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	<title>Sebastiany Branding &#187; dicas</title>
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	<description>Blog da Sebastiany Branding, escritório especializado em estratégia e design de marcas</description>
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		<title>Existem regras para criar marcas?</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 12:26:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design de marcas]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[criar]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[logo]]></category>
		<category><![CDATA[marcas]]></category>
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		<category><![CDATA[verdade]]></category>

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		<description><![CDATA[Será que as regras definem o que é ou não um bom projeto de marca, ou determinam o sucesso do projeto? Se não estas, quais seriam as regras para se criar uma marca?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/07/biomax11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-349" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; border: 0px initial initial;" title="biomax1" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/07/biomax11.jpg" alt="" width="453" height="260" /></a></p>
<p>Sempre me disseram: que marcas deveriam ser projetadas em preto e branco; que o uso do degrade era proibido; que símbolos e logotipos deveriam ser elementos isolados; que a marca deveria ser passível de aplicação em pelo menos 12mm; que deveria possuir no máximo 2 cores etc. Imagino que você também já tenha escutado críticas a um trabalho com base nestes parâmetros.</p>
<p>Mas são estas regras realmente formulas úteis para a criação de um bom símbolo ou logotipo? Você não conhece alguma boa marca que possui gradiente? Outra que só funciona colorida e que em preto e branco perde completamente seu significado? Ou mesmo alguma boa solução que possui pouca redução? Aos poucos fui notando que muitas boas marcas rompiam com uma ou outra regra. Tudo bem que geralmente as piores marcas que já vi são aquelas que rompem TODAS as regras ao mesmo tempo, e muitas das melhores, as que as respeitam. Mas se a simples aplicação repetida de normas garantisse um bom projeto então todas as soluções em preto e branco com boa redução e síntese visual seriam marcas perfeitas.</p>
<p>A questão aqui não é se devemos seguir ou romper regras, e sim discutir se são elas que realmente definirão um bom projeto. Não do ponto de vista das cartilhas de aplicação de marca ou da estética de seu desenho, mas sim das necessidades de comunicação e atuação da empresa ou produto que ela representa: de chamar a atenção, se diferenciar dos concorrentes, expressar seu posicionamento, ser lembrada etc. Neste sentido, mesmo que em algum momento a tecnologia resolva todos os problemas de reprodução, estaremos sempre limitados pelas diferentes realidades das empresas e necessidades de cada marca em comunicar e sinalizar algo para alguém em seu mercado e segmento. Se as regras não traduzem as necessidades de uma marca, simplesmente segui-las pode ser um equívoco tão grande quanto simplesmente rompe-las.</p>
<p>O desafio maior é conhecer os limites de cada projeto através de um processo metodológico e estratégico de pesquisa e entendimento do problema. Somente assim poderemos levar a criação aos seus extremos, sem deixar de atender as suas necessidades. Neste sentido podemos dizer que se existem realmente regras a serem seguidas ou fórmulas de sucesso para criação de marcas, elas serão diferentes sempre em cada projeto.</p>
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		<title>Pérolas do Estágio</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/perolas-do-estagio-em-design/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 21:40:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[currículo]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[estagiário]]></category>
		<category><![CDATA[estágio]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>
		<category><![CDATA[vaga]]></category>

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		<description><![CDATA[No final de janeiro deste ano, abrimos na Sebastiany uma nova vaga para estágio. Algo bom correto? Afinal, é sinal do crescimento do mercado em design e qualquer vaga de estágio, não importa onde, é uma oportunidade para um estudante, seja para aprender fazer um bom projeto, seja para aprender a lidar com um chefe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/sebastiany/4313690505/"><img class="alignnone" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2751/4313690505_2dbd272e7d.jpg" alt="" width="450" height="296" /></a></p>
<p>No final de janeiro deste ano, abrimos na Sebastiany uma nova vaga para estágio. Algo bom correto? Afinal, é sinal do crescimento do mercado em design e qualquer vaga de estágio, não importa onde, é uma oportunidade para um estudante, seja para aprender fazer um bom projeto, seja para aprender a lidar com um chefe chato. Não importa! Afinal é só um estágio!</p>
<p><span id="more-224"></span></p>
<p>Ainda assim é surpreendente o grau de respostas emocionais, positivas e negativas, que uma simples divulgação de vaga, como a que fizemos, pode provocar. Foi a primeira vez que utilizamos o twitter para divulgar uma vaga, e nele a divulgação se multiplicou até literalmente se perder de vista.</p>
<p>Para colocar você no contexto desta história, há 3 anos divulgamos na internet as vagas que abrimos na Sebastiany sempre com o mesmo texto abaixo, mudando apenas a primeira linha quando a vaga é para profissional formado:</p>
<blockquote><p><strong>- Estar cursando do 6º ao 8º semestre de curso superior em design.</strong><strong><br />
</strong>- Ter Inteligência.<br />
- Ter Paciência.<br />
<strong>- Possuir habilidade no desenho de símbolos.</strong><strong><br />
</strong>- Gostar de desenho de letterings e logotipos.<br />
- Gostar de projetos gráficos.<br />
<strong>- Dominar o Corel. (sim é verdade!)</strong><strong><br />
</strong>- Saber trabalhar em equipe.<br />
- Que não use o termo “logomarca”.<br />
- Que goste MUITO do desenvolvimento de marcas.<br />
- Que não tenha ego inflado nem complexo de inferioridade.<br />
- Que saiba levar o trabalho a sério.<br />
- Que saiba (ou imagine) que branding e identidade visual NÃO são a mesma coisa.<br />
- Que possa assumir responsabilidades.<br />
- Que possa assumir responsabilidades e cumpri-las.<br />
- Que não acredite em DOM DIVINO.<br />
- Que não tenha medo de errar.<br />
- Que não cometa o mesmo erro duas vezes.<br />
- Que goste de ler.<br />
- Que não use numerologia ou feng-shui no projeto de marcas.<br />
- Que saiba que o mercado de trabalho e academia não são coisas opostas.<br />
- Que tenha bom humor.<br />
- E por fim&#8230; que entenda que tudo isso que está acima parece brincadeira, mas que na verdade é algo muito sério.</p></blockquote>
<p>O objetivo do texto acima é em parte, também entreter, pois isso estimula que outros multipliquem a divulgação da vaga e ajuda na captação de candidatos. Mas se você observar bem, as exigências não são tão grandes e pedimos na verdade o mínimo de habilidades: <strong>O período universitário</strong> (afinal é uma vaga de estágio); <strong>saber desenhar símbolos</strong> (é uma vaga em um escritório que desenha marcas); e <strong>saber usar o corel</strong> (o que convenhamos, dá para aprender sozinho em duas semanas).</p>
<p>Não exigimos sequer experiência na área, coisa comum em todas as vagas que vemos, mesmo quando se trata de um estágio. Todos os demais itens da lista são ou meramente comportamentais (e diga-se de passagem, necessários em qualquer emprego), ou do que a pessoa deve “gostar”&#8230; E só queremos trabalhando aqui pessoas que gostem do que fazem.</p>
<p>É exigir muito? Alguns “candidatos” parecem achar que sim, e de alguma forma, ficaram ofendidos pelo que exigimos, tanto que recebemos as seguintes mensagens:</p>
<blockquote>
<h4>“Vocês fazem milhões de exigências na escolha de estagiário (acho que até esteriotipando) e lidam com a vaga como se fosse um prêmio&#8230;”</h4>
</blockquote>
<p>Em uma outra mensagem:</p>
<blockquote><p><strong> ”FAÇA UM FILHO E CRIE ELE PARA SER COMO VC QUER, IGUAL A  UM ROBO!!!!!!!!!<br />
APRENDA A SELECIONAR SEUS CANDIDATOS.”</strong></p></blockquote>
<p>Basta uma leitura atenta no texto da vaga para perceber que procuramos tudo, menos um “ROBO”. Procuramos sim uma pessoa que saiba discutir e interagir com outros seres humanos. Mas os casos acima não foram os únicos:</p>
<blockquote><p><strong>“Resumindo&#8230; O candidato não deva acreditar em Dom Divino para trabalhar numa empresa que acredita em milagres? È isso?  Eu decreto que em nome de Jesus Cristo este será o ano que você realmente conhecerá a cristo e terá uma esperiencia sobrenatural com ele! Antes de virar esse ano você entregará seus caminhos a ele!<br />
Boa sorte na sua seleção e que sua empresa prospere grandemente de acordo com a vontade de Deus!”</strong></p></blockquote>
<p>Fico feliz em dizer que aqui no escritório já trabalharam pessoas de várias religiões, isso não interfere em nada na vaga. O sentido de que “não acredite em dom divino” diz respeito somente a uma crença fundamental que temos no escritório: de que o resultado de cada projeto é fruto do trabalho, esforço e dedicação da equipe. Afinal, somos responsáveis também pelos fracassos e projetos reprovados, e culpar a Deus pela falta de inspiração, me parece uma tremenda sacanagem.</p>
<p>Bom&#8230; Para os que ficaram ofendidos com a vaga, peço sinceras desculpas, pois não foi em nenhum momento a nossa intenção.</p>
<p>Porém! Como já fui professor de Graduação, me dou também o direito de “puxar a orelha” de quem ainda é estudante, pois o problema central é que não foram capazes de atender um pré-requisito mínimo da vaga, obviamente não explicitado nos seus itens: A capacidade de ler e interpretar o texto corretamente. Isso é preocupante, afinal, tratam-se de universitários.</p>
<p>Será que cada vez mais nós designers além de não sabermos escrever estamos perdendo a capacidade até de ler? Conhecemos as palavras, mas não conseguimos interpretar e entender de verdade o que um texto diz? (veja também <a href="http://www.nataliailyin.net/blog.htm?post=659074" target="_blank">http://www.nataliailyin.net/blog.htm?post=659074</a>)</p>
<p>Mas os problemas não pararam por aí. Alguns dos currículos chegaram sem nome, ou sem os dados de contato e mensagens de e-mail que os acompanhava continha textos com a “grafia abreviada” típica de internet. No universo dos <em>instant messengers</em> ou mesmo no Twitter, não é um problema. Eu mesmo utilizo abreviações quando escrevo nestes meios. Mas ao se candidatar para uma vaga, é no mínimo, arriscado. Claro que na área de design temos ainda essa imagem “descolada”. Mas você nunca sabe quem vai ler e avaliar o seu currículo, portanto mais cuidado. Embora a maioria das faculdades não ensinem como elaborar e enviar um currículo (nem deveriam) existem muitos livros, revistas e sites que tratam do assunto, informação na própria internet não falta.</p>
<p>Existe um problema fundamental por trás disso tudo. A baixa qualidade das faculdades e dos alunos em cursos cada vez mais numerosos de graduação em design, o que somada a baixa oferta de estágios, cria uma demanda muito grande por cada vaga. É essa demanda que cria a percepção de que a vaga é um “premio” o que obviamente não deveria ser.</p>
<p>Isso é especialmente ruim, pois torna uma coisa que deveria ser simples como um estágio em “a oportunidade de uma vida”, e como poucas vagas se enquadram no perfil do aluno, isso gera claro um sentimento de frustração. Isso não significa que não existam vagas para ele, mas que esta em particular não se enquadra no seu perfil. Deveria ser algo normal. A reação que recebemos é justamente uma coletânea de agressões ao perfil exigido pela vaga, como se ela fosse utópica, irreal e portanto frustrante.</p>
<p>O que falta dizer, é que o outro lado também existe. Várias pessoas bacanas (mesmo de outros estados) se identificaram muito com a vaga justamente porque perceberam que ela se encaixa com o seu perfil e a sua visão da profissão, o que foi ótimo. Algumas se entusiasmaram até demais, o que nos deixa vaidosos por um lado, mas também com uma tremenda responsabilidade de lidar com altas expectativas, por outro.</p>
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