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	<title>Sebastiany Branding &#187; estágio</title>
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	<description>Blog da Sebastiany Branding, escritório especializado em estratégia e design de marcas</description>
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		<title>Entrevista &#124; Karina Campanha</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2010 17:17:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sebastiany Branding</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Campanha]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; Semana passada publicamos a entrevista com o Sócio Diretor da Sebastiany, Akira Goto, e hoje é Karina Campanha que conta um pouco de sua história no escritório, fala sobre a marca da copa, entre outros assuntos. Confiram! O que você fazia antes de entrar na Sebastiany Design? Eu era escriturária em uma escola de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-500" title="Karina Campanha" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/11/Karina-Campanha.jpg" alt="Karina Campanha" width="460" height="266" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Semana passada publicamos a entrevista com o Sócio Diretor da Sebastiany, <a href="http://www.sebastiany.blog.br/index.php/entrevista-akira-goto/" target="_blank">Akira Goto</a>, e hoje é Karina Campanha que conta um pouco de sua história no escritório, fala sobre a marca da copa, entre outros assuntos. Confiram!</p>
<p><strong>O que você fazia antes de entrar na Sebastiany Design?<br />
</strong>Eu era escriturária em uma escola de ensino fundamental integral de São Caetano do Sul. Além das tarefas encarregadas desta profissão, eu também ajudava na parte mais artística, pois criava e desenvolvia convites e folders de eventos, mostras e festas.</p>
<p><strong>Como aconteceu a sua contratação para a Sebastiany? Tudo isso pelo seu TCC ou você já pretendia seguir nesta área?</strong><em> (pergunta do <a href="http://www.flickr.com/photos/luiizamoriim/" target="_blank">Luiz Amorim</a>)</em><br />
O curso de graduação que fiz foi Desenho Industrial com habilitação em Programação Visual e Projeto do Produto. Até o final do primeiro ano eu não tinha ideia de qual área eu queria seguir, mas tudo apontava que seria Projeto do Produto. Porém quando comecei o segundo ano, as disciplinas relacionadas à área gráfica começaram a me chamar mais a atenção, até que tivemos que fazer um trabalho de redesenho de marca e outro de representação simbólica da personalidade de uma pessoa, e foi quando eu me interessei pelo assunto. Na época, eu não estava trabalhando até que fui chamada para ser escriturária na Prefeitura de São Caetano do Sul na área da Educação, e aceitei porque achava que as chances de conseguir um emprego na área eram mínimas, devido à minha inexperiência. Enfim, chegado o quarto e último ano da faculdade, tínhamos a difícil tarefa de escolher o tema para o PIG (Projeto Interdisciplinar de Graduação) e foi aí que me dei conta de que podíamos desenvolver uma marca para um evento de grande notabilidade, já que eu e o <a href="http://twitter.com/caireuchoa" target="_blank">Cairê Uchoa</a> nos interessávamos pelo assunto. Ainda no primeiro semestre do ano final fiquei sabendo que quem não tivesse as horas estágio cumpridas não me formaria [¬¬’]. Foi aí que acordei pra vida, e sabendo que a área de marcas me interessava e muito, comecei a fazer buscas direcionadas até que apareceu uma vaga de estágio na Sebastiany. Mandei o CV, fiz a entrevista e dias depois fui chamada para fazer parte da equipe.<span id="more-499"></span></p>
<p><strong>Como foi para você o processo de seleção e entrevista? Como você se sentiu?</strong><br />
Bom, quando comecei a procurar por estágio, minha busca já estava direcionada para a área de marcas, foi aí que encontrei uma vaga disponível para estágio na Sebastiany. Quando entrei no site, me deu aquele friozinho na barriga e fiquei empolgadíssima, pois tive a certeza de que era aquilo que eu queria, e então mandei meu CV. Na semana seguinte fui chamada! Durante a entrevista, eu estava um tanto quanto nervosa, porém tentei disfarçar, pois tinha colocado na minha cabeça que eu teria que lutar pela vaga, pois sabia que era bastante disputada e eu ainda não tinha experiência na área. <a href="http://br.linkedin.com/in/mskulpas" target="_blank">Andrea Kulpas</a>, a pessoa quem me entrevistou, explicou que teria uma marca para vetorizar, mas na hora a minha cabeça deu um giro porque pensei: “Deve ter alguma pegadinha aí!”. Então, o que fiz?! Alternei mil vezes as janelas do Corel e do Visualizador de imagens  e fui observando detalhe por detalhe, e vetorizando a marca. Após sair do escritório, fiquei pensando e achei ter me equivocado em relação à finalização do desenho. Pra mim, a minha chance tinha acabado aí. Fiquei puta comigo mesma! Passou uns dias, eu ainda meio que inconformada, recebi uma ligação falando que eu tinha conseguido a vaga. Foi sensacional!</p>
<p>Mais tarde, assim como o Akira, fiquei sabendo que eu tinha sido a segunda opção, pois a primeira já havia se formado.</p>
<p>Em tempo, no primeiro dia de trabalho o pessoal começou a falar que eu “dirigia sem embreagem”, porque quando compararam a imagem e o vetor, o resultado foi impactante. (Palavras da equipe!)</p>
<p><strong>Dentro da gestão e criação de marcas qual a atividade você mais se identifica ou mais tem se identificado?</strong><br />
Naming, criação de logotipos, aperfeiçoamento técnico e malhas construtivas.</p>
<p><strong>Quais marcas fazem parte do seu dia-a-dia?</strong><br />
Dove, Ox, Colgate, Listerine, Natura, Johnson e Johnsons, Unilever, Vasenol, Racco, Rexona, Always, Intimus, Schering, Risqué, Colorama, Impala, Deca, Lorenzetti, LG, Taiff, Philips, Panasonic, Sony, Avon, Color Trend, Vult, Trident, Hp, Gradiente, Brastemp, Eletrolux, Ultragaz, Prefixo, Lupo, Hering, Luigi Bertolli, Marisa, Miroa, Pink, Vizzano, Oxer, C&amp;A, Adidas, Nike, Puma, Havaianas, Via Uno, Regina Rios, All Star, Warner, Universal, Disney, Tramontina, George Foreman, Nescau, Nestlé, Sadia, Tetra Pak, DAE-SCS, Eletropaulo, Gold, Jas, Apple, Tp-Link, Telefônica, Vivo, Oi, NET, Microsoft, Intel, CAIO, Mercedes, EMTU, Metrô, CMT, CET, DTV, Bom, Bilhete Único, viaQuatro, Alstom, Osram, VIPE, Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul, Governo do Estado de São Paulo, Coop, Correios, Papaiz, Real, Sebastiany, Corel, Adobe, Google, Abril,  Santander, HSBC, Visa, Kibon, Tilibra, Epson, Comfee, Coca-Cola, Mc Donald’s, BrOffice, Dot Project, Locaweb, Facebook, Orkut, Hotmail, Globo.com, G1, Twitter, You Tube, Flickr, Internet Explorer, Stabilo, Piloto, Faber Castell, Bic, Chamex, Report Suzano, PANTONE, 3M, Samsung, Santa Helena, Casas Bahia, Skype, Tigre, Becel, Omo, National Geographic, Accor, Bauduco, União, Discovery, Fox, Lacta, WordPress, Pernambucanas, Probel&#8230;</p>
<p><strong>Como as marcas que te rodeiam afetam o seu dia-a-dia?</strong><br />
As marcas são fundamentais no meu dia-a-dia, pois influenciam em minhas decisões, ou seja, existem aquelas as quais confio e mais me identifico, e por isso crio um vínculo elas. Elas são capazes de diferenciar e evidenciar a minha identidade e personalidade.</p>
<p><strong>Se você fosse uma marca, que marca seria e por que?</strong><br />
Google. É ativa, jovem e simples. Inspira confiabilidade e se mostra prestativa, eficiente e eficaz, sem deixar de ser alegre. Independente da quantidade de informação se mantém organizada e é sociável, revelando que em parceria pode sempre agregar valores para apresentar novas soluções.</p>
<p><strong>Como vocês encontram o ponto ideal entre objetividade e subjetividade em uma marca?</strong><em> (pergunta do <a href="http://www.flickr.com/photos/udnei_aversa/" target="_blank">Udnei Aversa</a>)</em><br />
Tudo depende da necessidade da marca, o que ela precisa comunicar, como ela deve fazer isso e porquê. Assim, conseguimos delinear o seu direcionamento e o ponto ideal que ela deve alcançar para transmitir o que é preciso.</p>
<p><strong>O que inspira o pessoal de criação da Sebastiany? O que funciona como motor para a criatividade de vocês? Isso pode variar de acordo com o projeto?</strong><em> (pergunta do <a href="http://www.flickr.com/photos/54530075@N05/" target="_blank">rrcoutinho</a>)</em><br />
Se tratando de marcas, existem projetos mais simples e outros mais complexos, porém guiados por uma metodologia de trabalho bem estruturada e funcional, conseguimos obter ótimos resultados através de muito trabalho, que envolve pesquisas, estudo e repertório, que ao longo dos projetos vai aumentando devido às informações absorvidas de cada um. Após esse processo conseguimos traçar, de maneira mais objetiva, caminhos mais adequados para a criação e desenvolvimento de cada projeto.</p>
<p><strong>A metodologia da Sebastiany para criação da marca em um ambiente que hoje é mais digital, transmidia, mudou? </strong><em>(pergunta do <a href="http://www.flickr.com/photos/35511789@N08/" target="_blank">indiane puma</a>)</em><br />
Não, no que diz respeito à essência do processo de criação. Acredito que existem muitas coisas que ainda são resolvidas melhor à mão do que direto no computador. Não podemos nos prender ao fato de que a tecnologia está cada vez mais avançada e esquecer o que as mãos e os diferentes materiais como lápis de cor, caneta, canetinha, giz de cera etc, podem nos proporcionar. O que quero dizer é que, existem e continuarão existindo projetos que necessitam de muito estudo feito à mão, seja por causa de um traço aqui ou um ajuste tipográfico ali.</p>
<p><strong>Algo que é constantemente discutido por especialistas da área é um perfil do design brasileiro. Primeiro eu gostaria de saber se concordam que existe esse perfil ou se o cenário nacional é apenas um aglomerado do que acontece lá fora. </strong><em>(pergunta do <a href="http://www.flickr.com/photos/gustavotampa/" target="_blank">Gustavo Tampa</a>)</em><br />
Não considero o cenário nacional um aglomerado do que acontece lá fora, mas isso não significa dizer que não é e não foi influenciado por isso, afinal acredito que hoje o Design brasileiro possui um perfil próprio construído com bases nas influências européias como a Bauhaus e a escola de Ulm. Esse perfil merece destaque, pois é formado pela sua heterogeneidade de culturas e tradições advindas de sua regionalidade, porém, o ponto principal está em como expressar isso ao mundo, sem criar uma imagem pejorativa. O que, em minha opinião, precisa ser mais bem analisado é essa materialização de conceitos, tornando-os benéficos à imagem do país e da sociedade. É deixar gravado na memória estrangeira que há muito que se pode ser explorado como sinônimo de Brasil, assim como a cordialidade, a receptividade, o seu forte aspecto de terra provedora, e é justamente por isso que fica tão difícil atribuir uma única essência ao design brasileiro, pois este não é composto de uma e sim de várias. Portanto, considero que o design brasileiro possui sim um perfil próprio, mas com um toque de estrangeirismo.</p>
<p><strong>O que faz da Sebastiany uma equipe? </strong><em>(pergunta do <a href="http://www.flickr.com/photos/54628918@N03/" target="_blank">SASHQUARE</a>)</em><br />
Equipe é sinônimo de trabalho em conjunto, pois embora cada um tenha a área que mais se identifica, estão sempre se ajudando e buscando melhores soluções. A essência da combinação de cada estilo, experiência e repertório é o que torna a receita final mais gostosa, ou seja, é o que faz de um grupo, uma equipe. Isso é o essencial para o sucesso de um projeto.</p>
<p><strong>Julgando o livro pela capa, como já diz o velho ditado, posso pressupor que na Sebastiany existe uma grande variedade de estilos de vida e até mesmo de experiências. Qual a importância de uma equipe com tais variedades na hora de agregar valor à qualidade dos trabalhos? </strong><em>(pergunta do <a href="http://www.flickr.com/photos/gustavotampa/" target="_blank">Gustavo Tampa</a>)</em><br />
Todo livro tem capítulos e cada um trata de algo pouco ou totalmente diferente do outro, mas em todos os casos um acaba por se completarem, dando coerência e forma ao produto final. O mesmo acontece com um projeto, pois embora exista uma variedade de estilos, gostos e experiências na equipe, o conhecimento de um, completa o do outro, e aí é que entra a grande diferença de trabalhar em equipe e trabalhar em grupo. O mais difícil quando se trabalha em grupo é dividir as tarefas, pedir ajuda e indicar quem se esforçou mais, entretanto o mais fácil é apontar um culpado quando algo dá errado. Por outro lado, quando se trabalha em equipe, as tarefas circulam e cada um conhece cada uma delas e ajuda a agregar valores em cada etapa; não existe problema algum em pedir ajuda, afinal cada um está lá para dar suporte ao outro; o esforço é algo coletivo e que todos reconhecem e a falha é de todos, e são elas que geram aprendizados.</p>
<p><strong>Após a convivência na Sebastiany, o que a agência pôde agregar a cada um de vocês? Tanto aspecto profissional quanto pessoal.</strong> <em>(pergunta do José, da banda <a href="http://www.flickr.com/photos/the_cleaners/" target="_blank">The Cleaners</a>)</em><br />
Por ser minha única experiência na área, posso dizer que a Sebastiany agregou e muito na minha bagagem profissional. Trabalhar com metodologia e estratégia me fez entender que, de fato, criatividade não é a parte essencial de um projeto, e que uma boa marca não necessariamente é aquela menos ou mais bonita, aquela que é mais bem desenhada e tampouco a mais criativa ou que tem uma boa sacada, mas uma boa marca é aquela que tem personalidade, aquela que comunica, identifica e diferencia seus principais pontos, e é isso que a torna única. Quanto ao aspecto pessoal, digo que depois que entrei na Sebastiany entendi o real e puro significado da palavra EQUIPE e tudo que ele permeia, e isso reflete bastante nos meus valores pessoais e morais.</p>
<p><strong>Qual seu projeto favorito desenvolvido pela Sebastiany?</strong><br />
É um projeto recente que ainda não pode ser divulgado. Gosto bastante desse projeto, pois o desenvolvimento do mesmo contempla desde a plataforma de marca até a criação de um sistema integrado de submarcas. Além de eu ter participado de todas as etapas, foi o primeiro projeto de Branding completo que coordenei.</p>
<p><strong><a href="http://www.flickr.com/photos/karina_campanha/sets/72157624125335451/" target="_blank">Seu trabalho de conclusão de curso</a> foi a marca para a Copa do Mundo Brasil 2014. Qual sua opinião sobre a polêmica marca atual?</strong><br />
Acredito que tudo que envolve a marca da Copa do Mundo do Brasil 2014 ainda não está e não ficará muito claro na cabeça das pessoas. Primeiramente, já considero uma grande falha essa marca ter “escapado” e sido publicada sem sequer uma breve explicação do seu conceito ou de sua real autoria. Em seguida, publicada em novamente ainda sem nenhuma explicação sobre, e ao invés disso, a informação de que esta havia sido escolhida entre sete diferentes opções, por um grupo de “notáveis”. Paralelo a isso, surgiram discussões relacionadas à autoria da marca, e também especulações sobre a FIFA e seu verdadeiro processo para a escolha da agência que iria criar a marca. Enfim, a “porqueira” já está feita: a marca que irá representar a Copa do Brasil 2014 foi criada por uma agência brasileira de publicidade e propaganda, e teve uma tremenda rejeição pelo público, em especial nacional. Merecida, pois seus aspectos negativos superam os positivos.Em minha opinião, existem muito bons escritórios brasileiros especializados em Branding e criação de marcas que têm a capacidade de desenvolver um projeto muito bem conceituado e desenhado, e tendo em vista que a marca oficial foi criada por uma agência de propaganda não é de se estranhar que esse assunto tenha dado o que falar, mesmo tendo uma boa intenção no conceito. Quando se cria uma marca dessa envergadura, deve-se considerar, acima de tudo, que a marca irá representar a imagem do seu país, e é aí que a marca oficial falhou, e muito. Por mais que haja a intenção de comunicar uma união pela busca da taça e a brasilidade, o desenho transmite de maneira muito clara um aspecto primário e óbvio, o que não é o Brasil, destacado por sua regionalidade, mistura de cores e raças, e por sua cordialidade.</p>
<p><strong>Mesmo em um trabalho acadêmico, quais foram as maiores dificuldades na abordagem projetual e metodológica da criação da marca de um evento desta envergadura?</strong><br />
Bom, posso dizer que a definição do conceito, no começo, foi um pouco complicada, tendo em vista que o nosso objetivo principal era criar uma marca e sua identidade que representassem o Brasil para o mundo de maneira benéfica e não pejorativa.  Feito isso, estabelecemos etapas a serem cumpridas para nos auxiliar a traçar o caminho mais adequado para transmitir esse conceito, logo além de buscar mais conhecimento em design estratégico de marcas tivemos que fazer inúmeras pesquisas dos mais variados assuntos envolvidos, desde o futebol até a análise do comportamento do brasileiro e do estrangeiro. Creio que a nossa maior dificuldade foi para resolver o desenho; desenhamos e desenhamos muito para chegar a algo coerente com o conceito, e após isso desenhamos mais um pouco para sintetizar a marca e finalizá-la. Com a marca solucionada, os outros itens ficaram mais fáceis de resolver.</p>
<p><strong>Você acredita que marcas de eventos e comemorações, assim como a da Copa do Mundo e Olimpíadas por serem efêmeras, devem ser tratadas diferentemente de uma marca de empresa?</strong><br />
Embora esses eventos sejam efêmeros no que se diz respeito à duração limitada, envolvem um complexo processo de criação onde o grande desafio é conseguir estabelecer um valor duradouro e pregnante. E para isso, é necessário conhecer e entender tudo o que diz respeito ao assunto e ao evento, além de mapear muito bem os pontos de contato da marca, para que ela transmita de maneira estratégica e benéfica sua imagem. Devido à relevância desses tipos de projetos, é muito importante também, estabelecer de maneira simples e objetiva as diretrizes gráficas para orientar diferentes projetos e diversas aplicações. Embora os eventos e comemorações sejam efêmeros, a marca não é, ou seja, é a marca que vai ser resgatada na memória todas as vezes que o assunto for retomado, mesmo passado décadas. É ela que ficará gravada na história e ditará as tendências envolvidas na época de tal evento.</p>
<p><strong>Quais outros escritórios você admira?</strong><br />
<a href="http://www.interbrand.com" target="_blank"> Interbrand</a>, <a href="http://www.futurebrand.com/" target="_blank">Futurebrand</a>, <a href="http://www.landor.com" target="_blank">Landor</a>, <a href="http://www.tatil.com.br/" target="_blank">Tátil</a>, <a href="http://www.matrizdesenho.com.br/" target="_blank">Matriz Desenho</a> e <a href="http://www.nodesign.com.br/site.html" target="_blank">Nó Design</a>.</p>
<p><strong>Além do design, quais assuntos te interessam e fazem você buscar conhecimento?</strong><br />
Computação Gráfica, Animação 2D e 3D, desenho, escultura (papel, massa de modelar) e esportes.</p>
<p>E aí, pessoal, o que acharam? Sexta-feira que vem é o Raniere quem dá as caras por aqui!</p>
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		<title>Pérolas do Estágio</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/perolas-do-estagio-em-design/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 21:40:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[currículo]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[estagiário]]></category>
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		<category><![CDATA[pérolas]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>
		<category><![CDATA[vaga]]></category>

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		<description><![CDATA[No final de janeiro deste ano, abrimos na Sebastiany uma nova vaga para estágio. Algo bom correto? Afinal, é sinal do crescimento do mercado em design e qualquer vaga de estágio, não importa onde, é uma oportunidade para um estudante, seja para aprender fazer um bom projeto, seja para aprender a lidar com um chefe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/sebastiany/4313690505/"><img class="alignnone" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2751/4313690505_2dbd272e7d.jpg" alt="" width="450" height="296" /></a></p>
<p>No final de janeiro deste ano, abrimos na Sebastiany uma nova vaga para estágio. Algo bom correto? Afinal, é sinal do crescimento do mercado em design e qualquer vaga de estágio, não importa onde, é uma oportunidade para um estudante, seja para aprender fazer um bom projeto, seja para aprender a lidar com um chefe chato. Não importa! Afinal é só um estágio!</p>
<p><span id="more-224"></span></p>
<p>Ainda assim é surpreendente o grau de respostas emocionais, positivas e negativas, que uma simples divulgação de vaga, como a que fizemos, pode provocar. Foi a primeira vez que utilizamos o twitter para divulgar uma vaga, e nele a divulgação se multiplicou até literalmente se perder de vista.</p>
<p>Para colocar você no contexto desta história, há 3 anos divulgamos na internet as vagas que abrimos na Sebastiany sempre com o mesmo texto abaixo, mudando apenas a primeira linha quando a vaga é para profissional formado:</p>
<blockquote><p><strong>- Estar cursando do 6º ao 8º semestre de curso superior em design.</strong><strong><br />
</strong>- Ter Inteligência.<br />
- Ter Paciência.<br />
<strong>- Possuir habilidade no desenho de símbolos.</strong><strong><br />
</strong>- Gostar de desenho de letterings e logotipos.<br />
- Gostar de projetos gráficos.<br />
<strong>- Dominar o Corel. (sim é verdade!)</strong><strong><br />
</strong>- Saber trabalhar em equipe.<br />
- Que não use o termo “logomarca”.<br />
- Que goste MUITO do desenvolvimento de marcas.<br />
- Que não tenha ego inflado nem complexo de inferioridade.<br />
- Que saiba levar o trabalho a sério.<br />
- Que saiba (ou imagine) que branding e identidade visual NÃO são a mesma coisa.<br />
- Que possa assumir responsabilidades.<br />
- Que possa assumir responsabilidades e cumpri-las.<br />
- Que não acredite em DOM DIVINO.<br />
- Que não tenha medo de errar.<br />
- Que não cometa o mesmo erro duas vezes.<br />
- Que goste de ler.<br />
- Que não use numerologia ou feng-shui no projeto de marcas.<br />
- Que saiba que o mercado de trabalho e academia não são coisas opostas.<br />
- Que tenha bom humor.<br />
- E por fim&#8230; que entenda que tudo isso que está acima parece brincadeira, mas que na verdade é algo muito sério.</p></blockquote>
<p>O objetivo do texto acima é em parte, também entreter, pois isso estimula que outros multipliquem a divulgação da vaga e ajuda na captação de candidatos. Mas se você observar bem, as exigências não são tão grandes e pedimos na verdade o mínimo de habilidades: <strong>O período universitário</strong> (afinal é uma vaga de estágio); <strong>saber desenhar símbolos</strong> (é uma vaga em um escritório que desenha marcas); e <strong>saber usar o corel</strong> (o que convenhamos, dá para aprender sozinho em duas semanas).</p>
<p>Não exigimos sequer experiência na área, coisa comum em todas as vagas que vemos, mesmo quando se trata de um estágio. Todos os demais itens da lista são ou meramente comportamentais (e diga-se de passagem, necessários em qualquer emprego), ou do que a pessoa deve “gostar”&#8230; E só queremos trabalhando aqui pessoas que gostem do que fazem.</p>
<p>É exigir muito? Alguns “candidatos” parecem achar que sim, e de alguma forma, ficaram ofendidos pelo que exigimos, tanto que recebemos as seguintes mensagens:</p>
<blockquote>
<h4>“Vocês fazem milhões de exigências na escolha de estagiário (acho que até esteriotipando) e lidam com a vaga como se fosse um prêmio&#8230;”</h4>
</blockquote>
<p>Em uma outra mensagem:</p>
<blockquote><p><strong> ”FAÇA UM FILHO E CRIE ELE PARA SER COMO VC QUER, IGUAL A  UM ROBO!!!!!!!!!<br />
APRENDA A SELECIONAR SEUS CANDIDATOS.”</strong></p></blockquote>
<p>Basta uma leitura atenta no texto da vaga para perceber que procuramos tudo, menos um “ROBO”. Procuramos sim uma pessoa que saiba discutir e interagir com outros seres humanos. Mas os casos acima não foram os únicos:</p>
<blockquote><p><strong>“Resumindo&#8230; O candidato não deva acreditar em Dom Divino para trabalhar numa empresa que acredita em milagres? È isso?  Eu decreto que em nome de Jesus Cristo este será o ano que você realmente conhecerá a cristo e terá uma esperiencia sobrenatural com ele! Antes de virar esse ano você entregará seus caminhos a ele!<br />
Boa sorte na sua seleção e que sua empresa prospere grandemente de acordo com a vontade de Deus!”</strong></p></blockquote>
<p>Fico feliz em dizer que aqui no escritório já trabalharam pessoas de várias religiões, isso não interfere em nada na vaga. O sentido de que “não acredite em dom divino” diz respeito somente a uma crença fundamental que temos no escritório: de que o resultado de cada projeto é fruto do trabalho, esforço e dedicação da equipe. Afinal, somos responsáveis também pelos fracassos e projetos reprovados, e culpar a Deus pela falta de inspiração, me parece uma tremenda sacanagem.</p>
<p>Bom&#8230; Para os que ficaram ofendidos com a vaga, peço sinceras desculpas, pois não foi em nenhum momento a nossa intenção.</p>
<p>Porém! Como já fui professor de Graduação, me dou também o direito de “puxar a orelha” de quem ainda é estudante, pois o problema central é que não foram capazes de atender um pré-requisito mínimo da vaga, obviamente não explicitado nos seus itens: A capacidade de ler e interpretar o texto corretamente. Isso é preocupante, afinal, tratam-se de universitários.</p>
<p>Será que cada vez mais nós designers além de não sabermos escrever estamos perdendo a capacidade até de ler? Conhecemos as palavras, mas não conseguimos interpretar e entender de verdade o que um texto diz? (veja também <a href="http://www.nataliailyin.net/blog.htm?post=659074" target="_blank">http://www.nataliailyin.net/blog.htm?post=659074</a>)</p>
<p>Mas os problemas não pararam por aí. Alguns dos currículos chegaram sem nome, ou sem os dados de contato e mensagens de e-mail que os acompanhava continha textos com a “grafia abreviada” típica de internet. No universo dos <em>instant messengers</em> ou mesmo no Twitter, não é um problema. Eu mesmo utilizo abreviações quando escrevo nestes meios. Mas ao se candidatar para uma vaga, é no mínimo, arriscado. Claro que na área de design temos ainda essa imagem “descolada”. Mas você nunca sabe quem vai ler e avaliar o seu currículo, portanto mais cuidado. Embora a maioria das faculdades não ensinem como elaborar e enviar um currículo (nem deveriam) existem muitos livros, revistas e sites que tratam do assunto, informação na própria internet não falta.</p>
<p>Existe um problema fundamental por trás disso tudo. A baixa qualidade das faculdades e dos alunos em cursos cada vez mais numerosos de graduação em design, o que somada a baixa oferta de estágios, cria uma demanda muito grande por cada vaga. É essa demanda que cria a percepção de que a vaga é um “premio” o que obviamente não deveria ser.</p>
<p>Isso é especialmente ruim, pois torna uma coisa que deveria ser simples como um estágio em “a oportunidade de uma vida”, e como poucas vagas se enquadram no perfil do aluno, isso gera claro um sentimento de frustração. Isso não significa que não existam vagas para ele, mas que esta em particular não se enquadra no seu perfil. Deveria ser algo normal. A reação que recebemos é justamente uma coletânea de agressões ao perfil exigido pela vaga, como se ela fosse utópica, irreal e portanto frustrante.</p>
<p>O que falta dizer, é que o outro lado também existe. Várias pessoas bacanas (mesmo de outros estados) se identificaram muito com a vaga justamente porque perceberam que ela se encaixa com o seu perfil e a sua visão da profissão, o que foi ótimo. Algumas se entusiasmaram até demais, o que nos deixa vaidosos por um lado, mas também com uma tremenda responsabilidade de lidar com altas expectativas, por outro.</p>
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