Curso de Tecnólogo em Design Gráfico, é válido?

22/03/2010

Recentemente recebemos no nosso formspring a seguinte pergunta:

Queria saber o que vocês acham do Curso Tecnólogo em Design Gráfico, mesmo sendo um curso rápido (2anos), é válido?”

Questão delicada, e até polêmica para algumas pessoas… portanto para quem for ler este artigo, pediremos calma e tranqüilidade, pois é um tema que geralmente levanta os ânimos (e porque não dizer a fúria) tanto de quem é a favor, quanto de quem é contra este tipo de curso.

Para facilitar, vamos fazer um comparativo.

Muitas profissões reconhecidas e regulamentadas tem “versões técnicas” com cursos superiores de 2 anos ou menos. Isso é fato.

Técnico em enfermagem, técnico e nutrição, técnico em química, em eletrônica, em informática, em mecânica, em contabilidade, em farmácia, em edificações etc… basta dar uma busca no google para ver que a lista continua.

Mas um técnico em nutrição, não é um nutricionista, da mesma forma que um técnico em farmácia não é um farmacêutico e assim por diante. Isso não está em discussão, e um aluno que faz um curso técnico sabe que não obterá um diploma de bacharelado. Até aqui tudo bem?

Estas formações existem tanto para atender as necessidades do mercado, quanto para oferecer ao aluno uma formação mais barata e rápida que agilize o seu ingresso no mercado de trabalho. Concorde ou não, essa é a realidade.

Portanto, um curso de Tecnólogo em Design Gráfico é sim válido, para atender a essa demanda do mercado e dos alunos. Mas da mesma forma que os demais, é um curso que não forma um Designer Gráfico, e sim um Técnico em Design Gráfico.

A idéia seria formar um profissional técnico para atender as demandas também do mercado. Em uma mera hipótese, em um “mundo ideal” o Técnico em Design Gráfico não seria um diretor de arte mas sim, aquele que faz atividades mais ligadas a produção, como aplicação de um conteúdo de uma revista em um projeto gráfico mais rígido, produção de manuais, acompanhamento de gráfica e finalização de algumas artes.

Como a profissão não é regulamentada, as faculdades com estes cursos “vendem” subjetivamente a ILUSÃO de um atalho ao aluno e de que ele será tão “designer” quanto o que fez um curso com o dobro da carga horária.

A questão é matemática, 4 anos é o dobro de 2. O dobro de experiência, o dobro do conteúdo, o dobro de estudos, o dobro de aprendizado. Se fossem a mesma coisa, não haveriam mais cursos de 4 anos, afinal, para que pagar o dobro se o resultado é “quase o mesmo”?. Quem escolhe um curso de 2 anos porque acha que é a mesma coisa que um de 4, está se enganando.

A mesma lógica vale para além da graduação. Se você fez mais de uma faculdade, se fez pós graduação, se busca ler ou fazer cursos de extensão, tudo isso influencia na sua capacidade como profissional pela carga horária de estudos. Quem se contenta com um curso de 4 anos, também está se iludindo.

O problema que esbarramos aqui é o da regulamentação. Em todos os cursos técnicos listados acima existem limites de que atividades o profissional pode desenvolver. Quais seriam os limites do Técnico em Design Gráfico? Difícil responder não?

É difícil sim, pois entram aqui outras variáveis, como o potencial do indivíduo. Quem disse que um técnico em design gráfico não tem potencial para virar um ótimo designer, criador ou diretor de arte? Será que queremos impor limite ao talento?

Sempre existirão os talentos que irão superar os limites da própria formação, da mesma forma que outros sairão medíocres de cursos de 4 anos. Ambos os casos ocorrem.

Nesta semana contratamos, após um período de experiência, um jovem profissional aqui no escritório com bastante talento, e uma postura comprometida com o trabalho e com a equipe. Como não sou eu quem decide as contratações, descobri somente agora que a formação dele é tecnólogo em design de mídia digital. Somos um escritório de design de marcas, e quer saber? Sinceramente, isso não fez a menor diferença para mim.

Alguns poderiam agora dizer que o moral dessa história é: “Não importa o curso, o que importa é o aluno!”.

Mas eu prefiro dizer “Se ele já é um ótimo profissional com um curso de 2 anos, imagine com um de 4? Ou com uma pós…?”

Seja em um curso de 2 ou 4 anos, o importante é não se contentar e continuar sempre estudando e aprendendo. O que não pode ocorrer é usar o talento ou o diploma como “muleta” para a preguiça de estudar.

Escrito por: Guilherme Sebastiany

43 Comentários para “Curso de Tecnólogo em Design Gráfico, é válido?”

  1. Olá Ghilherme!

    Excelente artigo! Parabéns!
    Exatamente o que eu penso.
    Abraços
    Mônica

  2. Marcelo disse:

    Fala Guilherme,

    Maravilha de artigo!

    Até porque quem disse que já aprendeu tudo, é porque ta esperando a morte.

    Mas o preconceito não é fácil.

    Abraços
    Marcelo Vieira

  3. Glauco disse:

    O diploma de ensino superior costuma ser supervalorizado por graduandos, graduados e as vezes empregadores. A instituição faculdade deveria ser vista como um agente facilitador e não como um pré-requisito para se conseguir conhecimento.

  4. Marcus disse:

    Vc está misturando técnico com tecnólogo, o q não é a mesma coisa…

  5. Oi Marcos, tudo bem!

    Se puder esclarecer a diferença acho que seria bem instrutivo para discussão!

  6. [...] This post was mentioned on Twitter by Guilherme Howat and CADe UFSC , Alberi Rocha Junior. Alberi Rocha Junior said: Interesante esse artigo do @sebastiany, que fala dos cursos ténlólogos em Design Gráfico. http://bit.ly/clcbPj [...]

  7. Perfeito… Técnico e Tecnólogo é diferente um do outro sim.

    Mas a discussão e os argumentos do artigo continuam válidos, pois é uma comparação entre a formação de um Bacharel, e de um profissional de um curso com duração menor, seja ele técnico ou tecnólogo.

    Obrigado Leandro

  8. Marcus disse:

    Bom, quanto a nossa área, no curso técnico o aluno aprende pré-impressão, aprende mais a fundo os processos gráficos, e aprende os softwares de forma bem avançada (inclusive, pra quem tem dificuldade com softwares e tiver a possibilidade, recomendo muito curso técnico, muito melhor q pagar cursos separados ou aprender aos trancos e barrancos a fazer as coisas do jeito mais difícil.)
    Já o tecnólogo, no geral, aprende pré-impressão muito por cima, aprende um pouco da teoria, e, principalmente, aprende a colocar a teoria no software, com acompanhamento dos professores, coisa q não acontece no bacharel (pelo menos não por aqui). Daí a formação ser voltada pro mercado, onde (teoricamente) a empresa não vai ter q esperar muito pra ver o estagiário começar a “render”.

    Lógico q isso q eu falei é bem por cima, e cada região vai ter suas diferenças e peculiaridades.
    Mas o texto, assim como os outros do blog, está bem interessante, parabéns

  9. Mariana Flor disse:

    Parabenizo o texto, e reforço os demais elogios. Inclusive parabenizo também o P.S. do Marcus, que complementou muito adequadamente as informaçõe sdo texto!

    Há, no entanto, um ponto relevante não mencionado. Instituições – federais inclusive – vendem os cursos tecnólogos como graduação sim, e ainda, afirmam que uma vez tecnólogo em design gráfico, se pode fazer uma pós, ou mestrado, o que não ocorre fora da tal propaganda, coisa que supostos graduados nesses moldes só descobrem com o desgosto da experiência…

    Acho interessante começar com o curso tecnólogo. Design é um baobá, cheiinho de galhos e ramificações. Não dá para esperar a morte – parafraseando o comentário do Marcelo – nesta profissão, que inclusive mais me parece um estado de espírito; daí o tecnólogo valer por seu caráter introdutório. Geralmente os tecnólogos de design gráfico não se detém, mas pincelam as principais vertentes de produto e gráfico. Assim, o indivíduo pode ter real noção do panorama e definir – ou começar a – seu ramo de aprofundamento. Ou não, dependendo de seu instinto, predisposição…

    Mesmo no design – tão arraigado à metodologia projetual, o empirismo é imprescindível, tanto quanto a paixão, que já impele o indivíduo na busca do conhecimento, domínio.

    Mas ter domínio de causa, ao desenvolver um plano de carreira no curso de uma base sólida de formação é o meio mais seguro de alçar e gerir o voo.

    Chato é a gente ser desrespeitado até assim, fazendo um curso acreditando na competência de seu currículo e equivalência acadêmica, que, ao final da suposta conquista, descobre-se: fake.

    E, de fato, é o indivíduo que se determina a desenvolver seus potenciais e aprimorar seu conhecimento, com ou sem um diploma, ‘brifando’ como melhor transformar seu contexto para crescer, consciente d enão ser o papel responsável por seu sucesso, e sim seu compromisso consigo mesmo no esforço de conquistar suas escolhas.

    ;´)

    Mariana Flor

  10. Leticia disse:

    Oi, Mariana e demais!
    Trabalho em uma grande universidade e posso afirmar que o curso de tecnologo tb é considerado uma graduação em nivel superior e portanto dá o mesmo direito ao ingresso em qualquer pós graduação.

    Abraço!

  11. Allyson disse:

    As diferenças entre bacharelado e tecnólogo foram sanadas, mas como seria a relação do curso técnico? Comparado a outras profissão como seria a restrições da área que cada nível poderia atuar? Pensei a respeito tempos atrás mas nossa profissão é muito mais complexa ao comparar com Técnicos em Eletrônica – Engenheiros Eletrônicos.

    Mas pela abordagem do texto é como se alguém formado em um curso tecnólogo estaria fadado também a ser empregado só podendo sonhar em fazer um projeto por fora após bacharelado? Vejo muitos profissionais acharem que cursos técnicos ensinam somente softwares, fiz um curso técnico, concordo que não nos faz “tão designers” quanto um bacharelado, mas o que menos se aprende é software nos técnicos públicos. Aprendemos o topo do Iceberg de conceitos de semiótica, composição, cor, tipografia, meios de impressão e etc.

    Enfim, só queria levantar alguns pontos, fazer umas perguntas, um abraço!

  12. Allyson disse:

    Vi o comentário do Marcus depois, sobre cursos técnicos. Então, outro problema da nossa profissão é essa despadronização de ensino, de instituição x para y ok, mas o curso técnico do Senac que tive fiz por um tempo era puro software. Os das ETECS são como falei antes. O da Panamericana deve ser diferente dos dois. Não existe definição para formação técnica.

  13. Acho que o ponto levantado pelo Marcus é interessante há uma diferença entre técnico e tecnólogo e isso deve ser levado em conta, assim como também há diferença entre o curso superior de 2 anos e 4 anos. Eu me formei como Tecnólogo em Comunicação Digital com foco em Criação Gráfica Digital, o que vejo como diferença é a restrição de disciplinas, ou seja, algumas matérias não são exploradas e outras são exploradas superficialmente, é o ideal? Não, porém é uma alternativa. Veja, eu trabalho como designer a 7/8 anos, obviamente, muitos dos assuntos apresentados em sala de aula, conheci, trabalhei, e até estudei muito, mesmo antes de curso, então a faculdade foi um complemento, por isso, não senti “falta” de um curso de 4 anos, pretendo fazer uma pós e acho que assim, com 1 curso de 2 anos + uma pós terei, talvez um tempo parecido, a possibilidade de acumulo de conhecimento igual ou superior a se fizesse apenas a faculdade tradicional, é claro que se houvesse a possibilidade de fazer a faculdade tradicional e a pós seria ainda melhor, porém os cursos tecnológicos vem para atender uma parcela do mercado que tem o conhecimento prático da profissão e precisam complementar com o conhecimento teórico, não servindo como atalho para o mercado de trabalho ou a pós, mas sim, somando a esse conhecimento já adquirido no trabalho diário ou ao conhecimento que será obtido através da pós. Uma faculdade nunca preparam um profissional mas sim, oferece uma base de conhecimento para que essa pessoa comece a desenvolver-se na profissão. Então, penso, se você já trabalha na área, tem uma boa base de conhecimento o curso tecnológico é sim uma alternativa interessante, agora se você está começando na profissão uma faculdade tradicional vai prepará-lo melhor, pois é uma questão simples de tempo, quanto mais você trabalha mais você desenvolve suas habilidades, quanto mais você estuda mais conhecimento vai adquirir. É o que penso!

  14. GILDO HENRIQUE disse:

    “O dobro de experiência, o dobro do conteúdo, o dobro de estudos, o dobro de aprendizado. Se fossem a mesma coisa, não haveriam mais cursos de 4 anos, afinal, para que pagar o dobro se o resultado é “quase o mesmo”?. Quem escolhe um curso de 2 anos porque acha que é a mesma coisa que um de 4, está se enganando.”

    Como diria a saudosa Vera Verão: – Eeeepaaa!!!

    O Instituto Federal Fluminense (ex-CEFET Campos) proporciona o único curso de Design Gráfico em toda a região norte-fluminense, cujas 30 vagas disponíveis são ocupadas por candidatos de todo o Estado do Rio de Janeiro, o que aumenta a procura por imóveis para alugar (eu já fui locador de 2 repúblicas), além de tirar a chance de cidadãos campistas.

    Ali, o Curso Superior de Tecnologia em Design Gráfico dura 3 ANOS E MAIS 1 para conclusão do TCC. Já estive em outros cursos superiores (este é o terceiro) e posso garantir: a carga é pesada, estafante. Estive a ponto de desistir várias vezes, pois, não sobrava mais tempo pra nada: minha vida era só “projeto, pesquisa e trabalho” madrugada afora, de História das Artes e das Técnicas até Física Quântica (cores).

    Quantos projetos de sinalização fizemos para academias, hospitais, supermercados…com direito a maquetes. Quantas “bonecas” de livros e revistas…Quantas fotografias…TUDO SOBRE O OLHAR INQUIETO DOS PROFESSORES, para quem nada estava bom e podia melhorar…

    Conclusão:

    DU-VI-DE-O-DÓ que muitos dos que cursaram 4 anos (que diferença!) saibam dissertar sobre conceitos interdisciplinares intrínsecos ao DESIGN, e APRESENTEM O RESULTADO em seus PROJETOS, relacionando cada elemento gráfico a uma instância da GRADE CURRICULAR.

    Desculpem o desabafo.

    (Pano rápido).

  15. Excelente artigo.
    Nunca li uma dissertação sobre o assunto tão inteligente.
    E apenas um comentário:
    Essa regulamentação atrapalha tudo não é?! Ninguém merece. Alguém sabe o que EU FAÇO para ajudar na regulamentação da nossa profissão.

  16. Prezado Sebastiany,

    Recebi o pedido desesperado de um jovem pernambucano, querendo que eu lhe ministrasse aulas rápidas porque ele tinha urgência em se tornar um designer.

    Ele precisava fazer duas identidades visuais e uma embalagem para uma indústria de calçados e não tinha a menor ideia por onde começar. (!)

    Expliquei-lhe que ninguém se torna designer da noite para o dia e que ele precisava se matricular em uma faculdade urgentemente.

    Mas, diante do desespero do jovem, indiquei-lhe seus cursos online da Design Total.

    Foi ai que fiquei com uma questão para refletir. Não é um contrasenso?

    Gostaria de ouvir a sua opinião, pois a respeito muito.

    Um abraço

    Mônica

  17. Oi Mônica, tudo bem!

    Eu não recomendo nunca os cursos da Design total para quem quer ingressar na profissão. Muito pelo contrário, quando um perfil de aluno assim aparece sempre indico que ele faça uma faculdade, até mesmo porque, se ele não tiver uma base, não conseguirá sequer seguir o curso que propomos.

    Os cursos da Design Total não são de formação, e sim de extensão universitária.

  18. Olá Guillherme!

    Ok, muito obrigada pela resposta!

    Abraços
    Mônica

  19. Gildo Henrique disse:

    O senhor está equivocado.

    O curso é de TECNÓLOGO EM DESIGN GRÁFICO e não Técnico.

  20. Sim… não leu os comentários acima?

  21. Rogério Villela disse:

    Meus amigos,

    Estou vendo a participação fervorosa de todos vocês com relação aqueles que possuem uma formação técnica na área de design gráfico.

    Essa é uma discussão que existe em todos os âmbitos dentro do território nacional. O brasileiro que possui um curso superior se sente um verdadeiro “Deus” em relação àqueles que não o possuem. Isso é relativamente muito simples de se entender: o percentual de alunos que iniciam os estudos e conseguem a proeza(?) de terminar um curso superior é muito insignificante.

    Portanto, essa tribo protege com unhas e dentes os seus interesses. E acreditem, se sentem ameaçados quando essa turma técnica ronda a área deles.

    Pensem: o fato de você deter um curso superior, não o torna capaz e nem melhor do que ninguém (restringimos aqui a nossa análise, somente no campo profissional. Querem um exemplo bastante eficaz do que estou dizendo? Irving Berling foi um compositor americano. Sua obra é avaliada por críticos americanos (aqueles bem exigentes) como um dos melhores compositores da chamada música clássica americana. Tá, aí você me pergunta: e daí? Bem, o senhor Irving Berlim não sabia ler uma única nota musical. Se adotarmos essa postura sempre de que aquele que não possui um curso superior não possui a mesma qualificação daquele que a possui, então o Sr. Irving Berlim não teria nem sido ouvido como foi. Ainda bem que o americano não pesnou dessa forma, não é mesmo?

    Nenhuma universidade ensina TALENTO, CRIATIVIDADE, SENSIBILIDADE, DOM!!!!!!!!!!!!!

  22. E um curso de 4 anos? É injustiça ser chamado de tecnologia? Eu me sinto assim em relação ao curso que fiz na UTFPR. Com grade praticamente igual ao curso de bacharelado em design da UFPR. Tudo por burocracias do MEC. Se bem que tudo isso fica no nome do curso, me incomodava muito no período da faculdade, hoje já não me sinto mais assim, só lembro o que aprendi nele, e foi muita coisa!

    O que realmente não podemos fazer é parar de estudar. Hoje faço curso de pós em comunicação empresarial. Uma área diferente do design, que tem me acrescentado muito e me ajudado a compreender o próprio design de uma forma melhor, já que este não deixa de ser comunicação também!

  23. Thiago Amaral disse:

    O curso tecnológico tem a mesma validade do curso de bacharelado. A diferença crucial está no ensinamento. No curso tecnológico, você aprende muito mais prática, sem muita teoria que no curso de bacharel existe demasiado nos primeiros semestres, justificando a redução de tempo.

    O curso tecnológico é um curso mais antenado no mercado, mais focado na prática do dia-a-dia do profissional.

    Eu sou formado em Tecnologia da Publicidade. Meu curso durou 2 anos e meio e não 4 anos, como o bacharelado. Foram 3 semestres sem teorias chatas, que eu teria no curso mais logo. A teoria é fundamental? É sim! Ela também existe no curso de Tecnologia, mas com muito menos aprofundamento e importância.

    O curso tecnológico é mais “pesado”. Você começa a produzir desde o 1º semestre e no final de casa módulo você faz um TCC.

    Com a minha formação de Tecnólogo, garanto a vocês que aprendi muito mais em 2 anos e meio do que muitos amigos que cursaram 4 anos do bacharelado. E nossos diplomas tem o mesmo valor no mercado.

  24. Acho bem legal essa discussão… Fiz curso de 2 anos de aprendiz e outro de técnico que foram melhor que minha faculdade…

    Mas na real o pessoal que entrevista está mais interessado no portifolio do que no tempo de curso.
    De que adianta 2 anos, 4 anos, 5 anos, 10 anos…
    se o profissional não tem conteúdo??

  25. Wesley disse:

    A comparação é válida, a quantidade de inforamção, mas a qualidade do aprendizado é questionável, tanto do ponto de vista da instituição quanto do aluno. Temos instituições de 4anos que se apegam a sua fama passada e tratam seus cursos e alunos nos planos e métodos pouco atualizados, tabém os alunos que se apoiam no diploma e pouco se dedicam ao aprendizado.

    Todo ensino não se limita apenas uma instituição, o bom aluno amplia para pesquisas e aprendizados autodidatas assim como a necessidade do aprofundamento e também da continuação academica. Fechar os olhos e dizer que um bacharel é melhro que um técnologo é negligenciar as variáveis.

    Antes de contruir qualquer preeconceito sobre uma classe melhor que perceba que todos são iguais e depende do empenho e estimulo que tiveram, creio que nunca devemos olhar para algo tapando as laterais, seremos mais hmanitários e vamos prestar atenção na particularidades dos alunos. Muitos profissionais não importa a profissão nem ao menos oportunidade de técnologo tiveram e foram autodidatas e exemplos, claro são exceções, mas qualquer atitude de descarte um grupo de pessoas e correr o risco de que uma excessão tenha sido esmagada. Pois se essa pessoa tem conhecimento do que faz, provavelmente ela não se limita ao seu curso.

  26. bruno mendes disse:

    olá a todos.
    antes de tudo gostaria de dizer que acabo de conhecer esse blog, e já favoritei, estou adorando.
    Bem quanto aos cursos, tenho a dizer apenas uma coisa: CURSO TECNICO, TECNOLOGO, SUPERIOR… o curso em si nada mais é do que um periodo no qual o aluno terá alguem para acompanhar seu estudo, o que importa é o ALUNO, o quao interessado em aprender ele está, o quao esforçado ele é.
    Eu nao fiz tecnico, nem tecnologo, muito menos bacharelado, minha historia no design começou pq eu sempre fui apaixonado pela area, eu fazia tecnico em telecom no SENAI DF, e eu venci todos os alunos do curso tecnico de design grafico do DF nas provas seletivas para a OLIMPIADA DO CONHECIMENTO,mesmo nao sendo da área, meu esforço superou tudo isso.

    hoje são poucos os designers por aqui que tem o mesmo entendimento de design, mas isso deve-se ao fato de eu nunca parar de estudar, nunca parar de ler, e nunca parar de encontrar blogs como esse.
    Tenho apenas 19 anos e sou diretor de arte.

    obrigado a todos, e parabens pelo blog

  27. Felipe Caroé disse:

    É, faltou informação:

    Bacharelado e Tecnologia diferem tanto quanto Bacharelado e Licenciatura.

    Na real, o que ouvi de um oficial do MEC é que o Bacharel PESQUISA, e o Tecnólogo PRODUZ.

    Ou seja, ao pé da letra, bacharéis que estão desenvolvendo estão na área errada :)

  28. Kammiri Corinaldesi disse:

    Olá!
    Primeiro parabéns pelo blog!
    Mas não concordo 100% com este post. Eu estou me formando em Design Gráfico, e é tecnólogo pois onde moro a unica opção de bacharelado era R$ 800,00 por mês…Infelizmente as faculdades públicas não são destinadas a quem não tem como pagar, quem estuda a vida toda em escola pública tem que ralar muito para conseguir entrar em uma faculdade pública, há matérias que caem em vestibular que nem sequer são passadas no ensino médio, e para piorar, como é no meu caso, há cursos que são diurnos com algumas cadeiras de manhã e outras a tarde, o que dificulta a possibilidade de poder trabalhar e estudar ao mesmo tempo.
    Com toda certeza estudar o dobro do tempo demanda o dobro de informação, mas não conhecimento. As faculdades privadas hoje em dia “vendem” diplomas, basta ter freqüência e não zerar, portanto passar 2 ou 4 anos não vai alterar nada, tudo depende do estudante, do esforço pessoal.
    Nestes termos o design não tem como ser comparado à nutrição, já que a nível nacional ainda não é uma profissão regulamentada e infelizmente não é tão reconhecida como a publicidade por exemplo.
    Obviamente estudar 4 anos é melhor que 2, mas acredito que como meu caso existem milhares, e se existe a oportunidade de estudar pelo menos 2 anos é melhor que não estudar. Porém é importante ressaltar alguns pontos de acordo com a minha experiência:
    Somente faça um tecnólogo se: Você é apaixonado pela área Já opera algum software gráfico
    Não tem condições de fazer um curso de 4 anos
    Já tem mais ou menos definido (ou conhece pelo menos) a área que vai querer atuar.
    * Muita gente escolhe o tecnólogo em design por ser mais curto e por não saber bem o que quer fazer, para essas pessoas não funciona mesmo, o curso é curto e tem que ser aproveitado ao máximo.Porém conhecimento não requer uma cadeira acadêmica, gostou da aula de semiótica? Leia quantos livros puder, a internet também é uma boa ferramenta se bem utilizada. Isso vale para toda área, conhecimento nunca é demais ou acumula.Não deixe de busca-lo.

  29. Bacana Kammiri.

    Embora discordemos em alguns pontos, posso ver que a nossa conclusão é a mesma, e sinceramente este é o ponto principal do artigo!

    Obrigado!

  30. Wesley Pinto disse:

    Nossa como detonei o português, é uma pena que eu tenha tido tantos erros enquanto critico. Resumindo perdi até a credibilidade. Reconheço meus erros gramaticais, porém estou 2x mais a favor da minha opinião.

    abraços

  31. Fabiula Quadros disse:

    Olá?
    Parabéns pelo artigo!!!
    Só não entendi quando voçê disse que o curso tecnólogo em design gráfico não é superior,pois vou iniciar este curso em 2011 com a duração de 2 anos e meio à 3 anos, na qual me dar o direito de fazer uma pós mais adiante e a instituição disse pra mim que este curso é considerado superior.

    O que vc acha disso?
    muito obrigada…
    abraços.

  32. Oi Fabiula, tudo bem.

    O curso de 2 anos é também um curso superior. isso está explícito no começo do artigo. Mas é bom ficar atenta dependendo das suas pretensões profissionais.

    Um curso de 2 anos permite a você fazer apenas um tipo de pós graduação: as de Lato Sensu (especializações e MBAs).

    Para fazer um MESTRADO e depois um DOUTORADO (stricto sensu) é necessário ter um BACHARELADO, que só se obtem em um curso de 4 anos.

    É difícil agora você saber exatamente o que quer para sua carreira. Ou mesmo afirmar o que será melhor para você no futuro. Se seráatuar no mercado ou seguir uma carreira acadêmica.

    Portanto se houver disponibilidade financeira, prefira um curso de 4 anos com bacharelado, que lhe deixará mais portas abertas.

  33. Poliana disse:

    Olá,

    o aluno de curso tecnologo pode fazer tanto pos graduaçÃO quanto MESTRADO.

  34. Oi Poliana, tudo bem.

    Você escreveu com tanta certeza, que me deixou em dúvida. Por isso mesmo fui pesquisar o tema novamente.

    Na época da minha graduação e durante alguns dos anos em que lecionei na graduação e pós graduação lato sensu em Design na Anhembi morumbi, a informação passada era que alunos formados em cursos de 2 anos não poderiam fazer mestrado.

    Realmente a realidade agora é outra, e alunos formados como tecnólogos em cursos RECONHECIDOS PELO MEC podem sim fazer MESTRADO.

    Porém algumas instituições RECUSAM para o mestrado alunos que não tenham o bacharelado.

    Portanto novamente é importante estar atento para não comprar gato por lebre na hora de montar os seus planos e escolher a sua graduação.

    Independente de uma escolha ou de outra, lembrem-se bem que a opção pelo curso de tecnólogo pode ser uma opção sim para o ingresso no mercado de trabalho, mas não pode ser nunca a opção por um atalho.

    Podem até existir atalhos para o primeiro emprego. Mas para ser um bom profissional o caminho é longo e não existem atalhos.

    E este caminho depende mais de você do que do curso.

  35. Dogmar de Souza disse:

    Parabéns pela isenção e pela qualidade do texto. Eu acabei de me formar Tecnólogo em Design Gráfico e concordo com tudo que escreveu. Infelismente há o preconceito por parte de quem faz bacharelado, dizendo que ele não é um curso superior, o que o MEC desmente e já foi abordado em comentários anteriores.
    Mais uma vez, dou-lhe parabéns pela lucidez do artigo. Abraços.

  36. Denise Putti disse:

    Li quase todos os comentários e agora vou falar de mim … Fiz engenharia quimica plena na FAAP – 5 anos periodo integral e muito pouca base para o mercado de trabalho … tanto sacrificio para muito pouco retorno; pra consquistar um bom lugar no mercado foi sofrido, muita batalha, muitos desafios solucionados na “unha e na raça” … Em resumo … tive muita teoria e pouca base pratica .. fui uma excelente pesquisadora mas não uma boa engenheira no sentido real do que eu mesma pretendia na profissão que escolhi … Agora .. minha filha quer ser design grafica … e temos dois pontos a considerar ,, aptidão , criatividade ela tem … Já esteve em várias empresas , inclusive SENAC , acompanhando o trabalho de profissionais … e decidiu que é mesmo o que ela quer. mas … Não podemos pagar 1800 reais que é o preço medio das faculdades aqui em sampa ; então o curso de tecnologa vai facilitar porque está por volta de 400 reais mensais . Daí eu pergunto … não vale a pena ter o diploma de tecnologa em 2 anos e depois poder trabalhar já na área e fazer depois disso a faculdade de graduação/ensino superior ?
    Porque embora sejam + 2 anos , ela ao final de 6 anos terá o diploma de nivel superior e a bagagem pratica como tecnologa , pelo curso e por trabalho durante a faculdade; além do que, pode até minimizar os 4 anos eliminando algumas materias já estudadas no curso de tecnologia não?

  37. Oi Denise, tudo bem.

    Vou tentar ajudar, mas não tenho todas as respostas, afinal, a história de cada um é pautada nas escolhas que fazemos, das oportunidades que construímos, e do contexto de cada momento e mercado.

    Pelo que entendi do seu comentário, temos 3 questões diferentes e separadas.

    A primeira questão é o custo de uma faculdade que realmente é muito alto, e muitas vezes está fora do orçamento familiar. Há opções mais baratas de bons cursos na faixa de R$ 900,00. Se mesmos estes estiverem fora do alcance, então qualquer discussão sobre qual é a melhor opção, bacharelado ou tecnólogo, não faz realmente nenhum sentido. Não há opção.

    A segunda questão é a incerteza que qualquer escolha traz. Não podemos dizer hoje se a opção por um curso de bacharelado trará vantagens a sua filha nem se a opção por um curso de tecnólogo implicará em dificuldades.

    A terceira questão é a questão do DIPLOMA, e esta também traz diversas questões que se somam as anteriores.

    Estamos em um mercado que não valoriza tanto a diplomação, que apenas serve para o documento de entrada para uma pós. Tenho um amigo que não tem diploma, e que hoje trabalha em uma grande empresa nos EUA, e outro com Graduação e Pós Graduação que está desempregado. Resultado: Você pode ter todos os diplomas do mundo, mas é a sua capacidade que define o seu salário.

    Agora uma coisa é importante que você saiba. A verdade é que quase nenhum curso nem de bacharelado, nem de tecnólogo, preparará a sua filha para o mercado de trabalho em design. Portanto, se a opção for por um curso de tecnólogo é importante que ela comece a trabalhar na área o quanto antes, se possível fazendo estágio já no primeiro ou segundo semestre.

    Isso porque se ela se formar sem experiência, ou com pouca, terá mais dificuldade na colocação em uma vaga de designer júnior em um bom escritório de design. Eu explico: Salvo exceções (e cada caso é um caso) será sempre mais interessante para um escritório de design contratar um estagiário que já completou 2 anos de faculdade, do que contratar um tecnólogo formado e sem experiência.

    Além de impor menos custos e encargos, o estagiário pode ainda ser treinado e preparado durante mais dois anos para ocupar um cargo de designer júnior na empresa e ser efetivado ao se formar.

    Claro que existem outros tipos de vagas para profissionais tecnólogos, mas É importante também conversar com a sua filha sobre o que ela quer para o dia a dia dela. O que mais a encanta na área do design? É o desenho? A ilustração? O desenho técnico? A criação? A produção? A direção de arte? A finalização de arte? Pergunto isso porque é importante que vocês duas vejam juntas as grades das disciplinas de cada um dos cursos (bacharelado e tecnólogo) pois o peso e enfoque tende a ser diferente entre os cursos.

    Mesmo entre os cursos de tecnólogos existem aqueles que tem focos mais específicos, como o do Senai que é mais voltado a produção gráfica. Outros tem uma formação mais artística e voltada a criatividade. Outros (infelizmente) concentram-se em formar, e me perdoem o termo, “operadores de photoshop”. Então vale a pena dedicar um pouco mais de tempo entre a escolha entre os cursos, sejam eles de bacharelado ou tecnólogo para assegurar que não resultará em frustração. Ok.

    Boa sorte e espero ter ajudado.

  38. Corine disse:

    Concordo muito com o artigo.

    Principalmente no caso do profissional ser avaliado por sua capacidade e não por seu tempo de curso.

    Se for avaliar por tempo seria falho pois a grade de aulas de uma graduação de 4 anos, as vezes, tem tantas lacunas e dias sem aula que poderia ser feitas em 2 anos. Curto tempo não significa pouco conteúdo em muitos casos. Porém, como o Guilherme disse, é importante não se acomodar aos seus 2 ou 4 anos.

  39. Cezar Cavalcanti disse:

    A questão é que as universidades que apresentam 4 anos de curso de Design, trabalham uma quantidade maior de teoria e teorias auxiliares, o curso tecnologo foca em determinada área como Gráfico ou Produto e trabalha especificamente essas áreas balancendo teoria e prática. Ficando o aprofundamento em algumas partes sempre por conta do aluno. Obviamente a formação de um profissional não acaba com o término da faculdade. Ressalto que conheço muitos que fizeram Design de 4 anos em universidades e que tem extrema dificuldade em aplicar o conhecimento e em lidar com o mercado, tendo em vista que essas faculdades preparam para academia.

  40. Maria Jessiane disse:

    Queria saber se um técnico em Informática pode ser um design gráfico.Essa matéria foi muito esclarecedora!Parabéns!!!

  41. Ramon disse:

    Parabéns pelo artigo. Você mudou totalmente a minha opinião relacionada ao curso.

  42. marcelo brandão disse:

    Olá gostaria de saber sua opinião em relação aos cursos técnicos das Etecs.Pois faço o curso de técnico de comunicação visual(design Gráfico) na Etec J. Rocha Mendes em Sp.É válido ou não?E se é tão difícil entrar na área?Pra finalizar,existe um preconceito dos Designers em relação aos técnicos?Valeu…

Comente

Please leave these two fields as-is:

Protected by Invisible Defender. Showed 403 to 23.627 bad guys.

Twitter

  • Apenas um "teaser" do Qualyfruit! Em breve no shopping Higienópolis http://t.co/8rd3k44i
  • @livrosdedesign Obrigado!
  • Read my response to "Gui, entro na faculdade (praticular) esse ano e estou morrendo de medo, principalmente do trote…": http://t.co/NQpEwJS9
  • http://t.co/2X2nwq5d http://t.co/8hk10ATY
  • Read my response to "E quando um amigo pede pra você fazer um trabalho de graça. Qual a melhor forma e simples de ex…": http://t.co/D4giCEve
  • mais...

 

+ Populares

 

Tags

adobe ambientação arquitetura Branding cardápios carreira comunicação corel criação crise desenho design designer dicas diferenciação entrevista estágio flickr gráfico identidade INPI investimento logo logomarcas logos logotipo logotipos marca marca fantasia marcas marketing Naming nome nome empresarial nomes nominativa processo criativo profissão prática profissional registro restaurante Restaurantes sebastiany slogan terminologia