11/04/2011
Nesta semana respondemos a seguinte pergunta do Formspring, feita pelo Cecílio Júnior
Qual a diferença entre Branding e PIV (Projeto de Idenditade VIsual)? O Branding engloba mais teoria e estratégia e o PIV mais a parte prática visual?
Vamos primeiro separar os conceitos.
Um projeto de PIV é um projeto de construção da IDENTIDADE VISUAL DE MARCA, ou seja, sobre como uma marca visualmente se comunica. Vale lembrar que o PIV não é a única manifestação VISUAL da identidade da marca e que a mesma também se comunica VERBALMENTE.
Um projeto de PIV envolve geralmente elementos como cores, tipografia, padrões visuais e efetivamente uma marca gráfica (símbolo e/ou logotipo)
Um projeto de Branding é um projeto de gestão e construção da IMAGEM da marca, ou seja, da construção de VALOR e REPUTAÇÃO centradas no
BRAND EQUITY (valor financeiro da marca)
SHARE OF MIND (presença no mapa mental de marca do público)
BRAND AWARENESS (conhecimento da marca)
Porém um projeto de Branding pode também envolver o entendimento ou desenvolvimento da IDENTIDADE DA MARCA, mas não estou falando aqui da identidade visual, e sim da definição do DNA de marca, seu propósito, posicionamento e plataforma.
Portanto BRANDING (em um primeiro momento) não tem nada a ver com o desenvolvimento de um projeto de IDENTIDADE VISUAL… porém 2 pontos levam muitas pessoas a misturarem um com o outro.
O primeiro é que muitos dos primeiros conceitos e escritórios de BRANDING surgiram de escritórios especializados em IDENTIDADE VISUAL CORPORATIVA que adentraram questões estratégicas, em um primeiro momento não pela gestão, mas pela definição da IDENTIDADE DE MARCA.
Pela natureza destes escritórios como FUTUREBRAND, LANDOR, WOLF OLINS etc era natural que o projeto de PIV fosse desenvolvido para seguir a identidade da marca, o que nos leva ao segundo motivo desta confusão comum entre PIV e BRANDING:
A imagem da marca é formada através do contato que o público tem com a mesma, seja através do atendimento, publicidade, pontos de venda, produto, boca a boca etc…. e também é claro da identidade visual. Porém esta está presente em quase todos os demais pontos de contato, e portanto toma um papel importante no trabalho de materializar a personalidade e valores da identidade de marca.
O resultado é que muitos projetos de BRANDING hoje acompanham projetos de PIV, causando a confusão atual quando são apresentados.
Já tivemos vários clientes que chegaram ao escritório pedindo por projetos de BRANDING quando na verdade queriam um projeto de identidade visual.
Infelizmente o problema é agravado quando vemos hoje muitos colegas designers usando o tema BRANDING para se referir a projetos de logo… O que é uma pena, pois isso não somente mostra despreparo e banaliza o mercado de branding, como também é a repetição de um comportamento aventureiro (de se fazer o que não se domina e de forma despreparada) que os designers sempre criticaram nos outros, em especial nos “micreiros”.
Não há nada de errado em um designer entrar no mercado de branding… mas o que você diria para um micreiro que quer ser designer? Provavelmente diria: “faça uma faculdade ou pós graduação, apenas ler um ou dois livros não vai resolver”
Eu digo o mesmo… faça uma das muitas pós graduações que existem hoje disponíveis e se torne um profissional de verdade.
Por favor, não seja um “micreiro do branding”
17/12/2010

Finalizando nossa série de entrevistas com a equipe do escritório, hoje é o Guilherme quem tece seus comentários sobre profissionais de outras áreas atuando no design, o papel das marcas e como se deu seu interesse por branding, entre outras questões.
Sua graduação é em arquitetura. Qual a sua opinião sobre pessoas de outras formações atuarem na área de Design?
Pode parecer estranho vindo de alguém que se formou em arquitetura: mas acho ruim.
Mesmo tendo cursado a grade antiga da FAU-USP, quando o curso de desenho industrial era integrado ao de arquitetura (e não separado como é hoje); mesmo tendo tido uma ótima base em design gráfico, história do design, e projetos de identidade visual e mobiliário urbano; mesmo tendo aula com professores que são até hoje alguns dos melhores profissionais e acadêmicos do design do país; ainda assim quando me formei não me sentia totalmente preparado. Ainda faltavam algumas disciplinas que precisei buscar por conta própria.
Se mesmo com toda a base que a FAU me deu, ainda não estava preparado, acredito que outro profissional de arquitetura que simplesmente do dia para a noite, levianamente, decide atuar no design, provavelmente também não está.
Por outro lado, também dificilmente estará preparado para atuar especificamente com design gráfico um profissional formado em design de produto, ou webdesign. Dentro dos cursos que tem ambas as graduações (produto e gráfico), onde o aluno escolhe na metade do curso qual caminho seguir, é comum a ideia equivocada de que “optar por produto é melhor”, porque depois se ele quiser fazer também design gráfico o caminho é mais fácil do que o oposto. E isso é um grande engano. Não é a toa que em grande parte a produção em design gráfico dos profissionais formados em cursos de Webdesign ou design de produto Leia mais »
09/03/2010
Arquitetura é experiência! – A arquitetura como parte da estratégia de branding.
Em nossa última edição, escrevi sobre o papel da arquitetura enquanto comunicação de uma promessa de marca. Desta vez, abordaremos o papel da arquitetura como parte da experiência de consumo em bares, restaurantes, cafeterias e demais estabelecimentos de alimentação. Experiência que se constitui como parte da entrega e atendimento das expectativas, como comentei em meu artigo anterior.
22/10/2009
Por mais que eu deseje, este pequeno artigo não poderia nunca conter todas as variáveis de um projeto profissional de slogan, nem esgotar o tema, e nem ao menos apontar um caminho simples e fácil. Em nenhum tipo de criação existem realmente atalhos ou fórmulas mágicas que solucionam problemas, e no caso de um slogan, não seria diferente.
No entanto, o que este artigo poderá lhe ajudar é a escapar das armadilhas do óbvio e das prisões das “regras” e fórmulas prontas, que alem de desviar a atenção do verdadeiro problema, criam restrições nem sempre tão necessárias. Principalmente, o objetivo deste texto será ajuda-lo a criar uma problematização mais abrangente do contexto onde o seu slogan irá atuar, e da mensagem que ele deve comunicar.
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