04/10/2009
Recente, em uma conversa com um cliente que é presidente de uma grande consultoria em expansão de negócios, o assunto inevitavelmente caminhou para o tema da crise econômica mundial, e de como cada empresa estava se preparando (ou não) para enfrenta-la. Para exemplificar o seu ponto de vista, este cliente contou a seguinte anedota:
- Um alemão e um japonês estavam na selva, quando ao chegar em uma clareira, depararam-se com um leão do outro lado, faminto e avançando na direção dos dois. O alemão imediatamente começou a recuar, enquanto o japonês calmamente sentou-se, abriu a mochila, e começou a calçar um par de tênis de corrida que estava dentro dela. O alemão surpreso perguntou:
Você está maluco! Você acha mesmo que com esse tênis conseguirá correr mais rápido que o leão?
E o japonês retrucou.
Eu não preciso correr mais rápido que o leão. Só preciso correr mais rápido que você.
Moral da história: Em momentos de crise, vence que está mais preparado.
Até pouco tempo, vivemos épocas de vacas gordas. Foi um período de tranqüilidade e bonança para o setor de alimentação fora do lar. Enquanto alguns empresários souberam aproveitar esta oportunidade para crescer e investir em suas empresas, outros preferiram, por exemplo, “colocar um novo piso de mármore no seu apartamento no Guarujá”, como vi acontecer. Não há nada de errado em investir em si mesmo, naquilo que lhe traz conforto e prazer, seja na compra de um imóvel, reformas, viagens ou carros. Afinal de contas, é para isso que trabalhamos. Mas quando isso acontece em detrimento dos investimentos na própria empresa, qualquer um poderia dizer que algo está profundamente errado no modelo de gestão.
Por outro lado, muitos empresários neste período souberam investir continuamente para melhorar sua estrutura e serviços. Pude observar mudanças e melhoria fantásticas, desde fachadas, iluminação e arquitetura, ao desenvolvimento de novas marcas e investimentos em inovação e comunicação de forma profissional. Estes bares, cafeterias e restaurantes com certeza estão mais bem preparados para enfrentar a crise, ou no mínimo, mais adiantados e distantes dos seus concorrentes que começarão agora a se movimentar. Com menos potenciais clientes nas ruas, a atratividade visual de marcas e fachadas desempenhará um papel ainda mais importante na captação de clientes, e o bom ambiente e serviço, na sua fidelização. Ainda é cedo para dizer o quanto e de que forma o segmento de food service será afetado pela crise. Mas a queda na freqüência (menor para uns, maior para outros) inevitavelmente evidenciará as diferenças entre os concorrente, até então abafada pela crescente demanda.
Mas a crise também traz oportunidades. Embora o retorno dos investimentos em marketing e branding neste momento não seja tão imediato, configura-se como uma grande oportunidade de fixação da marca na memória do público, pois é justamente neste período que os concorrentes tendem a retrair equivocadamente os seus esforços de comunicação e relacionamento, deixando o terreno livre para que a atuação da concorrência seja mais abrangente e eficaz.
Uma postura mais agressiva e profissional, sem comprometer a saúde financeira do seu negócio, é um ótimo caminho não apenas para diminuir os efeitos da crise, mas também para ocupar um espaço privilegiado, otimizando os resultados quando a economia futuramente re-aquecer.
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