva deriva dos próprios problemas gerados pela era digital e pelas novas tecnologias. Sabemos que o papel pode durar mais que 2000 anos se bem acondicionado, mas será que sabemos ao certo qual a vida útil e durabilidade de um CD? Alguns falam em 10 anos no máximo. Os disquetes de 3.1/2 (por exemplo) nunca foram uma mídia confiável, e ficam facilmente danificados ao longo do tempo, e talvez você tenha até um pouco de dificuldade para encontrar um computador que ainda tenha um driver de disquete.</p>
<p>Mesmo quanto aos softwares. Não são apenas as versões mais antigas que não conseguem abrir as mais novas. Às vezes o contrário também acontece. Como tenho mais idade, já tive problemas em lidar com arquivos do CorelDRAW 5 que não abriam na versão 8 em diante. Era necessário instalar a versão 5 para salvar como versão 3, para então poder abrir nas versões mais novas. Acho que hoje seria quase impossível fazer a mesma operação.</p>
<p><img class="alignnone" title="malha construtiva" src="http://farm5.static.flickr.com/4035/4288548456_757d77d3b8_o.jpg" alt="" width="450" height="450" /></p>
<p>O que se dirá da possibilidade de importação e interação entre diferentes softwares? Até 10 anos atrás passar um arquivo do corel para o ilustrator era um terror. Esse tipo de problema tem diminuído, é verdade. Mas ainda existe, e novos softwares entram no mercado constantemente.</p>
<p>Empresas de Arquitetura e engenharia, por exemplo, utilizam um software de desenho vetorial chamado <strong>AutoCAD</strong>. Para converter os arquivos em vetor de uma marca para este programa, até alguns anos atrás, eram necessários alguns malabarismos com outros softwares e filtros. Em alguns casos, redesenhá-la no AutoCAD era até mais fácil do que tentar importar de outros programas. Nas para fazer isso bem feito, só com uma malha construtiva.</p>
<p>O quarto e principal ponto que justifica o desenvolvimento de uma malha construtiva, é que, uma vez a marca aprovada pelo cliente, constitui uma oportunidade para um último estudo de aperfeiçoamento do desenho através do detalhamento e do estudo de proporção e geometria da marca.</p>
<p>Nenhuma nova tecnologia ou software nunca irá tirar a oportunidade que uma malha construtiva oferece para melhorar ainda mais o seu design.</p>
<p>Ao meu ver, o único argumento que resta para não se fazer uma malha construtiva, é a preguiça.</p>
<p>Mais malhas em: <a href="http://www.flickr.com/groups/logo-grid/" target="_blank">http://www.flickr.com/groups/logo-grid/</a></p>
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		<title>Identidade Visual no Delivery</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 23:22:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por trás dos projetos de delivery, a identidade visual do restaurante, com várias pitadelas de criatividade, que englobam a embalagem, o cardápio e, óbvio, a arquitetura. Saiba como chegar ao ponto certo para que o cliente não esqueça a sua marca]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="delivery buona cuccina" src="http://farm1.static.flickr.com/186/454538079_269e9b419e.jpg" alt="" width="450" height="450" /></p>
<p>Quando tratamos de identidade no <em>delivery</em>, primeiro precisamos estabelecer as distinções entre dois modelos de negócio que, embora pareçam ser iguais quanto à conveniência, produto e logística, divergem quanto à necessidade de comunicação. Neste segmento, encontramos duas propostas distintas: a primeira, é o “<em>delivery</em> do restaurante”, na qual um estabelecimento que já opera no local decide expandir para a entrega em domicílio; a segunda é o “restaurante <em>delivery</em>” que, conforme o próprio nome sugere, atua somente com a entrega ao cliente em seu domicílio ou escritório. Embora pareçam ser a mesma coisa – e os problemas quanto à qualidade do produto na entrega sejam idênticos –, o tratamento de comunicação dado a ambos deve ser diferente.</p>
<p><span id="more-39"></span></p>
<p>Ao abordarmos a comunicação do sistema de entregas de um restaurante que quer ampliar suas atividades, devemos estar atentos a dois pontos principais: primeiro, à sua própria identidade; segundo, à experiência de serviço e ambiente proporcionados no atendimento local. Manter a identidade visual é fácil, basta aplicar os mesmos códigos visuais da marca tanto nos materiais de comunicação interna quanto externa, como pode ser visto nos cardápios desenvolvidos para o salão e para o <em>delivery </em>do Planeta Minas (lanchonete em Uberaba, MG). Neste, o <em>layout</em>, as cores, as formas e as tipografias utilizados no cardápio do salão (maior) foram mantidos e adaptados para o cardápio do <em>delivery</em> (menor).</p>
<p>Em uma estratégia similar, para o Il Barista foi feita a produção de apenas um tipo de cardápio (em maior quantidade) para ser utilizado tanto no salão quanto no <em>delivery</em>, variando apenas no acabamento dado ao do salão, que recebeu uma laminação para aumentar sua durabilidade. Assim, manter a identidade visual do restaurante no <em>delivery</em>, além de fácil, é importante também para a divulgação do estabelecimento, uma vez que o primeiro contato de alguns clientes (muitos, se o restaurante for novo) se dá pelo serviço de entrega.</p>
<p>No entanto, conservar a experiência vivida pelo cliente no restaurante e atender às suas expectativas no <em>delivery</em>, reproduzindo a mesma percepção de qualidade do serviço e do ambiente proporcionados pelo atendimento no salão, não é uma tarefa fácil. Para tanto, devemos primeiro nos questionar sobre quais são os motivos que trazem o cliente ao nosso restaurante (seu clima amigável, sua sofisticação, seu atendimento descontraído, sua agilidade, sua tranqüilidade etc.) para então, traduzirmos essa mesma personalidade nos pontos de contato disponíveis no <em>delivery</em>, principalmente no material gráfico e no atendimento telefônico.</p>
<p>Se o diferencial do seu restaurante, por exemplo, é o cuidado minucioso no preparo e na apresentação do prato (o que toma mais tempo), este deve ser mantido no <em>delivery</em>,<em> </em>mesmo em detrimento da agilidade da entrega. Claro que ninguém gosta de esperar 45 minutos pela sua encomenda, mas é melhor ser lento e cuidadoso – e manter o seu diferencial – do que fazer uma entrega rápida comprometendo a qualidade esperada. Por outro lado, se o seu diferencial é a agilidade, um serviço veloz é fundamental. Tudo depende do diferencial a ser explorado. Por esse motivo, restaurantes mais sofisticados tendem a sofrer mais com o setor de <em>delivery</em> devido à alta expectativa dos clientes.</p>
<div id="attachment_111" class="wp-caption alignnone" style="width: 459px"><img class="size-full wp-image-111 " title="delivery do restaurante pitadela" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2009/09/delivery.jpg" alt="embalagens do delivery do pitadela restaurante" width="449" height="189" /><p class="wp-caption-text">embalagens do delivery do pitadela restaurante</p></div>
<p>Já no estabelecimento que atua somente com <em>delivery</em>, os pontos de atenção são outros. Se, por um lado, não há o atendimento no salão para criar uma expectativa mais alta do que o <em>delivery</em> pode atender; por outro, existem menos “pontos de contato do cliente” com a marca, que seriam explorados na comunicação e divulgação. Por pontos de contato podemos entender todos aqueles em que o cliente estabelece uma relação (mesmo que somente visual) com a marca. Trata-se, portanto, do ambiente, da arquitetura, da decoração, do atendimento, do produto (qualidade e apresentação), do logotipo, das embalagens, do <em>site</em>, da publicidade (nas suas mais diversas formas) etc. Em restaurantes <em>delivery</em> podemos contar apenas com poucos pontos de contatos indiretos com o cliente, então, nenhum pode ser desperdiçado. São eles: cardápio, embalagens e arquitetura.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Cardápios:</strong> Dizer que o cardápio é a peça mais importante de divulgação de um <em>delivery</em> pode parecer ser redundante, afinal, ele contempla tanto uma necessidade de divulgação da marca, quanto de sua operação. No entanto, ainda é grande a quantidade de estabelecimentos que trabalham mal seu material impresso. Isso se deve, em grande parte, ao pensamento que está por trás do modelo de negócio: a economia. Economizar no espaço físico pode ser uma alternativa interessante, bem como nas opções de pratos para uma operação mais enxuta e eficaz. No entanto, essa economia tem de ser direcionada para ações de comunicação que estimulem a venda. Assim, um cardápio não apenas bonito, mas bem acabado, com bom material, e funcionalmente diagramado, proporciona resultados altamente desejáveis:</p>
<ul>
<li>Fixação maior da marca (afinal, é mais importante estar com a sua marca na memória do público do que com o cardápio na gaveta, pois ele sempre poderá lhe encontrar via lista telefônica ou internet se estiver sem o seu contato).</li>
<li>Mais consideração de compra (que reverte em aumento do número de tíquetes).</li>
<li>Mais confiança na qualidade (que aumenta o tíquete-médio).</li>
<li>Mais durabilidade do cardápio (que diminui gastos contínuos com reimpressão e redistribuição, tanto pela durabilidade do material quanto pelo cuidado na conservação dada pelo cliente).</li>
</ul>
<p><strong>Embalagens:</strong> Apesar de representar custos ao <em>delivery</em>, uma boa embalagem, com bom visual, pode aumentar a percepção de qualidade do produto.</p>
<p><strong>Arquitetura:</strong> Geralmente desconsiderada, a fachada das unidades tem um tremendo potencial de comunicação e divulgação dos seus serviços. Não apenas por ter o mesmo efeito de divulgação de um <em>outdoo</em>r (com muito menos custo), chamando a atenção dos pedestres e motoristas (muitos dos quais provavelmente moram ou trabalham na região), mas também por ajudar a criar uma percepção positiva sobre a qualidade e higiene dos produtos. Outro efeito secundário do cuidado com a arquitetura na fachada é estimular o <em>take over</em>.</p>
<p>Estes três aspectos fundamentais foram trabalhados, por exemplo, no projeto de restaurante <em>delivery</em> do Pitadela. Houve, desde a concepção do nome e o visual do logotipo até o cardápio, fachada e embalagem, um cuidado extremo com a unidade visual e do posicionamento. Mesmo que se trate somente de um <em>delivery</em>! Antes de serem elaboradas a marca e a comunicação, um posicionamento com base em uma personalidade de marca feminina, prendada e caseira, foi idealizado. Ele estabeleceu os parâmetros para a criação do nome, que justamente sugere a imagem de uma pitada de sabor feminino, uma Pitadela.</p>
<p>Também com base no posicionamento e na personalidade de marca, foram criadas as artes do logotipo, cardápio, fachada e embalagens. Por sua vez, elas foram trabalhadas graficamente com as cores da marca, porém, com uma boa economia de custo. Isso porque, para cada tamanho, foi utilizada apenas uma cor (com diferentes porcentagens) para impressão. As tampas também contemplam os campos para indicação do produto ali contido.</p>
<p>Existem ainda diversos pontos de contato que podem ser trabalhados para ajudar a fortalecer o posicionamento e a personalidade da marca, desde a publicidade até o atendimento dado ao telefone. Entretanto, embalagem, cardápio e arquitetura não podem ser esquecidos.</p>
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		<title>Logomarca? Porque sim e porque não!</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 21:49:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
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		<category><![CDATA[terminologia]]></category>

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		<description><![CDATA[A definição de uma terminologia oficial no design, independente do uso popular, reflete o amadurecimento da profissão. O importante é existir um significado único claro para todos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="sebastiany" src="http://farm3.static.flickr.com/2435/3838207476_d640cb9b99.jpg" alt="" width="460" height="249" /></p>
<p>Nestes 11 anos de atuação em design de marcas, vi todo tipo de argumento pró e contra o termo “logomarca”. Este artigo não pretende colocar um ponto final no assunto, nem levantar mais uma bandeira, mas sim para jogar um pouco de luz na discussão. Para tanto, selecionei alguns dos argumentos mais comuns utilizados em ambos os lados para avançar a discussão.</p>
<p><span id="more-14"></span></p>
<p><strong>1 – “LOGOMARCA NÃO EXISTE E É COISA DE PUBLICITÁRIO”</strong></p>
<p>Foi durante as aulas de programação do curso da FAUUSP, no 3<sup>o</sup> ano, que pela primeira vez ouvi um professor afirmando que “logomarca” era “coisa de publicitário” e um termo equivocado que, até então, eu como muitos alunos, utilizávamos. Vi esta situação ocorrer em diferentes momentos, de mesas de bares, a fóruns na internet, muitas vezes com uma grande dose de pré-conceito. O próprio glossário da ADG reconhece o termo como existente porém afirmando que é de uso publicitário.</p>
<p>No entanto, importar richas antigas de reserva de mercado para esta discussão não ajuda em nada. O uso de um termo simplesmente para delimitar fronteiras não é o ponto principal da discussão entre as diferentes visões de projetos entre designers e publicitários. Mas certamente transformou-se em uma bandeira. O que é uma pena, pois cada vez mais, é na aproximação e não do distanciamento, destes profissionais que trabalhos inovadores estão surgindo em parcerias benéficas para ambas as partes</p>
<p><strong>2 – “LOGOMARCA NÃO EXISTE E É COISA DE BRASILEIRO”</strong></p>
<p>Outro argumento que surge vez ou outra, é de que “logomarca” é uma manifestação tipicamente brasileira, similares aquelas em que os pais juntam partes de seus nomes para dar nome ao filho.</p>
<p>No entanto, em pesquisas realizadas para o curso on-line de Manuais de identidade visual da Design total, consegui acesso a imagens de manuais americanos e europeus das décadas de 70 e 80, e em alguns deles aparecem os termos “logomark” e “logomarca”.</p>
<p>Não posso afirmar que este é um termo importado, nem que surgiram em paralelo aqui e no exterior, mas o que chama a atenção nestes manuais americanos das décadas de 70 e 80 não é a presença desta palavra apenas, mas de uma variedade enorme de termos sendo usados dar formas mais diversas:</p>
<p>Mark, brand, brandmark, logo, symbol, logotype, logomark, trademark, tradelogo, e mais uma série de outras palavras aparecem sem significado único, com mesmos termos sendo usados hora para designar símbolo, hora logotipo, hora assinatura. O que isso nos mostra é que o problema da terminologia no design de marcas não é questão restrita ao Brasil. Por outro lado, há de se notar que nos manuais do final da dédaca de 90 em diante não apresentam mais essa parafernalha de termos, e que não ocorrem mais equívocos ou dissonâncias quanto ao uso de Symbol para sinal gráfico e Logotype ou typeface para designar sinais tipográficos.</p>
<p>De alguma forma essa mudança nos mostra que houve neste intervalo de tempo alguma forma ou de consenso, ou de convenção nos usos de termos e significados.</p>
<p><strong>3 – “LOGOMARCA EXISTE PORQUE EU LI EM UM LIVRO”</strong></p>
<p>Dizer que “logomarca” existe e que seu uso é correto simplesmente porque alguém publicou um livro afirmando isso, também não me parece um bom argumento. Nossa profissão é muito jovem ainda, e com raras exceções, os pioneiros do design, e muitos da segunda geração, possuem formações diversas: artes plásticas, publicidade, arquitetura ou mesmo engenharia e direito.</p>
<p>É natural neste contexto que termos úteis ao dia a dia sejam cunhados, e passados a diante tanto no convívio profissional, quanto na publicação de textos e artigos. Porém o problema aqui não é estético, entre o popular e o erudito de uma profissão em formação. O que me preocupa verdadeiramente é o significado. Diferentes autores que defendem o uso de “logomarca”, independente de sua formação, atribuem ao termo significados diferentes. E isso pode trazer problemas.</p>
<p>Já vi autores e profissionais afirmando que logomarca significa o mesmo que Símbolo, teríamos então o logotipo (sinal tipográfico) e logomarca (sinal gráfico). Outros afirmam que logomarca é a junção de um símbolo (sinal gráfico) com o logotipo (sinal tipográfico). Ou seja, a Logomarca seria o mesmo que Assinatura (termo já utilizado e sem significado dúbio). E outros ainda afirmam que logomarca é sinônimo para logotipo.</p>
<p>Na falta de uma terminologia oficial do design, cada autor escreve o que quer e o que acha, basicamente uma reprodução do que aprenderam, ou uma tentativa de validação da forma que sempre usaram estes termos&#8230; E não há nada de errado nisso! É neste processo que os termos vão sendo cunhados, adotados e consagrados. Mas isso também abre espaço para que qualquer um escreva qualquer coisa, e uma vez publicado em um livro, para um leitor incauto, a afirmação que em um primeiro momento é apenas uma visão pessoal, toma ares de verdade.</p>
<p>O problema porém é que, com diferentes significados, como eu posso ter certeza de que ao falar “logomarca” o meu interlocutor compreenderá exatamente o que eu disse. Imagine o problema causado dentro de um escritório de design quando o chefe manda o funcionário aplicar urgentemente a logomarca do patrocinador no cartaz e mandar para gráfica o arquivo para impressão. E se a “logomarca” do funcionário não for a mesma “logomarca” do chefe, de quem é a culpa? Antes de dizer se logomarca existe ou não, e se o seu termos é correto ou não, qual o seu significado?</p>
<p><strong>4 – “LOGOMARCA EXISTE E ESTÁ NO DICIONÁRIO”</strong></p>
<p>Outro ponto argumentado pelos defensores do termo quanto a sua validade é a presença de “logomarca” em diferentes dicionários. Neste ponto, temos que parar um pouco a discussão, e trazer em conjunto um segundo argumento dos defensores do termo: o de que na língua portuguesa, quando um palavra nova é introduzida no cotidiano, ela passa a existir&#8230; E isso é verdade!</p>
<p>Não são os dicionários que dizem o que existe ou não, eles apenas funcionam como uma forma de validação do que já entrou no dia a dia do brasileiro. Portanto, felizmente ou infelizmente, “logomarca” existe, o que encerra este ponto da discussão, não porque o dicionário disse, mas porque está no cotidiano do brasileiro.</p>
<p>No entanto, o que não está encerrado é a discussão do seu significado.</p>
<p>Comparando os dicionários Michaelis, Aurélio, Houaiss e o da Academia Brasileira de Letras, encontramos os exatos mesmos problemas que vemos nos autores que defendem o uso do termo e seu uso no dia a dia: Diferentes significados. Cada dicionário dá um significado diferente, ou como símbolo, ou logotipo, ou como uma forma genérica para designar a forma visual de uma marca.</p>
<p>Ou seja, voltamos sempre a questão do que “logomarca” significa, mas para piorar, uma rápida leitura de “logotipo” no dicionário, também mostrará as mesmas diferentes leituras, afina no cotidiano do brasileiro, logotipo também virou um termo genérico tanto para a forma gráfica quanto tipográfica de uma marca.</p>
<p>Poderíamos, enquanto profissionais, afirmar que no caso de “logotipo” alguns dos dicionários estão errados. Afinal de contas para quem trabalha com marcas, logotipo inequivocadamente é um sinal tipográfico, não importa o que o dicionário diga, ou mesmo o que os leigos usem.</p>
<p>Novamente voltamos ao mesmo ponto. O que significa ou o que convencionaremos por “logomarca”, independente do que esteja no dicionário ou no dia a dia popular?</p>
<p><strong>5 – TERMOS LEIGOS OU PROFISSIONAIS?</strong></p>
<p>Quer queira, quer não, nossa profissão é ainda muito jovem. Na engenharia, medicina e direito, já houve o período de tempo necessário para a consolidação de termos e significados. Em alguns momentos, estas definições se deram provavelmente pela freqüência no seu uso de uma determinada forma dentro das academias, e em outros casos por convenção. Estas definições são estabelecidas e adotadas dentro de cada profissão. Não importa o seu uso popular ou o que digam os dicionários. E não há conflito.</p>
<p>Como leigos, podemos dizer OCULISTA enquanto o correto seria OFTALMO. Podemos perguntar a VOLTAGEM de uma tomada enquanto o correto seria TENSÃO. Em diferentes áreas existirá sempre uma diferença entre o uso popular e o profissional.</p>
<p><strong>1 – PARA CONCLUIR:</strong></p>
<p>Talvez toda essa discussão não devesse ser de que palavras existem ou não, mas sim de que termos queremos ou não queremos adotar, e que significados exatos estas palavras terão quando a adotarmos, independente do uso popuLar ou do que os dicionários ou diferentes autores possam dizer.</p>
<p>A definição de uma terminologia oficial no design, independente do seu uso popular, é mais uma fase no caminho do amadurecimento e reconhecimento de nossa profissão, e se esta terminologia incluir LOGOMARCA&#8230; Que assim seja! Qual o problema?</p>
<p>Mas se e somente se houver um significado único claro para todos. Até lá, preferirei ficar com o que temos de definido e inequívoco: Símbolo, logotipo, assinatura.</p>
<p>Artigo Publicado originalmente no site WEBINSIDER em 20 de março de 2009</p>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 20:36:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
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