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	<title>Sebastiany Branding &#187; Restaurantes</title>
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	<description>Blog da Sebastiany Branding, escritório especializado em estratégia e design de marcas</description>
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		<title>Como uma marca se apaga!</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Aug 2011 16:34:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[América]]></category>
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		<description><![CDATA[Não escrevo este artigo como o Sebastiany, mas como o Guilherme. Escrevo esse artigo para narrar minha experiência nestes últimos dias, não tanto como um consultor, mas principalmente como um cliente. Também não escrevo para reclamar ou criticar a marca que citarei, mas para compartilhar a narrativa de como me senti no últimos dias em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Não escrevo este artigo como o Sebastiany, mas como o Guilherme.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;">Escrevo esse artigo para narrar minha experiência nestes últimos dias, não tanto como um consultor, mas principalmente como um cliente. Também não escrevo para reclamar ou criticar a marca que citarei, mas para compartilhar a narrativa de como me senti no últimos dias em uma sucessão de eventos que me fez, como cliente, perder o encanto por ela. Meu lado consultor, neste caso, apenas ajudou a observar e perceber o que senti nestes últimos dias, e são estas as observações que gostaria de compartilhar com vocês.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Nesta quinta feira fui com a minha esposa ao Shopping Villa Lobos, aqui em Sampa. Detesto shoppings, mas quando temos que fazer uma compra específica, como esta do dia dos pais, tenho que admitir que este shopping é uma ótima opção. Pequeno e fácil de estacionar (se você souber onde estão as vagas que nunca ninguém procura). Como já estava tarde, depois de comprar o presente do meu pai, a opção lógica era é claro, jantar também por lá.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Praça de alimentação? Fora de questão! Dificilmente saio com a minha esposa durante a semana, temos pouco tempo juntos por conta do nosso trabalho, e comer em um espaço barulhento não me parecia uma boa escolha. A primeira opção do dia era o Wraps, mas ao chegarmos ao local, para nossa surpresa, havia um tapume com a marca do Outback. Por um lado ficamos tristes, por outro felizes. O Villa Lobos não possui muitas outras opções de restaurantes com salões próprios, embora todos seja boas opções: Joe e Leo&#8217;s; Rascal; Almanara; Andiamo; America. Escolhemos o América.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Há um bom tempo venho pensado sobre ele. Lembro-me de pequeno ir ao America da 9 de julho, com suas janelas de vagão (como nos <em>dinners </em>americanos dos filmes) e o teto pintado de céu azul. Boas memórias de infância e adolescência. Na unidade do Villa Lobos, embora a arquitetura seja impecável e de muito bom gosto, em nada me lembra aquele universo dos <em>dinners </em>que sempre gostei. Espaços abertos, grandes espelhos, paredes de canjica, grandes luminárias&#8230; <a href="http://boccanervosa.files.wordpress.com/2010/05/america.jpg" target="_blank">Tudo muito bonito</a>. Com o tempo percebi que em quase todas as minhas últimas visitas ao América deste shopping não ocorriam mais pelo tradicional América em si, mas sim pelo seu ótimo <em>buffet</em>, que nos almoços aos finais de semanas é uma boa opção, quando a fila do Rascal está grande, ou quando não se quer gastar tanto por lá. Não sei se há uma necessidade real para estas mudanças no América do Villa Lobos, ou se o “América Tradicional” não é mais um negócio viável ou rentável. Sempre percebi a ruptura na arquitetura e a introdução do <em>buffet</em> como uma tentativa de migrar o posicionamento da marca.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Como sou propenso a repetições, toda vez que vou ao América, e o <em>buffet</em> não está mais disponível, peço o meu hambúrguer favorito, o <strong>Mexican Burger,</strong> que acompanha deliciosas onion rings e um molho barbecue apimentado fantástico. Desde que entrou no cardápio, não lembro quando, nunca mais pedi outra coisa.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Bom&#8230; desta vez, e pela primeira vez, o lanche demorou e chegou estranho. Com um pão achatado. A carne, que pedi ao ponto, estava um pouco mal passada demais, o que no caso de um hambúrguer, estraga bem o sabor. As onion rings murchas. Sinceramente, não fiquei tão chateado na hora, sei que todos os restaurantes estão sujeitos a erros e que nem sempre a equipe de cozinha acerta a mão. Mas cansado como estava naquele final de dia, não me dei ao trabalho nem de reclamar, como talvez o fizesse se estivesse em um dos meus restaurantes favoritos. Afinal, reclamar é algo que faço apenas com quem me importo. Voltando para casa, começo a me sentir um tanto mal&#8230; “Acho que alguma coisa não caiu bem”. Imaginei que fosse o cansaço, afinal, estava acordado a mais de 18 horas, mas o sabor do barbecue me subia a garganta de tempos em tempos.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">No dia seguinte (ontem, sexta dia 12/08/2011), ainda com a sensação de estufamento no intestino, e com a constante lembrança saborosa do barbecue na minha boca, estava no trânsito quando escuto na <em>Band news</em> a discussão no espaço do Marcelo Duarte sobre a<a href="http://bandnewsfm.band.com.br/pop_audio.asp?MMS=http://www.bandnewsfm.com.br/audio/2011/08/MDUARTE_1208.mp3&amp;ID=517834" target="_blank"> nova lei que tramita em São Paulo sobre o <em>couvert</em> nos restaurantes</a>. Entre outros artigos a nova lei, que ainda aguarda aprovação do Governador, diz que não se pode mais “empurrar” o <em>couvert</em> para o cliente. Comentavam também de como muitos restaurantes server, sem que o cliente peça um <em>couvert</em> “meia boca” para o qual depois, cobra-se de todos na mesa o mesmo valor, muitas vezes absurdo pelo que oferecem, mesmo daqueles que não o provaram. <em>Couvert</em> esse que também é o mesmo, independente se estão na mesa 1 ou 4 pessoas. Imediatamente me lembrei de quem? Do América! E de como todas as vezes tenho que ficar atento e passar pelo constrangimento menor de recusar o <em>couvert</em> antes mesmo que ele venha, ou pelo constrangimento maior de mandar devolver quando subitamente ele aparece na mesa.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">O interessante de recusar o <em>couvert</em> é que me sinto mal e muquirana de recusá-lo toda vez que vou ao América, principalmente se estou acompanhado, mesmo sabendo que esse constrangimento é algo intencional da gestão para me fazer gastar mais. Embora eles é que deveriam se constranger de tratar um cliente fiel assim, não tem jeito, me sinto mal todas as vezes, e isso é claro: não é bom.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">No final do mesmo dia tive uma reunião com um cliente que está justamente montando um hamburgueria, com uma temática muito bacana (que não posso dizer ainda qual é). Uma das maiores preocupações dela, e por isso a atenção com o projeto da marca, é em “não deixar o lugar com uma cara indefinida, como aconteceu com o América”. Palavras dela, não minhas. Novamente em um período de menos de 24 horas, a marca América apareceu para mim de uma forma pouco positiva&#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">O que concluo com toda essa experiência, é que em dois dias a simples somatória de 4 eventos: <strong>jantar; matéria no rádio; reunião com cliente; e minha atual diarreia</strong>, me fez perder, como consumidor, boa parte do encanto restante que o América tinha sobre mim, e que já estavam se esvaindo por uma série de outras “gaffes” que vivi ou presenciei nesta unidade.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Não escrevo aqui para “meter o pau” no América ou me vingar de qualquer forma, até porque não tenho mesmo 100% de certeza que meu mal estar é culpa do molho, de uma virose, ou de qualquer outra coisa que comi. Também não estou dizendo que não irei mais ao América. Sei que irei e que novamente comerei o mesmo delicioso Mexican burger que sempre comi, gostei e que recomendo para todos que gostam de um sabor levemente apimentado. Sei também que irei novamente no seu ótimo <em>buffet</em> de almoço todas as vezes que o Rascal estiver cheio, ou quiser economizar um pouco.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Mas é justamente isso!!!</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Percebo que não irei mais ao América pelo América. Pelo que a marca um dia representou para mim ou pelo afeto que nutri por ele em minha infância e por muitos anos depois.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Irei no América apenas ou por um ótimo sanduíche, ou irei por um bom <em>buffet</em>, ou irei por um preço mais em conta que o Rascal&#8230; Irei por motivos fracos, que provavelmente não serão suficientes para me manter como cliente em um mundo com tantos outros concorrentes. Antes, com uma marca forte no meu coração como o América sempre teve, nenhum concorrente seria capaz de me tirar de lá. Hoje basta apenas que exista uma opção melhor ou mais barata, para que eu mude de ideia.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Todos esse evento me fez perceber e vivenciar como consumidor, aquilo que como consultor de marcas eu sempre soube: que é nos pequenos detalhes e eventos que a marca se constrói, ou se perde.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Torço de coração que ainda exista tempo para o América. </span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Design de cardápios (parte 3)</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 11:16:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Publicados]]></category>
		<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>
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		<description><![CDATA[Design, identidade e imagem &#160; Em continuação ao tema das edições passadas, no qual já abordamos desde o uso correto de fotos em cardápios (parte 1), até as alternativas de materiais e acabamentos (parte 2), nesta edição, vamos falar das principais dúvidas sobre soluções de design e o impacto do cardápio na imagem do seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ff6600;"><em><strong>Design, identidade e imagem</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2011/04/il-barista1.jpg"><img class="size-large wp-image-616 aligncenter" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="il barista1" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2011/04/il-barista1-1024x674.jpg" alt="" width="455" height="300" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em continuação ao tema das edições passadas, no qual já abordamos desde o uso correto de fotos em cardápios (parte 1), até as alternativas de materiais e acabamentos (parte 2), nesta edição, vamos falar das principais dúvidas sobre soluções de design e o impacto do cardápio na imagem do seu restaurante, bar ou cafeteria.</p>
<p>Claro que a função principal de um cardápio é ajudar o seu cliente a escolher a refeição dentre as muitas opções do seu empreendimento. Nada que o leitor não saiba. O que talvez valha a pena alertar é que o seu cardápio comunica ao cliente muito mais que apenas as opções do menu. Mostra também a imagem do seu estabelecimento. Inevitavelmente, o cardápio será sempre parte da vivência do cliente pela marca e um dos primeiros pontos com que ele terá contato ao visitar o seu restaurante pela primeira vez. Portanto, entender o mesmo como parte do design da experiência do seu público é fundamental para otimizar os resultados.</p>
<p><span id="more-615"></span></p>
<p><strong>Dúvida 7: Qual o papel do visual do cardápio na percepção dos clientes?</strong></p>
<p>Um cardápio convidativo sempre desempenhará o papel de atratividade para o consumo, aumentando o seu tíquete médio. Porém, não se resume a isso. Tudo o que cerca o cliente diz de uma maneira indireta qual a postura do seu restaurante frente a ele, comunicando o estilo, tema ou posicionamento. É o que em Branding chamamos de Pontos de Contato, que englobam desde o nome do restaurante e o seu logotipo, até a arquitetura, fachada, atendimento, publicidade, produto, etc. Para formar uma imagem sólida e clara, todos os pontos de contato devem trabalhar de maneira sempre alinhada. O seu cardápio não escapa a essa regra e é um ponto de contato importante, justamente por preceder a refeição, influenciando a escolha e percepção do estabelecimento antes mesmo da primeira garfada.</p>
<p>A atenção aos detalhes e todos os pormenores que o cercam sinalizam para o cliente um cuidado e capricho (ou a falta desses). Lembre sempre que o cliente não sabe o quanto profissional (ou amadora) é a sua gestão. Ele não sabe como é a sua operação de cozinha, os cuidados no preparo ou a higienização dos alimentos. Portanto, tudo o que fizer, que possa causar uma boa impressão, gerará uma percepção positiva e aumentará as chances de retorno e fidelização.</p>
<p>O uso de materiais e acabamentos atraentes, somados a um visual alinhado à identidade da sua marca, pode sugerir uma percepção de maturidade e profissionalismo, mas não se resume a essa questão apenas, pois um cardápio também pode entreter.</p>
<p><strong>Dúvida 8: Como o cardápio pode entreter o meu cliente?</strong></p>
<p>Não entendam como uma regra, ou uma dica que se adapte a todos os estabelecimentos. Não é esse o caso. Mas para aqueles bares, restaurantes ou cafeterias em que a proposta não é a de um atendimento apenas rápido e um produto funcional, dar mais vida à experiência pode ser interessante, e o cardápio um aliado.</p>
<p>Em minha experiência como cliente, já vi vários bons exemplos de cardápios que, além de mostrar o produto, contavam histórias. Em alguns casos sobre o estabelecimento, seu fundador, ou mesmo sobre o bairro ou edifício onde o restaurante estava instalado, muitas vezes, acompanhados de fotos antigas que realçavam um sentimento de nostalgia. Mas não se resume somente a essas ideias. No caso de cafeterias, a história do café está repleta de mitos e “causos” que são particularmente interessantes. Os próprios produtos e receitas de pratos e drinques, inúmeras vezes, têm histórias curiosas a serem compartilhadas.</p>
<p>Cuidado apenas para não ser piegas ou se utilizar de algo que não esteja alinhado ao seu posicionamento e nunca se esqueça, seja no conteúdo ou na diagramação, de que a função primária do cardápio não é entreter, e sim ajudar o seu cliente na escolha do prato. Portanto, não sacrifique essa função.</p>
<p><strong>Dúvida 9: Como a diagramação pode ajudar o cliente?</strong></p>
<p>O cliente não deve nunca ficar perdido dentro do cardápio. A organização das seções (carnes, massas, sobremesas, bebidas, etc.) com títulos evidentes e destacados pode facilitar o processo de escolha.</p>
<p>Estabeleça, por meio de cores, fontes de tipos ou tamanhos diferentes, ou outros recursos visuais, uma hierarquia clara entre:</p>
<p style="padding-left: 30px;">1 – Título da seção: entradas, pratos, petiscos, sobremesas, bebidas, etc.</p>
<p style="padding-left: 30px;">2 – Subtítulo (se for o caso): massas, aves, carnes / sucos, cervejas, drinques.</p>
<p style="padding-left: 30px;">3 – Nome do prato.</p>
<p style="padding-left: 30px;">4 – Descritivo do prato.</p>
<p style="padding-left: 30px;">5 – Preço: que também pode estar antes do descritivo, se necessário.</p>
<p>Com uma hierarquia clara, o seu cliente não fica perdido e facilita a sua procura e escolha. Nesse ponto, o estilo e tamanho das fontes são fundamentais para organização do cardápio.</p>
<p><strong>Dúvida 10: Qual o tipo de letra ideal para o meu cardápio?</strong></p>
<p>São muitos os fatores que temos de considerar nesse caso. Para os títulos e subtítulos das seções, talvez o critério maior de seleção seja a personalidade e a identidade do seu restaurante. Como são palavras curtas e conhecidas (pratos, aves, carnes, sobremesas, etc.) uma fonte mais “estilosa”, mesmo que rebuscada, pode ser facilmente utilizada. A procura por fontes tipográficas diferenciadas e com mais personalidade é muito mais fácil, hoje, com sites especializados em vendas de fontes. Só não abuse da criatividade.</p>
<p>Já para os textos dos pratos e, em especial para o descritivo do produto, a legibilidade passa a ser prioritária. Isso não significa que o estilo da marca não possa ser considerado na escolha da fonte, e sim que o uso de letras demasiadamente rebuscadas ou ornamentadas prejudicará a capacidade de leitura, principalmente nos pequenos formatos.</p>
<p>Embora já tenha visto diferentes autores proclamando que a fonte deve ter no mínimo corpo 10, ou 12, a verdade é que isso pode variar muito e facilidade de leitura não depende apenas do tamanho, mas principalmente do desenho das letras, suas hastes, espessuras e também do tamanho das minúsculas, que podem variar muito mesmo entre diferentes fontes no corpo 12. Na dúvida, faça sempre testes de impressão. Ver o cardápio impresso em tamanho real será sempre a melhor forma de avaliar os resultados e tamanhos das fontes.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Dicas sobre fontes</strong></p>
<ol>
<li>Mesmo que os títulos das seções ou dos pratos estejam em alguns casos todos em maiúsculas, evite essa solução para o descritivo, pois torna a leitura lenta, cansativa e difícil.</li>
<li>Lembre-se de olhar o manual de identidade visual da sua marca e seguir as recomendações estabelecidas nele.</li>
<li>Em alguns restaurantes, a iluminação é tênue ou suave. Nesses casos, procure estar atento ao contraste das cores e tamanho das letras utilizadas para que não prejudique a leitura.</li>
<li>Evite explicar os pratos que são conhecidos ou óbvios para o cliente, o que economiza tempo dele, e espaço no seu cardápio.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Publicado originalmente na revista Gourmet e Food Service, com o título “cardápios e seus dilemas” em Agosto de 2010</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Design de cardápios (parte 2)</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/design-de-cardapios-parte-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 21:06:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; No artigo da edição passada (DESIGN DE CARDÁPIOS PARTE 1) , escrevi so­bre o uso correto e incorreto de fotos em cardápios, mas, infelizmente, não tive a oportunidade de relatar um caso ocorrido comi­go e alguns amigos em um restaurante do bairro Higienópolis, em São Paulo. No cardápio, exata­mente a situação que descrevi como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2011/04/Guaka1.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-612" title="Guaka" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2011/04/Guaka1-1024x991.jpg" alt="cardápio guaka" width="442" height="429" /></a></p>
<p>No artigo da edição passada (<a title="design de cardápios parte 1" href="http://www.sebastiany.blog.br/index.php/design-de-cardapios/" target="_blank">DESIGN DE CARDÁPIOS PARTE 1</a>) , escrevi so­bre o uso correto e incorreto de fotos em cardápios, mas, infelizmente, não tive a oportunidade de relatar um caso ocorrido comi­go e alguns amigos em um restaurante do bairro Higienópolis, em São Paulo. No cardápio, exata­mente a situação que descrevi como correta no número anterior: poucas fotos, bem produzidas e atraentes. Uma delas logo me chamou a atenção, entretanto, o que parecia ser uma peça de filé ao molho, ou de mostarda ou de pimenta verde, não estava perfeitamente retratada. Ainda assim, como as “duas” opções me atraíram, virei para o atendente e perguntei qual era aquele prato. Para a minha surpresa, respondeu: “Essa foto está no cardápio só de enfeite”. Depois de ter meu desejo frustrado, obviamente nenhum outro pedido seria tão saboroso quanto aquele da foto.</p>
<p>Nesta edição, vamos continuar com o tema de cardápios, falando um pouco sobre as dúvidas principais a respeito de materiais, opções de im­pressão e, principalmente, durabilidade.</p>
<p><span id="more-606"></span></p>
<p><strong>Dúvida 4: </strong><strong>Como evitar que o cardápio se es­trague com o manuseio do cliente?</strong></p>
<p>Vou responder com outra per­gunta: temos mesmo de evitar que ele se estrague? Todos os cardá­pios se desgastam com o tempo. Independente do material de que forem feitos, sempre haverá um limite para sua utilização e quan­to mais duradouro for o material, mais caro sairá para o proprietário.</p>
<p>Algumas soluções comuns po­dem parecer práticas, mas todas trazem peculiaridades. Um exem­plo disso é o uso das tradicionais pastas de couro com envelopes plásticos para as folhas de papel. Embora o couro seja um material mais durável, também demanda mais manutenção, o que dificil­mente é feito nos estabelecimen­tos. O resultado é que, em pouco tempo, ficam com uma aparência suja e desbotada, enquanto os plásticos internos ficam arranha­dos e amarelados. No final, o car­dápio pode até estar inteiro, mas a imagem do seu restaurante, não.</p>
<p>A pergunta fundamental é: quan­to irá custar o cardápio e quanto tempo o mesmo deve durar?</p>
<p><strong> </strong>Se observarmos os custos de pro­dução, perceberemos que quanto maior a quantidade impressa, menor será o valor unitário. Quanto melhor o acabamento, mais caro e durável será o produto final. Em alguns casos, o mais econômico será fazer uma gran­de quantidade de cardápios descar­táveis, sem acabamentos especiais ou laminações, porém com grande economia no custo unitário. Eles rapi­damente se estragarão, mas podem ser diariamente substituídos por peças novas. Em outros, investir em durabili­dade com uma capa ou acabamento protetor pode ser a melhor opção, mas igualmente é preciso estar atento ao momento da troca, afinal, um cardá­pio, mesmo que ainda no início de sua deterioração, pode fazer com que o cliente veja o seu restaurante de uma maneira não muito atraente. Cardápio (durável ou descartável) deve estar sempre em excelentes condições de uso e com a aparência de novo.</p>
<p><strong>Dúvida 5: </strong><strong>Como planejar a durabilidade do cardápio?</strong></p>
<p><strong> </strong>De nada adiantará produzir um cardápio que dure um ano se, a cada seis meses, os preços ou produtos serão alterados. A frequ­ência das mudanças de valores e produtos tem de ser observada.</p>
<p>Nos últimos dois anos, períodos de inflação e deflação nos preços dos alimentos exerceram uma pres­são por alterações e ajustes dos valores cobrados nos restauran­tes. Independente disso, alguns estabeleci­mentos têm o há­bito de continua­mente alterar suas opções. Portanto, é importante sele­cionar a escolha de materiais, custos e durabilidade de forma correta. Alte­rações de conte­údo também são comuns em novos estabelecimentos. Nesses casos, um cardápio econômico e que resista apenas algu­mas semanas pode ser a melhor opção até que todos os ajustes sejam acertados.</p>
<p><strong>Dúvida 6: </strong><strong>Quais são as opções para proteção, cuidados e tempo de vida útil?</strong></p>
<p><strong> </strong><br />
O primeiro fator que influencia a durabilida­de é o ambiente do seu estabelecimento, e os inimigos nes­se ambiente são: superfícies sujas, que podem arranhar os cardápios; gordura, que pode manchá-los; e, principalmente, umidade. No caso de bares, onde a mesa não possui toalhas e os copos gelados molham mesmo que levemente a mesa, a durabilidade inevitavelmente será menor. Estimar precisamente a vida útil de cada opção é muito arriscado. No final, até mesmo o cuidado dos seus aten­dentes influenciará nesse tempo.</p>
<p>Mas pensando somente nas soluções mais convencionais, as tradicionais pastas de couro po­dem chegar a durar dois anos se bem cuidadas. Existem variedades de encadernações de couro mais sofisticadas para aqueles que de­sejam sair do lugar comum. Mas evite o uso do envelope plástico in­terno. Embora até proteja o papel, sua aparência rapidamente fica opaca e arranhada. No lugar disso, prefira reimprimir e substituir as folhas de papel internas todas as vezes que se estragarem. O custo para isso é pequeno.</p>
<p>Vemos a plastificação rígida também como uma escolha fre­quente, fácil de encontrar e eco­nômica. Muito funcional para cardápios feitos de uma única lâmina, usualmente utilizados em operações de fast-food e praças de alimentação. Pode até receber uma espiral para adição de mais páginas e não limitar tanto o con­teúdo, mas, sinceramente, acre­dito que, para cardápios maiores, existem outras opções. Costumam durar entre dois e quatro meses e é uma escolha econômica para poucas quantidades, porém ina­dequada para ambientes mais formais ou sofisticados. Se por um lado esse é um material re­sistente à umidade e gordura, por outro, demanda cuidado na limpe­za por ficar facilmente arranhado. Já cansei de ver cardápios desse tipo sendo utilizados além do limi­te e ficam vergonhosos.</p>
<p>Mas se a sua opção são a du­rabilidade e a possibilidade de trabalhar imagens e artes gráficas na capa e no interior, a laminação é sem dúvida a melhor alternati­va. Embora exista uma opção de laminação brilhante, a fosca é a que melhor resiste a arranhões e é muito agradável ao toque.</p>
<p>O mais comum nos cardápios laminados é que sejam impres­sos em uma folha única de tama­nho grande com duas ou três do­bras, um folder. Sua durabilidade pode variar entre dois e seis me­ses e a aparência de qualidade é muito superior à plastificada. Um ponto, no entanto, deixa a dese­jar. Apesar da proteção plástica da laminação, como as bordas das páginas não possuem resis­tência, ainda estarão sujeitas à umidade. Nesse caso, o uso de dobras para dentro do cardápio diminui o contato das bordas com a superfície da mesa, aumentan­do a durabilidade. Além do for­mato folder, o de pasta também pode ser aplicado. Uma escolha interessante quando o objetivo é fazer alterações mais frequentes no conteúdo interno.</p>
<p>Essas são as opções mais co­muns. Existem também muitas ou­tras possibilidades de preço, qua­lidade e acabamento no mercado. Desde o uso de fibras naturais, papéis artesanais, capas de ma­deira, metal ou plástico, vernizes, aplicação de silicone para proteger o papel e mesmo papéis à prova d’água. Continuamos com este tema na próxima edição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Publicado originalmente na revista Gourmet e Food Service, com o título “cardápios e seus dilemas, parte 2” em  junho de 2010</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Design de Cardápios (parte 1)</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 17:30:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Publicados]]></category>
		<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>
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		<description><![CDATA[Originalmente, quando pensei em escrever este artigo, o objetivo era apresentar de maneira sucinta alguns dos principais pontos que os donos de restaurantes, bares e cafeterias devem estar atentos ao desenvolver o projeto gráfico e visual dos seus cardápios. No entanto, pouco a pouco o conteúdo foi crescendo, e de um simples artigo, transformou-se em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/07/skapino_cardapio1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-330" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="skapino_cardapio" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/07/skapino_cardapio1.jpg" alt="" width="450" height="230" /></a></p>
<p>Originalmente, quando pensei em escrever este artigo, o objetivo era apresentar de maneira sucinta alguns dos principais pontos que os donos de restaurantes, bares e cafeterias devem estar atentos ao desenvolver o projeto gráfico e visual dos seus cardápios. No entanto, pouco a pouco o conteúdo foi crescendo, e de um simples artigo, transformou-se em uma matéria dividida em 4 partes.</p>
<p>Não tive a pretensão de esgotar o assunto, mas o objetivo é apresentar um panorama detalhado sobre o papel dos cardápios nas estratégias dos restaurantes, bem como as principais preocupações e dúvidas freqüentes sobre como: devo colocar fotos? O visual deve ser atraente ou discreto? Devo incluir outro idioma? Qual a melhor forma de atualizar preços? De quanto em quanto tempo devo alterar o visual do cardápio? Entre outras dúvidas recorrentes.</p>
<p>Nesta primeira edição, detalharemos os usos de fotos em cardápios. No segundo artigo falaremos sobre formatos, materiais, acabamentos e sua durabilidade. Na terceira parte da série, falaremos sobre o papel do design gráfico e da linguagem visual do cardápio na imagem do restaurante. E na última e 4 parte, abriremos para as dúvidas mais freqüentes dos leitores.</p>
<p>Espero que este conteúdo, bem como o das próximas edições possa ajudá-lo a ver a questão do cardápio do seu restaurante de forma menos complicada. Boa Leitura.</p>
<p><span id="more-325"></span></p>
<p><strong>DUVIDA 1: Devo usar fotos dos pratos no meu cardápio?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>O uso de fotos em cardápios deve ser abordado sob uma ótica estratégica e funcional, e não apenas estética. Assim sendo, a pergunta que temos que fazer, antes de responder a primeira é:</p>
<p><strong>DUVIDA 2: Para que serve a foto em um cardápio?</strong></p>
<p>A resposta mais óbvia seria: “para mostrar o produto”, mas não é tão simples assim. Fotos podem ser utilizadas com diversas finalidades. “Apresentar um produto” é só uma delas, e não necessariamente a mais importante. Nem sempre um produto deve ou precisa ser apresentado. Um exemplo: imagine uma porção de fritas &#8211; com raras exceções uma batata frita é visualmente igual à outra, e todos sabem como as batatas fritas são. Portanto, uma foto de uma porção de fritas comum pode não ter muita utilidade em um cardápio, embora seja comum encontra-las.</p>
<p>A resposta portanto para a pergunta do parágrafo anterior se divide em 3 respostas objetivas:</p>
<p><strong>1) FOTOS PARA DESPERTAR O APETITE (e aumentar o seu tíquete médio)</strong></p>
<p>O uso de fotos no cardápio cumpre uma primeira função bastante óbvia: Estimular o consumo. Começamos a comer com os olhos, e através deles, à cobiçar o que desejamos. O “apetit-appeal” encontra na fotografia um dos principais Aliados.</p>
<p>Somos facilmente estimulados por imagens, e com isso, convidados ao consumo por impulso. Mas para tanto, as fotos utilizadas não devem ser menos do que excelentes. Qualquer qualidade abaixo disso, o resultado pode não ser o esperado, e muitas vezes o inverso.</p>
<p>Outro momento em que as fotos tem um papel importante no aumento do consumo, e portanto, do tíquete médio, é no uso de imagens para estimular o consumo de sobremesas. Aqui a gula, e não mais a fome, é a nossa maior aliada. Por isso mesmo o uso de imagens para fortalecer a venda de sobremesas é importante. Não é incomum o cliente, ao folhear o cardápio e se deparar com a imagem de uma bela sobremesa, decida-se por ela mesmo antes de decidir o prato principal. Desta forma, ao final da refeição, a probabilidade dele pedir a sobremesa será significativamente maior.</p>
<p>Portanto, se deseja ter fotos que estimulem o consumo em seu cardápio, não seja mão fechada. Invista em um bom fotógrafo e em uma produção profissional. Os custos são elevados, é verdade, mas como veremos mais a diante neste artigo, você precisará apenas de algumas poucas imagens para cumprir seus objetivos e lucrar no longo prazo.</p>
<p><strong>2) FOTOS PARA FOCAR O CONSUMO</strong></p>
<p>Outra função do uso de fotos no cardápio é estimular a escolha dos produtos que você deseja vender mais. Neste caso, dos pratos mais lucrativos (não necessariamente os mais caros). Em cardápios com muitas opções, o uso de fotos pode ser utilizado para estimular a escolha do cliente pelos pratos que sejam mais interessantes, seja pelo lucro, valor, ou mesmo pela qualidade do sabor que pode surpreender e fidelizar o cliente. Lembre sempre de valorizar o prato “carro chefe” da casa.</p>
<p>Mas para que se tenha um foco nestes produtos, é necessário que sejam utilizadas poucas imagens no cardápio. Se o seu objetivo é focar no consumo de determinado pratos, de nada adiantará um cardápio com 20 fotos, pois seu poder de atenção e comunicação será disperso.</p>
<p><strong>3) FOTOS PARA EXPLICAR O PRODUTO</strong></p>
<p>Como já comentamos no exemplo da batata frita, a maioria dos itens do cardápio pode ser apresentada somente com o texto, suficiente para explicar o prato, seus ingredientes, e preparo. Alguns, no entanto, demandam de um detalhamento maior sobre a aparência e apresentação do produto.</p>
<p>Nestes casos, a foto pode ser utilizada para melhor “explicar” o produto, esclarecendo quanto ao tamanho das porções, seu arranjo, acompanhamentos etc. Desta forma, além de demandar menos atenção do atendente no esclarecimento do prato, o risco do seu cliente se sentir inseguro quanto a escolha (e desistir dela) é menor.</p>
<p>Vemos esse recurso como importante principalmente em restaurantes de comidas típicas (onde o público pode não estar familiarizado com os pratos) , como também em fast foods (onde a escolha deve ser rápida). Foi o que ocorreu com o cardápio do fast food KEB, onde as fotos dos Kebabs estão presentes para familiarizar o cliente com a apresentação do produto que ainda é pouco familiar no Brasil.</p>
<p><strong>DUVIDA 3: Quando a foto não é necessária ou recomendada?</strong></p>
<p>Em restaurantes novos, quando não se tem certeza ainda de quais pratos permanecerão no cardápio e quais serão brevemente substituídos, o investimento nas fotos pode ser prematuro e desnecessário. É também desnecessário o uso de fotos quando o restaurante for de comidas caseiras ou familiares do público e seus pratos não tiverem uma apresentação muito distinta do usual “bife com arroz e fritas” ou “strogonof”. Como falado anteriormente, não há sentido em apresentar a imagem de algo que é muito familiar ao seu público.</p>
<p>Ainda assim fotos podem ser utilizadas para dar mais vida ao cardápio. 5 a 7 fotos são o suficiente para deixar o visual mais atraente. Mais do que isso, pode deixar o layout “entulhado”.  Realmente não são necessárias muitas fotos para se fazer um bom cardápios, e as mesmas podem ser usadas também em outras formas de divulgação, como banners, displays de mesa (que são ótimos para estimular o consumo de novidades e sobremesas) e no próprio site.</p>
<p><strong>DICAS:</strong></p>
<ol>
<li> Invista em um bom fotógrafo. Boas fotos podem ser aproveitadas durante anos.</li>
<li> Além do cardápio, as fotos podem ser utilizadas em materiais promocionais, displays, banners e até mesmo no site do seu restaurante.</li>
<li> Uma ótima foto, aliada à uma receita inusitada e à um bom trabalho de assessoria de imprensa pode resultar e mídia espontânea para o seu estabelecimento em revistas de alta circulação.</li>
<li> Lembre sempre que boas fotos demandam de uma impressão de qualidade para apresentarem todo seu potencial.</li>
<li> Invista também em um trabalho profissional de design de cardápios. De nada adianta uma linda foto se mal diagramada.</li>
<li> Você não precisa de muitas fotos em seu cardápio. Na verdade precisa de poucas. O excesso de fotos não é vantagem, além de aumentar todos os custos (da produção à diagramação e impressão) tira o foco dos produtos que você deseja ressaltar.</li>
<li> Se a foto for mal tirada, é melhor nem coloca-la. O efeito será o inverso do planejado.</li>
<li> O uso de fotos pode ser trabalhado também de forma estética na composição de capas e páginas que atraem o olhar e despertam as curiosidades dos clientes.</li>
<li> Fique atento aos detalhes da produção da foto. Cafés perdem seu creme, chopp perdem o colarinho, e o prato fotografado frio pode perder o seu brilho.</li>
</ol>
<ul>
<li>Publicado originalmente na revista Gourmet e Food Service, com o título &#8220;cardápios e seus dilemas&#8221; em  Abril de 2010</li>
</ul>
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		<title>Marketing para restaurantes</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/marketing-para-restaurantes/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 16:16:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Publicados]]></category>
		<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>

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		<description><![CDATA[O marketing de um restaurante é muito mais do que somente planejar ou realizar a comunicação. Uma compreensão maior da disciplina é necessário aos donos e gestores para uma administração mais profissional de seus estabelecimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Marketing</em> é um conjunto de ferramentas que servem para compreender planejar, gerenciar e se comunicar com o mercado. O que implica não somente em falar e expressar, mas também em saber ouvir e olhar o segmento e seus interlocutores. Quando o empresário brasileiro pensa em <em>marketing</em>, principalmente naquele voltado aos restaurantes, a primeira imagem que lhe vem à cabeça é fazer um folheto ou um anúncio. Ele entende o <em>marketing </em>somente como divulgação, e não como uma orientação para o mercado, que envolve um conjunto maior de disciplinas. O <em>marketing</em>, como meio de orientação das empresas para o mercado, vai muito além do papel de coordenar a divulgação do estabelecimento. Envolve, desde a sua concepção, planejamento, adequação até a definição de um perfil de público-alvo que se pretende atrair e conquistar.</p>
<p><span id="more-306"></span></p>
<p>Muitos questionam sobre a porcentagem que deve ser investida para a área de <em>marketing</em>. Não devemos em um primeiro momento generalizar essa questão com números exatos, pois existem diversos modelos de gestão de marca para restaurantes. Se o seu posicionamento está focado nos diferenciais de produtos, o investimento pode ser menor, 5% a 10% do lucro mensal, acumulado para ações mais pontuais. No entanto, se o seu posicionamento está focado na imagem do restaurante, mais do que na gastronomia, o investimento mensal deve ser maior, para estar constante na mídia e nos canais de comunicação, e assim justificar os valores cobrados por ser um “lugar da moda”.</p>
<p>O investimento deve ser constante, contínuo e consistente, não somente na época de vacas gordas, quando há verba sobrando, nem somente na época de vacas magras, quando faltam clientes. No entanto não podemos esquecer que deve-se investir mais fortemente em <em>marketing</em>, principalmente, nas etapas que antecedem a abertura do restaurante. Ou seja, na definição de um posicionamento, diferenciais, estratégia e perfil da clientela, o que interferirá diretamente na marca, no nome e na arquitetura do projeto.</p>
<p>É preciso que o proprietário invista também na divulgação do restaurante em seu primeiro ano. Entretanto, isso depende primeiro de um plano adequado de comunicação, definindo mensagens, ferramentas (mídia impressa, assessoria de imprensa, mídia exterior, design, publicidade, promoção etc), e canais apropriados. Mas deve ser implementado somente quando todos os problemas iniciais da operação estiverem resolvidos. Afinal, atrair clientes somente para criar uma má impressão, pode ser pior do que ter poucos clientes bem atendidos.</p>
<p>Após esses primeiros passos, o restaurante precisa estabelecer um plano de comunicação permanente, para ser continuamente aplicado, independente do movimento e faturamento. Atenção: falamos aqui de um plano e, não de ações dispersas, que só acarretam em desperdício e não trazem resultados nem de curto e nem de longo prazo, afinal, as ações de <em>marketing</em> mais comuns não devem ser ligadas somente à divulgação, como ocorre na maioria dos restaurantes, mas sim à fixação e fortalecimento da marca. Lembrando sempre que a divulgação mal orientada atrai um perfil que não é adequado ou desejável para o restaurante.</p>
<p>Cada ferramenta ou peça de comunicação tem um papel diferente na divulgação do restaurante. Folders, panfletos, cartões postais, outdoors, faixas, cartazes, fachada, painéis, publicidade, assessoria de imprensa etc. Todos são viáveis, pois todas são acessíveis, mas antes de tudo temos que nos colocar na posição do nosso cliente e fazer as seguintes perguntas: Quantas vezes você escolheu um restaurante simplesmente porque recebeu um folheto na rua, ou porque vi uma faixa? Nunca? Então porque fazer um folheto? A pergunta poderia se repetir para todas as demais peças, mas a resposta é simples: Um folheto (apenas como exemplo) não serve isoladamente para atrair clientes. Sua função principal é fazer o <em>prospect </em>tomar conhecimento da sua existência, e portanto, deve ser projetado para essa funcionalidade. Deixa-lo repleto de informações apenas fará o seu leitor joga-lo fora mais rapidamente. Portanto, um bom design, mesmo que isso aumente o custo da ação, pode potencializar o retorno do investimento na impressão e distribuição, que são maiores.</p>
<p>Algumas dessas formas de divulgação, se mal trabalhadas, podem até ser percebidas como apelativas, pejorativas e desnecessárias à um restaurante que se propõe atrair pela qualidade. Não é incomum vermos painéis e outdoor cuja mensagem ignora a inteligência dos clientes, como se tudo tivesse que estar explicado nos mínimos detalhes. Devemos então abandonar essas formas de divulgação? Não,muito pelo contrário, mas precisamos utiliza-las adequadamente e nos momentos certos. Todas são viáveis se bem planejadas.</p>
<p>A assessoria de imprensa, por sua vez, é uma das ferramentas de comunicação mais poderosas de um restaurante. No entanto, para que seja eficaz e justifique o investimento, deve-se ter algo verdadeiramente interessante para se comunicar. Se o seu restaurante não tiver um diferencial interessante, seja sua arquitetura, gastronomia, atendimento ou mesmo personalidade, dificilmente se conseguirá um espaço na mídia. No entanto, quando bem realizada, é extremamente eficaz. Afinal, tendemos a acreditar mais quando um terceiro elogia um restaurante, do que quando o proprietário o faz.</p>
<p>Por fim, devemos incorporar o planejamento como parte essencial de um restaurante profissional. É mais trabalhoso? Sim? Requer mais tempo e dedicação? Sim? Requer mais calma e menos ansiedade? Sim? Requer mais recursos? Não! Apenas recursos bem aplicados, e com maior retorno do investimento</p>
<ul>
<li><span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;">Publicado originalmente na revista Cozinha Profissional de Setembro de 2006</span></li>
</ul>
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		<title>Arquitetura é experiência!</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/arquitetura-e-experiencia/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 13:49:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Publicados]]></category>
		<category><![CDATA[Branding]]></category>
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		<category><![CDATA[ambientação]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[multisensorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Arquitetura é experiência! – A arquitetura como parte da estratégia de branding. Em nossa última edição, escrevi sobre o papel da arquitetura enquanto comunicação de uma promessa de marca. Desta vez, abordaremos o papel da arquitetura como parte da experiência de consumo em bares, restaurantes, cafeterias e demais estabelecimentos de alimentação. Experiência que se constitui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Arquitetura é experiência! – A arquitetura como parte da estratégia de branding.</strong></p>
<p>Em nossa última edição, escrevi sobre o papel da arquitetura enquanto comunicação de uma promessa de marca. Desta vez, abordaremos o papel da arquitetura como parte da experiência de consumo em bares, restaurantes, cafeterias e demais estabelecimentos de alimentação. Experiência que se constitui como parte da entrega e atendimento das expectativas, como comentei em meu<strong><a title="edição de outubro de 2008" href="http://www.sebastiany.blog.br/index.php/arquitetura-e-comunicacao/" target="_blank"> artigo anterior.</a></strong></p>
<p><span id="more-240"></span>Ao pensarmos na experiência de consumo, tendemos a dar especial atenção ao produto, mesmo que este não se restrinja ao sabor do alimento e cada vez mais tenha o visual e a apresentação também valorizados. Porém não podemos perder de vista o contexto onde esta entrega se dará: nos espaços e ambientes onde o produto verdadeiramente se insere como parte de uma experiência multisensorial. Para quem já pediu um <em>delivery</em> ou <em>take-over</em> e percebeu que o mesmo prato fora do seu contexto não parece ter a mesma graça, sabe do que eu estou falando. Isso ocorre pela percepção que temos ao sermos estimulados através dos sentidos, que afetam diretamente (positiva ou negativamente) o nosso estado emocional e nossa percepção do que está ao nosso redor.</p>
<p>Dentro de uma visão de branding (construção de marcas) uma das questões que permeia a experiência de marca é justamente o trabalho com os diferentes sentidos do cliente, ou o chamado design multisensorial. Tato, visão, paladar, olfato e audição se somam para criar uma experiência mais ampla e rica quando trabalhados em harmonia. Se a própria percepção de sabor é a mescla entre o aroma e o paladar, que outros sentidos podemos adicionar para enriquecer esta experiência?</p>
<p>Atualmente, o design multisensorial ganha espaço em diferentes segmentos. Cada vez mais, por exemplo, lojas de moda desenvolvem aromas para os seus ambientes, cuidam melhor de sua iluminação e trabalham até programações personalizadas para o som ambiente. Pode não parecer, mas boa parte destas mesmas lojas não escolhe ao acaso o seu aroma, ou desenvolve internamente a programação de seu som ambiente, ao contrário, contam com empresas de consultoria especializadas na definição de sensações (seja elas olfativas, sonoras ou visuais) que estejam alinhadas à personalidade de suas marcas e fortalecimento do seu posicionamento.</p>
<p>Percebemos o mundo através dos sentidos, e à medida que os mesmos se mesclam em de forma harmoniosa, mais sentido e prazer obtemos destas experiências.</p>
<p>O que é interessante de se observar neste contexto é a preocupação de marcas de bancos, lojas e outros segmentos em promover cada vez mais uma experiência de compra multisensorial, pois perceberam os resultados que poderiam obter em aumento de vendas e satisfação dos clientes, enquanto justamente a maioria dos restaurantes (bares, caferias etc), que pela própria natureza da atividade tiveram sempre a oportunidade de explorar a experiência multisensorial em todos os sentidos (literalmente), pouco o fazem de uma maneira verdadeiramente coordenada.</p>
<p>Pode haver na maior parte dos estabelecimentos sim a preocupação com o produto, e mesmo com a arquitetura e decoração. É verdade. Mas não de uma forma integrada. Não é incomum vermos a experiência proporcionada pelo ambiente se apresentar de forma desconexa do posicionamento da empresa, produto, música ambiente, iluminação, atendimento, etc.</p>
<p>Como o alimento (que soma visual, aroma e paladar), a arquitetura por si só também é uma experiência multisensorial. Nela podemos ver trabalhadas amplamente a estimulação visual das cores, formas e iluminação, bem como das sensações de textura e tato proporcionadas pelos diferentes materiais e superfícies com os quais o cliente tem contato. Mas a experiência da arquitetura não para por aí. Diferentes materiais liberam ou absorvem aromas, e a forma como são organizados no espaço podem dissipar ou intensificar os ruídos do ambiente.</p>
<p>A integração destes sentidos, e das mensagens que esta mesma arquitetura comunica, fazem parte da construção de uma marca forte, sólida, consistente, e principalmente, coerente. Quando estas diferentes partes se encontram desconexas (mesmo que de bom gosto) o cliente tende a ter dificuldade em entender qual é a proposta do seu estabelecimento, e o que ele deve verdadeiramente esperar ou sentir à respeito do seu produto e serviço.</p>
<p>Cada detalhe conta para criar uma experiência integrada e rica. Ao trabalhar adequadamente as diferentes sensações que podem cativar o emocional do seu cliente, mais ele tendera a gostar de você. E a sua arquitetura? Faz sentido?</p>
<p>Artigo publicado originalmente na revista Gourmet e Food Service em Dezembro de 2008</p>
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		<title>Arquitetura é comunicação!</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/arquitetura-e-comunicacao/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 13:26:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Publicados]]></category>
		<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>

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		<description><![CDATA[Dentro de um projeto de Branding (processo de construção de marcas fortes), uma das maiores preocupações da gestão é que a mensagem comunicada pela empresa seja sempre a mesma em todos os “pontos de contato”, ou seja, desde o nome, logotipo, produto, embalagem, atendimento, publicidade, comunicação e, entre outras, sim a arquitetura.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_214" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><a href="http://www.vladi.com.br/"><img class="size-full wp-image-214       " title="skapino" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/01/skapino2.jpg" alt="FOTO: Vladimir Fernandes" width="450" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">FOTO: Vladimir Fernandes</p></div>
<p><strong>A arquitetura como parte da estratégia de branding.</strong></p>
<p>Dentro de um projeto de Branding (processo de construção de marcas fortes), uma das maiores preocupações da gestão é que a mensagem comunicada pela empresa seja sempre a mesma em todos os “pontos de contato”, ou seja, desde o nome, logotipo, produto, embalagem, atendimento, publicidade, comunicação e, entre outras, sim a arquitetura.</p>
<p><span id="more-210"></span></p>
<p>Neste contexto, pode nos parecer estranho dizer que arquitetura é comunicação. Tendemos a olha para ela somente como parte da infra-estrutura de atendimento e operação de um estabelecimento de alimentação, ou como invólucro que, como uma embalagem, protege um produto, ou ainda como um dos componentes da experiência de consumo e serviço (falaremos sobre isso na próxima edição da revista).</p>
<p>Porém, da mesma forma que a função de uma embalagem não está restrita ao abrigo do produto, a arquitetura exerce também as funções de atrair o olhar, seduzir e convencer o cliente da compra.</p>
<p>Ao olharmos pela primeira vez para a fachada de um restaurante, padaria ou cafeteria, imediatamente formamos uma primeira impressão sobre o estabelecimento. Isso ocorre de maneira rápida e similar ao que fazemos ao julgar uma pessoa pela sua aparência. Criamos assim uma “primeira impressão” e esta nos diz se o lugar é mais tranqüilo ou animado; para um público mais jovem ou maduro; se mais caro ou barato; etc.</p>
<p>Esta primeira impressão criará inadvertidamente uma expectativa no cliente, ou o que nós profissionais de Branding chamamos de “promessa de marca”. A promessa é o que o seu cliente esperará do serviço ou produto em função das mensagens que ele recebe (por diferentes pontos de contato). É com base nesta expectativa que ele tomará ou não uma decisão de compra, e julgará se o seu estabelecimento atendeu ou não as promessas previamente formuladas.</p>
<p>Neste sentido, a fachada está comunicando ao cliente quem o seu restaurante (ou padaria, ou cafeteria etc) é, e o que ele pode esperar do seu atendimento e serviço. Porem, o papel de comunicação da arquitetura não pode parar na fachada, e deve continuar na “narrativa” no ambiente interno, pois quando essa comunicação está desajustada, a promessa não corresponderá à entrega e teremos sempre clientes insatisfeitos.</p>
<p>Aqui vale uma observação: um cliente insatisfeito não é necessariamente um cliente “ofendido” ou “decepcionado”, mas sim todo e qualquer cliente que não vê motivo, ou não sente vontade de voltar ao seu estabelecimento. Qualquer coisa como: “bonzinho” ou “não é nada demais” na avaliação do seu serviço já sinaliza esta insatisfação.</p>
<p>É difícil convencer um cliente da primeira compra. Da mesma forma que ocorre com todos nós (afinal também somos clientes) nos sentimos inseguros de locais que não conhecemos, e se algo parece não fazer sentido, ou estar fora de contexto, nossa suspeita será ainda maior. Com os sentidos em estado de alerta, tudo será motivo para insatisfação: uma pequena demora no atendimento vira uma demora enorme, uma lasquinha no móvel se torna sinônimo de descaso, um guardanapo caído no chão um sinal de falta de higiene, e assim por diante. O segredo está nos detalhes? Também! Porem mais do que isso está no todo da comunicação da qual a arquitetura faz parte.</p>
<p>O tempo todo, através das formas, materiais, decoração, mobiliário e iluminação a arquitetura compõe uma narrativa da experiência do seu cliente. Cada objeto, móvel, superfície ou textura continuamente reforça ou deteriora a expectativa inicial. A dificuldade está em compreender como o seu cliente irá “ler” o seu espaço, e nem sempre será da maneira como você “escreveu”. Se já é facil, em um simples e-mail, sermos interpretados equivocadamente, imagine as probabilidades disto ocorrer com um projeto de ambientação que é feito pensando apenas no gosto do dono, e não nos dos cliente.</p>
<p>A dificuldade decorre pois enquanto comunicação, a arquitetura está estruturada dentro dos códigos culturais de uma sociedade, de suas classes, e das pessoas que fazem parte dela. Enquanto para uns a melhor maneira da arquitetura comunicar (por exemplo) “sofisticação”: seria o uso de uma colunata neo-clássica na fachada; outros diriam que isso é brega e que sofisticado é o design minimalista escandinavo; outros ainda diriam que não, que sofisticado é o uso de tecnologia; e assim por diante. Para cada perfil de público, a pertinência da mensagem muda, e não é possível agradar à todos ao mesmo tempo.</p>
<p>Temos que saber portanto, não apenas o que queremos dizer, mas com quem desejamos falar.</p>
<p>E a sua arquitetura? O que tem falado ultimamente?</p>
<ul>
<li>Artigo publicado originalmente na revista Gourmet e Food Service em outubro de 2008</li>
</ul>
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		<title>Fidelizar ou não fidelizar, eis a questão?</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 23:19:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando tratamos de fidelização de clientes, optar por faze-lo será sempre a resposta certa. O problema é saber como. Nos casos de bares, como o desta edição, fidelizar é ainda mais difícil, uma vez que o universo do público jovem que freqüenta estes ambientes é marcado por uma constante busca de novidades, e muitas vezes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando tratamos de fidelização de clientes, optar por faze-lo será sempre a resposta certa. O problema é saber como.</p>
<p><span id="more-207"></span></p>
<p>Nos casos de bares, como o desta edição, fidelizar é ainda mais difícil, uma vez que o universo do público jovem que freqüenta estes ambientes é marcado por uma constante busca de novidades, e muitas vezes é a moda que dita as opções. Não é a toa que muitos dos donos de estabelecimentos nas regiões mais “badaladas”, com uma certa freqüência, fecham e re-inauguram seus espaços com novos nomes, ambientes, e temáticas apropriadas às demandas do público. No entanto, é o desejo de todo proprietário obviamente otimizar seu investimento para prolongar a vida de seu negócio, evitando assim investimentos maiores e mais freqüentes com a renovação.</p>
<p>Ampliar e modificar gradualmente o ambiente pode ser uma opção, oferecendo sempre ao público uma novidade, mesmo que apenas visual, no ambiente e decoração do bar. No entanto, é importante que todas as pequenas interferências sejam sempre desenvolvidas junto ao arquiteto que projetou o estabelecimento, pois gradualmente as modificações que poderiam renovar o local, sem orientação, acabam por degradar sua personalidade e temática. Neste sentido, o primeiro ponto para se estabelecer uma fidelização para a marca, é desenvolver e gerir uma personalidade única, expressiva, e bem delineada, afinal o segredo do sucesso não é querer agradar a todos, mas se identificar fortemente com o perfil de consumidor desejado.</p>
<p>Um dos grandes pontos positivos do EL BOTIN é justamente a sua personalidade. Sendo o único bar temático mexicano da região, sua vida útil tende a ser maior. Mesmo que não seja a opção semanal dos clientes, tende a ser a opção mensal para uma maior número de pessoas, evitando assim também o desgaste da relação com o ambiente. Essa temática pode ser ainda mais explorada pela comunicação e pela exclusão de elementos visuais e arquitetônicos que não estejam condizentes com o imaginário do “bar mexicano”, fortalecendo cada vez mais a especialidade da casa.</p>
<p>O segundo passo no processo de fidelização de clientes para o EL BOTIN, seria fortalecer ainda mais as opções exclusivas do cardápio (tanto de comidas, quanto de bebidas) que tenham como tema a cultura do México, o que não necessariamente significaria somente investigar os drinques e pratos tradicionais, mas também desenvolver um cardápio com opções personalizadas tendo a cultura mexicana como pano de fundo. Ao dar nomes para as bebidas e registra-las como marcas, impedimos que sejam tão facilmente copiadas pela concorrência.</p>
<p>Parte destas opções podem ainda estar fora da lista do cardápio impresso, sendo oferecida pela equipe de salão para os clientes mais habituais. O senso de exclusividade pode ser uma forte aliada na fidelização, afinal quem não gosta de levar os amigos ao seu local preferido e lhes oferecer uma bebida “que só você e um seleto grupo de pessoas conhecem”. lanchonetes com o Joakins e The Fifities, por exemplo, ainda tem disponíveis para os clientes “conhecedores” opções antigas de pratos que não se encontram mais listadas nos cardápio atuais. Basta conhecer e pedir.</p>
<ul>
<li>* Publicado originalmente na revista Cozinha Profissional de Setembro de 2005 &#8211; acompanhando a matéria sobre o bar EL BOTIN.</li>
</ul>
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		<title>Nomes de restaurantes (parte 3)</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/nomes-de-restaurantes-parte-3/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 15:28:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Publicados]]></category>
		<category><![CDATA[Naming]]></category>
		<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>
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		<description><![CDATA[Um nome não é bom ou ruim isoladamente. É somente no contexto da empresa, seu segmento e público e da própria personalidade do estabelecimento que poderemos avaliar a sua qualidade. O que é um bom nome para um restaurante, pode ser uma péssima solução para outro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p>Nas duas edições anteriores abordamos o processo de registro de marcas nominativas junto ao INPI (ver edição 5) e os mitos e armadilhas do processo criativo de nomes para casas de alimentação (ver edição 6). Agora, abordaremos um pouco do processo de criação de nomes e de como obter sucesso nesta empreitada. Por mais que eu deseje, este artigo não será capaz de esgotar o assunto, ainda assim, acredito que poderá orienta-lo em algumas etapas, dicas e procedimentos que lhe ajudarão neste difícil processo que é a criação de um bom nome para um bar, restaurante, cafeteria e outras casas de alimentação.</p>
<p>Novamente voltamos a pergunta do artigo anterior: O que é um bom nome?</p>
<p><span id="more-192"></span></p>
<p>Um nome não é bom ou ruim isoladamente. É somente no contexto da empresa, seu segmento e público e da própria personalidade do estabelecimento que poderemos avaliar a sua qualidade. O que é um bom nome para um restaurante, pode ser uma péssima solução para outro. Lembre-se que o gosto pessoal não deve ser o critério de escolha e sim a adequabilidade. Por isso mesmo uma boa dose de criatividade e ousadia podem ajudar a criar nomes originais, memoráveis, interessantes e atraentes.</p>
<p>O universo do food service está cheio de nomes únicos e memoráveis, alguns inovadores, outros conservadores. O que realmente importa, é que no contexto onde são usados não apenas fazem sentido, como também instigam a curiosidade dos clientes. Nomes como os dos restaurantes Sujinho, Velhão, Dom, Mestiço, Nakombi são alguns dos meus preferidos justamente pela adequação à personalidade do ambiente. Não sei como surgiram, mas sei que provavelmente seriam inicialmente reprovados em uma pesquisa de opinião, o que apenas endossa a minha teoria de que pedir a opinião dos outros é o melhor caminho para um nome comum, banal e sem personalidade.</p>
<p><strong>1) ORGANIZE O TRABALHO</strong></p>
<p>Já falei nos artigos anteriores (mas não custa repetir) que este processo não é uma tarefa fácil, nem rápida. Portanto ao se enveredar por este desafio esteja preparado para um exercício que exigirá foco e dedicação, até mesmo porque é um exercício de frustração, onde acumulamos muitos e sucessivos “fracassos” antes de encontrar o sucesso na solução final.</p>
<p>Comece organizando seu material de trabalho, pode ser um conjunto de folhas soltas ou um caderno, afinal, está é uma tarefa na qual se escreve bastante. Anote todas as idéias, boas ou ruins, sérias ou esdrúxulas, nunca se sabe quando as mesmas o ajudarão a ter um novo insight criativo. Provavelmente todas os primeiros nomes das primeiras horas de trabalho serão descartadas, ou por serem muito comuns, ou por serem idéias que outros já tiveram. Portanto precisamos ir além, e lembrar que este não é um desafio que termina em algumas horas, e sim em alguns dias de trabalho.</p>
<p><strong>2) TIPOS DE NOMES</strong></p>
<p>Os nomes podem ser organizados em diferentes grupos e subgrupos. Existem nomes de lugares, como o da rede de fast food SPOLETO que é uma cidade italiana. Mas evite usar o nome da rua, bairro ou cidade onde o estabelecimento surgiu pois poderá atrapalhar os seus planos futuros de expansão para outras localidades. É o que está acontecendo hoje com a rede SÃO PAULO I, que para entrar no mercado Carioca e nos estados do Sul está mudando seu nome para Divino Fogão.</p>
<p>Existem nomes Patronímicos, de pessoas, como do BAR BONIFÁCIO ou da rede de padarias  LETÍCIA. Registrar marcas nominativas com nomes de pessoas no INPI nem sempre é possível, mas é uma forma de tomar emprestado a personalidade associada culturalmente ao nome. Bonifácio soa tradicional e bonachão, Letícia soa delicada, e assim por diante.</p>
<p>Nomes podem surgir também de palavras existentes, na nossa ou em outras línguas, como no PITADELA delivery, bar ESQUISITO e restaurante SPOT (lugar em inglês). Mas também podem ser criados a partir da alteração de palavras existentes, como no restaurante ZUCCO (que é uma alteração da palavra zucca: abóbora em italiano) ou serem inteiramente inventados, como no restaurante SKAPINO. Aqui vale uma observação. Vejo muitos empresários no segmento de food service demasiadamente preocupados com o significado dos nomes, sua origem, simbolismo e sentido, sem perceber no entanto, que o mais importante não é o significado, mas sim o significante, ou seja, como o mesmo será interpretado pelo público e que percepção esse criará. Lembre-se que em poucos momentos você terá a oportunidade de explicar o verdadeiro significado por trás do nome, e que portanto a primeira impressão é muito mais importante.</p>
<p>Evite ao máximo nomes descritivos comuns como, Empório dos Sabores, Armazém do Aroma, Cantinho do Paladar etc&#8230; Primeiro, porque existem inúmeros outros restaurantes com nomes iguais e similares, o que impede o registro com exclusividade no INPI (ver artigo da Edição 5), e segundo, justamente por serem combinações comuns, tendem a ser pouco impactantes e a gerar no público uma percepção justamente de algo comum, sem diferencial. Infelizmente, esta categoria de nomes é a primeira que todos pensamos no processo criativo, e por isso mesmo, a pior.</p>
<p><strong>3) COMO COMEÇAR</strong></p>
<p>Inicie o trabalho com a criação de listas de palavras chaves que se relacionam à atividade do seu restaurante, ao seu universo gastronômico ou a personalidade do ambiente. Após criar uma lista considerável, amplie a mesma através de sinônimos e palavras similares. Para esta tarefa compre um bom dicionário, dos grandes (infelizmente caros) e famosos, sem ele tudo fica mais demorado. Se possível, um segundo dicionário de sinônimos também é muito útil, bem como dicionários em línguas estrangeiras. Esta etapa isoladamente pode consumir mais de 4 horas de estudo, mas é o alicerce para a criação e quanto mais “matéria prima” você acumular, mais fácil será o trabalho depois. Muitas vezes, o nome pode já estar nesta lista, basta observar.</p>
<p>Após finalizar a lista total, tente mesclar, modificar ou combinar estas palavras. Busque sua tradução em outras línguas apropriadas ao contexto. Adicione prefixos ou sufixos ou troque letras de lugar. Alguns dos melhores nomes que eu e minha equipe criamos para restaurantes surgiram assim. Por exemplo:</p>
<p>APETITOTECA, o restaurante escolar da Ondina Alimentação surgiu do hibridismo entre apetite e biblioteca. O nome do restaurante BAGUNÇOSO surgiu da mistura de bagunça com gostoso. O nome da rede GUAKA, fast food de comida mexicana, surgiu da abreviação de guacamole (prato típico) com um K no lugar do C. Já a cafeteria AROMATO, surgiu de aroma com a adição do prefixo ATO. Soa italiano, mas não é uma palavra existente. Já a rede GOSTIN, de café e pão de queijo, surgiu de uma brincadeira com a sonoridade do jeitinho mineiro de falar o diminutivo de gostinho. A busca da versão de palavras em língua estrangeira também pode ajudar. PANETTO, por exemplo, é pãozinho em italiano.</p>
<p>Tome cuidado durante este processo para não se encantar com nenhum nome em particular. Além da possibilidade do mesmo não estar livre no INPI (o que é decepcionantemente frequente) este encantamento pode fazer você ignorar outro nome tão bom quanto (ou até melhor) que está bem ao lado. Como comentei mais acima, você deve estar preparado para uma sucessão de fracassos neste processo e o sentimento de frustração fará parte de todo o percurso. Acredite, não é muito diferente para mim e minha equipe quando criamos um nome, portanto não desanime.</p>
<p>Lembre-se que você terá que criar no mínimo 200 nomes para selecionar pelo menos umas 5 boas opções, e depois torcer para, com muita sorte, um ou dois deles estarem livres para uso no INPI, o que nem sempre ocorre. Como novos e novos restaurantes abrem as portas todos os dias, está cada vez mais difícil encontrar ou criar um bom nome, ainda mais porque o INPI agrupa restaurantes, bares, cafeterias, padarias, hotéis e motéis em uma única categoria de registro, portanto se prepare para repetir a tarefa algumas vezes.</p>
<p><strong>4) O VALOR DO NOME</strong></p>
<p>Por fim, um nome é um patrimônio. Junto com a identidade visual ele compõe a marca que identifica o seu estabelecimento. Ele pode ajudar ou prejudicar o crescimento do seu negócio. Quanto mais forte, original e fácil de lembrar for a sua marca, maior será a lembrança do público que influenciará suas escolhas (o inverso também é proporcional). Com o tempo, o nome e a marca adquirem valor e podem se tornar em um patrimônio tão importante quanto as instalações e equipamentos que você possui. Hoje, a marca já é aceita como garantia de empréstimos em algumas linhas de financiamento do BNDS (desde que, é claro tenha valor). No futuro, se a decisão for de vender a sua empresa, o seu nome e marca são parte deste patrimônio, pois é a eles que os clientes se identificam, e pode até mesmo ser vendida em separado se necessário.</p>
<p>Lembre que seu nome é provavelmente a parte mais definitiva da sua empresa. Arquitetura, equipamentos, equipe, produtos, decoração, logotipo, ponto, tudo isso pode mudar. Até mesmo os donos. Mas o bom nome fica.</p>
<p><strong>5) DICAS</strong></p>
<ol>
<li>Se você tiver um sócio, envolva-o no processo, quanto mais pessoas ajudarem melhor. Mas atenção: quem se dispuser a ajudar tem que estar no processo do começo ao fim, entrar na metade apenas atrapalhará o processo.</li>
<li>Não confie em opiniões e não pergunte a pessoas de fora do processo se elas gostam do nome. Lembre que as opiniões positivas podem na verdade ocorrer simplesmente porque são pessoas que gostam de você, e as negativas, porque são pessoas que não fazem parte do perfil de público alvo ou desconhecem a proposta do estabelecimento. Existem formas concretas de se avaliar um nome, não pelo gosto, mas pela percepção de sua personalidade.</li>
<li>Avaliar o nome fora do seu contexto também prejudica o processo, afinal, um bom nome para um restaurante sofisticado e formal provavelmente é um péssimo nome para uma pizzaria.</li>
<li>Sempre pesquise a viabilidade de regitro do nome ni INPI para evitar problemas futuros, e não ignore a necessidade de registro</li>
</ol>
<ul>
<li>Publicado originalmente na revista Gourmet e Food Service em Maio de 2009</li>
<li>Quer saber mais sobre criação de nomes e marcas de restaurantes: <a href="http://www.sebastiany.com.br" target="_blank">www.sebastiany.com.br</a></li>
</ul>
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		<title>Nomes de restaurantes (parte 2)</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 16:16:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Publicados]]></category>
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		<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>
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		<description><![CDATA[No artigo da edição passada, abordamos o processo de registro e proteção de nomes junto no INPI. Faltou apenas mencionar os problemas de se ignorar o registro, que vão desde a perda do nome e a obrigação da mudança da marca (o que acarreta em mais custos), até o risco de um processo caso insista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-186  alignnone" title="3441664899_b90dc91efa_o" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2009/11/3441664899_b90dc91efa_o.jpg" alt="restaurante escolar Apetitoteca" width="450" height="265" /></p>
<p>No artigo da edição passada, abordamos o processo de registro e proteção de nomes junto no INPI. Faltou apenas mencionar os problemas de se ignorar o registro, que vão desde a perda do nome e a obrigação da mudança da marca (o que acarreta em mais custos), até o risco de um processo caso insista no uso de um nome já registrado para outra empresa no mesmo segmento. Nesta edição, abordaremos os desafios da criação de nomes para bares, restaurantes, cafeterias e outras casas de alimentação.</p>
<p><span id="more-180"></span></p>
<p>Como dono da www.sebastiany.com.br uma empresa de estratégia e criação de nomes e marcas, pode parecer estranho o que vou dizer, mas qualquer pessoa é capaz de criar um bom nome. Não é uma tarefa restrita a especialistas e profissionais de criação e muitos dos melhores nomes que já vi no escritório foram criados pelos próprios clientes. Mas isso não significa dizer que encontrar ou criar um bom nome seja uma tarefa fácil, ao contrário, é uma das mais difíceis, afinal, alem de adequado, deve estar livre para registro. Por isso mesmo, também é grande o número de clientes que recebo no escritório com péssimos nomes, inadequados ao modelo de negócios, publico, ou mesmo ao crescimento futuro. Muitos até que dificultavam a criação de franquias.</p>
<p>Para começar de maneira correta, é importante avaliar as necessidades reais da sua marca, sua estratégia e da comunicação que pretende construir com seus clientes. É necessário pesquisar seus concorrentes, avaliar diferenciais, modelos de gestão e planos de crescimento futuro. E mais importante: deve ser definida uma imagem desejada, para somente depois, iniciar de verdade o processo de criação.</p>
<p>Quando o processo de criação começar, não será em 15 minutos no chuveiro, ou meia hora no trânsito que o nome surgirá. Provavelmente você terá que utilizar muitos sábados e domingos para criar uma lista mínima de 5 a 10 bons nomes e o mais provável, como vimos no artigo da edição passada, é que nenhum deles esteja livre para registro. Então o processo tem que recomeçar. Mesmo no nosso escritório, onde estamos acostumados com o desenvolvimento de nomes, o processo de criação toma em média 40 homens/hora. Ou seja, não é fácil nem rápido.</p>
<p>Dos clientes que mencionei acima, que chegaram ao escritório com bons nomes, quase todos dedicaram muitos finais de semana para a criação, passando horas e horas debruçados em livros e dicionários até encontrar uma alternativa. Apenas um punhado contou a sorte.</p>
<p>Mas o que é um bom nome?</p>
<p>De forma <strong>BEM RESUMIDA</strong>, um bom nome é aquele que expressa seus valores e diferenciais. Portanto o que é um bom nome para seu estabelecimento, pode ser inadequado para outra empresa no mesmo segmento. Mas existem outros fatores, e para explicar o que é um bom nome, temos que primeiro desmistificar alguns mitos que são amplamente repetidos no mercado, e apontar algumas armadilhas que muitos caem neste processo:</p>
<p><strong>MITO 1 &#8211; O NOME DEVE SER CURTO</strong></p>
<p>Este é um dos maiores mitos do segmento. Na verdade, o que o nome precisa é ser pregnante, aquele que se fixa na memória e torna-se fácil de lembrar. A questão é que realmente os nomes curtos tendem a ser mais pregnantes que nomes longos. Por outro lado, nem todo nome curto é pregnante. Portanto colocar essa obrigação durante o processo de criação é limitar as possibilidades de encontrar um bom nome, ainda mais um que esteja livre para registro. Da mesma forma, nomes compostos (formados por mais de uma palavra) tendem a ser pouco pregnantes, mas novamente existem boas exceções a essa regra.</p>
<p><strong>MITO 2 &#8211; O NOME TEM QUE FALAR DO PRODUTO</strong></p>
<p>Outro mito muito repetido é de que o nome deve explicitar o produto ou segmento da empresa. O erro aqui é ignorar o modelo de gestão da marca, que pode privilegiar ou não o foco no produto. A pergunta correta é: quais os seus diferenciais de ambiente, experiência, imagem, atendimento ou produto? Seu diferencial está realmente no produto?</p>
<p>O nome focado no produto pode tanto explicitar uma especialidade (italiano, japonês, hamburgeria etc) quanto limitar uma oferta, caso no futuro a variedade de produtos possa ser aumentada. Exemplo: Um restaurante especializado em saladas pode ter dificuldade para implementar futuramente uma linha de sanduíches lights, ou mesmo de grelhados leves, se a palavra “salada” fizer parte do nome.</p>
<p><strong>MITO 3 &#8211; O NOME TEM QUE TER UM SIGNIFICADO ATRAENTE</strong></p>
<p>Outro erro comum é focar demais a atenção no simbolismo e no significado do nome. Há realmente a geração de encantamento quando podemos explicar o significado de um nome e é algo sempre muito interessante. Mas de todas as pessoas que terão contato com o nome do seu estabelecimento, apenas uma parcela muito pequena terá a oportunidade de descobrir o seu significado. Portanto mais importante do que o significado de um nome é a primeira impressão que ele cria.</p>
<p><strong>RISCOS: O ENVOLVIMENTO EMOCIONAL</strong></p>
<p>Empresa não é filho! Esta é a principal armadilha que a maior parte dos empreendedores cai na hora de criar ou escolher um nome para empresa. Em lugar de procurar um bom nome, ele procura um nome “FENOMENAL” Aquele que ele veja e diga: “É ESSE!”, que de alguma forma “O EMOCIONE”.</p>
<p>Caros amigos&#8230; com mais de 10 anos de experiência posso dizer que não existem nomes fenomenais. Esta sensação gratificante de “ACERTO” é algo natural que todos sentimos durante um processo criativo, e o temos independente se a idéia é boa ou ruim. Portanto, este “feeling”, isolado de uma critica mais fria, tende a levar muitos ao erro. A verdade é que sempre alguém será impactado pelo nome, mas o fato de eu ou você sermos uma delas, não significa que os seus clientes serão. É para eles que devemos olhar.</p>
<p>Esta talvez seja o principal “ruído” durante a criação de um nome. Deixar que o gosto pessoal interfira nas decisões de escolha do nome, que estão na esfera estratégica da gestão. Quando o dono do restaurante não faz parte do perfil de público alvo que pretende atingir, provavelmente quanto mais ele se identifique com o nome, menos o seu público o fará.</p>
<p>Por fim, independente se você mesmo irá criar o nome do seu restaurante, ou se vai contratar uma consultoria para faze-lo, lembre sempre que o nome do restaurante não é secundário. Seu nome pode influenciar positiva ou negativamente a percepção do público alvo. Pode ajudar ou atrapalhar seus clientes a entenderem a sua oferta, pode facilitar ou prejudicar a lembrança do seu estabelecimento. Portanto não o subestime, nem o releve a um papel secundário.</p>
<p>Na próxima edição traremos o 3<sup>o</sup> e último artigo desta série sobre criação de nomes, abordando o processo de criação e os tipos de nomes. Até lá.</p>
<ul>
<li>Publicado originalmente na revista Gourmet e Food Service em Março de 2009</li>
<li>Quer saber mais sobre criação de nomes e marcas de restaurantes: <a href="http://www.sebastiany.com.br" target="_blank">www.sebastiany.com.br</a></li>
</ul>
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