Curso de Tecnólogo em Design Gráfico, é válido?

22/03/2010

Recentemente recebemos no nosso formspring a seguinte pergunta:

Queria saber o que vocês acham do Curso Tecnólogo em Design Gráfico, mesmo sendo um curso rápido (2anos), é válido?”

Questão delicada, e até polêmica para algumas pessoas… portanto para quem for ler este artigo, pediremos calma e tranqüilidade, pois é um tema que geralmente levanta os ânimos (e porque não dizer a fúria) tanto de quem é a favor, quanto de quem é contra este tipo de curso.

Para facilitar, vamos fazer um comparativo.

Muitas profissões reconhecidas e regulamentadas tem “versões técnicas” com cursos superiores de 2 anos ou menos. Isso é fato.

Técnico em enfermagem, técnico e nutrição, técnico em química, em eletrônica, em informática, em mecânica, em contabilidade, em farmácia, em edificações etc… basta dar uma busca no google para ver que a lista continua.

Mas um técnico em nutrição, não é um nutricionista, da mesma forma que um técnico em farmácia não é um farmacêutico e assim por diante. Isso não está em discussão, e um aluno que faz um curso técnico sabe que não obterá um diploma de bacharelado. Até aqui tudo bem?

Estas formações existem tanto para atender as necessidades do mercado, quanto para oferecer ao aluno uma formação mais barata e rápida que agilize o seu ingresso no mercado de trabalho. Concorde ou não, essa é a realidade.

Portanto, um curso de Tecnólogo em Design Gráfico é sim válido, para atender a essa demanda do mercado e dos alunos. Mas da mesma forma que os demais, é um curso que não forma um Designer Gráfico, e sim um Técnico em Design Gráfico.

A idéia seria formar um profissional técnico para atender as demandas também do mercado. Em uma mera hipótese, em um “mundo ideal” o Técnico em Design Gráfico não seria um diretor de arte mas sim, aquele que faz atividades mais ligadas a produção, como aplicação de um conteúdo de uma revista em um projeto gráfico mais rígido, produção de manuais, acompanhamento de gráfica e finalização de algumas artes.

Como a profissão não é regulamentada, as faculdades com estes cursos “vendem” subjetivamente a ILUSÃO de um atalho ao aluno e de que ele será tão “designer” quanto o que fez um curso com o dobro da carga horária.

A questão é matemática, 4 anos é o dobro de 2. O dobro de experiência, o dobro do conteúdo, o dobro de estudos, o dobro de aprendizado. Se fossem a mesma coisa, não haveriam mais cursos de 4 anos, afinal, para que pagar o dobro se o resultado é “quase o mesmo”?. Quem escolhe um curso de 2 anos porque acha que é a mesma coisa que um de 4, está se enganando.

A mesma lógica vale para além da graduação. Se você fez mais de uma faculdade, se fez pós graduação, se busca ler ou fazer cursos de extensão, tudo isso influencia na sua capacidade como profissional pela carga horária de estudos. Quem se contenta com um curso de 4 anos, também está se iludindo.

O problema que esbarramos aqui é o da regulamentação. Em todos os cursos técnicos listados acima existem limites de que atividades o profissional pode desenvolver. Quais seriam os limites do Técnico em Design Gráfico? Difícil responder não?

É difícil sim, pois entram aqui outras variáveis, como o potencial do indivíduo. Quem disse que um técnico em design gráfico não tem potencial para virar um ótimo designer, criador ou diretor de arte? Será que queremos impor limite ao talento?

Sempre existirão os talentos que irão superar os limites da própria formação, da mesma forma que outros sairão medíocres de cursos de 4 anos. Ambos os casos ocorrem.

Nesta semana contratamos, após um período de experiência, um jovem profissional aqui no escritório com bastante talento, e uma postura comprometida com o trabalho e com a equipe. Como não sou eu quem decide as contratações, descobri somente agora que a formação dele é tecnólogo em design de mídia digital. Somos um escritório de design de marcas, e quer saber? Sinceramente, isso não fez a menor diferença para mim.

Alguns poderiam agora dizer que o moral dessa história é: “Não importa o curso, o que importa é o aluno!”.

Mas eu prefiro dizer “Se ele já é um ótimo profissional com um curso de 2 anos, imagine com um de 4? Ou com uma pós…?”

Seja em um curso de 2 ou 4 anos, o importante é não se contentar e continuar sempre estudando e aprendendo. O que não pode ocorrer é usar o talento ou o diploma como “muleta” para a preguiça de estudar.

Escrito por: Guilherme Sebastiany

27 Comentários para “Curso de Tecnólogo em Design Gráfico, é válido?”

  1. Olá Ghilherme!

    Excelente artigo! Parabéns!
    Exatamente o que eu penso.
    Abraços
    Mônica

  2. Marcelo disse:

    Fala Guilherme,

    Maravilha de artigo!

    Até porque quem disse que já aprendeu tudo, é porque ta esperando a morte.

    Mas o preconceito não é fácil.

    Abraços
    Marcelo Vieira

  3. Glauco disse:

    O diploma de ensino superior costuma ser supervalorizado por graduandos, graduados e as vezes empregadores. A instituição faculdade deveria ser vista como um agente facilitador e não como um pré-requisito para se conseguir conhecimento.

  4. Marcus disse:

    Vc está misturando técnico com tecnólogo, o q não é a mesma coisa…

  5. Oi Marcos, tudo bem!

    Se puder esclarecer a diferença acho que seria bem instrutivo para discussão!

  6. [...] This post was mentioned on Twitter by Guilherme Howat and CADe UFSC , Alberi Rocha Junior. Alberi Rocha Junior said: Interesante esse artigo do @sebastiany, que fala dos cursos ténlólogos em Design Gráfico. http://bit.ly/clcbPj [...]

  7. Perfeito… Técnico e Tecnólogo é diferente um do outro sim.

    Mas a discussão e os argumentos do artigo continuam válidos, pois é uma comparação entre a formação de um Bacharel, e de um profissional de um curso com duração menor, seja ele técnico ou tecnólogo.

    Obrigado Leandro

  8. Marcus disse:

    Bom, quanto a nossa área, no curso técnico o aluno aprende pré-impressão, aprende mais a fundo os processos gráficos, e aprende os softwares de forma bem avançada (inclusive, pra quem tem dificuldade com softwares e tiver a possibilidade, recomendo muito curso técnico, muito melhor q pagar cursos separados ou aprender aos trancos e barrancos a fazer as coisas do jeito mais difícil.)
    Já o tecnólogo, no geral, aprende pré-impressão muito por cima, aprende um pouco da teoria, e, principalmente, aprende a colocar a teoria no software, com acompanhamento dos professores, coisa q não acontece no bacharel (pelo menos não por aqui). Daí a formação ser voltada pro mercado, onde (teoricamente) a empresa não vai ter q esperar muito pra ver o estagiário começar a “render”.

    Lógico q isso q eu falei é bem por cima, e cada região vai ter suas diferenças e peculiaridades.
    Mas o texto, assim como os outros do blog, está bem interessante, parabéns

  9. Mariana Flor disse:

    Parabenizo o texto, e reforço os demais elogios. Inclusive parabenizo também o P.S. do Marcus, que complementou muito adequadamente as informaçõe sdo texto!

    Há, no entanto, um ponto relevante não mencionado. Instituições – federais inclusive – vendem os cursos tecnólogos como graduação sim, e ainda, afirmam que uma vez tecnólogo em design gráfico, se pode fazer uma pós, ou mestrado, o que não ocorre fora da tal propaganda, coisa que supostos graduados nesses moldes só descobrem com o desgosto da experiência…

    Acho interessante começar com o curso tecnólogo. Design é um baobá, cheiinho de galhos e ramificações. Não dá para esperar a morte – parafraseando o comentário do Marcelo – nesta profissão, que inclusive mais me parece um estado de espírito; daí o tecnólogo valer por seu caráter introdutório. Geralmente os tecnólogos de design gráfico não se detém, mas pincelam as principais vertentes de produto e gráfico. Assim, o indivíduo pode ter real noção do panorama e definir – ou começar a – seu ramo de aprofundamento. Ou não, dependendo de seu instinto, predisposição…

    Mesmo no design – tão arraigado à metodologia projetual, o empirismo é imprescindível, tanto quanto a paixão, que já impele o indivíduo na busca do conhecimento, domínio.

    Mas ter domínio de causa, ao desenvolver um plano de carreira no curso de uma base sólida de formação é o meio mais seguro de alçar e gerir o voo.

    Chato é a gente ser desrespeitado até assim, fazendo um curso acreditando na competência de seu currículo e equivalência acadêmica, que, ao final da suposta conquista, descobre-se: fake.

    E, de fato, é o indivíduo que se determina a desenvolver seus potenciais e aprimorar seu conhecimento, com ou sem um diploma, ‘brifando’ como melhor transformar seu contexto para crescer, consciente d enão ser o papel responsável por seu sucesso, e sim seu compromisso consigo mesmo no esforço de conquistar suas escolhas.

    ;´)

    Mariana Flor

  10. Leticia disse:

    Oi, Mariana e demais!
    Trabalho em uma grande universidade e posso afirmar que o curso de tecnologo tb é considerado uma graduação em nivel superior e portanto dá o mesmo direito ao ingresso em qualquer pós graduação.

    Abraço!

  11. Allyson disse:

    As diferenças entre bacharelado e tecnólogo foram sanadas, mas como seria a relação do curso técnico? Comparado a outras profissão como seria a restrições da área que cada nível poderia atuar? Pensei a respeito tempos atrás mas nossa profissão é muito mais complexa ao comparar com Técnicos em Eletrônica – Engenheiros Eletrônicos.

    Mas pela abordagem do texto é como se alguém formado em um curso tecnólogo estaria fadado também a ser empregado só podendo sonhar em fazer um projeto por fora após bacharelado? Vejo muitos profissionais acharem que cursos técnicos ensinam somente softwares, fiz um curso técnico, concordo que não nos faz “tão designers” quanto um bacharelado, mas o que menos se aprende é software nos técnicos públicos. Aprendemos o topo do Iceberg de conceitos de semiótica, composição, cor, tipografia, meios de impressão e etc.

    Enfim, só queria levantar alguns pontos, fazer umas perguntas, um abraço!

  12. Allyson disse:

    Vi o comentário do Marcus depois, sobre cursos técnicos. Então, outro problema da nossa profissão é essa despadronização de ensino, de instituição x para y ok, mas o curso técnico do Senac que tive fiz por um tempo era puro software. Os das ETECS são como falei antes. O da Panamericana deve ser diferente dos dois. Não existe definição para formação técnica.

  13. Acho que o ponto levantado pelo Marcus é interessante há uma diferença entre técnico e tecnólogo e isso deve ser levado em conta, assim como também há diferença entre o curso superior de 2 anos e 4 anos. Eu me formei como Tecnólogo em Comunicação Digital com foco em Criação Gráfica Digital, o que vejo como diferença é a restrição de disciplinas, ou seja, algumas matérias não são exploradas e outras são exploradas superficialmente, é o ideal? Não, porém é uma alternativa. Veja, eu trabalho como designer a 7/8 anos, obviamente, muitos dos assuntos apresentados em sala de aula, conheci, trabalhei, e até estudei muito, mesmo antes de curso, então a faculdade foi um complemento, por isso, não senti “falta” de um curso de 4 anos, pretendo fazer uma pós e acho que assim, com 1 curso de 2 anos + uma pós terei, talvez um tempo parecido, a possibilidade de acumulo de conhecimento igual ou superior a se fizesse apenas a faculdade tradicional, é claro que se houvesse a possibilidade de fazer a faculdade tradicional e a pós seria ainda melhor, porém os cursos tecnológicos vem para atender uma parcela do mercado que tem o conhecimento prático da profissão e precisam complementar com o conhecimento teórico, não servindo como atalho para o mercado de trabalho ou a pós, mas sim, somando a esse conhecimento já adquirido no trabalho diário ou ao conhecimento que será obtido através da pós. Uma faculdade nunca preparam um profissional mas sim, oferece uma base de conhecimento para que essa pessoa comece a desenvolver-se na profissão. Então, penso, se você já trabalha na área, tem uma boa base de conhecimento o curso tecnológico é sim uma alternativa interessante, agora se você está começando na profissão uma faculdade tradicional vai prepará-lo melhor, pois é uma questão simples de tempo, quanto mais você trabalha mais você desenvolve suas habilidades, quanto mais você estuda mais conhecimento vai adquirir. É o que penso!

  14. GILDO HENRIQUE disse:

    “O dobro de experiência, o dobro do conteúdo, o dobro de estudos, o dobro de aprendizado. Se fossem a mesma coisa, não haveriam mais cursos de 4 anos, afinal, para que pagar o dobro se o resultado é “quase o mesmo”?. Quem escolhe um curso de 2 anos porque acha que é a mesma coisa que um de 4, está se enganando.”

    Como diria a saudosa Vera Verão: – Eeeepaaa!!!

    O Instituto Federal Fluminense (ex-CEFET Campos) proporciona o único curso de Design Gráfico em toda a região norte-fluminense, cujas 30 vagas disponíveis são ocupadas por candidatos de todo o Estado do Rio de Janeiro, o que aumenta a procura por imóveis para alugar (eu já fui locador de 2 repúblicas), além de tirar a chance de cidadãos campistas.

    Ali, o Curso Superior de Tecnologia em Design Gráfico dura 3 ANOS E MAIS 1 para conclusão do TCC. Já estive em outros cursos superiores (este é o terceiro) e posso garantir: a carga é pesada, estafante. Estive a ponto de desistir várias vezes, pois, não sobrava mais tempo pra nada: minha vida era só “projeto, pesquisa e trabalho” madrugada afora, de História das Artes e das Técnicas até Física Quântica (cores).

    Quantos projetos de sinalização fizemos para academias, hospitais, supermercados…com direito a maquetes. Quantas “bonecas” de livros e revistas…Quantas fotografias…TUDO SOBRE O OLHAR INQUIETO DOS PROFESSORES, para quem nada estava bom e podia melhorar…

    Conclusão:

    DU-VI-DE-O-DÓ que muitos dos que cursaram 4 anos (que diferença!) saibam dissertar sobre conceitos interdisciplinares intrínsecos ao DESIGN, e APRESENTEM O RESULTADO em seus PROJETOS, relacionando cada elemento gráfico a uma instância da GRADE CURRICULAR.

    Desculpem o desabafo.

    (Pano rápido).

  15. Excelente artigo.
    Nunca li uma dissertação sobre o assunto tão inteligente.
    E apenas um comentário:
    Essa regulamentação atrapalha tudo não é?! Ninguém merece. Alguém sabe o que EU FAÇO para ajudar na regulamentação da nossa profissão.

  16. Prezado Sebastiany,

    Recebi o pedido desesperado de um jovem pernambucano, querendo que eu lhe ministrasse aulas rápidas porque ele tinha urgência em se tornar um designer.

    Ele precisava fazer duas identidades visuais e uma embalagem para uma indústria de calçados e não tinha a menor ideia por onde começar. (!)

    Expliquei-lhe que ninguém se torna designer da noite para o dia e que ele precisava se matricular em uma faculdade urgentemente.

    Mas, diante do desespero do jovem, indiquei-lhe seus cursos online da Design Total.

    Foi ai que fiquei com uma questão para refletir. Não é um contrasenso?

    Gostaria de ouvir a sua opinião, pois a respeito muito.

    Um abraço

    Mônica

  17. Oi Mônica, tudo bem!

    Eu não recomendo nunca os cursos da Design total para quem quer ingressar na profissão. Muito pelo contrário, quando um perfil de aluno assim aparece sempre indico que ele faça uma faculdade, até mesmo porque, se ele não tiver uma base, não conseguirá sequer seguir o curso que propomos.

    Os cursos da Design Total não são de formação, e sim de extensão universitária.

  18. Olá Guillherme!

    Ok, muito obrigada pela resposta!

    Abraços
    Mônica

  19. Gildo Henrique disse:

    O senhor está equivocado.

    O curso é de TECNÓLOGO EM DESIGN GRÁFICO e não Técnico.

  20. Sim… não leu os comentários acima?

  21. Rogério Villela disse:

    Meus amigos,

    Estou vendo a participação fervorosa de todos vocês com relação aqueles que possuem uma formação técnica na área de design gráfico.

    Essa é uma discussão que existe em todos os âmbitos dentro do território nacional. O brasileiro que possui um curso superior se sente um verdadeiro “Deus” em relação àqueles que não o possuem. Isso é relativamente muito simples de se entender: o percentual de alunos que iniciam os estudos e conseguem a proeza(?) de terminar um curso superior é muito insignificante.

    Portanto, essa tribo protege com unhas e dentes os seus interesses. E acreditem, se sentem ameaçados quando essa turma técnica ronda a área deles.

    Pensem: o fato de você deter um curso superior, não o torna capaz e nem melhor do que ninguém (restringimos aqui a nossa análise, somente no campo profissional. Querem um exemplo bastante eficaz do que estou dizendo? Irving Berling foi um compositor americano. Sua obra é avaliada por críticos americanos (aqueles bem exigentes) como um dos melhores compositores da chamada música clássica americana. Tá, aí você me pergunta: e daí? Bem, o senhor Irving Berlim não sabia ler uma única nota musical. Se adotarmos essa postura sempre de que aquele que não possui um curso superior não possui a mesma qualificação daquele que a possui, então o Sr. Irving Berlim não teria nem sido ouvido como foi. Ainda bem que o americano não pesnou dessa forma, não é mesmo?

    Nenhuma universidade ensina TALENTO, CRIATIVIDADE, SENSIBILIDADE, DOM!!!!!!!!!!!!!

  22. E um curso de 4 anos? É injustiça ser chamado de tecnologia? Eu me sinto assim em relação ao curso que fiz na UTFPR. Com grade praticamente igual ao curso de bacharelado em design da UFPR. Tudo por burocracias do MEC. Se bem que tudo isso fica no nome do curso, me incomodava muito no período da faculdade, hoje já não me sinto mais assim, só lembro o que aprendi nele, e foi muita coisa!

    O que realmente não podemos fazer é parar de estudar. Hoje faço curso de pós em comunicação empresarial. Uma área diferente do design, que tem me acrescentado muito e me ajudado a compreender o próprio design de uma forma melhor, já que este não deixa de ser comunicação também!

  23. Thiago Amaral disse:

    O curso tecnológico tem a mesma validade do curso de bacharelado. A diferença crucial está no ensinamento. No curso tecnológico, você aprende muito mais prática, sem muita teoria que no curso de bacharel existe demasiado nos primeiros semestres, justificando a redução de tempo.

    O curso tecnológico é um curso mais antenado no mercado, mais focado na prática do dia-a-dia do profissional.

    Eu sou formado em Tecnologia da Publicidade. Meu curso durou 2 anos e meio e não 4 anos, como o bacharelado. Foram 3 semestres sem teorias chatas, que eu teria no curso mais logo. A teoria é fundamental? É sim! Ela também existe no curso de Tecnologia, mas com muito menos aprofundamento e importância.

    O curso tecnológico é mais “pesado”. Você começa a produzir desde o 1º semestre e no final de casa módulo você faz um TCC.

    Com a minha formação de Tecnólogo, garanto a vocês que aprendi muito mais em 2 anos e meio do que muitos amigos que cursaram 4 anos do bacharelado. E nossos diplomas tem o mesmo valor no mercado.

  24. Acho bem legal essa discussão… Fiz curso de 2 anos de aprendiz e outro de técnico que foram melhor que minha faculdade…

    Mas na real o pessoal que entrevista está mais interessado no portifolio do que no tempo de curso.
    De que adianta 2 anos, 4 anos, 5 anos, 10 anos…
    se o profissional não tem conteúdo??

  25. Wesley disse:

    A comparação é válida, a quantidade de inforamção, mas a qualidade do aprendizado é questionável, tanto do ponto de vista da instituição quanto do aluno. Temos instituições de 4anos que se apegam a sua fama passada e tratam seus cursos e alunos nos planos e métodos pouco atualizados, tabém os alunos que se apoiam no diploma e pouco se dedicam ao aprendizado.

    Todo ensino não se limita apenas uma instituição, o bom aluno amplia para pesquisas e aprendizados autodidatas assim como a necessidade do aprofundamento e também da continuação academica. Fechar os olhos e dizer que um bacharel é melhro que um técnologo é negligenciar as variáveis.

    Antes de contruir qualquer preeconceito sobre uma classe melhor que perceba que todos são iguais e depende do empenho e estimulo que tiveram, creio que nunca devemos olhar para algo tapando as laterais, seremos mais hmanitários e vamos prestar atenção na particularidades dos alunos. Muitos profissionais não importa a profissão nem ao menos oportunidade de técnologo tiveram e foram autodidatas e exemplos, claro são exceções, mas qualquer atitude de descarte um grupo de pessoas e correr o risco de que uma excessão tenha sido esmagada. Pois se essa pessoa tem conhecimento do que faz, provavelmente ela não se limita ao seu curso.

  26. bruno mendes disse:

    olá a todos.
    antes de tudo gostaria de dizer que acabo de conhecer esse blog, e já favoritei, estou adorando.
    Bem quanto aos cursos, tenho a dizer apenas uma coisa: CURSO TECNICO, TECNOLOGO, SUPERIOR… o curso em si nada mais é do que um periodo no qual o aluno terá alguem para acompanhar seu estudo, o que importa é o ALUNO, o quao interessado em aprender ele está, o quao esforçado ele é.
    Eu nao fiz tecnico, nem tecnologo, muito menos bacharelado, minha historia no design começou pq eu sempre fui apaixonado pela area, eu fazia tecnico em telecom no SENAI DF, e eu venci todos os alunos do curso tecnico de design grafico do DF nas provas seletivas para a OLIMPIADA DO CONHECIMENTO,mesmo nao sendo da área, meu esforço superou tudo isso.

    hoje são poucos os designers por aqui que tem o mesmo entendimento de design, mas isso deve-se ao fato de eu nunca parar de estudar, nunca parar de ler, e nunca parar de encontrar blogs como esse.
    Tenho apenas 19 anos e sou diretor de arte.

    obrigado a todos, e parabens pelo blog

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