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	<title>Sebastiany Branding</title>
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	<description>Blog da Sebastiany Branding, escritório especializado em estratégia e design de marcas</description>
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		<title>Existe Mesmo Liberdade Criativa?</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 15:24:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design de marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Recomendados]]></category>
		<category><![CDATA[clientes]]></category>
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		<description><![CDATA[Entre nós designers, é comum encontrarmos aqueles que adoram citar regras de criação. Principalmente quando o assunto é o desenho de um símbolo ou logotipo para uma marca. Mas curiosamente os mesmos designers que vejo ditando regras ou normas são muitas vezes os primeiros a reclamar da tal “falta de liberdade criativa” usualmente por &#8220;culpa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="computer arts" src="http://farm5.static.flickr.com/4087/4834665210_fec2ca3920_b.jpg" alt="" width="455" height="630" /></p>
<p>Entre nós designers, é comum encontrarmos aqueles que adoram citar regras de criação. Principalmente quando o assunto é o desenho de um símbolo ou logotipo para uma marca. Mas curiosamente os mesmos designers que vejo ditando regras ou normas são muitas vezes os primeiros a reclamar da tal “falta de liberdade criativa” usualmente por &#8220;culpa do cliente&#8221;&#8230; Segundo eles.</p>
<p>É estranho e incoerente esta posição de quem impõem regras aos outros, mas não aceita limites quando lhe são apresentados. Parece ser sempre uma disputa de poder entre aquele que “sabe mais” e aquele que “manda mais” no projeto, como se a liberdade para criar estivesse relacionada à posse, àquele que verdadeiramente é o “dono na marca”: o criador ou o contratante.</p>
<p><span id="more-388"></span></p>
<p>Mas meus caros amigos, a marca de uma empresa não pertence nem ao seu CEO (infelizmente para ele), nem ao seu criador (infelizmente para nós). A marca pertence sempre ao público que ela visa atingir. Sua identidade visual, traduzida em seu símbolo, logotipo, cores, formas, texturas etc, existe para comunicar algo para este público, sobre a empresa, serviço ou produto que lhe é oferecido. A marca visual existe para ser notada e lembrada, para identificar e diferenciar, e principalmente, para criar uma percepção.</p>
<p>Por isso, mesmo que em algum momento a tecnologia resolva todos os problemas técnicos de reprodução, estaremos sempre limitados pelos objetivos do projeto, do público a que se destina, mercado e segmento. Portanto, a tal “liberdade criativa” em design de marcas será sempre uma ilusão. O simples entendimento do problema define limites para a criação, e quanto mais conhecermos os problemas de um projeto, menos liberdade teremos para criar.</p>
<p>Isso é ruim? Não! Superar problemas pode não ser uma tarefa fácil, mas certamente é uma das mais gratificantes. Se por um lado este conhecimento limita as direções da criação, por outro ajuda a ir mais longe e a fundo nos caminhos trilhados, estimula a superação de obstáculos e no final: excita a criatividade.</p>
<p>“Liberdade para criar”, convenhamos, é a ilusão de um ego que não aceita encarar de frente os desafios, problemas, obstáculos que acompanham qualquer processo projetual. De quem, se por um lado protege-se contra a frustração, priva-se também do prazer gratificante da superação. No design as melhores soluções sempre surgem dos maiores problemas, nunca da privação de obstáculos.</p>
<ul>
<li>Artigo publicado originalmente na revista Computer Arts Projects / Brasil, Edição 12, Julho 2010</li>
</ul>
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		<title>Somos todos Clientes&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 21:16:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[cliente]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre escutamos designers reclamando de seus clientes, mas será que o problema está nos cliente, no próprio designer, ou no mercado? Neste artigo, Guilherme Sebastiany discute um pouco uma nova abordagem para o problema: Fazer do cliente um aliado, em lugar de um inimigo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seja em uma conversa entre colegas de profissão, em uma lista de discussão, ou nas comunidades das redes sociais, o tópico “CLIENTE” sempre aparece. Curiosamente as reclamações são sempre as mesmas: Imposição de ideias, cores e formas; dificuldade em fazê-lo entender o processo de trabalho; duras negociações ao tentar cobrar os valores adequados, e a eterna luta para se aprovar um trabalho.</p>
<p>Quando comecei à pensar neste artigo, 7 sete anos atrás, o tópico era justamente este. No entanto neste meio tempo muita coisa mudou. Não sinto mais dificuldade em compartilhar o desenvolvimento do projeto com o cliente, nem em colocar na mesa a metodologia adequada ao seu desenvolvimento. Também já e cada vez mais é mais fácil demonstrar o valor e a importância de um bom Design.</p>
<p><span id="more-380"></span></p>
<p>Não quero acreditar que em meio à tantas prospecções estejamos justamente alcançando os melhores clientes. Pessoas abertas ao diálogo e ao entendimento, ou culturalmente dispostas à valorizar o design. Também não desejo supor que está havendo uma valorização tão brusca da profissão, embora alguns avanços já se façam perceber, principalmente nos espaços na mídia especializada empresarial onde o tema é apresentado.</p>
<p>Sem abrir mão dos paradigmas ou premissas de um bom projeto, é possível sim um bom entendimento com nossos clientes. Para isso é preciso primeiro que nós mudemos nossa postura e estejamos abertos à participação (que é diferente de interferência) do cliente em nosso processo criativo, para que então, este nosso novo parceiro de projeto possa também se abrir à nossa participação, expertise e conhecimento. Isso não significa em nenhum momento fazer exatamente o que foi solicitado, nem significa ser orientado pelo cliente, ou abrir mão de nossa autoria. Também não é a velha história de dizer que o cliente tem sempre razão pois é ele que entende de seu negócio. Não é por aí. Isso apenas significa aprender a ouvir e compreender, para ganhar a confiança do seu cliente e para que ele também possa escutar e valorizar o que você tiver a dizer. Além de ser mais fácil o relacionamento, esse diálogo implica em aceitar uma realidade muito simples: que nem sempre o Designer estará 100% certo, e nem sempre o cliente 100% errado. Afinal, quando você aliena o cliente do processo criativo, ele provavelmente o alienará do processo decisório.</p>
<p>A questão principal é entendermos que estamos frente à frente com outro ser humano igual à nós, e antes de estabelecermos uma relação de trabalho precisamos desenvolver uma relação de confiança e de boa comunicação com a pessoa do outro lado da mesa. Se nos aproximarmos cheios de barreiras, escudos ou preconceitos, obviamente o outro também o fará, e todos sairão perdendo. Portanto o primeiro passo é sempre chegarmos de peito e ouvidos abertos.</p>
<p>Inverta a situação. Imagine que você está contratando um arquiteto para projetar o seu escritório. Você simplesmente falaria para ele “Faça o que quiser”? Na hora de cortar o cabelo, você dá total liberdade ao cabeleireiro para ele fazer o que ele bem entender? Talvez se for alguém que você confia, que conhece o seu estilo, e com quem você já trabalhou várias vezes a resposta até seja um SIM. Mas se for alguém novo, que você não conhece, provavelmente a resposta seria NÃO, afinal, a confiança ainda não foi construída e ela precisa de tempo para ser estabelecida. Ou seja, em um momento ou em outro também somos nós os “clientes”.</p>
<p>Se logo de início estivermos mais atentos em compreender as verdadeiras aspirações do cliente nas entrelinhas do briefing, do que em recusar uma ou outra cor ou forma sugerida, poderemos muito mais facilmente atender estas aspirações, solucionando o problema de maneira mais precisa, e assim, ganhar abertura para demonstrar que essa ou qualquer outra imposição inicial não atende realmente o objetivo do projeto dele. Se você for aberto ao cliente, ele será aberto a você, e pode ser o óbvio, mas para um bom design, primeiro é preciso uma boa comunicação.</p>
<p>Claro que sempre encontraremos o eventual “chato”. Mas isso não se restringe a nossa profissão (todas tem os seus) e nem se limita ao universo do cliente. Afinal essa é a vida, e convenhamos: temos chatos na família, entre colegas de trabalho, na faculdade, no cinema e em muitos outros lugares nos quais os encontraremos.</p>
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		<title>Mais conteúdo e menos conceito!</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/mais-conteudo-e-menos-conceito-de-design-de-marcas/</link>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 14:05:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design de marcas]]></category>
		<category><![CDATA[conceito]]></category>
		<category><![CDATA[conceito de marcas]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[design de marcas]]></category>
		<category><![CDATA[logotipo]]></category>
		<category><![CDATA[símbolo]]></category>

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		<description><![CDATA[erá que o conceito de uma marca é realmente importante para o processo criativo. Ou pior, será que o conceito de uma marca realmente importa para o público que ele visa atingir. Veja essa discussão no blog da Sebastiany www.sebastiany.blog.br]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div id="_mcePaste"><a href="http://www.logotipos.com.br/branding-design/metodologia-de-projeto-de-design.htm"><img class="alignnone" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="conceitos de marca" src="http://www.logotipos.com.br/imagens/historia.jpg" alt="" width="453" height="236" /></a></div>
<div>&#8220;Qual o conceito desta marca?&#8221; Esta pergunta é recorrente no dia a dia do escritório, tanto por parte dos nosso clientes, quanto pelos colegas designers que acompanham o nosso trabalho. É natural do ser humano a curiosidade em entender o que está por trás das coisas. Mas o que mais essa pergunta abriga? Por parte dos cliente, talvez a vontade de tocar o universo &#8220;mágico&#8221; e fascinante que, na sua imaginação, permeia criação. Por parte dos colegas de profissão, talvez o desejo da descoberta dos processos, mistérios e dos segredos da criação de símbolos e logotipos.</div>
<div><span id="more-368"></span></div>
<div><img title="Mais..." src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></div>
<div id="_mcePaste">
<p>Mas eu me pergunto: Será que o conceito de uma marca realmente importa? E principalmente, será que o conceito serve mesmo para alguma coisa? Quem, Por exemplo, conhece o conceito da marca Nike? Deusa grega da vitória cuja asa está abstratamente representada no símbolo da marca? Não estou dizendo que o conceito não importa DURANTE o processo de criação.</p>
</div>
<div id="_mcePaste">
<p>O símbolo da Nike nunca teria a forma atual sem este percurso, que afinal, pode ser um grande aliado no processo criativo. Um caminho para a solução final. Mas no caso de uma marca, o que realmente vai importar não é a forma como a marca foi concebida, e sim como ela é percebida. Isso não significa dizer que marcas estão isentas de conteúdo. muito pelo contrário. Mas o conteúdo que ela deve conter é outro: uma expressão; posicionamento; uma mensagem simples e sintética, facilmente percebida pela maior parte do público que a marca busca atingir.</p>
</div>
<div id="_mcePaste">
<p>Um “logo” dificilmente conseguirá comportar toda uma narrativa criativa de um conceito. É muito difícil colocar toda uma história em um pequeno desenho. No máximo o símbolo, nome e logotipo conseguem causar uma impressão no observador sobre a empresa que a mesma representa, se inovadora ou tradicional, dinâmica ou rígida, humana ou técnica, e assim por diante. Parece pouco, mas não é. Pode até ser fácil projetar uma marca que, para você, signifique algo. Mas é muito difícil criar uma percepção em um público que pode não ter a mesma visão de mundo que você.</p>
</div>
<div id="_mcePaste">
<p>Já assisti apresentações de &#8220;conceitos&#8221; maravilhosos, que quase nunca se faziam notar no desenho da marca. O conceito neste caso estava lá apenas para gerar encantamento. Para convencer o cliente a aprovar o projeto. Geralmente é aquela &#8220;historinha&#8221; mágica ou mítica que ele vai gostar de contar para a esposa e amigos. Mesmo entre os colegas designers isso também acontece. Afinal, é muito mais interessante ouvir uma história sobre como a marca surgiu de um sonho, do que escutar todo o processo chato, mas necessário, das horas e horas de pesquisas de concorrentes, briefing, levantamento de diferenciais, análise swot, definição de posicionamento etc. Ou pior. Das muitas horas frustrantes de desenhos fracassados (geralmente são) antes de se encontrar a solução. Estas histórias ninguém quer ouvir, mas são elas que ajudam a determinar o posicionamento da marca e o objetivo de percepção que ela busca criar. Esse é o verdadeiro conteúdo de uma marca.</p>
</div>
<div id="_mcePaste">Esqueçam o conceito! A questão de um projeto de marca não pode ser nunca se ela tem um conceito que está por trás da marca. O que está por trás da marca só importa para o criador. É natural do ser humano procurar histórias e significados. O conceito não pode virar uma muleta para justificar um resultado a um cliente, ou pior, para si mesmo.</div>
</div>
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		<title>Existem regras para criar marcas?</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/existem-regras-para-criar-marcas/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 12:26:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design de marcas]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
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		<description><![CDATA[Será que as regras definem o que é ou não um bom projeto de marca, ou determinam o sucesso do projeto? Se não estas, quais seriam as regras para se criar uma marca?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/07/biomax11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-349" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; border: 0px initial initial;" title="biomax1" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/07/biomax11.jpg" alt="" width="453" height="260" /></a></p>
<p>Sempre me disseram: que marcas deveriam ser projetadas em preto e branco; que o uso do degrade era proibido; que símbolos e logotipos deveriam ser elementos isolados; que a marca deveria ser passível de aplicação em pelo menos 12mm; que deveria possuir no máximo 2 cores etc. Imagino que você também já tenha escutado críticas a um trabalho com base nestes parâmetros.</p>
<p>Mas são estas regras realmente formulas úteis para a criação de um bom símbolo ou logotipo? Você não conhece alguma boa marca que possui gradiente? Outra que só funciona colorida e que em preto e branco perde completamente seu significado? Ou mesmo alguma boa solução que possui pouca redução? Aos poucos fui notando que muitas boas marcas rompiam com uma ou outra regra. Tudo bem que geralmente as piores marcas que já vi são aquelas que rompem TODAS as regras ao mesmo tempo, e muitas das melhores, as que as respeitam. Mas se a simples aplicação repetida de normas garantisse um bom projeto então todas as soluções em preto e branco com boa redução e síntese visual seriam marcas perfeitas.</p>
<p>A questão aqui não é se devemos seguir ou romper regras, e sim discutir se são elas que realmente definirão um bom projeto. Não do ponto de vista das cartilhas de aplicação de marca ou da estética de seu desenho, mas sim das necessidades de comunicação e atuação da empresa ou produto que ela representa: de chamar a atenção, se diferenciar dos concorrentes, expressar seu posicionamento, ser lembrada etc. Neste sentido, mesmo que em algum momento a tecnologia resolva todos os problemas de reprodução, estaremos sempre limitados pelas diferentes realidades das empresas e necessidades de cada marca em comunicar e sinalizar algo para alguém em seu mercado e segmento. Se as regras não traduzem as necessidades de uma marca, simplesmente segui-las pode ser um equívoco tão grande quanto simplesmente rompe-las.</p>
<p>O desafio maior é conhecer os limites de cada projeto através de um processo metodológico e estratégico de pesquisa e entendimento do problema. Somente assim poderemos levar a criação aos seus extremos, sem deixar de atender as suas necessidades. Neste sentido podemos dizer que se existem realmente regras a serem seguidas ou fórmulas de sucesso para criação de marcas, elas serão diferentes sempre em cada projeto.</p>
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		<title>Design total chega ao fim.</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/design-total-chega-ao-fim/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 22:01:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[cursos]]></category>
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		<category><![CDATA[design total]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
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		<description><![CDATA[Caros colegas designers. Como alguns de vocês já sabem vamos encerrar as atividades de cursos on line da Design Total. As turmas dos cursos de Julho agora são as últimas. Para quem não conhece a história a Design Total começou em 2004 com os cursos de Teoria das Cores da Helena Sordili, Imagem Experimental do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste"><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/07/fim-design-total-002_.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-339" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="fim design total 002_" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/07/fim-design-total-002_.jpg" alt="" width="458" height="310" /></a></div>
<div>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 8.0pt; line-height: 115%;">Caros colegas designers. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 8.0pt; line-height: 115%;">Como alguns de vocês já sabem vamos encerrar as atividades de cursos on line da Design Total. As turmas dos cursos de Julho agora são as últimas. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 8.0pt; line-height: 115%;">Para quem não conhece a história a Design Total começou em 2004 com os cursos de Teoria das Cores da Helena Sordili, Imagem Experimental do Gustavo Lassala, e com o meu curso de Manuais de Identidade visual. Durante um bom tempo foram todos muito bem. Na época tínhamos também muitos outros contatos com professores e propostas de cursos a serem montados. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 8.0pt; line-height: 115%;">Porem todos nós, bem como a maioria dos professores que foram convidados, já em 2004 nos dividíamos em uma jornada dupla entre as salas de aula e em nossos próprios escritórios, o que deixava pouco (ou nenhum) tempo livre para elaboração de novos cursos. Com isso a Design Total ficou com os mesmos 3 cursos do primeiro ao último dia de sua atuação. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 8.0pt; line-height: 115%;">A montagem trabalhosa de apostilas (algumas com mais de 200 páginas) sempre foi uma barreira aos novos cursos, e dificultavam novos lançamentos. Neste meio tempo, concorrentes apareceram cobrando menos por cursos mais “profissionalizantes” e menos aprofundados. Por outro lado, felizmente neste caso, as faculdades melhoraram em muito as suas grades, e disciplinas como tipografia, teoria das cores, sistemas de identidade visual já não são mais tão incomuns assim. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 8.0pt; line-height: 115%;">Com isso a demanda caiu, e sem novos cursos para impulsionar os demais, bem como sem uma estrutura mais forte para divulgação, achamos que o ideal é encerrarmos as atividades. </span></p>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Design de Cardápios (parte 1)</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/design-de-cardapios/</link>
		<comments>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/design-de-cardapios/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 17:30:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Publicados]]></category>
		<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[cardápio]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[foto]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[menu]]></category>
		<category><![CDATA[restaurante]]></category>

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		<description><![CDATA[Originalmente, quando pensei em escrever este artigo, o objetivo era apresentar de maneira sucinta alguns dos principais pontos que os donos de restaurantes, bares e cafeterias devem estar atentos ao desenvolver o projeto gráfico e visual dos seus cardápios. No entanto, pouco a pouco o conteúdo foi crescendo, e de um simples artigo, transformou-se em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/07/skapino_cardapio1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-330" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="skapino_cardapio" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/07/skapino_cardapio1.jpg" alt="" width="450" height="230" /></a></p>
<p>Originalmente, quando pensei em escrever este artigo, o objetivo era apresentar de maneira sucinta alguns dos principais pontos que os donos de restaurantes, bares e cafeterias devem estar atentos ao desenvolver o projeto gráfico e visual dos seus cardápios. No entanto, pouco a pouco o conteúdo foi crescendo, e de um simples artigo, transformou-se em uma matéria dividida em 4 partes.</p>
<p>Não tive a pretensão de esgotar o assunto, mas o objetivo é apresentar um panorama detalhado sobre o papel dos cardápios nas estratégias dos restaurantes, bem como as principais preocupações e dúvidas freqüentes sobre como: devo colocar fotos? O visual deve ser atraente ou discreto? Devo incluir outro idioma? Qual a melhor forma de atualizar preços? De quanto em quanto tempo devo alterar o visual do cardápio? Entre outras dúvidas recorrentes.</p>
<p>Nesta primeira edição, detalharemos os usos de fotos em cardápios. No segundo artigo falaremos sobre formatos, materiais, acabamentos e sua durabilidade. Na terceira parte da série, falaremos sobre o papel do design gráfico e da linguagem visual do cardápio na imagem do restaurante. E na última e 4 parte, abriremos para as dúvidas mais freqüentes dos leitores.</p>
<p>Espero que este conteúdo, bem como o das próximas edições possa ajudá-lo a ver a questão do cardápio do seu restaurante de forma menos complicada. Boa Leitura.</p>
<p><span id="more-325"></span></p>
<p><strong>DUVIDA 1: Devo usar fotos dos pratos no meu cardápio?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>O uso de fotos em cardápios deve ser abordado sob uma ótica estratégica e funcional, e não apenas estética. Assim sendo, a pergunta que temos que fazer, antes de responder a primeira é:</p>
<p><strong>DUVIDA 2: Para que serve a foto em um cardápio?</strong></p>
<p>A resposta mais óbvia seria: “para mostrar o produto”, mas não é tão simples assim. Fotos podem ser utilizadas com diversas finalidades. “Apresentar um produto” é só uma delas, e não necessariamente a mais importante. Nem sempre um produto deve ou precisa ser apresentado. Um exemplo: imagine uma porção de fritas &#8211; com raras exceções uma batata frita é visualmente igual à outra, e todos sabem como as batatas fritas são. Portanto, uma foto de uma porção de fritas comum pode não ter muita utilidade em um cardápio, embora seja comum encontra-las.</p>
<p>A resposta portanto para a pergunta do parágrafo anterior se divide em 3 respostas objetivas:</p>
<p><strong>1) FOTOS PARA DESPERTAR O APETITE (e aumentar o seu tíquete médio)</strong></p>
<p>O uso de fotos no cardápio cumpre uma primeira função bastante óbvia: Estimular o consumo. Começamos a comer com os olhos, e através deles, à cobiçar o que desejamos. O “apetit-appeal” encontra na fotografia um dos principais Aliados.</p>
<p>Somos facilmente estimulados por imagens, e com isso, convidados ao consumo por impulso. Mas para tanto, as fotos utilizadas não devem ser menos do que excelentes. Qualquer qualidade abaixo disso, o resultado pode não ser o esperado, e muitas vezes o inverso.</p>
<p>Outro momento em que as fotos tem um papel importante no aumento do consumo, e portanto, do tíquete médio, é no uso de imagens para estimular o consumo de sobremesas. Aqui a gula, e não mais a fome, é a nossa maior aliada. Por isso mesmo o uso de imagens para fortalecer a venda de sobremesas é importante. Não é incomum o cliente, ao folhear o cardápio e se deparar com a imagem de uma bela sobremesa, decida-se por ela mesmo antes de decidir o prato principal. Desta forma, ao final da refeição, a probabilidade dele pedir a sobremesa será significativamente maior.</p>
<p>Portanto, se deseja ter fotos que estimulem o consumo em seu cardápio, não seja mão fechada. Invista em um bom fotógrafo e em uma produção profissional. Os custos são elevados, é verdade, mas como veremos mais a diante neste artigo, você precisará apenas de algumas poucas imagens para cumprir seus objetivos e lucrar no longo prazo.</p>
<p><strong>2) FOTOS PARA FOCAR O CONSUMO</strong></p>
<p>Outra função do uso de fotos no cardápio é estimular a escolha dos produtos que você deseja vender mais. Neste caso, dos pratos mais lucrativos (não necessariamente os mais caros). Em cardápios com muitas opções, o uso de fotos pode ser utilizado para estimular a escolha do cliente pelos pratos que sejam mais interessantes, seja pelo lucro, valor, ou mesmo pela qualidade do sabor que pode surpreender e fidelizar o cliente. Lembre sempre de valorizar o prato “carro chefe” da casa.</p>
<p>Mas para que se tenha um foco nestes produtos, é necessário que sejam utilizadas poucas imagens no cardápio. Se o seu objetivo é focar no consumo de determinado pratos, de nada adiantará um cardápio com 20 fotos, pois seu poder de atenção e comunicação será disperso.</p>
<p><strong>3) FOTOS PARA EXPLICAR O PRODUTO</strong></p>
<p>Como já comentamos no exemplo da batata frita, a maioria dos itens do cardápio pode ser apresentada somente com o texto, suficiente para explicar o prato, seus ingredientes, e preparo. Alguns, no entanto, demandam de um detalhamento maior sobre a aparência e apresentação do produto.</p>
<p>Nestes casos, a foto pode ser utilizada para melhor “explicar” o produto, esclarecendo quanto ao tamanho das porções, seu arranjo, acompanhamentos etc. Desta forma, além de demandar menos atenção do atendente no esclarecimento do prato, o risco do seu cliente se sentir inseguro quanto a escolha (e desistir dela) é menor.</p>
<p>Vemos esse recurso como importante principalmente em restaurantes de comidas típicas (onde o público pode não estar familiarizado com os pratos) , como também em fast foods (onde a escolha deve ser rápida). Foi o que ocorreu com o cardápio do fast food KEB, onde as fotos dos Kebabs estão presentes para familiarizar o cliente com a apresentação do produto que ainda é pouco familiar no Brasil.</p>
<p><strong>DUVIDA 3: Quando a foto não é necessária ou recomendada?</strong></p>
<p>Em restaurantes novos, quando não se tem certeza ainda de quais pratos permanecerão no cardápio e quais serão brevemente substituídos, o investimento nas fotos pode ser prematuro e desnecessário. É também desnecessário o uso de fotos quando o restaurante for de comidas caseiras ou familiares do público e seus pratos não tiverem uma apresentação muito distinta do usual “bife com arroz e fritas” ou “strogonof”. Como falado anteriormente, não há sentido em apresentar a imagem de algo que é muito familiar ao seu público.</p>
<p>Ainda assim fotos podem ser utilizadas para dar mais vida ao cardápio. 5 a 7 fotos são o suficiente para deixar o visual mais atraente. Mais do que isso, pode deixar o layout “entulhado”.  Realmente não são necessárias muitas fotos para se fazer um bom cardápios, e as mesmas podem ser usadas também em outras formas de divulgação, como banners, displays de mesa (que são ótimos para estimular o consumo de novidades e sobremesas) e no próprio site.</p>
<p><strong>DICAS:</strong></p>
<ol>
<li> Invista em um bom fotógrafo. Boas fotos podem ser aproveitadas durante anos.</li>
<li> Além do cardápio, as fotos podem ser utilizadas em materiais promocionais, displays, banners e até mesmo no site do seu restaurante.</li>
<li> Uma ótima foto, aliada à uma receita inusitada e à um bom trabalho de assessoria de imprensa pode resultar e mídia espontânea para o seu estabelecimento em revistas de alta circulação.</li>
<li> Lembre sempre que boas fotos demandam de uma impressão de qualidade para apresentarem todo seu potencial.</li>
<li> Invista também em um trabalho profissional de design de cardápios. De nada adianta uma linda foto se mal diagramada.</li>
<li> Você não precisa de muitas fotos em seu cardápio. Na verdade precisa de poucas. O excesso de fotos não é vantagem, além de aumentar todos os custos (da produção à diagramação e impressão) tira o foco dos produtos que você deseja ressaltar.</li>
<li> Se a foto for mal tirada, é melhor nem coloca-la. O efeito será o inverso do planejado.</li>
<li> O uso de fotos pode ser trabalhado também de forma estética na composição de capas e páginas que atraem o olhar e despertam as curiosidades dos clientes.</li>
<li> Fique atento aos detalhes da produção da foto. Cafés perdem seu creme, chopp perdem o colarinho, e o prato fotografado frio pode perder o seu brilho.</li>
</ol>
<ul>
<li>Publicado originalmente na revista Gourmet e Food Service, com o título &#8220;cardápios e seus dilemas&#8221; em  Abril de 2010</li>
</ul>
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		<title>MORTE AOS DESIGNERS ???</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 20:49:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Recomendados]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[designers]]></category>
		<category><![CDATA[micreiros]]></category>
		<category><![CDATA[prática profissional]]></category>
		<category><![CDATA[proficional]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo que discute a eterna e definitivamente imaginária briga que vemos entre micreiros e designers. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você está lendo este texto, é provavelmente porque o título acima gerou-lhe alguma forma ou de curiosidade ou repulsa.</p>
<p>Repulsa, foi também o que senti, anos atrás, ao ver pela primeira vez, no bazar de um N-Design (encontro anual e nacional de estudantes de design) a venda de um adesivo com a frase “MORTE AOS MICREIROS”. Não era a primeira vez que encontrava esta frase, ou mesmo me deparado com diferentes versões onde o suposto ódio aos micreiros era manifestado. Preconceitos sempre me incomodaram.</p>
<p>Na época de faculdade, de conversas em bares à listas de discussão na internet (principalmente) o tema dos “sobrinhos” ou dos “micreiros” sempre aparecia. O consenso era que estas pessoas que sabem usar alguns softwares e se aventuram a fazer cartazes, sites, logotipos etc, estavam destruindo o nosso mercado, cobrando valores irrisórios e produzindo peças gráficas e digitais de qualidade duvidosa.</p>
<p>Cresci na profissão ouvindo meus colegas falando mal dos micreiros. Mas sabe da verdade? Eu nunca conheci um micreiro. Conheço apenas designers.</p>
<p><span id="more-320"></span></p>
<p>Minha questão aqui não é a aparentemente eterna e definitivamente imaginária briga que vemos entre micreiros e designers. E sim o que ela abriga: A fantasia de um inimigo, que age de maneira leviana, é anti ético, plagiador, grosseiro, e que acaba com o nosso mercado.</p>
<p>Nunca soube de nenhum micreiro que tenha realmente me “roubado” um cliente. Provavelmente isso até já ocorreu, mas não seria muito diferente das muitas vezes em que perdi projetos para outros designers de outras especialidades (produto, web etc) que cobraram valores irrisórios ou criaram logos de qualidade duvidosa ou para quebrar um galho para o cliente, ou para faturar um extra.</p>
<p>Nunca fui insultado por um micreiro, mas por outros designers, diversas vezes. O mais comum ocorria no meu início de carreira, em listas de discussão onde a simples divergências de ideias transformavam-se em campos de batalha mortais pessoais. Geralmente os “amadores”, que participavam destas listas estavam muito mais interessados em absorver o máximo de conhecimento possível, do que entrar em picuinhas e discussões pessoais.</p>
<p>Claro que no caso de plágios, tanto de marcas quanto dos textos do nosso site, já tivemos problemas com micreiros. Ainda temos e infelizmente isso é uma triste verdade. Mas também sofremos plágios feitos por publicitários, por profissionais de marketing, e até por engenheiros agrônomos. Infelizmente também é verdade que o número de plágios que sofremos por micreiros é praticamente o mesmo dos cometidos por designers ou estudantes de design.</p>
<p>Mas voltando ao assunto, nenhum micreiro jamais entrou em contato comigo se fazendo passar por um cliente para descobrir os valores que cobramos no escritório por um projeto. Mas no período que ainda respondia os contatos que chegavam pelo site, a frequência de designers e estudantes de design que o faziam era quase quinzenal. Uma simples busca do nome e e-mail no Google delatavam o autor. Apenas uma observação aqui: Este tipo de atitude “esperta” pode até ser enquadrado como falsidade ideológica. É crime.</p>
<p>Também nunca vi nenhum micreiro favorecer seus amigos em concursos, publicações ou exposições. Nunca vi um micreiro fazendo difamação para prejudicar seus desafetos ou falando mal dos colegas pelas costas. E nunca conheci nenhum micreiro com o ego tão inflado que tornasse a relação pessoal uma tortura para os outros a sua volta. Mas como falei antes, nunca conheci nenhum micreiro. Não é mesmo?</p>
<p>Essa é apenas a minha experiência no assunto. Talvez a sua seja diferente. Talvez você tenha tido realmente muito mais problemas com micreiros do que eu. Não duvido disso. Mas o que lhe pergunto é:</p>
<p>Você já não passou pelos mesmos problemas também com seus colegas designers?</p>
<p>Talvez em lugar de procurarmos um bode expiatório (ou aceitarmos aquele que nos é convenientemente apresentado) devêssemos estar mais preocupados com o tipo de profissional que estamos formando, e que tipo de ética este profissional está construindo no nosso mercado.</p>
<p>O mercado de design é o que fazemos dele, e a realidade que se apresenta hoje, boa ou ruim, é apenas um reflexo das pessoas que neles atuam. Isso vale desde as faculdades, no ensino e formação, passando pelos profissionais, escritórios e suas práticas, até as associações de classe existentes.</p>
<p>Os inimigos não são os micreiros. Infelizmente, somos nós.</p>
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		<title>Mobiliário Urbano no Brasil. Design ou Desenho?</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/mobiliario-urbano-no-brasil-design-ou-desenho/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 16:29:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[desenho industrial]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[desenho]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[mobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[urbano]]></category>

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		<description><![CDATA[O problema do mobiliário urbano no brasil não é apenas uma questão de "design". Para uma solução maior é preciso que seu projeto envolva um entendimento maior das dinâmicas de uso pelos usuários e dos problemas causados pela ausência de políticas públicas adequadas a gestão da ocupação do solo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A questão do mobiliário urbano nas cidades brasileiras sofre com uma problemática variada. Além dos conhecidos problemas com a depredação, falta de manutenção, e mudanças de governo, onde cada novo governante adota uma nova padronização para o mobiliário de sua cidade, (o que fica bastante visível na grande variedade de lixeiras encontradas pela cidade: cada gestão adota uma), existem também questões relativas ao desenho das cidades e na forma como este interfere no design do mobiliário em si.</p>
<p><span id="more-309"></span></p>
<p>O principal problema está na falta de planejamento, o que acaba por gerar um traçado urbano composto por leitos carroçáveis largos e calçadas estreitas. Tratadas como &#8220;terra de ninguém&#8221;, e não como áreas públicas, as calçadas, e demais sítios públicos, sofrem com uma desordenada ocupação, onde todos se apropriam e fazem uso destes espaços da maneira que melhor lhes convém.</p>
<p>Moradores destroem a uniformidade das calçadas para facilitar o acesso de seus veículos às garagens, além de ocupa-las com &#8220;berços&#8221; para sacos de lixo, e canteiros mal dimensionados, muitas vezes com vegetação inadequada. Comerciantes e restaurantes ocupam as calçadas com produtos, anúncios e mesas onde nem sempre há lugar para conjugação destas funções com a circulação de pedestres à que se destina. Exceto talvez por experiências pontuais, como o projeto Rio Cidade, na capital fluminense, as companhias de serviços públicos, correios, transportes, telefonia, luz (sejam elas privatizadas ou não) fazem uso das calçadas sem a adoção de regras claras de ocupação e distribuição de seus mobiliários. Diferentes alinhamentos e distâncias das guias fazem com que postes, cabines telefônicas, caixas de correio, pontos de ônibus etc se tornem obstáculos ao transeunte, criando &#8220;afunilamentos&#8221; bruscos a medida em que as larguras nominais de circulação são reduzidas. O que deveria ser um serviço, se torna um transtorno.</p>
<p>Outro problema trazido pela falta de regras de locação dos mobiliários é sua má distribuição, criando ausências e excessos de elementos ao longo dos bairros, o que somado ao crescente aumento da poluição visual, muitas vezes dificulta a localização dos serviços procurados.</p>
<p>Simultaneamente ao olharmos para as unidades desse conjunto desordenado e variado de elementos, encontraremos uma repetição dos mesmos problemas de partido de projeto. Bancas de jornal que silenciosamente e despercebidamente ocupam aos poucos quase a totalidade da calçada ou cujo porte e desenho se mostra inapropriado ao local, telefones públicos que não oferecem abrigo à poluição sonora e que não vem acompanhados de marcações no piso para alertar os deficientes visuais de sua presença, bancos sem ergonomia que convidam mais à sua partida do que a permanência no local, a quase ausência ou inexistência de sanitários públicos adequados, etc&#8230; Cada um destes elementos apresenta uma problemática própria conforme seu uso ou implantação. No entanto, em lugar de trabalharmos o design destes objetos como a solução ao seu desenho inadequado, buscamos costumeiramente apenas uma nova estética, mantendo sempre o módulo de desenho habitual.</p>
<p>Na mesma medida em que as cidades são desenhadas, ou alteradas, ignorando-se completamente a ergonomia e o conforto de seus cidadãos, o mobiliário urbano é projetado sem considerar atentamente a situação local, nem as características culturais de usos e necessidades provenientes do clima brasileiro e do modal de transporte público adotado.</p>
<p>Um dos exemplos mais evidentes deste fato são os projetos desenvolvidos e em uso para pontos de ônibus. A adoção de padrões, materiais e estilos provenientes de países que, alem de poderem arcar com uma manutenção mais onerosa, possuem clima temperado, e que não tem nos ônibus, seu principal modal de transporte público constitui a maior evidência desta contestação.</p>
<p>No Brasil, os ônibus não trafegam como suplementar aos demais transportes de massa e em muitas cidades chegam a ser os únicos transportes públicos disponíveis. Pontos de ônibus lotados demonstram claramente que suas estruturas dispostas já não mais funcionam como abrigo, servindo apenas como pontos de referência. Em locais de maior uso, a justaposição de diversas coberturas lado a lado, demonstra claramente a demanda por um desenho mais apropriado e modular. Sua ineficiência fica evidente em dias de chuva mais forte, onde beirais curtos, e espaçamentos irregulares impossibilitam o abrigo eficaz dos usuários que, mesmo sob os abrigos, tem que costumeiramente recorrer a guarda chuvas, seja para se protegerem da água que vem de cima, o daquela que respinga por baixo. Em dias de sol forte, as placas de cobertura em material transparente ou translúcido não criam o sombreamento necessário à proteção das radiações solares, mostrando-se completamente inadequados ao clima tropical.</p>
<p>Em resumo. A quase totalidade dos pontos de ônibus, foram desenvolvidos e são eficientes apenas para o abrigo de 4 ou 5 usuários (no máximo), em paises onde o ônibus é apenas um modal complementar de transporte, onde as chuvas são fracas e o sol ameno deve ser ao máximo aproveitado.</p>
<p>Ainda assim, ao observarmos os novos projetos profissionais e acadêmicos para este objeto, a grande maioria faz uso massivo de coberturas transparentes, evidenciando que os projetistas em nenhum momento são usuários destes mesmos equipamentos.</p>
<p>O que falta para o mobiliário urbano brasileiro não é “design”, mas um desenho adequado.</p>
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		<title>Marketing para restaurantes</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/marketing-para-restaurantes/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 16:16:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Publicados]]></category>
		<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>

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		<description><![CDATA[O marketing de um restaurante é muito mais do que somente planejar ou realizar a comunicação. Uma compreensão maior da disciplina é necessário aos donos e gestores para uma administração mais profissional de seus estabelecimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Marketing</em> é um conjunto de ferramentas que servem para compreender planejar, gerenciar e se comunicar com o mercado. O que implica não somente em falar e expressar, mas também em saber ouvir e olhar o segmento e seus interlocutores. Quando o empresário brasileiro pensa em <em>marketing</em>, principalmente naquele voltado aos restaurantes, a primeira imagem que lhe vem à cabeça é fazer um folheto ou um anúncio. Ele entende o <em>marketing </em>somente como divulgação, e não como uma orientação para o mercado, que envolve um conjunto maior de disciplinas. O <em>marketing</em>, como meio de orientação das empresas para o mercado, vai muito além do papel de coordenar a divulgação do estabelecimento. Envolve, desde a sua concepção, planejamento, adequação até a definição de um perfil de público-alvo que se pretende atrair e conquistar.</p>
<p><span id="more-306"></span></p>
<p>Muitos questionam sobre a porcentagem que deve ser investida para a área de <em>marketing</em>. Não devemos em um primeiro momento generalizar essa questão com números exatos, pois existem diversos modelos de gestão de marca para restaurantes. Se o seu posicionamento está focado nos diferenciais de produtos, o investimento pode ser menor, 5% a 10% do lucro mensal, acumulado para ações mais pontuais. No entanto, se o seu posicionamento está focado na imagem do restaurante, mais do que na gastronomia, o investimento mensal deve ser maior, para estar constante na mídia e nos canais de comunicação, e assim justificar os valores cobrados por ser um “lugar da moda”.</p>
<p>O investimento deve ser constante, contínuo e consistente, não somente na época de vacas gordas, quando há verba sobrando, nem somente na época de vacas magras, quando faltam clientes. No entanto não podemos esquecer que deve-se investir mais fortemente em <em>marketing</em>, principalmente, nas etapas que antecedem a abertura do restaurante. Ou seja, na definição de um posicionamento, diferenciais, estratégia e perfil da clientela, o que interferirá diretamente na marca, no nome e na arquitetura do projeto.</p>
<p>É preciso que o proprietário invista também na divulgação do restaurante em seu primeiro ano. Entretanto, isso depende primeiro de um plano adequado de comunicação, definindo mensagens, ferramentas (mídia impressa, assessoria de imprensa, mídia exterior, design, publicidade, promoção etc), e canais apropriados. Mas deve ser implementado somente quando todos os problemas iniciais da operação estiverem resolvidos. Afinal, atrair clientes somente para criar uma má impressão, pode ser pior do que ter poucos clientes bem atendidos.</p>
<p>Após esses primeiros passos, o restaurante precisa estabelecer um plano de comunicação permanente, para ser continuamente aplicado, independente do movimento e faturamento. Atenção: falamos aqui de um plano e, não de ações dispersas, que só acarretam em desperdício e não trazem resultados nem de curto e nem de longo prazo, afinal, as ações de <em>marketing</em> mais comuns não devem ser ligadas somente à divulgação, como ocorre na maioria dos restaurantes, mas sim à fixação e fortalecimento da marca. Lembrando sempre que a divulgação mal orientada atrai um perfil que não é adequado ou desejável para o restaurante.</p>
<p>Cada ferramenta ou peça de comunicação tem um papel diferente na divulgação do restaurante. Folders, panfletos, cartões postais, outdoors, faixas, cartazes, fachada, painéis, publicidade, assessoria de imprensa etc. Todos são viáveis, pois todas são acessíveis, mas antes de tudo temos que nos colocar na posição do nosso cliente e fazer as seguintes perguntas: Quantas vezes você escolheu um restaurante simplesmente porque recebeu um folheto na rua, ou porque vi uma faixa? Nunca? Então porque fazer um folheto? A pergunta poderia se repetir para todas as demais peças, mas a resposta é simples: Um folheto (apenas como exemplo) não serve isoladamente para atrair clientes. Sua função principal é fazer o <em>prospect </em>tomar conhecimento da sua existência, e portanto, deve ser projetado para essa funcionalidade. Deixa-lo repleto de informações apenas fará o seu leitor joga-lo fora mais rapidamente. Portanto, um bom design, mesmo que isso aumente o custo da ação, pode potencializar o retorno do investimento na impressão e distribuição, que são maiores.</p>
<p>Algumas dessas formas de divulgação, se mal trabalhadas, podem até ser percebidas como apelativas, pejorativas e desnecessárias à um restaurante que se propõe atrair pela qualidade. Não é incomum vermos painéis e outdoor cuja mensagem ignora a inteligência dos clientes, como se tudo tivesse que estar explicado nos mínimos detalhes. Devemos então abandonar essas formas de divulgação? Não,muito pelo contrário, mas precisamos utiliza-las adequadamente e nos momentos certos. Todas são viáveis se bem planejadas.</p>
<p>A assessoria de imprensa, por sua vez, é uma das ferramentas de comunicação mais poderosas de um restaurante. No entanto, para que seja eficaz e justifique o investimento, deve-se ter algo verdadeiramente interessante para se comunicar. Se o seu restaurante não tiver um diferencial interessante, seja sua arquitetura, gastronomia, atendimento ou mesmo personalidade, dificilmente se conseguirá um espaço na mídia. No entanto, quando bem realizada, é extremamente eficaz. Afinal, tendemos a acreditar mais quando um terceiro elogia um restaurante, do que quando o proprietário o faz.</p>
<p>Por fim, devemos incorporar o planejamento como parte essencial de um restaurante profissional. É mais trabalhoso? Sim? Requer mais tempo e dedicação? Sim? Requer mais calma e menos ansiedade? Sim? Requer mais recursos? Não! Apenas recursos bem aplicados, e com maior retorno do investimento</p>
<ul>
<li><span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;">Publicado originalmente na revista Cozinha Profissional de Setembro de 2006</span></li>
</ul>
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		<title>Entendeu, ou quer que eu desenhe?</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/entendeu-ou-quer-que-eu-desenhe/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 17:25:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deia Kulpas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Recomendados]]></category>
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		<category><![CDATA[windows]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo sobre a perda de tempo que é a discussão ferrenha entre softwares, e de como a mesma nos afasta das questões importantes da profissão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/03/paint1.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-296" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/03/paint1.gif" alt="" width="456" height="419" /></a></p>
<p>Já acreditei em rixas entre (<em>facções)</em> de usuários de programas e plataformas. Já fui da turma do illustrator, já fui da turma do corel draw.  Já defendi o PC, já levantei a bandeira da Apple.</p>
<p>Mas o que aprendi após 10 anos de trabalho na área é que nunca cheguei a lugar algum gastando meu precioso tempo e energia em tópicos como esses. E como você irá perceber, este artigo não é sobre qual software é melhor, nem sobre “o que importa é o profissional”.</p>
<p><span id="more-292"></span></p>
<p>Talento não vem junto com o programa de instalação. Infelizmente. Bem como soluções para questões de estratégia, cobrança, metodologia, planejamento e condução de um projeto em design.</p>
<p>Fico abismada como se perde tempo massacrando o usuário de uma ferramenta e não se aplica esse mesmo esforço com questionamentos sobre a capacidade de compreender um cliente, seus problemas e suas reais necessidades. O empenho em buscar uma solução para um projeto fica limitado nesta discussão ao papel de coadjuvante quando deveria ser o protagonista.</p>
<p>Sou usuária de ambas as plataformas, Windows e Mac OS, Corel e Illustrator.  Tenho plena ciência das vantagens e desvantagens de cada um. Aliás,  confesso que sou até grata por isso, uma vez que ambos softwares têm se empenhado em copiar as vantagens um do outro na intenção de aprimorar suas versões. Por mais que eles sejam incríveis, nunca resolveram meus problemas de gestão de projetos, que ao meu ver são intrínsecos à “profissão designer”.</p>
<p>E ainda no âmbito dos temas relacionados à discussões do segmento, já são  notórias as consequências prejudiciais ao projeto de “se fechar em uma bolha”, e o tiro no pé que isso representa profissionalmente. A troca de experiências e as vivências são necessárias para nossa profissão, uma vez que repertório é fundamental ao lidar com diferentes briefings. Em nenhum momento o software usado foi determinante para o cliente aprovar ou não um projeto, por isso me soa incongruente um designer se isolar de maneira agressiva, adotando um comportamento de manada, repetindo clichês e fórmulas prontas.</p>
<p>Ferramentas são necessárias sim, mas o fato de outros colegas de profissão utilizarem softwares diferentes não representa nem uma ameaça, nem um obstáculo no crescimento da minha profissão e muito menos do segmento. Já não sei se posso dizer o mesmo sobre debates infinitos sobre a homogeneização de plataformas e idéias.</p>
<p>Enquanto nenhum software resolve nem os problemas da profissão, nem os de projeto, prefiro a objetividade de um diagrama de frutas.</p>
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