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	<title>Sebastiany Branding &#187; design</title>
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	<description>Blog da Sebastiany Branding, escritório especializado em estratégia e design de marcas</description>
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		<title>Carta à uma estudante</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 15:12:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste final de semana, recebi por e-mail uma denúncia sobre o portfólio de uma estudante do 3º ano de uma faculdade de design daqui de São Paulo, que continha em seu flickr um plágio de um projeto nosso. Chateado mas ao mesmo tempo preocupado com esse tipo de ocorrência cada vez mais freqüente, resolvi escrever [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #ff6600;">Neste final de semana, recebi por e-mail uma denúncia sobre o portfólio de uma estudante do 3º ano de uma faculdade de design daqui de São Paulo, que continha em seu flickr um plágio de um projeto nosso. Chateado mas ao mesmo tempo preocupado com esse tipo de ocorrência cada vez mais freqüente, resolvi escrever a ela.</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #ff6600;">Como achei que a questão pudesse também interessar a outros estudantes, e como a mensagem esclarece questões jurídicas e morais, decidi publicar a carta aqui, omitindo o nome da estudante, da cliente e da faculdade. Segue abaixo o e-mail.</span></strong></p>
<p><span id="more-652"></span></p>
<blockquote><p>Oi ________.</p>
<p>Como você ainda é estudante, vou lhe dar uma oportunidade única. Que agora talvez a deixe irritada mas que, quem sabe em alguns anos, você consiga entender sob outra perspectiva: a de alguém que quer lhe ajudar.</p>
<p>Parte dos estudos que você fez para sua cliente__________ , são claramente um plágio da marca da nossa cliente TUDO TORTAS. O anel externo que simula uma torta vista por cima é idêntico e não há como existir coincidências neste caso.  Sei que todo o restante foi mudado, que tudo mais na marca é diferente, mas essa parte foi copiada, o que perante a lei, dá no mesmo: é plágio.</p>
<p>Independente se a sua cliente está ou não usando a marca, o plágio, enquanto crime ( Lei N° 9610), está estabelecido, mesmo se tratando de um plágio parcial. Você colocou em seu flickr como um trabalho seu, algo que de fato não o é.</p>
<p>Tudo bem que ninguém vai para a cadeia no Brasil, principalmente por um plágio. No máximo faz algum serviço comunitário. Mas é importante conhecer os riscos. Pois se condenado: deixa de ser réu primário; fica fichado na polícia; fica impedido de exercer cargo público ou participar de concurso.  É algo para vida toda.</p>
<p>Não sei o quanto os seus professores ensinam sobre plágio na faculdade, mas mesmo a cópia parcial continua sendo vista pela justiça como um crime. Mais do que isso, é também muito mal vista pelos colegas de profissão, o que pode lhe prejudicar muito no futuro se isso viesse a tona. Afinal, o que temos de mais valioso é a nossa reputação.</p>
<p>A sorte é que, como a sua cliente não aprovou e não usou esse estudo com o plágio, ela mesma não será processada pela nossa cliente que detêm os direitos patrimoniais e o registro da marca no INPI. Mas se isso ocorresse, é provável que depois você mesma fosse processada pela sua cliente pelo ressarcimento de todo prejuízo que ela iria arcar, colocando em risco os bens seus e da sua família. Algo que certamente não vale a pena.</p>
<p>Sei que o plágio é muitas vezes tentador. Tenho que admitir que durante a minha faculdade eu mesmo fui tentado em um projeto, afinal, a solução que eu tanto procurava já estava ali, pronta! Mas tomei a decisão de não fazê-lo. Percebi que ficaria para sempre com medo da vergonha de alguém descobrir, e também que ao fazê-lo perderia a oportunidade de criar algo novo, original. Perderia também a oportunidade de aprender com as dificuldades do projeto.</p>
<p>O plágio é fácil. Resolve em minutos o sofrimento de inúmeras horas de criação e tentativas sucessivas frustradas de se encontrar a solução ideal, que muitas vezes, já está ali, pronta. Mas criação é isso mesmo: uma sucessão de fracassos e frustrações, até que então, com muito suor, chegamos à solução final.</p>
<p>Prefiro imaginar que você não fez por mal, mas por desconhecimento. Até mesmo porque você já favoritou projetos no nosso flickr, e pelo visto, acompanha o nosso trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Peço então que você reflita sobre o que escrevi com carinho, mas também que imediatamente retire os estudos do seu flickr.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>PERGUNTA ANÔNIMA NO FORMSPRING 4:</title>
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		<comments>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/pergunta-anonima-no-formspring-4/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 14:54:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[concurso]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[logo]]></category>
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		<description><![CDATA[Vocês acham válido os concursos de logo realizados por empresas ou até governos como o que ocorreu recentemente do Verão da República Dominicana pelo ministério de Turismo do país? &#160; Independente de sermos a favor ou contra, primeiro temos que destacar uma questão: Concursos de marcas promovidos por empresas são diferentes de concursos de marcas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><span style="color: #ff6600;"><a href="http://www.formspring.me/follow/stream" target="_blank"><strong><em>Vocês acham válido os concursos de logo realizados por empresas ou até governos como o que ocorreu recentemente do Verão da República Dominicana pelo ministério de Turismo do país?</em></strong></a></span></p>
<p class="formspringmeAnswer">&nbsp;</p>
</blockquote>
<p class="formspringmeAnswer">Independente de sermos a favor ou contra, primeiro temos que destacar uma questão: Concursos de marcas promovidos por empresas são diferentes de concursos de marcas promovidos pelo governo, onde o dinheiro é público e o processo pede-se que seja mais aberto e democrático (mas obviamente não menos problemático).</p>
<p>Quando tratamos de concursos promovidos por empresas, podemos perceber uma lógica PERVERSA e ao mesmo tempo BURRA.</p>
<p>PERVERSA, pois parte do pressuposto de que a empresa pode (sem custos) mobilizar uma quantidade grande de profissionais e propostas, remunerando apenas a que considerar (sem nenhum critério objetivo de avaliação) a &#8220;melhor&#8221; ideia. Obviamente o que impera aqui é o desejo egoísta de ganhar mais sem necessariamente pagar mais por isso. Pelo menos essa é a ideia.</p>
<p>BURRA, pois na verdade ela dificilmente obtém realmente mais por menos.</p>
<p>Eu explico:</p>
<p>1) Empresas sérias de design, e que possuem trabalhos de qualidade já não participam mais desse tipo de concurso. Ou seja, os melhores projetos e profissionais não compartilharão seus conhecimentos e resultados neste processo.</p>
<p>2) Empresas de design que fazem realmente bons projetos, provavelmente estarão ocupadas demais com a demanda dos seus clientes e não verão vantagem de participar de um concurso deste tipo. Afinal, vale mais a pena trabalhar para os contratos fechados do que se aventurar na incerteza.</p>
<p>3) Quando efetivamente participam destes concursos, dificilmente uma empresa de design alocará uma quantidade grande de recursos. Afinal, os riscos são grandes. Provavelmente colocará um ou dois estagiários no projeto e não dedicará o tempo necessário para se pesquisar o problema e chegar efetivamente a um resultado forte, diferenciador e duradouro. Não há portanto comprometimento com a qualidade.</p>
<p>Ou Seja, no final a empresa obtém uma relativa quantidade de trabalhos inferiores, por um valor em média 20% ou 30% maior do que o necessário para se contratar um bom profissional ou escritório. Vale lembrar que para atrair algum participante os valores pagos nos prêmios devem ser maiores que o praticado no mercado para compensar o risco. Caso contrário o concurso só atrairá profissionais desocupados, amadores ou iniciantes.</p>
<p>Outro problema é a lógica da avaliação, onde os trabalhos apresentados estarão mais comprometidos com a aprovação do cliente, do que efetivamente com suas necessidades estratégicas.</p>
<p>Não é a toa que muitas das agências, escritórios e estúdios que participam destes concursos não são efetivamente especializadas no design de identidade de marca, pois seu objetivo com a participação não é fazer um bom projeto, e sim captar o cliente para depois vender para ele outros projetos, seja de comunicação, design gráfico, web ou publicidade.</p>
<p>Há portanto um conflito de interesse.</p>
<p>Porém uma empresa pode sim desenvolver um concurso de forma correta, ética e eficaz. Basta para tanto:</p>
<p>1) Convidar apenas bons escritórios em um concurso fechado</p>
<p>2) Remunerar TODOS os escritórios e profissionais durante o processo para o desenvolvimento das pesquisas e estudos qualificados.</p>
<p>3) Definir critérios claros e objetivos para a seleção do vencedor.</p>
<p>4) Contratar e remunerar um corpo técnico qualificado para avaliar as propostas.</p>
<p>5) Premiar o vencedor com um valor maior do que o praticado no mercado.</p>
<p>O resultado deste concurso será objetivamente um envolvimento maior de escritórios profissionais, com uma avaliação técnica mais assertiva da escolha final, mas é claro, custos de 3 a 4 vezes maiores do que os necessários para se contratar um bom escritório profissional de marcas.</p>
<p>Então pergunto não sob o ponto de vista dos designers, mas do ponto de vista das empresas: Será que vale mesmo a pena?</p>
<p class="formspringmeFooter"><a href="http://www.formspring.me/Sebastiany?utm_medium=social&amp;utm_source=wordpress&amp;utm_campaign=shareanswer">Tudo o que você sempre quis saber sobre marcas, mas tinha vergonha de perguntar!</a></p>
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		<title>Design de cardápios (parte 3)</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/design-de-cardapios-parte-3/</link>
		<comments>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/design-de-cardapios-parte-3/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 11:16:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Publicados]]></category>
		<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[design gráfico]]></category>
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		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[diagramação]]></category>
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		<description><![CDATA[Design, identidade e imagem &#160; Em continuação ao tema das edições passadas, no qual já abordamos desde o uso correto de fotos em cardápios (parte 1), até as alternativas de materiais e acabamentos (parte 2), nesta edição, vamos falar das principais dúvidas sobre soluções de design e o impacto do cardápio na imagem do seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ff6600;"><em><strong>Design, identidade e imagem</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2011/04/il-barista1.jpg"><img class="size-large wp-image-616 aligncenter" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="il barista1" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2011/04/il-barista1-1024x674.jpg" alt="" width="455" height="300" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em continuação ao tema das edições passadas, no qual já abordamos desde o uso correto de fotos em cardápios (parte 1), até as alternativas de materiais e acabamentos (parte 2), nesta edição, vamos falar das principais dúvidas sobre soluções de design e o impacto do cardápio na imagem do seu restaurante, bar ou cafeteria.</p>
<p>Claro que a função principal de um cardápio é ajudar o seu cliente a escolher a refeição dentre as muitas opções do seu empreendimento. Nada que o leitor não saiba. O que talvez valha a pena alertar é que o seu cardápio comunica ao cliente muito mais que apenas as opções do menu. Mostra também a imagem do seu estabelecimento. Inevitavelmente, o cardápio será sempre parte da vivência do cliente pela marca e um dos primeiros pontos com que ele terá contato ao visitar o seu restaurante pela primeira vez. Portanto, entender o mesmo como parte do design da experiência do seu público é fundamental para otimizar os resultados.</p>
<p><span id="more-615"></span></p>
<p><strong>Dúvida 7: Qual o papel do visual do cardápio na percepção dos clientes?</strong></p>
<p>Um cardápio convidativo sempre desempenhará o papel de atratividade para o consumo, aumentando o seu tíquete médio. Porém, não se resume a isso. Tudo o que cerca o cliente diz de uma maneira indireta qual a postura do seu restaurante frente a ele, comunicando o estilo, tema ou posicionamento. É o que em Branding chamamos de Pontos de Contato, que englobam desde o nome do restaurante e o seu logotipo, até a arquitetura, fachada, atendimento, publicidade, produto, etc. Para formar uma imagem sólida e clara, todos os pontos de contato devem trabalhar de maneira sempre alinhada. O seu cardápio não escapa a essa regra e é um ponto de contato importante, justamente por preceder a refeição, influenciando a escolha e percepção do estabelecimento antes mesmo da primeira garfada.</p>
<p>A atenção aos detalhes e todos os pormenores que o cercam sinalizam para o cliente um cuidado e capricho (ou a falta desses). Lembre sempre que o cliente não sabe o quanto profissional (ou amadora) é a sua gestão. Ele não sabe como é a sua operação de cozinha, os cuidados no preparo ou a higienização dos alimentos. Portanto, tudo o que fizer, que possa causar uma boa impressão, gerará uma percepção positiva e aumentará as chances de retorno e fidelização.</p>
<p>O uso de materiais e acabamentos atraentes, somados a um visual alinhado à identidade da sua marca, pode sugerir uma percepção de maturidade e profissionalismo, mas não se resume a essa questão apenas, pois um cardápio também pode entreter.</p>
<p><strong>Dúvida 8: Como o cardápio pode entreter o meu cliente?</strong></p>
<p>Não entendam como uma regra, ou uma dica que se adapte a todos os estabelecimentos. Não é esse o caso. Mas para aqueles bares, restaurantes ou cafeterias em que a proposta não é a de um atendimento apenas rápido e um produto funcional, dar mais vida à experiência pode ser interessante, e o cardápio um aliado.</p>
<p>Em minha experiência como cliente, já vi vários bons exemplos de cardápios que, além de mostrar o produto, contavam histórias. Em alguns casos sobre o estabelecimento, seu fundador, ou mesmo sobre o bairro ou edifício onde o restaurante estava instalado, muitas vezes, acompanhados de fotos antigas que realçavam um sentimento de nostalgia. Mas não se resume somente a essas ideias. No caso de cafeterias, a história do café está repleta de mitos e “causos” que são particularmente interessantes. Os próprios produtos e receitas de pratos e drinques, inúmeras vezes, têm histórias curiosas a serem compartilhadas.</p>
<p>Cuidado apenas para não ser piegas ou se utilizar de algo que não esteja alinhado ao seu posicionamento e nunca se esqueça, seja no conteúdo ou na diagramação, de que a função primária do cardápio não é entreter, e sim ajudar o seu cliente na escolha do prato. Portanto, não sacrifique essa função.</p>
<p><strong>Dúvida 9: Como a diagramação pode ajudar o cliente?</strong></p>
<p>O cliente não deve nunca ficar perdido dentro do cardápio. A organização das seções (carnes, massas, sobremesas, bebidas, etc.) com títulos evidentes e destacados pode facilitar o processo de escolha.</p>
<p>Estabeleça, por meio de cores, fontes de tipos ou tamanhos diferentes, ou outros recursos visuais, uma hierarquia clara entre:</p>
<p style="padding-left: 30px;">1 – Título da seção: entradas, pratos, petiscos, sobremesas, bebidas, etc.</p>
<p style="padding-left: 30px;">2 – Subtítulo (se for o caso): massas, aves, carnes / sucos, cervejas, drinques.</p>
<p style="padding-left: 30px;">3 – Nome do prato.</p>
<p style="padding-left: 30px;">4 – Descritivo do prato.</p>
<p style="padding-left: 30px;">5 – Preço: que também pode estar antes do descritivo, se necessário.</p>
<p>Com uma hierarquia clara, o seu cliente não fica perdido e facilita a sua procura e escolha. Nesse ponto, o estilo e tamanho das fontes são fundamentais para organização do cardápio.</p>
<p><strong>Dúvida 10: Qual o tipo de letra ideal para o meu cardápio?</strong></p>
<p>São muitos os fatores que temos de considerar nesse caso. Para os títulos e subtítulos das seções, talvez o critério maior de seleção seja a personalidade e a identidade do seu restaurante. Como são palavras curtas e conhecidas (pratos, aves, carnes, sobremesas, etc.) uma fonte mais “estilosa”, mesmo que rebuscada, pode ser facilmente utilizada. A procura por fontes tipográficas diferenciadas e com mais personalidade é muito mais fácil, hoje, com sites especializados em vendas de fontes. Só não abuse da criatividade.</p>
<p>Já para os textos dos pratos e, em especial para o descritivo do produto, a legibilidade passa a ser prioritária. Isso não significa que o estilo da marca não possa ser considerado na escolha da fonte, e sim que o uso de letras demasiadamente rebuscadas ou ornamentadas prejudicará a capacidade de leitura, principalmente nos pequenos formatos.</p>
<p>Embora já tenha visto diferentes autores proclamando que a fonte deve ter no mínimo corpo 10, ou 12, a verdade é que isso pode variar muito e facilidade de leitura não depende apenas do tamanho, mas principalmente do desenho das letras, suas hastes, espessuras e também do tamanho das minúsculas, que podem variar muito mesmo entre diferentes fontes no corpo 12. Na dúvida, faça sempre testes de impressão. Ver o cardápio impresso em tamanho real será sempre a melhor forma de avaliar os resultados e tamanhos das fontes.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Dicas sobre fontes</strong></p>
<ol>
<li>Mesmo que os títulos das seções ou dos pratos estejam em alguns casos todos em maiúsculas, evite essa solução para o descritivo, pois torna a leitura lenta, cansativa e difícil.</li>
<li>Lembre-se de olhar o manual de identidade visual da sua marca e seguir as recomendações estabelecidas nele.</li>
<li>Em alguns restaurantes, a iluminação é tênue ou suave. Nesses casos, procure estar atento ao contraste das cores e tamanho das letras utilizadas para que não prejudique a leitura.</li>
<li>Evite explicar os pratos que são conhecidos ou óbvios para o cliente, o que economiza tempo dele, e espaço no seu cardápio.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Publicado originalmente na revista Gourmet e Food Service, com o título “cardápios e seus dilemas” em Agosto de 2010</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Design de cardápios (parte 2)</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/design-de-cardapios-parte-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 21:06:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; No artigo da edição passada (DESIGN DE CARDÁPIOS PARTE 1) , escrevi so­bre o uso correto e incorreto de fotos em cardápios, mas, infelizmente, não tive a oportunidade de relatar um caso ocorrido comi­go e alguns amigos em um restaurante do bairro Higienópolis, em São Paulo. No cardápio, exata­mente a situação que descrevi como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2011/04/Guaka1.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-612" title="Guaka" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2011/04/Guaka1-1024x991.jpg" alt="cardápio guaka" width="442" height="429" /></a></p>
<p>No artigo da edição passada (<a title="design de cardápios parte 1" href="http://www.sebastiany.blog.br/index.php/design-de-cardapios/" target="_blank">DESIGN DE CARDÁPIOS PARTE 1</a>) , escrevi so­bre o uso correto e incorreto de fotos em cardápios, mas, infelizmente, não tive a oportunidade de relatar um caso ocorrido comi­go e alguns amigos em um restaurante do bairro Higienópolis, em São Paulo. No cardápio, exata­mente a situação que descrevi como correta no número anterior: poucas fotos, bem produzidas e atraentes. Uma delas logo me chamou a atenção, entretanto, o que parecia ser uma peça de filé ao molho, ou de mostarda ou de pimenta verde, não estava perfeitamente retratada. Ainda assim, como as “duas” opções me atraíram, virei para o atendente e perguntei qual era aquele prato. Para a minha surpresa, respondeu: “Essa foto está no cardápio só de enfeite”. Depois de ter meu desejo frustrado, obviamente nenhum outro pedido seria tão saboroso quanto aquele da foto.</p>
<p>Nesta edição, vamos continuar com o tema de cardápios, falando um pouco sobre as dúvidas principais a respeito de materiais, opções de im­pressão e, principalmente, durabilidade.</p>
<p><span id="more-606"></span></p>
<p><strong>Dúvida 4: </strong><strong>Como evitar que o cardápio se es­trague com o manuseio do cliente?</strong></p>
<p>Vou responder com outra per­gunta: temos mesmo de evitar que ele se estrague? Todos os cardá­pios se desgastam com o tempo. Independente do material de que forem feitos, sempre haverá um limite para sua utilização e quan­to mais duradouro for o material, mais caro sairá para o proprietário.</p>
<p>Algumas soluções comuns po­dem parecer práticas, mas todas trazem peculiaridades. Um exem­plo disso é o uso das tradicionais pastas de couro com envelopes plásticos para as folhas de papel. Embora o couro seja um material mais durável, também demanda mais manutenção, o que dificil­mente é feito nos estabelecimen­tos. O resultado é que, em pouco tempo, ficam com uma aparência suja e desbotada, enquanto os plásticos internos ficam arranha­dos e amarelados. No final, o car­dápio pode até estar inteiro, mas a imagem do seu restaurante, não.</p>
<p>A pergunta fundamental é: quan­to irá custar o cardápio e quanto tempo o mesmo deve durar?</p>
<p><strong> </strong>Se observarmos os custos de pro­dução, perceberemos que quanto maior a quantidade impressa, menor será o valor unitário. Quanto melhor o acabamento, mais caro e durável será o produto final. Em alguns casos, o mais econômico será fazer uma gran­de quantidade de cardápios descar­táveis, sem acabamentos especiais ou laminações, porém com grande economia no custo unitário. Eles rapi­damente se estragarão, mas podem ser diariamente substituídos por peças novas. Em outros, investir em durabili­dade com uma capa ou acabamento protetor pode ser a melhor opção, mas igualmente é preciso estar atento ao momento da troca, afinal, um cardá­pio, mesmo que ainda no início de sua deterioração, pode fazer com que o cliente veja o seu restaurante de uma maneira não muito atraente. Cardápio (durável ou descartável) deve estar sempre em excelentes condições de uso e com a aparência de novo.</p>
<p><strong>Dúvida 5: </strong><strong>Como planejar a durabilidade do cardápio?</strong></p>
<p><strong> </strong>De nada adiantará produzir um cardápio que dure um ano se, a cada seis meses, os preços ou produtos serão alterados. A frequ­ência das mudanças de valores e produtos tem de ser observada.</p>
<p>Nos últimos dois anos, períodos de inflação e deflação nos preços dos alimentos exerceram uma pres­são por alterações e ajustes dos valores cobrados nos restauran­tes. Independente disso, alguns estabeleci­mentos têm o há­bito de continua­mente alterar suas opções. Portanto, é importante sele­cionar a escolha de materiais, custos e durabilidade de forma correta. Alte­rações de conte­údo também são comuns em novos estabelecimentos. Nesses casos, um cardápio econômico e que resista apenas algu­mas semanas pode ser a melhor opção até que todos os ajustes sejam acertados.</p>
<p><strong>Dúvida 6: </strong><strong>Quais são as opções para proteção, cuidados e tempo de vida útil?</strong></p>
<p><strong> </strong><br />
O primeiro fator que influencia a durabilida­de é o ambiente do seu estabelecimento, e os inimigos nes­se ambiente são: superfícies sujas, que podem arranhar os cardápios; gordura, que pode manchá-los; e, principalmente, umidade. No caso de bares, onde a mesa não possui toalhas e os copos gelados molham mesmo que levemente a mesa, a durabilidade inevitavelmente será menor. Estimar precisamente a vida útil de cada opção é muito arriscado. No final, até mesmo o cuidado dos seus aten­dentes influenciará nesse tempo.</p>
<p>Mas pensando somente nas soluções mais convencionais, as tradicionais pastas de couro po­dem chegar a durar dois anos se bem cuidadas. Existem variedades de encadernações de couro mais sofisticadas para aqueles que de­sejam sair do lugar comum. Mas evite o uso do envelope plástico in­terno. Embora até proteja o papel, sua aparência rapidamente fica opaca e arranhada. No lugar disso, prefira reimprimir e substituir as folhas de papel internas todas as vezes que se estragarem. O custo para isso é pequeno.</p>
<p>Vemos a plastificação rígida também como uma escolha fre­quente, fácil de encontrar e eco­nômica. Muito funcional para cardápios feitos de uma única lâmina, usualmente utilizados em operações de fast-food e praças de alimentação. Pode até receber uma espiral para adição de mais páginas e não limitar tanto o con­teúdo, mas, sinceramente, acre­dito que, para cardápios maiores, existem outras opções. Costumam durar entre dois e quatro meses e é uma escolha econômica para poucas quantidades, porém ina­dequada para ambientes mais formais ou sofisticados. Se por um lado esse é um material re­sistente à umidade e gordura, por outro, demanda cuidado na limpe­za por ficar facilmente arranhado. Já cansei de ver cardápios desse tipo sendo utilizados além do limi­te e ficam vergonhosos.</p>
<p>Mas se a sua opção são a du­rabilidade e a possibilidade de trabalhar imagens e artes gráficas na capa e no interior, a laminação é sem dúvida a melhor alternati­va. Embora exista uma opção de laminação brilhante, a fosca é a que melhor resiste a arranhões e é muito agradável ao toque.</p>
<p>O mais comum nos cardápios laminados é que sejam impres­sos em uma folha única de tama­nho grande com duas ou três do­bras, um folder. Sua durabilidade pode variar entre dois e seis me­ses e a aparência de qualidade é muito superior à plastificada. Um ponto, no entanto, deixa a dese­jar. Apesar da proteção plástica da laminação, como as bordas das páginas não possuem resis­tência, ainda estarão sujeitas à umidade. Nesse caso, o uso de dobras para dentro do cardápio diminui o contato das bordas com a superfície da mesa, aumentan­do a durabilidade. Além do for­mato folder, o de pasta também pode ser aplicado. Uma escolha interessante quando o objetivo é fazer alterações mais frequentes no conteúdo interno.</p>
<p>Essas são as opções mais co­muns. Existem também muitas ou­tras possibilidades de preço, qua­lidade e acabamento no mercado. Desde o uso de fibras naturais, papéis artesanais, capas de ma­deira, metal ou plástico, vernizes, aplicação de silicone para proteger o papel e mesmo papéis à prova d’água. Continuamos com este tema na próxima edição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Publicado originalmente na revista Gourmet e Food Service, com o título “cardápios e seus dilemas, parte 2” em  junho de 2010</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Branding não é design de Marcas</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 01:21:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[marcas]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta semana respondemos a seguinte pergunta do Formspring, feita pelo Cecílio Júnior Qual a diferença entre Branding e PIV (Projeto de Idenditade VIsual)? O Branding engloba mais teoria e estratégia e o PIV mais a parte prática visual? &#160; Vamos primeiro separar os conceitos. &#160; Um projeto de PIV é um projeto de construção da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p class="formspringmeAnswer">Nesta semana respondemos a seguinte pergunta do Formspring, feita pelo <a title="@ceciliow" href="http://twitter.com/ceciliow" target="_blank">Cecílio Júnior </a></p>
<p class="formspringmeAnswer"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Qual a diferença entre Branding e PIV (Projeto de Idenditade VIsual)? O Branding engloba mais teoria e estratégia e o PIV mais a parte prática visual?</em></strong></span></p>
</blockquote>
<p class="formspringmeAnswer">&nbsp;</p>
<p class="formspringmeAnswer">Vamos primeiro separar os conceitos.</p>
<p class="formspringmeAnswer">&nbsp;</p>
<p>Um projeto de PIV é um projeto de construção da IDENTIDADE VISUAL DE MARCA, ou seja, sobre como uma marca visualmente se comunica. Vale lembrar que o PIV não é a única manifestação VISUAL da identidade da marca e que a mesma também se comunica VERBALMENTE.</p>
<p>Um projeto de PIV envolve geralmente elementos como cores, tipografia, padrões visuais e efetivamente uma marca gráfica (símbolo e/ou logotipo)</p>
<p>Um projeto de Branding é um projeto de gestão e construção da IMAGEM da marca, ou seja, da construção de VALOR e REPUTAÇÃO centradas no</p>
<p>BRAND EQUITY (valor financeiro da marca)</p>
<p>SHARE OF MIND (presença no mapa mental de marca do público)</p>
<p>BRAND AWARENESS (conhecimento da marca)</p>
<p>Porém um projeto de Branding pode também envolver o entendimento ou desenvolvimento da IDENTIDADE DA MARCA, mas não estou falando aqui da identidade visual, e sim da definição do DNA de marca, seu propósito, posicionamento e plataforma.</p>
<p>Portanto BRANDING (em um primeiro momento) não tem nada a ver com o desenvolvimento de um projeto de IDENTIDADE VISUAL&#8230; porém 2 pontos levam muitas pessoas a misturarem um com o outro.</p>
<p>O primeiro é que muitos dos primeiros conceitos e escritórios de BRANDING surgiram de escritórios especializados em IDENTIDADE VISUAL CORPORATIVA que adentraram questões estratégicas, em um primeiro momento não pela gestão, mas pela definição da IDENTIDADE DE MARCA.</p>
<p>Pela natureza destes escritórios como FUTUREBRAND, LANDOR, WOLF OLINS etc era natural que o projeto de PIV fosse desenvolvido para seguir a identidade da marca, o que nos leva ao segundo motivo desta confusão comum entre PIV e BRANDING:</p>
<p>A imagem da marca é formada através do contato que o público tem com a mesma, seja através do atendimento, publicidade, pontos de venda, produto, boca a boca etc&#8230;. e também é claro da identidade visual. Porém esta está presente em quase todos os demais pontos de contato, e portanto toma um papel importante no trabalho de materializar a personalidade e valores da identidade de marca.</p>
<p>O resultado é que muitos projetos de BRANDING hoje acompanham projetos de PIV, causando a confusão atual quando são apresentados.</p>
<p>Já tivemos vários clientes que chegaram ao escritório pedindo por projetos de BRANDING quando na verdade queriam um projeto de identidade visual.</p>
<p>Infelizmente o problema é agravado quando vemos hoje muitos colegas designers usando o tema BRANDING para se referir a projetos de logo&#8230;  O que é uma pena, pois isso não somente mostra despreparo e banaliza o mercado de branding, como também é a repetição de um comportamento aventureiro (de se fazer o que não se domina e de forma despreparada) que os designers sempre criticaram nos outros, em especial nos &#8220;micreiros&#8221;.</p>
<p>Não há nada de errado em um designer entrar no mercado de branding&#8230; mas o que você diria para um micreiro que quer ser designer? Provavelmente diria: &#8220;faça uma faculdade ou pós graduação, apenas ler um ou dois livros não vai resolver&#8221;</p>
<p>Eu digo o mesmo&#8230; faça uma das muitas pós graduações que existem hoje disponíveis e se torne um profissional de verdade.</p>
<p>Por favor, não seja um &#8220;micreiro do branding&#8221;</p>
<p class="formspringmeFooter"><a href="http://www.formspring.me/Sebastiany?utm_medium=social&amp;utm_source=wordpress&amp;utm_campaign=shareanswer">Tudo o que você sempre quis saber sobre marcas, mas tinha vergonha de perguntar!</a></p>
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		<title>Entrevista &#124; Guilherme Sebastiany</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/entrevista-guilherme-sebastiany/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Dec 2010 15:44:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sebastiany Branding</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[empresa]]></category>
		<category><![CDATA[escritório]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; Finalizando nossa série de entrevistas com a equipe do escritório, hoje é o Guilherme quem tece seus comentários sobre profissionais de outras áreas atuando no design, o papel das marcas e como se deu seu interesse por branding, entre outras questões. Sua graduação é em arquitetura. Qual a sua opinião sobre pessoas de outras formações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-583" title="Guilherme-Sebastiany" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/12/Guilherme-Sebastiany.jpg" alt="" width="460" height="266" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Finalizando nossa série de entrevistas com a equipe do escritório, hoje é o Guilherme quem tece seus comentários sobre profissionais de outras áreas atuando no design, o papel das marcas e como se deu seu interesse por branding, entre outras questões.</p>
<p><strong>Sua graduação é em arquitetura. Qual a sua opinião sobre pessoas de outras formações atuarem na área de Design? </strong></p>
<p><strong> </strong><br />
Pode parecer estranho vindo de alguém que se formou em arquitetura: mas acho ruim.</p>
<p>Mesmo tendo cursado a grade antiga da FAU-USP, quando o curso de desenho industrial era integrado ao de arquitetura (e não separado como é hoje); mesmo tendo tido uma ótima base em design gráfico, história do design, e projetos de identidade visual e mobiliário urbano; mesmo tendo aula com professores que são até hoje alguns dos melhores profissionais e acadêmicos do design do país; ainda assim quando me formei não me sentia totalmente preparado. Ainda faltavam algumas disciplinas que precisei buscar por conta própria.</p>
<p>Se mesmo com toda a base que a FAU me deu, ainda não estava preparado, acredito que outro profissional de arquitetura que simplesmente do dia para a noite, levianamente, decide atuar no design, provavelmente também não está.</p>
<p>Por outro lado, também dificilmente estará preparado para atuar especificamente com design gráfico um profissional formado em design de produto, ou webdesign. Dentro dos cursos que tem ambas as graduações (produto e gráfico), onde o aluno escolhe na metade do curso qual caminho seguir, é comum a ideia equivocada de que “optar por produto é melhor”, porque depois se ele quiser fazer também design gráfico o caminho é mais fácil do que o oposto. E isso é um grande engano. Não é a toa que em grande parte a produção em design gráfico dos profissionais formados em cursos de Webdesign ou design de produto<span id="more-582"></span> não é muito melhor do que aquelas dos profissionais de arquitetura, marketing ou publicidade que também migraram para design gráfico.</p>
<p><strong>Mas a questão é: um profissional pode mudar de área? </strong><br />
Claro que pode! Não devemos mais nos prender superficialmente a titulações que não correspondem aos nossos anseios pessoais e profissionais. Ninguém pode se tornar refém de seu próprio diploma. Mas é importante que este mesmo profissional, ao decidir migrar de área, tenha humildade suficiente para identificar o que ele sabe e o que falta aprender. É preciso buscar uma complementação em livros, cursos e principalmente pós graduações. A migração não só é possível, mas endossada pelas universidades a medida que grande parte dos cursos lato sensu de pós graduação em design tem sua grade de disciplinas claramente voltada para especialização de alunos que se formaram em outras carreiras.</p>
<p>No meu caso em particular, passado 9 anos desde que me formei, até hoje me considero um designer gráfico mediano. Tenho uma equipe muito mais talentosa do que eu para projetos de impressos. Por isso mesmo prefiro tomar parte apenas projetos de identidade visual, para qual a base dada pela FAU foi muito boa, e projetos de estratégia de marca e branding, cuja base obtive no meu MBA. Deixo o design gráfico para pessoas muito mais competentes do que eu.</p>
<p>Acredito que a migração é possível, mas sempre deve ser feita de forma profissional. Por isso mesmo me entristece igualmente tanto quando vejo um colega arquiteto se arriscando imprudentemente pelo design, quanto quando vejo um colega designer se aventurando levianamente pelo Branding, coisa que aliás, é cada vez mais frequente. Sei que será extremamente impopular o que vou dizer agora: mas muitos dos designers estão para o branding como os micreiros estão para o design. De forma resumida, pessoas que se aventuram por uma área que “está na moda” sem estarem verdadeiramente preparadas para fazê-lo.</p>
<p>Para os colegas designers a questão é: a migração para o Branding é possível? Claro que sim! Mas antes de ocorrer no âmbito da atuação profissional deve primeiramente ocorrer no âmbito acadêmico. Ou seja, com muito estudo, leitura e de preferência uma boa pós graduação que forneça a base inicial. Bons cursos de pós graduação e MBAs em Branding não faltam.</p>
<p><strong>Quando você ainda cursava arquitetura, já pensava em mudar de área? Como isso aconteceu? </strong><br />
Minha descoberta pelo design, e posteriormente pelo Branding foi gradual. Ainda na faculdade, embora adorasse projeto arquitetônico percebi que não me realizaria totalmente nesta área. Foquei então em projetos de paisagismo de praças e parques, e durante 3 anos fiz minha iniciação científica junto do projeto <a href="http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/" target="_blank">Quapá</a> (do professor Silvio Macedo) que era composto por um grupo de mais de 15 pesquisadores, entre graduandos, mestrandos e doutorandos.</p>
<p>Conforme os resultados dos projetos foram sendo publicados, me envolvi com os projetos de exposições e publicações dos livros. Este período coincidiu com a fase mais forte das disciplinas de identidade visual do 3 e 4 ano da faculdade, e a área foi me encantando, e fui migrando novamente meu foco.</p>
<p>Quando estava perto de me formar ainda tinha aquela cultura bauhausiana da FAU-USP muito forte dentro de mim. A ideia de que poderia projetar tudo: do uniforme ao logo da empresa; do edifício onde está instalado ao mobiliário em seu interior; do paisagismo a sinalização, e etc. Mas a verdade é que meu senso crítico me mostrava que eu não conseguiria fazer nenhuma daquelas coisas no máximo da sua qualidade se insistisse em fazer todas. Percebi também que embora adorasse arquitetura, paisagismo, design de produto, gráfico e mobiliário, nenhuma destas áreas me completava tanto quanto o projeto de sistemas de identidade visual, e que tentar ser bom em tudo nunca seria possível.</p>
<p>Mas me perguntei: Eu posso ser só um designer de marcas? A resposta positiva veio quando descobri o MBA em BRANDING, e percebi que poderia unir ao projeto de identidades visuais as áreas de estratégia, posicionamento e um sistema de identidade de marca muito mais amplo. Me encantei e me encontrei.</p>
<p>Até hoje valorizo e uso MUITO tudo do que tive no curso da FAU-USP. Um curso de 5 anos, de período integral, onde podemos ter contato com pessoas e disciplinas diferentes. O curso da FAU me ajudou a aprender a estudar, aprender a pensar, e aprender a projetar. Depois coube a mim apenas descobrir o que eu queria projetar.</p>
<p><strong>Qual sua opinião sobre o papel das marcas atualmente? Você acredita que esta relação poderá mudar no futuro? </strong><br />
O papel das marcas hoje, bem como no passado, são resultado de um contexto político, cultural e mercadológico. Seja no começo da idade do Cobre, onde o gado era marcado para identificar seu proprietário, seja na idade média nas corporações de ofício que identificavam com marcas o controle dos seus produtos, as funções das marcas sempre foram um reflexo deste contexto.</p>
<p>Hoje o papel das marcas está diretamente vinculado à necessidade de construção da percepção de diferenciais em mercados cada vez mais complexos e comoditizado. Olhando para o passado e para as mudanças de função pela qual as marcas passaram nos últimos 200 anos, é um tanto óbvio perceber que essas relações estiveram em constante evolução. Para onde vão nos próximos 50 anos é difícil ainda dizer. Vale mais a pena esperar e observar que tentar fazer previsões equivocadas.</p>
<p><strong>Por que algumas marcas não cumprem ou tem dificuldade de cumprir a sua proposta/promessa? </strong><br />
Uma empresa, produto ou serviço nunca poderá manter uma promessa maior do que ela é capaz de entregar. Seja tangível, ou intangível, a viabilidade de uma marca só existe com base no que ela realmente é capaz de ser, de fazer, e de acreditar.</p>
<p>É preciso que cada vez mais as marcas entendam melhor quem elas realmente são. Reconheçam suas fraquezas e identifiquem suas verdadeiras forças. Toda empresa que está por trás de uma marca tem sua cultura, sua personalidade. Da mesma forma que ocorre conosco, não podemos “mudar de personalidade” mas podemos assumir o que temos de melhor.</p>
<p>Não pense tanto em marcas, imagine uma pessoa, por exemplo, extremamente racional, técnica e rígida. Provavelmente não é a pessoa mais simpática do mundo para te acompanhar em uma viagem nem a ideal para de ajudar a desabafar um problema. Mas provavelmente é o amigo ideal para te ajudar a resolver um problema financeiro, ou pelo menos alguém cuja opinião técnica você deva respeitar.</p>
<p>Com as marcas ocorre o mesmo. Uma empresa mais humana, próxima, amigavel, provavelmente não será a mais eficiente. Uma empresa com cultura tradicional, dificilmente conseguirá entregar uma promessa de jovialidade ou inovação. Mas isso não significa que elas não possam contribuir, ajudar ou entregar produtos e serviços com aquilo que ela verdadeiramente tem de melhor.</p>
<p>Basta saber quem você é, e reconhecer as suas limitações.</p>
<p><strong>Como seria para você um mundo sem marcas?</strong><br />
Seria um mundo onde eu estaria desempregado.</p>
<p><strong>Você dá aulas, ministra palestras, dirige um escritório, escreve artigos&#8230;o que, profissionalmente, ainda não explorou mas tem interesse?</strong><br />
Acho que ainda não explorei todas essas áreas tão bem quanto gostaria, mas tenho ainda muito tempo para fazê-lo e descobrir a resposta para sua pergunta. Realmente o que sei que ainda não fiz profissionalmente, e que espero fazer em breve, é escrever alguns livros. De resto os meus demais anseios, e mundos a explorar, estão mais na esfera pessoal, que negligenciei durante muito tempo, do que na esfera profissional.</p>
<p>Uma coisa que só agora mais recentemente eu aprendi, é que nem o reconhecimento dos colegas, nem nenhum projeto de peso, nenhum cliente de porte grande ou internacional, nem nenhuma premiação, fazem de você uma pessoa melhor. No máximo eles sinalizam que você faz bem o seu trabalho. Mas isso diz apenas respeito ao que você faz, e não a quem você é.</p>
<p>Cada vez mais acho que o sucesso profissional, embora seja uma coisa boa, é uma muleta que muitos usam para se permitirem permanecer medíocres.</p>
<p><strong>Uma boa marca não precisa necessariamente ser criativa. Você concorda com essa frase? Por quê? </strong><br />
É preciso entender que criatividade é uma ferramenta e não um final em si. Ter a criatividade expressa em um desenho como objetivo de uma marca apenas atende as vaidades de quem cria e de quem aprova o projeto. O principal objetivo de uma marca é comunicar ou o produto, ou posicionamento, ou o diferencial, ou os valores, ou o público a quem um produto, empresa ou serviço se destina. Criatividade apenas pela criatividade é apenas vaidade e tem pouca aplicação prática.</p>
<p><strong>Quais outros escritórios você admira?</strong><br />
Eu acho que admiro principalmente dois tipos de escritório: Aqueles cujo trabalho e a forma de pensar são muito parecidas com a que temos na Sebastiany (<a href="http://www.landor.com/" target="_blank">Landor</a>, <a href="http://www.wolffolins.com/" target="_blank">Wolff Olins</a>, <a href="http://www.wowbranding.com/" target="_blank">WOW Branding</a>, <a href="http://www.futurebrand.com/" target="_blank">FutureBrand</a>, <a href="http://www.interbrand.com/" target="_blank">Interbrand</a>); e aqueles que possuem abordagens completamente diferentes das nossas (<a href="http://www.colletivo.com.br/" target="_blank">Colletivo</a>, <a href="http://www.estudiomopa.com" target="_blank">Mopa</a>, <a href="http://www.nitrocorpz.com/" target="_blank">Nitrocorpz</a> e <a href="http://www.pentagram.com/" target="_blank">Pentagram</a>). Aceitar e valorizar o trabalho de pessoas que pensam diferente de você é tão importante quanto defender as próprias ideias e visões. Tudo o que não desejo para o nosso mercado é unanimidade.</p>
<p><strong>O que faz da Sebastiany uma equipe?</strong><em> (pergunta do <a href="http://www.flickr.com/photos/54628918@N03/" target="_blank">SASHQUARE</a>)</em><br />
O que faz da Sebastiany uma equipe é a forma como compartilhamos nossos projetos. Dentro da equipe em nenhum momento há por parte de ninguém o desejo de fazer prevalecer a sua ideia ou o seu traço, e sim uma preocupação de todos em colaborar com um resultado final melhor para o nosso cliente e para o cliente dele.</p>
<p>Antes do Guilherme, a<a href="http://www.sebastiany.blog.br/index.php/entrevista-luciana-rosa/" target="_blank"> Luciana </a>foi nossa entrevistada. Saiba mais sobre nossa série de entrevistas <a href="http://www.flickr.com/photos/sebastiany/5042161340/" target="_blank">neste link</a>. Para ler todas, acesse o link: <a href="http://www.sebastiany.blog.br/?cat=121" target="_blank">http://www.sebastiany.blog.br/?cat=121</a></p>
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		<title>Papo da Vez, no DESIGN INFORMA</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/papo-da-vez-no-design-informa/</link>
		<comments>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/papo-da-vez-no-design-informa/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 16:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[design informa]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[guilherme sebastiany]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista com Guilherme Sebastiany publicada no site Design Informa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_399" class="wp-caption alignnone" style="width: 455px"><a href="http://designinforma.blogspot.com/2010/09/papo-da-vez-guilherme-sebastiany.html" target="_blank"><br />
<img class="size-full wp-image-399    " title="designinforma" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/09/designinforma.jpg" alt="" width="445" height="347" /></a><p class="wp-caption-text">Entrevista com Guilherme Sebastiany publicada no site Design Informa.</p></div>
<p>Confira no link abaixo a entrevista com Guilherme Sebastiany no site Design Informa:</p>
<p><a href="http://designinforma.blogspot.com/2010/09/papo-da-vez-guilherme-sebastiany.html">http://designinforma.blogspot.com/2010/09/papo-da-vez-guilherme-sebastiany.html</a></p>
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		<title>Existe Mesmo Liberdade Criativa?</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/existe_liberdade_criativa/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 15:24:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design de marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
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		<category><![CDATA[computer arts]]></category>
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		<description><![CDATA[Entre nós designers, é comum encontrarmos aqueles que adoram citar regras de criação. Principalmente quando o assunto é o desenho de um símbolo ou logotipo para uma marca. Mas curiosamente os mesmos designers que vejo ditando regras ou normas são muitas vezes os primeiros a reclamar da tal “falta de liberdade criativa” usualmente por &#8220;culpa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="computer arts" src="http://farm5.static.flickr.com/4087/4834665210_fec2ca3920_b.jpg" alt="" width="455" height="630" /></p>
<p>Entre nós designers, é comum encontrarmos aqueles que adoram citar regras de criação. Principalmente quando o assunto é o desenho de um símbolo ou logotipo para uma marca. Mas curiosamente os mesmos designers que vejo ditando regras ou normas são muitas vezes os primeiros a reclamar da tal “falta de liberdade criativa” usualmente por &#8220;culpa do cliente&#8221;&#8230; Segundo eles.</p>
<p>É estranho e incoerente esta posição de quem impõem regras aos outros, mas não aceita limites quando lhe são apresentados. Parece ser sempre uma disputa de poder entre aquele que “sabe mais” e aquele que “manda mais” no projeto, como se a liberdade para criar estivesse relacionada à posse, àquele que verdadeiramente é o “dono na marca”: o criador ou o contratante.</p>
<p><span id="more-388"></span></p>
<p>Mas meus caros amigos, a marca de uma empresa não pertence nem ao seu CEO (infelizmente para ele), nem ao seu criador (infelizmente para nós). A marca pertence sempre ao público que ela visa atingir. Sua identidade visual, traduzida em seu símbolo, logotipo, cores, formas, texturas etc, existe para comunicar algo para este público, sobre a empresa, serviço ou produto que lhe é oferecido. A marca visual existe para ser notada e lembrada, para identificar e diferenciar, e principalmente, para criar uma percepção.</p>
<p>Por isso, mesmo que em algum momento a tecnologia resolva todos os problemas técnicos de reprodução, estaremos sempre limitados pelos objetivos do projeto, do público a que se destina, mercado e segmento. Portanto, a tal “liberdade criativa” em design de marcas será sempre uma ilusão. O simples entendimento do problema define limites para a criação, e quanto mais conhecermos os problemas de um projeto, menos liberdade teremos para criar.</p>
<p>Isso é ruim? Não! Superar problemas pode não ser uma tarefa fácil, mas certamente é uma das mais gratificantes. Se por um lado este conhecimento limita as direções da criação, por outro ajuda a ir mais longe e a fundo nos caminhos trilhados, estimula a superação de obstáculos e no final: excita a criatividade.</p>
<p>“Liberdade para criar”, convenhamos, é a ilusão de um ego que não aceita encarar de frente os desafios, problemas, obstáculos que acompanham qualquer processo projetual. De quem, se por um lado protege-se contra a frustração, priva-se também do prazer gratificante da superação. No design as melhores soluções sempre surgem dos maiores problemas, nunca da privação de obstáculos.</p>
<ul>
<li>Artigo publicado originalmente na revista Computer Arts Projects / Brasil, Edição 12, Julho 2010</li>
</ul>
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		<item>
		<title>Somos todos Clientes&#8230;</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/somos-todos-clientes/</link>
		<comments>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/somos-todos-clientes/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 21:16:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[cliente]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre escutamos designers reclamando de seus clientes, mas será que o problema está nos cliente, no próprio designer, ou no mercado? Neste artigo, Guilherme Sebastiany discute um pouco uma nova abordagem para o problema: Fazer do cliente um aliado, em lugar de um inimigo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seja em uma conversa entre colegas de profissão, em uma lista de discussão, ou nas comunidades das redes sociais, o tópico “CLIENTE” sempre aparece. Curiosamente as reclamações são sempre as mesmas: Imposição de ideias, cores e formas; dificuldade em fazê-lo entender o processo de trabalho; duras negociações ao tentar cobrar os valores adequados, e a eterna luta para se aprovar um trabalho.</p>
<p>Quando comecei à pensar neste artigo, 7 sete anos atrás, o tópico era justamente este. No entanto neste meio tempo muita coisa mudou. Não sinto mais dificuldade em compartilhar o desenvolvimento do projeto com o cliente, nem em colocar na mesa a metodologia adequada ao seu desenvolvimento. Também já e cada vez mais é mais fácil demonstrar o valor e a importância de um bom Design.</p>
<p><span id="more-380"></span></p>
<p>Não quero acreditar que em meio à tantas prospecções estejamos justamente alcançando os melhores clientes. Pessoas abertas ao diálogo e ao entendimento, ou culturalmente dispostas à valorizar o design. Também não desejo supor que está havendo uma valorização tão brusca da profissão, embora alguns avanços já se façam perceber, principalmente nos espaços na mídia especializada empresarial onde o tema é apresentado.</p>
<p>Sem abrir mão dos paradigmas ou premissas de um bom projeto, é possível sim um bom entendimento com nossos clientes. Para isso é preciso primeiro que nós mudemos nossa postura e estejamos abertos à participação (que é diferente de interferência) do cliente em nosso processo criativo, para que então, este nosso novo parceiro de projeto possa também se abrir à nossa participação, expertise e conhecimento. Isso não significa em nenhum momento fazer exatamente o que foi solicitado, nem significa ser orientado pelo cliente, ou abrir mão de nossa autoria. Também não é a velha história de dizer que o cliente tem sempre razão pois é ele que entende de seu negócio. Não é por aí. Isso apenas significa aprender a ouvir e compreender, para ganhar a confiança do seu cliente e para que ele também possa escutar e valorizar o que você tiver a dizer. Além de ser mais fácil o relacionamento, esse diálogo implica em aceitar uma realidade muito simples: que nem sempre o Designer estará 100% certo, e nem sempre o cliente 100% errado. Afinal, quando você aliena o cliente do processo criativo, ele provavelmente o alienará do processo decisório.</p>
<p>A questão principal é entendermos que estamos frente à frente com outro ser humano igual à nós, e antes de estabelecermos uma relação de trabalho precisamos desenvolver uma relação de confiança e de boa comunicação com a pessoa do outro lado da mesa. Se nos aproximarmos cheios de barreiras, escudos ou preconceitos, obviamente o outro também o fará, e todos sairão perdendo. Portanto o primeiro passo é sempre chegarmos de peito e ouvidos abertos.</p>
<p>Inverta a situação. Imagine que você está contratando um arquiteto para projetar o seu escritório. Você simplesmente falaria para ele “Faça o que quiser”? Na hora de cortar o cabelo, você dá total liberdade ao cabeleireiro para ele fazer o que ele bem entender? Talvez se for alguém que você confia, que conhece o seu estilo, e com quem você já trabalhou várias vezes a resposta até seja um SIM. Mas se for alguém novo, que você não conhece, provavelmente a resposta seria NÃO, afinal, a confiança ainda não foi construída e ela precisa de tempo para ser estabelecida. Ou seja, em um momento ou em outro também somos nós os “clientes”.</p>
<p>Se logo de início estivermos mais atentos em compreender as verdadeiras aspirações do cliente nas entrelinhas do briefing, do que em recusar uma ou outra cor ou forma sugerida, poderemos muito mais facilmente atender estas aspirações, solucionando o problema de maneira mais precisa, e assim, ganhar abertura para demonstrar que essa ou qualquer outra imposição inicial não atende realmente o objetivo do projeto dele. Se você for aberto ao cliente, ele será aberto a você, e pode ser o óbvio, mas para um bom design, primeiro é preciso uma boa comunicação.</p>
<p>Claro que sempre encontraremos o eventual “chato”. Mas isso não se restringe a nossa profissão (todas tem os seus) e nem se limita ao universo do cliente. Afinal essa é a vida, e convenhamos: temos chatos na família, entre colegas de trabalho, na faculdade, no cinema e em muitos outros lugares nos quais os encontraremos.</p>
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		<title>Mais conteúdo e menos conceito!</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/mais-conteudo-e-menos-conceito-de-design-de-marcas/</link>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 14:05:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design de marcas]]></category>
		<category><![CDATA[conceito]]></category>
		<category><![CDATA[conceito de marcas]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[design de marcas]]></category>
		<category><![CDATA[logotipo]]></category>
		<category><![CDATA[símbolo]]></category>

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		<description><![CDATA[erá que o conceito de uma marca é realmente importante para o processo criativo. Ou pior, será que o conceito de uma marca realmente importa para o público que ele visa atingir. Veja essa discussão no blog da Sebastiany www.sebastiany.blog.br]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div id="_mcePaste"><a href="http://www.logotipos.com.br/branding-design/metodologia-de-projeto-de-design.htm"><img class="alignnone" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="conceitos de marca" src="http://www.logotipos.com.br/imagens/historia.jpg" alt="" width="453" height="236" /></a></div>
<div>&#8220;Qual o conceito desta marca?&#8221; Esta pergunta é recorrente no dia a dia do escritório, tanto por parte dos nosso clientes, quanto pelos colegas designers que acompanham o nosso trabalho. É natural do ser humano a curiosidade em entender o que está por trás das coisas. Mas o que mais essa pergunta abriga? Por parte dos cliente, talvez a vontade de tocar o universo &#8220;mágico&#8221; e fascinante que, na sua imaginação, permeia criação. Por parte dos colegas de profissão, talvez o desejo da descoberta dos processos, mistérios e dos segredos da criação de símbolos e logotipos.</div>
<div><span id="more-368"></span></div>
<div><img title="Mais..." src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></div>
<div id="_mcePaste">
<p>Mas eu me pergunto: Será que o conceito de uma marca realmente importa? E principalmente, será que o conceito serve mesmo para alguma coisa? Quem, Por exemplo, conhece o conceito da marca Nike? Deusa grega da vitória cuja asa está abstratamente representada no símbolo da marca? Não estou dizendo que o conceito não importa DURANTE o processo de criação.</p>
</div>
<div id="_mcePaste">
<p>O símbolo da Nike nunca teria a forma atual sem este percurso, que afinal, pode ser um grande aliado no processo criativo. Um caminho para a solução final. Mas no caso de uma marca, o que realmente vai importar não é a forma como a marca foi concebida, e sim como ela é percebida. Isso não significa dizer que marcas estão isentas de conteúdo. muito pelo contrário. Mas o conteúdo que ela deve conter é outro: uma expressão; posicionamento; uma mensagem simples e sintética, facilmente percebida pela maior parte do público que a marca busca atingir.</p>
</div>
<div id="_mcePaste">
<p>Um “logo” dificilmente conseguirá comportar toda uma narrativa criativa de um conceito. É muito difícil colocar toda uma história em um pequeno desenho. No máximo o símbolo, nome e logotipo conseguem causar uma impressão no observador sobre a empresa que a mesma representa, se inovadora ou tradicional, dinâmica ou rígida, humana ou técnica, e assim por diante. Parece pouco, mas não é. Pode até ser fácil projetar uma marca que, para você, signifique algo. Mas é muito difícil criar uma percepção em um público que pode não ter a mesma visão de mundo que você.</p>
</div>
<div id="_mcePaste">
<p>Já assisti apresentações de &#8220;conceitos&#8221; maravilhosos, que quase nunca se faziam notar no desenho da marca. O conceito neste caso estava lá apenas para gerar encantamento. Para convencer o cliente a aprovar o projeto. Geralmente é aquela &#8220;historinha&#8221; mágica ou mítica que ele vai gostar de contar para a esposa e amigos. Mesmo entre os colegas designers isso também acontece. Afinal, é muito mais interessante ouvir uma história sobre como a marca surgiu de um sonho, do que escutar todo o processo chato, mas necessário, das horas e horas de pesquisas de concorrentes, briefing, levantamento de diferenciais, análise swot, definição de posicionamento etc. Ou pior. Das muitas horas frustrantes de desenhos fracassados (geralmente são) antes de se encontrar a solução. Estas histórias ninguém quer ouvir, mas são elas que ajudam a determinar o posicionamento da marca e o objetivo de percepção que ela busca criar. Esse é o verdadeiro conteúdo de uma marca.</p>
</div>
<div id="_mcePaste">Esqueçam o conceito! A questão de um projeto de marca não pode ser nunca se ela tem um conceito que está por trás da marca. O que está por trás da marca só importa para o criador. É natural do ser humano procurar histórias e significados. O conceito não pode virar uma muleta para justificar um resultado a um cliente, ou pior, para si mesmo.</div>
</div>
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