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	<title>Sebastiany Branding &#187; desenho</title>
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	<description>Blog da Sebastiany Branding, escritório especializado em estratégia e design de marcas</description>
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		<title>Mobiliário Urbano no Brasil. Design ou Desenho?</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/mobiliario-urbano-no-brasil-design-ou-desenho/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 16:29:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[desenho industrial]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
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		<category><![CDATA[design]]></category>
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		<description><![CDATA[O problema do mobiliário urbano no brasil não é apenas uma questão de "design". Para uma solução maior é preciso que seu projeto envolva um entendimento maior das dinâmicas de uso pelos usuários e dos problemas causados pela ausência de políticas públicas adequadas a gestão da ocupação do solo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A questão do mobiliário urbano nas cidades brasileiras sofre com uma problemática variada. Além dos conhecidos problemas com a depredação, falta de manutenção, e mudanças de governo, onde cada novo governante adota uma nova padronização para o mobiliário de sua cidade, (o que fica bastante visível na grande variedade de lixeiras encontradas pela cidade: cada gestão adota uma), existem também questões relativas ao desenho das cidades e na forma como este interfere no design do mobiliário em si.</p>
<p><span id="more-309"></span></p>
<p>O principal problema está na falta de planejamento, o que acaba por gerar um traçado urbano composto por leitos carroçáveis largos e calçadas estreitas. Tratadas como &#8220;terra de ninguém&#8221;, e não como áreas públicas, as calçadas, e demais sítios públicos, sofrem com uma desordenada ocupação, onde todos se apropriam e fazem uso destes espaços da maneira que melhor lhes convém.</p>
<p>Moradores destroem a uniformidade das calçadas para facilitar o acesso de seus veículos às garagens, além de ocupa-las com &#8220;berços&#8221; para sacos de lixo, e canteiros mal dimensionados, muitas vezes com vegetação inadequada. Comerciantes e restaurantes ocupam as calçadas com produtos, anúncios e mesas onde nem sempre há lugar para conjugação destas funções com a circulação de pedestres à que se destina. Exceto talvez por experiências pontuais, como o projeto Rio Cidade, na capital fluminense, as companhias de serviços públicos, correios, transportes, telefonia, luz (sejam elas privatizadas ou não) fazem uso das calçadas sem a adoção de regras claras de ocupação e distribuição de seus mobiliários. Diferentes alinhamentos e distâncias das guias fazem com que postes, cabines telefônicas, caixas de correio, pontos de ônibus etc se tornem obstáculos ao transeunte, criando &#8220;afunilamentos&#8221; bruscos a medida em que as larguras nominais de circulação são reduzidas. O que deveria ser um serviço, se torna um transtorno.</p>
<p>Outro problema trazido pela falta de regras de locação dos mobiliários é sua má distribuição, criando ausências e excessos de elementos ao longo dos bairros, o que somado ao crescente aumento da poluição visual, muitas vezes dificulta a localização dos serviços procurados.</p>
<p>Simultaneamente ao olharmos para as unidades desse conjunto desordenado e variado de elementos, encontraremos uma repetição dos mesmos problemas de partido de projeto. Bancas de jornal que silenciosamente e despercebidamente ocupam aos poucos quase a totalidade da calçada ou cujo porte e desenho se mostra inapropriado ao local, telefones públicos que não oferecem abrigo à poluição sonora e que não vem acompanhados de marcações no piso para alertar os deficientes visuais de sua presença, bancos sem ergonomia que convidam mais à sua partida do que a permanência no local, a quase ausência ou inexistência de sanitários públicos adequados, etc&#8230; Cada um destes elementos apresenta uma problemática própria conforme seu uso ou implantação. No entanto, em lugar de trabalharmos o design destes objetos como a solução ao seu desenho inadequado, buscamos costumeiramente apenas uma nova estética, mantendo sempre o módulo de desenho habitual.</p>
<p>Na mesma medida em que as cidades são desenhadas, ou alteradas, ignorando-se completamente a ergonomia e o conforto de seus cidadãos, o mobiliário urbano é projetado sem considerar atentamente a situação local, nem as características culturais de usos e necessidades provenientes do clima brasileiro e do modal de transporte público adotado.</p>
<p>Um dos exemplos mais evidentes deste fato são os projetos desenvolvidos e em uso para pontos de ônibus. A adoção de padrões, materiais e estilos provenientes de países que, alem de poderem arcar com uma manutenção mais onerosa, possuem clima temperado, e que não tem nos ônibus, seu principal modal de transporte público constitui a maior evidência desta contestação.</p>
<p>No Brasil, os ônibus não trafegam como suplementar aos demais transportes de massa e em muitas cidades chegam a ser os únicos transportes públicos disponíveis. Pontos de ônibus lotados demonstram claramente que suas estruturas dispostas já não mais funcionam como abrigo, servindo apenas como pontos de referência. Em locais de maior uso, a justaposição de diversas coberturas lado a lado, demonstra claramente a demanda por um desenho mais apropriado e modular. Sua ineficiência fica evidente em dias de chuva mais forte, onde beirais curtos, e espaçamentos irregulares impossibilitam o abrigo eficaz dos usuários que, mesmo sob os abrigos, tem que costumeiramente recorrer a guarda chuvas, seja para se protegerem da água que vem de cima, o daquela que respinga por baixo. Em dias de sol forte, as placas de cobertura em material transparente ou translúcido não criam o sombreamento necessário à proteção das radiações solares, mostrando-se completamente inadequados ao clima tropical.</p>
<p>Em resumo. A quase totalidade dos pontos de ônibus, foram desenvolvidos e são eficientes apenas para o abrigo de 4 ou 5 usuários (no máximo), em paises onde o ônibus é apenas um modal complementar de transporte, onde as chuvas são fracas e o sol ameno deve ser ao máximo aproveitado.</p>
<p>Ainda assim, ao observarmos os novos projetos profissionais e acadêmicos para este objeto, a grande maioria faz uso massivo de coberturas transparentes, evidenciando que os projetistas em nenhum momento são usuários destes mesmos equipamentos.</p>
<p>O que falta para o mobiliário urbano brasileiro não é “design”, mas um desenho adequado.</p>
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		<title>Porque utilizamos corel draw?</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/porque-utilizamos-corel-draw/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 17:41:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[adobe]]></category>
		<category><![CDATA[corel]]></category>
		<category><![CDATA[desenho]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[ilustrator]]></category>
		<category><![CDATA[indesign]]></category>
		<category><![CDATA[marcas]]></category>
		<category><![CDATA[software]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas últimas semanas a divulgação de uma vaga de estágio, aqui na Sebastiany, gerou um certo burburinho. Mais do que a vaga em si, um dos pré requisitos ganhou uma atenção especial: “Precisa saber Corel Draw” Claro que não precisou muito para o assunto aparecer em fóruns, twitts e blogs. Ora com certa surpresa, ora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas últimas semanas a divulgação de uma vaga de estágio, aqui na Sebastiany, gerou um certo burburinho. Mais do que a vaga em si, um dos pré requisitos ganhou uma atenção especial:</p>
<blockquote><p><strong><span style="color: #ff6600;">“Precisa saber Corel Draw”</span></strong></p></blockquote>
<p>Claro que não precisou muito para o assunto aparecer em fóruns, twitts e blogs. Ora com certa surpresa, ora com certo horror. Não é de se estranhar, afinal, o Corel não é exatamente um software muito “querido” entre designers. Justamente por ser um programa fácil de usar, tornou-se o segundo mais usado entre os tão mal falados “micreiros”. Claro que ninguém atira pedras no Photoshop por ser o primeiro, mas a verdade é que por ser um software mais generalista e menos especializado como as opções da adobe, o Corel certamente <strong>não</strong> <strong>é</strong> a melhor opção para um escritório de design gráfico.</p>
<p>Surpreso por concordarmos com isso?</p>
<p><span id="more-253"></span></p>
<p>Que bom, pois não vamos entrar aqui na discussão de qual software é melhor para criação, simplesmente pelo fato de que qualquer um que realmente veja no software uma solução para CRIAÇÃO, ao meu ver, é “micreiro”! Não importa se ele tem diploma, ou se usa o Photoshop, o Corel ou o Ilustrator. Software é apenas para finalização. Para a criação, a melhor plataforma ainda é o papel, seja para o projeto de uma marca, de um site, ou mesmo de um folder. Quem já aprendeu a usar o papel sabe do que estou falando.</p>
<p>Nosso objetivo aqui também não é discutir qual software possui melhor desempenho, pois isso é muito relativo. Melhor para o que? Melhor para quem? Nosso único objetivo com esse artigo é tirar as dúvidas das pessoas que nos perguntaram com grande surpresa o porquê desta escolha.</p>
<p>Então vamos lá:</p>
<p>A escolha que fizemos pelo Corel em nenhum momento é uma forma de rejeição ao suíte da adobe. Muito pelo contrário. Se você perguntar a qualquer designer aqui da Sebastiany qual, na opinião dele, qual é o melhor software para quem trabalha com design gráfico? A resposta provavelmente será o trio formado pelo Photoshop, Ilustrator, Indesign.</p>
<p>Para quem trabalha com impressos, livros, revistas, ilustração, embalagens e outras áreas do design gráfico, certamente o Suíte da Adobe é imbatível pela especialidade e foco que cada software oferece, somando também a sua facilidade de integração um com o outro. Para qualquer escritório de Design Gráfico, o suíte da Adobe é a melhor solução para finalização de projetos.</p>
<p>Mas a Sebastiany não é um escritório de design gráfico, e sim de design de marcas.</p>
<p>Há sinergia entre as áreas, claro. Porém, são coisas distintas.</p>
<p>Os produtos específicos do design de marcas são basicamente arquivos vetoriais, desenho de malhas construtivas, manuais de marca (geralmente distribuídos em PDF), Brandbooks (também em PDF) relatórios de arquitetura e posicionamento de marca (em PDF, claro).</p>
<p>É obvio que tudo isso pode ser gerado pelos programas da Adobe, mas existem facilidades que tornaram o Corel uma opção mais interessante para uso na Sebastiany. Os 10 principais motivos são:</p>
<ol>
<li>Tudo em um só programa. Talvez esse seja realmente o ponto fraco do Corel. Tentar resolver todos os problemas em uma só plataforma, torna-o generalista e ineficaz para uma série de tarefas. Mas para se fazer o projeto de um manual de marca que será distribuído apenas em PDF, é justamente mais fácil ter tudo em um só lugar. Para nós isso facilita o trabalho e principalmente, economiza um tempo.</li>
<li>O Corel permite um trabalho mais fácil em escala. O que ajuda muito em projetos de sinalização onde os arquivos das peças, painéis etc podem ser desenhados diretamente em escala 1:1. O que contribui também diretamente com o próximo ponto.</li>
<li>Arquivos do Corel são mais facilmente convertidos para os formatos utilizados por plotters de vinil, recortes eletrônicos de chapas metálicas para letras caixas e sinalização e bordadeiras automatizadas. Situações que para nos são mais freqüentes do que saídas para impressão offset.</li>
<li>Ainda complementando o anterior, o Corel tem uma compatibilidade maior com vários outros softwares e é mais facilmente importado por eles do que o Ilustrator. Permite também a exportação para um número maior de extensões de arquivos, muito útil em projetos de identidade.</li>
<li>A lógica de alinhamento dos objetos é mais inteligente no Corel, o que permite desenhos geométricos mais precisos e de forma mais fácil, o que ajuda em muito na etapa de finalização e aperfeiçoamento do desenho.</li>
<li>Um usuário básico de Corel consegue fazer malhas construtivas perfeitas, enquanto no ilustrator, não só é necessário um usuário mais avançado, como também mais tempo para faze-lo. Durante os 3 anos em que dei uma disciplina de Identidade visual para os alunos de design de marcas e design gráfico da Anhembi Morumbi pude ver isso claramente. Na sala de aula, metade eram computadores com o Corel e a outra metade com Ilustrator.  Os alunos que usavam o software da Adobe tinham muito mais dificuldade de fazer um desenho milimetricamente exato. Se não fosse o Corel, teria que ser o CAD.</li>
<li>Sim&#8230; o Corel dá mais paus que o Ilustrator. Cada vez menos, mas ainda ocorre. Mas é também um programa mais fácil de aprender, o que possibilita uma abrangência maior na hora de contratar um profissional. No final, usamos apenas o básico do programa que é suficiente para as nossas necessidades, por isso mesmo a comparação dos recursos mais avançados de ambos os programas, não nos interessam.</li>
<li>Não usamos efeitos&#8230; Esse talvez seja o mal do Corel, os “efeitinhos” e, com ele, os problemas que ele traz. Como não usamos, e não precisamos, não temos problemas. Todo os recursos que utilizamos já estvam presentes desde a versão 5.</li>
<li>Menor dependência de Hardware, o que diminui os custos do escritório. Mas se fossemos fazer um projeto gráfico, a mesa se inverteria, pois no caso de um livro, revista, ou impresso mais sofisticado, poder trabalhar com um InDesign leve, com as imagens e ilustrações simplesmente “linkadas” gera obviamente o mesmo efeito: uma menor dependência de hardware. No Corel um projeto desses ficaria pesado, lento e inviável.</li>
<li>A maioria dos fornecedores tem intimidade com o programa, o que limita menos as possibilidades de empresas que podem atender as necessidades dos nossos clientes. Há um lado complicado aqui, e só vou comentar se você prometer não contar a ninguém:</li>
</ol>
<blockquote><p>“Quando ainda era estudante, cheguei a ouvir de alguns profissionais que a maior vantagem de se usar um computador da Apple com um software da Adobe era justamente que o cliente não conseguia fazer nada por conta própria. Que não apenas ele ficava dependente do seu escritório para fazer tudo o que precisava, como também dos poucos fornecedores (gráficas principalmente) que tinham MACs e que mesmo melhores, eram mais caros. Com isso ele conseguia valores maiores de BV.” Bonito não?</p></blockquote>
<p>E por fim, um dos pontos finais, utilizamos o corel é por simples rotina e suporte. Começamos com o programa e parar todos os projetos e toda a operação de um escritório de 9 pessoas para trocar de programa, adquirir todas as novas licenças, apenas porque alguns acham que usar Corel “pega mau” e é a “geni” da vez, me parece uma grande bobagem. O que importa no final, é a qualidade do seu trabalho. Que, ou você tem, ou não você tem.</p>
<p>Se nos designers gastássemos a mesma dose de energia para criar, que desperdiçamos falando mal de programas, de fontes, de computadores, ou mais costumeiramente: falando mal um do outro, certamente o resultado seria outro.</p>
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