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	<title>Sebastiany Branding &#187; designer</title>
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	<description>Blog da Sebastiany Branding, escritório especializado em estratégia e design de marcas</description>
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		<title>Entrevista &#124; Karina Campanha</title>
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		<comments>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/entrevista-karina-campanha/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Nov 2010 17:17:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sebastiany Branding</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; Semana passada publicamos a entrevista com o Sócio Diretor da Sebastiany, Akira Goto, e hoje é Karina Campanha que conta um pouco de sua história no escritório, fala sobre a marca da copa, entre outros assuntos. Confiram! O que você fazia antes de entrar na Sebastiany Design? Eu era escriturária em uma escola de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-500" title="Karina Campanha" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/11/Karina-Campanha.jpg" alt="Karina Campanha" width="460" height="266" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Semana passada publicamos a entrevista com o Sócio Diretor da Sebastiany, <a href="http://www.sebastiany.blog.br/index.php/entrevista-akira-goto/" target="_blank">Akira Goto</a>, e hoje é Karina Campanha que conta um pouco de sua história no escritório, fala sobre a marca da copa, entre outros assuntos. Confiram!</p>
<p><strong>O que você fazia antes de entrar na Sebastiany Design?<br />
</strong>Eu era escriturária em uma escola de ensino fundamental integral de São Caetano do Sul. Além das tarefas encarregadas desta profissão, eu também ajudava na parte mais artística, pois criava e desenvolvia convites e folders de eventos, mostras e festas.</p>
<p><strong>Como aconteceu a sua contratação para a Sebastiany? Tudo isso pelo seu TCC ou você já pretendia seguir nesta área?</strong><em> (pergunta do <a href="http://www.flickr.com/photos/luiizamoriim/" target="_blank">Luiz Amorim</a>)</em><br />
O curso de graduação que fiz foi Desenho Industrial com habilitação em Programação Visual e Projeto do Produto. Até o final do primeiro ano eu não tinha ideia de qual área eu queria seguir, mas tudo apontava que seria Projeto do Produto. Porém quando comecei o segundo ano, as disciplinas relacionadas à área gráfica começaram a me chamar mais a atenção, até que tivemos que fazer um trabalho de redesenho de marca e outro de representação simbólica da personalidade de uma pessoa, e foi quando eu me interessei pelo assunto. Na época, eu não estava trabalhando até que fui chamada para ser escriturária na Prefeitura de São Caetano do Sul na área da Educação, e aceitei porque achava que as chances de conseguir um emprego na área eram mínimas, devido à minha inexperiência. Enfim, chegado o quarto e último ano da faculdade, tínhamos a difícil tarefa de escolher o tema para o PIG (Projeto Interdisciplinar de Graduação) e foi aí que me dei conta de que podíamos desenvolver uma marca para um evento de grande notabilidade, já que eu e o <a href="http://twitter.com/caireuchoa" target="_blank">Cairê Uchoa</a> nos interessávamos pelo assunto. Ainda no primeiro semestre do ano final fiquei sabendo que quem não tivesse as horas estágio cumpridas não me formaria [¬¬’]. Foi aí que acordei pra vida, e sabendo que a área de marcas me interessava e muito, comecei a fazer buscas direcionadas até que apareceu uma vaga de estágio na Sebastiany. Mandei o CV, fiz a entrevista e dias depois fui chamada para fazer parte da equipe.<span id="more-499"></span></p>
<p><strong>Como foi para você o processo de seleção e entrevista? Como você se sentiu?</strong><br />
Bom, quando comecei a procurar por estágio, minha busca já estava direcionada para a área de marcas, foi aí que encontrei uma vaga disponível para estágio na Sebastiany. Quando entrei no site, me deu aquele friozinho na barriga e fiquei empolgadíssima, pois tive a certeza de que era aquilo que eu queria, e então mandei meu CV. Na semana seguinte fui chamada! Durante a entrevista, eu estava um tanto quanto nervosa, porém tentei disfarçar, pois tinha colocado na minha cabeça que eu teria que lutar pela vaga, pois sabia que era bastante disputada e eu ainda não tinha experiência na área. <a href="http://br.linkedin.com/in/mskulpas" target="_blank">Andrea Kulpas</a>, a pessoa quem me entrevistou, explicou que teria uma marca para vetorizar, mas na hora a minha cabeça deu um giro porque pensei: “Deve ter alguma pegadinha aí!”. Então, o que fiz?! Alternei mil vezes as janelas do Corel e do Visualizador de imagens  e fui observando detalhe por detalhe, e vetorizando a marca. Após sair do escritório, fiquei pensando e achei ter me equivocado em relação à finalização do desenho. Pra mim, a minha chance tinha acabado aí. Fiquei puta comigo mesma! Passou uns dias, eu ainda meio que inconformada, recebi uma ligação falando que eu tinha conseguido a vaga. Foi sensacional!</p>
<p>Mais tarde, assim como o Akira, fiquei sabendo que eu tinha sido a segunda opção, pois a primeira já havia se formado.</p>
<p>Em tempo, no primeiro dia de trabalho o pessoal começou a falar que eu “dirigia sem embreagem”, porque quando compararam a imagem e o vetor, o resultado foi impactante. (Palavras da equipe!)</p>
<p><strong>Dentro da gestão e criação de marcas qual a atividade você mais se identifica ou mais tem se identificado?</strong><br />
Naming, criação de logotipos, aperfeiçoamento técnico e malhas construtivas.</p>
<p><strong>Quais marcas fazem parte do seu dia-a-dia?</strong><br />
Dove, Ox, Colgate, Listerine, Natura, Johnson e Johnsons, Unilever, Vasenol, Racco, Rexona, Always, Intimus, Schering, Risqué, Colorama, Impala, Deca, Lorenzetti, LG, Taiff, Philips, Panasonic, Sony, Avon, Color Trend, Vult, Trident, Hp, Gradiente, Brastemp, Eletrolux, Ultragaz, Prefixo, Lupo, Hering, Luigi Bertolli, Marisa, Miroa, Pink, Vizzano, Oxer, C&amp;A, Adidas, Nike, Puma, Havaianas, Via Uno, Regina Rios, All Star, Warner, Universal, Disney, Tramontina, George Foreman, Nescau, Nestlé, Sadia, Tetra Pak, DAE-SCS, Eletropaulo, Gold, Jas, Apple, Tp-Link, Telefônica, Vivo, Oi, NET, Microsoft, Intel, CAIO, Mercedes, EMTU, Metrô, CMT, CET, DTV, Bom, Bilhete Único, viaQuatro, Alstom, Osram, VIPE, Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul, Governo do Estado de São Paulo, Coop, Correios, Papaiz, Real, Sebastiany, Corel, Adobe, Google, Abril,  Santander, HSBC, Visa, Kibon, Tilibra, Epson, Comfee, Coca-Cola, Mc Donald’s, BrOffice, Dot Project, Locaweb, Facebook, Orkut, Hotmail, Globo.com, G1, Twitter, You Tube, Flickr, Internet Explorer, Stabilo, Piloto, Faber Castell, Bic, Chamex, Report Suzano, PANTONE, 3M, Samsung, Santa Helena, Casas Bahia, Skype, Tigre, Becel, Omo, National Geographic, Accor, Bauduco, União, Discovery, Fox, Lacta, WordPress, Pernambucanas, Probel&#8230;</p>
<p><strong>Como as marcas que te rodeiam afetam o seu dia-a-dia?</strong><br />
As marcas são fundamentais no meu dia-a-dia, pois influenciam em minhas decisões, ou seja, existem aquelas as quais confio e mais me identifico, e por isso crio um vínculo elas. Elas são capazes de diferenciar e evidenciar a minha identidade e personalidade.</p>
<p><strong>Se você fosse uma marca, que marca seria e por que?</strong><br />
Google. É ativa, jovem e simples. Inspira confiabilidade e se mostra prestativa, eficiente e eficaz, sem deixar de ser alegre. Independente da quantidade de informação se mantém organizada e é sociável, revelando que em parceria pode sempre agregar valores para apresentar novas soluções.</p>
<p><strong>Como vocês encontram o ponto ideal entre objetividade e subjetividade em uma marca?</strong><em> (pergunta do <a href="http://www.flickr.com/photos/udnei_aversa/" target="_blank">Udnei Aversa</a>)</em><br />
Tudo depende da necessidade da marca, o que ela precisa comunicar, como ela deve fazer isso e porquê. Assim, conseguimos delinear o seu direcionamento e o ponto ideal que ela deve alcançar para transmitir o que é preciso.</p>
<p><strong>O que inspira o pessoal de criação da Sebastiany? O que funciona como motor para a criatividade de vocês? Isso pode variar de acordo com o projeto?</strong><em> (pergunta do <a href="http://www.flickr.com/photos/54530075@N05/" target="_blank">rrcoutinho</a>)</em><br />
Se tratando de marcas, existem projetos mais simples e outros mais complexos, porém guiados por uma metodologia de trabalho bem estruturada e funcional, conseguimos obter ótimos resultados através de muito trabalho, que envolve pesquisas, estudo e repertório, que ao longo dos projetos vai aumentando devido às informações absorvidas de cada um. Após esse processo conseguimos traçar, de maneira mais objetiva, caminhos mais adequados para a criação e desenvolvimento de cada projeto.</p>
<p><strong>A metodologia da Sebastiany para criação da marca em um ambiente que hoje é mais digital, transmidia, mudou? </strong><em>(pergunta do <a href="http://www.flickr.com/photos/35511789@N08/" target="_blank">indiane puma</a>)</em><br />
Não, no que diz respeito à essência do processo de criação. Acredito que existem muitas coisas que ainda são resolvidas melhor à mão do que direto no computador. Não podemos nos prender ao fato de que a tecnologia está cada vez mais avançada e esquecer o que as mãos e os diferentes materiais como lápis de cor, caneta, canetinha, giz de cera etc, podem nos proporcionar. O que quero dizer é que, existem e continuarão existindo projetos que necessitam de muito estudo feito à mão, seja por causa de um traço aqui ou um ajuste tipográfico ali.</p>
<p><strong>Algo que é constantemente discutido por especialistas da área é um perfil do design brasileiro. Primeiro eu gostaria de saber se concordam que existe esse perfil ou se o cenário nacional é apenas um aglomerado do que acontece lá fora. </strong><em>(pergunta do <a href="http://www.flickr.com/photos/gustavotampa/" target="_blank">Gustavo Tampa</a>)</em><br />
Não considero o cenário nacional um aglomerado do que acontece lá fora, mas isso não significa dizer que não é e não foi influenciado por isso, afinal acredito que hoje o Design brasileiro possui um perfil próprio construído com bases nas influências européias como a Bauhaus e a escola de Ulm. Esse perfil merece destaque, pois é formado pela sua heterogeneidade de culturas e tradições advindas de sua regionalidade, porém, o ponto principal está em como expressar isso ao mundo, sem criar uma imagem pejorativa. O que, em minha opinião, precisa ser mais bem analisado é essa materialização de conceitos, tornando-os benéficos à imagem do país e da sociedade. É deixar gravado na memória estrangeira que há muito que se pode ser explorado como sinônimo de Brasil, assim como a cordialidade, a receptividade, o seu forte aspecto de terra provedora, e é justamente por isso que fica tão difícil atribuir uma única essência ao design brasileiro, pois este não é composto de uma e sim de várias. Portanto, considero que o design brasileiro possui sim um perfil próprio, mas com um toque de estrangeirismo.</p>
<p><strong>O que faz da Sebastiany uma equipe? </strong><em>(pergunta do <a href="http://www.flickr.com/photos/54628918@N03/" target="_blank">SASHQUARE</a>)</em><br />
Equipe é sinônimo de trabalho em conjunto, pois embora cada um tenha a área que mais se identifica, estão sempre se ajudando e buscando melhores soluções. A essência da combinação de cada estilo, experiência e repertório é o que torna a receita final mais gostosa, ou seja, é o que faz de um grupo, uma equipe. Isso é o essencial para o sucesso de um projeto.</p>
<p><strong>Julgando o livro pela capa, como já diz o velho ditado, posso pressupor que na Sebastiany existe uma grande variedade de estilos de vida e até mesmo de experiências. Qual a importância de uma equipe com tais variedades na hora de agregar valor à qualidade dos trabalhos? </strong><em>(pergunta do <a href="http://www.flickr.com/photos/gustavotampa/" target="_blank">Gustavo Tampa</a>)</em><br />
Todo livro tem capítulos e cada um trata de algo pouco ou totalmente diferente do outro, mas em todos os casos um acaba por se completarem, dando coerência e forma ao produto final. O mesmo acontece com um projeto, pois embora exista uma variedade de estilos, gostos e experiências na equipe, o conhecimento de um, completa o do outro, e aí é que entra a grande diferença de trabalhar em equipe e trabalhar em grupo. O mais difícil quando se trabalha em grupo é dividir as tarefas, pedir ajuda e indicar quem se esforçou mais, entretanto o mais fácil é apontar um culpado quando algo dá errado. Por outro lado, quando se trabalha em equipe, as tarefas circulam e cada um conhece cada uma delas e ajuda a agregar valores em cada etapa; não existe problema algum em pedir ajuda, afinal cada um está lá para dar suporte ao outro; o esforço é algo coletivo e que todos reconhecem e a falha é de todos, e são elas que geram aprendizados.</p>
<p><strong>Após a convivência na Sebastiany, o que a agência pôde agregar a cada um de vocês? Tanto aspecto profissional quanto pessoal.</strong> <em>(pergunta do José, da banda <a href="http://www.flickr.com/photos/the_cleaners/" target="_blank">The Cleaners</a>)</em><br />
Por ser minha única experiência na área, posso dizer que a Sebastiany agregou e muito na minha bagagem profissional. Trabalhar com metodologia e estratégia me fez entender que, de fato, criatividade não é a parte essencial de um projeto, e que uma boa marca não necessariamente é aquela menos ou mais bonita, aquela que é mais bem desenhada e tampouco a mais criativa ou que tem uma boa sacada, mas uma boa marca é aquela que tem personalidade, aquela que comunica, identifica e diferencia seus principais pontos, e é isso que a torna única. Quanto ao aspecto pessoal, digo que depois que entrei na Sebastiany entendi o real e puro significado da palavra EQUIPE e tudo que ele permeia, e isso reflete bastante nos meus valores pessoais e morais.</p>
<p><strong>Qual seu projeto favorito desenvolvido pela Sebastiany?</strong><br />
É um projeto recente que ainda não pode ser divulgado. Gosto bastante desse projeto, pois o desenvolvimento do mesmo contempla desde a plataforma de marca até a criação de um sistema integrado de submarcas. Além de eu ter participado de todas as etapas, foi o primeiro projeto de Branding completo que coordenei.</p>
<p><strong><a href="http://www.flickr.com/photos/karina_campanha/sets/72157624125335451/" target="_blank">Seu trabalho de conclusão de curso</a> foi a marca para a Copa do Mundo Brasil 2014. Qual sua opinião sobre a polêmica marca atual?</strong><br />
Acredito que tudo que envolve a marca da Copa do Mundo do Brasil 2014 ainda não está e não ficará muito claro na cabeça das pessoas. Primeiramente, já considero uma grande falha essa marca ter “escapado” e sido publicada sem sequer uma breve explicação do seu conceito ou de sua real autoria. Em seguida, publicada em novamente ainda sem nenhuma explicação sobre, e ao invés disso, a informação de que esta havia sido escolhida entre sete diferentes opções, por um grupo de “notáveis”. Paralelo a isso, surgiram discussões relacionadas à autoria da marca, e também especulações sobre a FIFA e seu verdadeiro processo para a escolha da agência que iria criar a marca. Enfim, a “porqueira” já está feita: a marca que irá representar a Copa do Brasil 2014 foi criada por uma agência brasileira de publicidade e propaganda, e teve uma tremenda rejeição pelo público, em especial nacional. Merecida, pois seus aspectos negativos superam os positivos.Em minha opinião, existem muito bons escritórios brasileiros especializados em Branding e criação de marcas que têm a capacidade de desenvolver um projeto muito bem conceituado e desenhado, e tendo em vista que a marca oficial foi criada por uma agência de propaganda não é de se estranhar que esse assunto tenha dado o que falar, mesmo tendo uma boa intenção no conceito. Quando se cria uma marca dessa envergadura, deve-se considerar, acima de tudo, que a marca irá representar a imagem do seu país, e é aí que a marca oficial falhou, e muito. Por mais que haja a intenção de comunicar uma união pela busca da taça e a brasilidade, o desenho transmite de maneira muito clara um aspecto primário e óbvio, o que não é o Brasil, destacado por sua regionalidade, mistura de cores e raças, e por sua cordialidade.</p>
<p><strong>Mesmo em um trabalho acadêmico, quais foram as maiores dificuldades na abordagem projetual e metodológica da criação da marca de um evento desta envergadura?</strong><br />
Bom, posso dizer que a definição do conceito, no começo, foi um pouco complicada, tendo em vista que o nosso objetivo principal era criar uma marca e sua identidade que representassem o Brasil para o mundo de maneira benéfica e não pejorativa.  Feito isso, estabelecemos etapas a serem cumpridas para nos auxiliar a traçar o caminho mais adequado para transmitir esse conceito, logo além de buscar mais conhecimento em design estratégico de marcas tivemos que fazer inúmeras pesquisas dos mais variados assuntos envolvidos, desde o futebol até a análise do comportamento do brasileiro e do estrangeiro. Creio que a nossa maior dificuldade foi para resolver o desenho; desenhamos e desenhamos muito para chegar a algo coerente com o conceito, e após isso desenhamos mais um pouco para sintetizar a marca e finalizá-la. Com a marca solucionada, os outros itens ficaram mais fáceis de resolver.</p>
<p><strong>Você acredita que marcas de eventos e comemorações, assim como a da Copa do Mundo e Olimpíadas por serem efêmeras, devem ser tratadas diferentemente de uma marca de empresa?</strong><br />
Embora esses eventos sejam efêmeros no que se diz respeito à duração limitada, envolvem um complexo processo de criação onde o grande desafio é conseguir estabelecer um valor duradouro e pregnante. E para isso, é necessário conhecer e entender tudo o que diz respeito ao assunto e ao evento, além de mapear muito bem os pontos de contato da marca, para que ela transmita de maneira estratégica e benéfica sua imagem. Devido à relevância desses tipos de projetos, é muito importante também, estabelecer de maneira simples e objetiva as diretrizes gráficas para orientar diferentes projetos e diversas aplicações. Embora os eventos e comemorações sejam efêmeros, a marca não é, ou seja, é a marca que vai ser resgatada na memória todas as vezes que o assunto for retomado, mesmo passado décadas. É ela que ficará gravada na história e ditará as tendências envolvidas na época de tal evento.</p>
<p><strong>Quais outros escritórios você admira?</strong><br />
<a href="http://www.interbrand.com" target="_blank"> Interbrand</a>, <a href="http://www.futurebrand.com/" target="_blank">Futurebrand</a>, <a href="http://www.landor.com" target="_blank">Landor</a>, <a href="http://www.tatil.com.br/" target="_blank">Tátil</a>, <a href="http://www.matrizdesenho.com.br/" target="_blank">Matriz Desenho</a> e <a href="http://www.nodesign.com.br/site.html" target="_blank">Nó Design</a>.</p>
<p><strong>Além do design, quais assuntos te interessam e fazem você buscar conhecimento?</strong><br />
Computação Gráfica, Animação 2D e 3D, desenho, escultura (papel, massa de modelar) e esportes.</p>
<p>E aí, pessoal, o que acharam? Sexta-feira que vem é o Raniere quem dá as caras por aqui!</p>
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		<title>Entrevista &#124; Akira Goto</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/entrevista-akira-goto/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 18:01:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sebastiany Branding</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; Dando início à nossa série de entrevistas com a equipe da Sebastiany, hoje temos Akira Goto falando sobre design, branding e claro, contando um pouco de sua história no escritório. O que você fazia antes de entrar na Sebastiany Design? Eu era técnico eletrônico. Como você começou na Sebastiany? Posso dizer que comecei na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-472" title="Akira Goto" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/10/Akira-Goto1.jpg" alt="Akira Goto" width="460" height="266" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dando início à nossa série de entrevistas com a equipe da Sebastiany, hoje temos Akira Goto falando sobre design, branding e claro, contando um pouco de sua história no escritório.</p>
<p><strong>O que você fazia antes de entrar na Sebastiany Design?</strong><br />
Eu era técnico eletrônico.</p>
<p><strong>Como você começou na Sebastiany?</strong><br />
Posso dizer que comecei na Sebastiany Design por questão de oportunidade, escolhas e planejamento dentro do que almejava para o ínicio da maioria das carreiras, um estágio. Na época exercia a profissão de técnico em manutenção de copiadoras, um bom emprego com um salário razoável. Porém estava em um curso superior em design, que foi um curso no qual entrei por um mero acaso, mas isso é outra história&#8230;<span id="more-459"></span>voltando, não via sentido em começar uma faculdade de 4 anos para concluir e dizer que não tinha experimentado o mercado de trabalho. Então planejei que estagiaria em meu 3º ano da faculdade, ou seja, abandonar onde trabalhava para entrar em um lugar que provavelmente não ganharia o suficiente para pagar a faculdade (é&#8230;, eu pagava a minha faculdade!) mas onde aprendesse muito e ganhasse experiência. Nesse sentido obtive uma oportunidade dentro da Sebastiany Design por meio da <a href="http://www.flickr.com/photos/camilavieira" target="_blank">Camila Vieira</a> que, sabendo de minha determinação para um estágio, me indicou a vaga. O estágio era de 6 meses de duração, a princípio. Fui para entrevista sem saber porra nenhuma de software mas mostrando minha vontade de aprender. Mais tarde, soube que eu era a segunda opção para a vaga, pois por uma questão de prioridades a primeira opção não podia estagiar, foi assim que entrei e estou lá até os dias de hoje, agora como um dos diretores e coordenadores de projetos.</p>
<p><strong>Como foi para você o processo de seleção e entrevista? Como você se sentiu?</strong><br />
Me senti desconfortável, confesso. Pois sempre tive uma visão meio afrescalhada demais sobre a área de design, sabe aquela coisa “não me toques!”&#8230; E nunca me esquecerei da pergunta que fizeram para mim, “você sabe o que é powerclip?” e eu não sabia responder e meu pensamento foi “me ferrei!”, já tinha desencanado da vaga. Quando perdi as esperanças, fui chamado!</p>
<p><strong>Quais as vantagens e desvantagens que você sente no dia a dia por não ter tido experiências em outros escritórios de design?</strong><br />
Não ter referências nos permite fazer algo fora de paradigmas adotados por outros escritórios. Porém nos dá margem para fazer coisas que já são praticados e nós não estamos cientes, pois não vivenciamos o dia-a-dia dessas empresas.</p>
<p><strong>Dentro da gestão e criação de marcas qual a atividade você mais se identifica ou mais tem se identificado?</strong><br />
Criação de símbolos, aperfeiçoamento técnico e produção gráfica.</p>
<p><strong>Quais marcas fazem parte do seu dia-a-dia?</strong><br />
Sony, Santa Helena, Microsoft, Concha y Toro, Chillibeans, Namco, Adidas, Boticario, Allstar, Head, CPTM, Yamaha, Riffel, LS2, YPD, Syberian, Fatto a Mano, Kingston, CASA Claudia, Lupo, Medley, Sandler, Lg, Samsung, Embratel, Telefonica, D-link, Linksys, Azuma Kirin, Osram, Tok&amp;Stok, Abril, Hering, Taschibra, Eucatex, Comfee, Sebastiany, McDonalds, Wall-E, Corel, BrOffice, Dot Project, Pial, Claro, Tim, Siemens, Intel, Asus, Google, Intenet Explorer, Firefox, Apple, Pado, Havaianas, Democrata, Sabesp, Eletropaulo, CET, Tng, Epson, Yasmin Rockport, Visa, Master, Adobe, Gilette, Colgate, Listerine, Mallory, Nissin, Stabilo, Bic, Piloto, Deca, Ype, Neve, Gleid, Raid, Chamex, Report Suzano, Kalunga, &#8230;</p>
<p><strong>Como as marcas que te rodeiam afetam o seu dia-a-dia?</strong><br />
Afetam em quase todas as partes da pirâmide de Maslow desde a base Deca+Neve+Gleid, Sabesp+Deca, Sabesp+Nissin, etc até o topo Sebastiany Branding.</p>
<p><strong>Se você fosse uma marca, que marca seria e por que?</strong><br />
Pirassununga: brasileiro, pode ser exportado, sozinho é forte, mas em conjunto de outros ingredientes pode gerar misturas que melhoram os resultados.</p>
<p><strong>Na sua opinião, qual a importância do Branding para os administradores de empresa?</strong><br />
Antigamente as “pessoas empreendedoras” tinham a seguinte visão: “-Vou abrir um negócio mas, se não der resultados volto a fazer o que fazia antes.” Hoje, as pessoas não podem se dar ao “luxo” de empreender aleatoriamente, correndo um risco muito alto das coisas darem errado. Não devemos “esperar” resultados de uma empresa, e sim visar uma “geração” de resultados. Neste sentido, o branding (pensando como ativo do empreendimento) ajuda empresas, não somente as consolidadas, como as que estão iniciando, a obterem êxito na solidificação da marca e sua imagem frente a seu público, frente a seus concorrentes ou fornecedores.</p>
<p><strong>Por que é importante trabalhar a marca para o público interno?</strong><br />
É como um vendedor que não acredita no produto que vende, ou um operário que não sabe porque está cumprindo determinada função. O que quero dizer é: hoje, trabalhar a marca também para o público interno faz com que se crie um elo forte entre empresa e pessoas.</p>
<p><strong>Quais foram os maiores desafios e obstáculos que você teve que superar para ir de estagiário a sócio do escritório?</strong><br />
O primeiro deles foi o preconceito, principalmente vindo de uma família tradicional japonesa, ou seja, receberia apoio e incentivo caso estudasse medicina ou engenharia (estereótipos de profissões orientais). O que eu já ouvi de: “Isso dá dinheiro?!” e “Ele desenha o dia todo?!”, não é brincadeira. O segundo foi o obstáculo da distância, o Guilherme que me perdoe, mas o escritório era muito longe!  Aproximadamente duas horas pra ir de casa ao trabalho, na volta mais 2 para chegar faculdade e por fim os últimos 30 minutos para voltar pra casa. Pontualidade nas aulas na Faculdade não era meu forte, devo confessar. E a parte financeira foi um grande desafio, na faculdade, pela primeira vez vi minha conta ficar vermelha. Com persistência, paciência e dedicação consegui superar todos esses obstáculos e construí meu espaço dentro do escritório.</p>
<p><strong>Você está há um bom tempo na Sebastiany, deve ter passado por diversas situações interessantes. Tem alguma que gostaria de compartilhar pelo seu caráter curioso/divertido/desafiador?</strong><br />
Experiência divertida hoje, mas horrível na época, foi quando eu pedi meu primeiro orçamento para gráfica offset, quando ainda era estagiário. O que eu sabia de produção gráfica eram seus princípios, cores, suporte, tipos de impressão, etc, mas como transformar tudo isso em um orçamento? Para mim era impressão colorida ou PB e sulfite A4, ou A3 no máximo! E para fechar meu primeiro orçamento foram necessários precisamente 5 telefonemas, 1 para dizer qual era o formato, 1 para dizer quantas cores eram, 1 para dizer o tipo do papel, 1 para dizer a gramatura e a última era para dizer a tiragem! Acredito que a atendente pensou ser um trote, pois o orçamento nunca chegou&#8230;</p>
<p><strong>Quais são as disciplinas que você considera indispensáveis em um curso de Design? Por quê?</strong><br />
Para mim, todas as disciplinas são indispensáveis, mas acredito que falta uma disciplina que faça uma abordagem, mesmo que uma visão geral, sobre gestão de projetos, pegando como exemplos os próprios projetos dos alunos. Porque no mercado de trabalho, você nunca terá um único projeto para gerir no semestre inteiro.</p>
<p><strong>Uma marca é criada ou desenvolvida?</strong><br />
Uma marca pode ser criada e pode ser desenvolvida, em ambos os casos dependerá do perfil de profissional que o potencial cliente deseja ou necessite. Acredito que existe espaço para ambos.</p>
<p><strong>Julgando o livro pela capa, como já diz o velho ditado, posso pressupor que na Sebastiany existe uma grande variedade de estilos de vida e até mesmo de experiências. Qual a importância de uma equipe com tais variedades na hora de agregar valor a qualidade dos trabalhos? </strong><em>(pergunta do <a href="http://www.flickr.com/photos/gustavotampa" target="_blank">Gustavo Tampa</a>)</em><br />
A importância está exatamente no termo da própria pergunta, “EQUIPE”. Se estivéssemos nos referindo a um “GRUPO”, as habilidades se dividiriam, pois não existe objetivo ou foco no trabalho comum, apenas anseios e resultados individuais. Agora, quando falamos de “EQUIPE”, onde o objetivo de cada integrante é agregar valor a qualidade dos trabalhos um dos outros, as habilidades, vivências, histórias e repertórios se somam em um único canal chamado resultado.</p>
<p><strong>Qual seu projeto favorito desenvolvido pela Sebastiany?</strong><br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/sebastiany/3328202475" target="_blank"> Panda Stock</a>, marca de revistaria que fica no Shopping Jardim Sul, pois foi o primeiro projeto em que estive desde seu início e acompanhei sendo aplicado.</p>
<p><strong>Quais outros escritórios você admira?</strong><br />
<a href="http://www.landor.com/" target="_blank"> Landor Associates</a>, <a href="http://www.colletivo.com.br/" target="_blank">Colletivo</a> e <a href="http://www.lippincott.com/" target="_blank">Lipincott</a>.</p>
<p><strong>Além do design, quais assuntos te interessam e fazem você buscar conhecimento?</strong><br />
Games, artes marciais e desenhos.</p>
<p>Gostaram? Sexta-feira que vem tem mais, com Karina Campanha.</p>
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		<title>O design gráfico para o designer gráfico</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 23:01:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[designer]]></category>
		<category><![CDATA[gráfico]]></category>
		<category><![CDATA[prática profissional]]></category>

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		<description><![CDATA[As dificuldades de se encontrar novos clientes, dispostos a investir em design, o que é diferente de "gastar" com design, já são conhecidas por nós, que sentimos na pele as dificuldades de manter um fluxo de caixa constante em nossos escritórios]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" title="cardápio do il barista" src="http://farm1.static.flickr.com/190/494054887_cb83b19910.jpg" alt="" width="460" height="300" /></p>
<p>As dificuldades de se encontrar novos clientes, dispostos a investir em design, o que é diferente de &#8220;gastar&#8221; com design, já são conhecidas por nós, que sentimos na pele as dificuldades de manter um fluxo de caixa constante em nossos escritórios. Portanto, não vou ficar aqui choramingando pelas mesmas mazelas de sempre. Vou, no entanto, levantar uma nova questão: Muito se fala e se escreve sobre a dificuldade e lentidão com que novos mercados consumidores de Design são criados, abertos ou conquistados no Brasil, mas pouco se fala sobre um mercado cada vez maior em nosso país, que consome enorme quantidade de recursos, e que envolve profissionais que gerenciam investimentos de porte para uma grande variedade de empresas: Nós Designers, somos um mercado consumidor e gerenciador em constante crescimento.</p>
<p><span id="more-65"></span></p>
<p>Primeiro o óbvio. Nossos gastos com equipamentos em escritórios, principalmente em materiais de papelaria e informática, vão além dos gastos que outros empreendimentos de mesmo porte. Nossos computadores tem de ser mais velozes e ficam defasados mais rapidamente, usamos periféricos mais sofisticados, e temos como ferramentas uma grande variedade de softwares, que além de seu custo direto, envolve também gastos com treinamento, cursos e atualizações.</p>
<p>Mas além de consumidores, a partir do momento em que nos envolvemos com processos de tomada de decisão junto aos nossos clientes, passamos a ser gerentes de recurso e investimento. Dentre as várias escolhas que tomamos ao desenvolver um layout, embalagem, ou qualquer outra forma de elemento gráfico, estão inclusas determinações sobre a produção das peças. Na maioria das vezes, somos nós que definimos quem produzirá o fotolito, que gráfica melhor executa determinada técnica de reprodução, que firma de sinalização fará as peças para um cliente exigente, ainda assim, é surpreendente como nossos fornecedores não investem em nossa atividade.</p>
<p>Recentemente, ao rever meus arquivos de periódicos, ficou claro que um dos mercados que ainda não conquistamos é o dos pequenos e médios anúncios em revistas. O que nos parece grave, principalmente por estarmos tratando de uma das aplicações do design gráfico com melhor custo benefício, se torna catastrófico quando esses anúncios são publicados em revistas que direta ou indiretamente, são voltadas para designers. É degradante como as mesmas empresas que recomendamos para execução de nossos projetos não investem em nós.</p>
<p>Comparando edições antigas destas revistas com seus novos números, podemos perceber que o porcentual de anúncios sem a evidente participação de um designer caiu de aproximadamente 80% para 50% (variando em cada edição e em cada revista). O que aparentemente pareceria uma melhora significativa, na verdade apenas retrata a entrada de empresas de maior porte como anunciantes. Estas, tradicionalmente, compram grandes espaços nas publicações e descobriram há tempos a potencialidade do design na divulgação e venda de seus produtos e serviços. Enquanto isso 70% dos pequenos anúncios continuam omissos à nossa importante participação como mercado consumidor e profissionais incumbidos de tomadas de decisão.</p>
<p>A maior parte destes anúncios são de gráficas, bureaus, empresas de impressão digital, sinalização, cursos de informática, etc que tem em nós um importante referencial na captação de clientes. A tragédia deste fato não está apenas no descaso com que nossos fornecedores tratam dos nossos serviços, mas também por muitas vezes, oferecerem serviços similares aos nossos, com baixos orçamentos e qualidade duvidosa.</p>
<p>Uma dessas empresas recentemente chegou a colocar o seguinte texto em seu anúncio: &#8220;Criação e Designer ao seu alcance&#8221; &#8230; Realmente não entendi se o que ele queria dizer era design, em lugar de designer, o que demonstra que esta empresa oferece serviços de design sem saber nem ao menos a nomenclatura correta, ou será que eles &#8220;emprestam&#8221; um designer para o cliente. Somos tão insignificantes que já estamos sendo prostituídos? Desta forma em poucos anos estaremos nos semáforos das cidades perguntando: E aí gatinha, interessada em uma programação visual? Vai uma marca aí tio? Poderemos até fazer uma versão do saquinho no retrovisor: &#8220;Estou vendendo este logotipo para ajudar minha família, aceito passe, e tick&#8221;</p>
<p>A pergunta fica: O que fazer? Reclamar que as pessoas não valorizam o design não adianta. No entanto, como consumidores, temos um enorme potencial de decisão, compreendo que não podemos mudar de padaria porque o letreiro de uma ou de outra é mais bonito. Mas não apenas como designers, devemos exigir, pelo menos destas empresas, uma postura adequada e ética em relação à nossa atividade. De que forma? Da mesma forma que a dona de casa reclama de um produto do supermercado que não atendeu suas expectativas: deixando de consumi-lo e muitas vezes optando por um produto similar mesmo que mais caro.</p>
<p>Pode parecer panfletário, mas funciona.</p>
<ul>
<li>Artigo publicado originalmente no site <a href="www.grito.com.br" target="_blank">GRITO </a>em janeiro de 2002</li>
</ul>
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