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	<title>Sebastiany Branding &#187; gráfico</title>
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	<description>Blog da Sebastiany Branding, escritório especializado em estratégia e design de marcas</description>
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		<title>Entendeu, ou quer que eu desenhe?</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 17:25:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deia Kulpas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
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		<description><![CDATA[Artigo sobre a perda de tempo que é a discussão ferrenha entre softwares, e de como a mesma nos afasta das questões importantes da profissão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/03/paint1.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-296" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/03/paint1.gif" alt="" width="456" height="419" /></a></p>
<p>Já acreditei em rixas entre (<em>facções)</em> de usuários de programas e plataformas. Já fui da turma do illustrator, já fui da turma do corel draw.  Já defendi o PC, já levantei a bandeira da Apple.</p>
<p>Mas o que aprendi após 10 anos de trabalho na área é que nunca cheguei a lugar algum gastando meu precioso tempo e energia em tópicos como esses. E como você irá perceber, este artigo não é sobre qual software é melhor, nem sobre “o que importa é o profissional”.</p>
<p><span id="more-292"></span></p>
<p>Talento não vem junto com o programa de instalação. Infelizmente. Bem como soluções para questões de estratégia, cobrança, metodologia, planejamento e condução de um projeto em design.</p>
<p>Fico abismada como se perde tempo massacrando o usuário de uma ferramenta e não se aplica esse mesmo esforço com questionamentos sobre a capacidade de compreender um cliente, seus problemas e suas reais necessidades. O empenho em buscar uma solução para um projeto fica limitado nesta discussão ao papel de coadjuvante quando deveria ser o protagonista.</p>
<p>Sou usuária de ambas as plataformas, Windows e Mac OS, Corel e Illustrator.  Tenho plena ciência das vantagens e desvantagens de cada um. Aliás,  confesso que sou até grata por isso, uma vez que ambos softwares têm se empenhado em copiar as vantagens um do outro na intenção de aprimorar suas versões. Por mais que eles sejam incríveis, nunca resolveram meus problemas de gestão de projetos, que ao meu ver são intrínsecos à “profissão designer”.</p>
<p>E ainda no âmbito dos temas relacionados à discussões do segmento, já são  notórias as consequências prejudiciais ao projeto de “se fechar em uma bolha”, e o tiro no pé que isso representa profissionalmente. A troca de experiências e as vivências são necessárias para nossa profissão, uma vez que repertório é fundamental ao lidar com diferentes briefings. Em nenhum momento o software usado foi determinante para o cliente aprovar ou não um projeto, por isso me soa incongruente um designer se isolar de maneira agressiva, adotando um comportamento de manada, repetindo clichês e fórmulas prontas.</p>
<p>Ferramentas são necessárias sim, mas o fato de outros colegas de profissão utilizarem softwares diferentes não representa nem uma ameaça, nem um obstáculo no crescimento da minha profissão e muito menos do segmento. Já não sei se posso dizer o mesmo sobre debates infinitos sobre a homogeneização de plataformas e idéias.</p>
<p>Enquanto nenhum software resolve nem os problemas da profissão, nem os de projeto, prefiro a objetividade de um diagrama de frutas.</p>
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		<title>Curso de Tecnólogo em Design Gráfico, é válido?</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/curso-de-tecnologo-em-design-grafico-e-valido/</link>
		<comments>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/curso-de-tecnologo-em-design-grafico-e-valido/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 22:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
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		<category><![CDATA[Ética]]></category>
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		<description><![CDATA[Curso de Tecnólogo em Design Gráfico, é válido? Este artigo debate ambos os pontos de vista, a favor e contra os cursos de formação de 2 anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://farm3.static.flickr.com/2336/2122939844_0b1a3a9930.jpg" alt="" width="450" height="279" /></p>
<p>Recentemente recebemos no nosso formspring a seguinte pergunta:</p>
<blockquote><p><span style="color: #ff6600;">&#8220;</span><strong><span style="color: #ff6600;">Queria saber o que vocês acham do Curso Tecnólogo em Design Gráfico, mesmo sendo um curso rápido (2anos), é válido?&#8221;</span></strong></p></blockquote>
<p>Questão delicada, e até polêmica para algumas pessoas&#8230; portanto para quem for ler este artigo, pediremos calma e tranqüilidade, pois é um tema que geralmente levanta os ânimos (e porque não dizer a fúria) tanto de quem é a favor, quanto de quem é contra este tipo de curso.</p>
<p><span id="more-286"></span></p>
<p>Para facilitar, vamos fazer um comparativo.</p>
<p>Muitas profissões reconhecidas e regulamentadas tem “versões técnicas” com cursos superiores de 2 anos ou menos. Isso é fato.</p>
<p>Técnico em enfermagem, técnico e nutrição, técnico em química, em eletrônica, em informática, em mecânica, em contabilidade, em farmácia, em edificações etc&#8230; basta dar uma busca no google para ver que a lista continua.</p>
<p>Mas um técnico em nutrição, não é um nutricionista, da mesma forma que um técnico em farmácia não é um farmacêutico e assim por diante. Isso não está em discussão, e um aluno que faz um curso técnico sabe que não obterá um diploma de bacharelado. Até aqui tudo bem?</p>
<p>Estas formações existem tanto para atender as necessidades do mercado, quanto para oferecer ao aluno uma formação mais barata e rápida que agilize o seu ingresso no mercado de trabalho. Concorde ou não, essa é a realidade.</p>
<p>Portanto, um curso de Tecnólogo em Design Gráfico é sim válido, para atender a essa demanda do mercado e dos alunos. Mas da mesma forma que os demais, é um curso que não forma um Designer Gráfico, e sim um Técnico em Design Gráfico.</p>
<p>A idéia seria formar um profissional técnico para atender as demandas também do mercado. Em uma mera hipótese, em um “mundo ideal” o Técnico em Design Gráfico não seria um diretor de arte mas sim, aquele que faz atividades mais ligadas a produção, como aplicação de um conteúdo de uma revista em um projeto gráfico mais rígido, produção de manuais, acompanhamento de gráfica e finalização de algumas artes.</p>
<p>Como a profissão não é regulamentada, as faculdades com estes cursos “vendem” subjetivamente a ILUSÃO de um atalho ao aluno e de que ele será tão “designer” quanto o que fez um curso com o dobro da carga horária.</p>
<p>A questão é matemática, 4 anos é o dobro de 2. O dobro de experiência, o dobro do conteúdo, o dobro de estudos, o dobro de aprendizado. Se fossem a mesma coisa, não haveriam mais cursos de 4 anos, afinal, para que pagar o dobro se o resultado é “quase o mesmo”?. Quem escolhe um curso de 2 anos porque acha que é a mesma coisa que um de 4, está se enganando.</p>
<p>A mesma lógica vale para além da graduação. Se você fez mais de uma faculdade, se fez pós graduação, se busca ler ou fazer cursos de extensão, tudo isso influencia na sua capacidade como profissional pela carga horária de estudos. Quem se contenta com um curso de 4 anos, também está se iludindo.</p>
<p>O problema que esbarramos aqui é o da regulamentação. Em todos os cursos técnicos listados acima existem limites de que atividades o profissional pode desenvolver. Quais seriam os limites do Técnico em Design Gráfico? Difícil responder não?</p>
<p>É difícil sim, pois entram aqui outras variáveis, como o potencial do indivíduo. Quem disse que um técnico em design gráfico não tem potencial para virar um ótimo designer, criador ou diretor de arte? Será que queremos impor limite ao talento?</p>
<p>Sempre existirão os talentos que irão superar os limites da própria formação, da mesma forma que outros sairão medíocres de cursos de 4 anos. Ambos os casos ocorrem.</p>
<p>Nesta semana contratamos, após um período de experiência, um jovem profissional aqui no escritório com bastante talento, e uma postura comprometida com o trabalho e com a equipe. Como não sou eu quem decide as contratações, descobri somente agora que a formação dele é tecnólogo em design de mídia digital. Somos um escritório de design de marcas, e quer saber? Sinceramente, isso não fez a menor diferença para mim.</p>
<p>Alguns poderiam agora dizer que o moral dessa história é: “Não importa o curso, o que importa é o aluno!”.</p>
<p>Mas eu prefiro dizer “Se ele já é um ótimo profissional com um curso de 2 anos, imagine com um de 4? Ou com uma pós&#8230;?”</p>
<p>Seja em um curso de 2 ou 4 anos, o importante é não se contentar e continuar sempre estudando e aprendendo. O que não pode ocorrer é usar o talento ou o diploma como “muleta” para a preguiça de estudar.</p>
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		<title>O design gráfico para o designer gráfico</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/o-design-grafico-para-o-designer-grafico/</link>
		<comments>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/o-design-grafico-para-o-designer-grafico/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 23:01:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[designer]]></category>
		<category><![CDATA[gráfico]]></category>
		<category><![CDATA[prática profissional]]></category>

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		<description><![CDATA[As dificuldades de se encontrar novos clientes, dispostos a investir em design, o que é diferente de "gastar" com design, já são conhecidas por nós, que sentimos na pele as dificuldades de manter um fluxo de caixa constante em nossos escritórios]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" title="cardápio do il barista" src="http://farm1.static.flickr.com/190/494054887_cb83b19910.jpg" alt="" width="460" height="300" /></p>
<p>As dificuldades de se encontrar novos clientes, dispostos a investir em design, o que é diferente de &#8220;gastar&#8221; com design, já são conhecidas por nós, que sentimos na pele as dificuldades de manter um fluxo de caixa constante em nossos escritórios. Portanto, não vou ficar aqui choramingando pelas mesmas mazelas de sempre. Vou, no entanto, levantar uma nova questão: Muito se fala e se escreve sobre a dificuldade e lentidão com que novos mercados consumidores de Design são criados, abertos ou conquistados no Brasil, mas pouco se fala sobre um mercado cada vez maior em nosso país, que consome enorme quantidade de recursos, e que envolve profissionais que gerenciam investimentos de porte para uma grande variedade de empresas: Nós Designers, somos um mercado consumidor e gerenciador em constante crescimento.</p>
<p><span id="more-65"></span></p>
<p>Primeiro o óbvio. Nossos gastos com equipamentos em escritórios, principalmente em materiais de papelaria e informática, vão além dos gastos que outros empreendimentos de mesmo porte. Nossos computadores tem de ser mais velozes e ficam defasados mais rapidamente, usamos periféricos mais sofisticados, e temos como ferramentas uma grande variedade de softwares, que além de seu custo direto, envolve também gastos com treinamento, cursos e atualizações.</p>
<p>Mas além de consumidores, a partir do momento em que nos envolvemos com processos de tomada de decisão junto aos nossos clientes, passamos a ser gerentes de recurso e investimento. Dentre as várias escolhas que tomamos ao desenvolver um layout, embalagem, ou qualquer outra forma de elemento gráfico, estão inclusas determinações sobre a produção das peças. Na maioria das vezes, somos nós que definimos quem produzirá o fotolito, que gráfica melhor executa determinada técnica de reprodução, que firma de sinalização fará as peças para um cliente exigente, ainda assim, é surpreendente como nossos fornecedores não investem em nossa atividade.</p>
<p>Recentemente, ao rever meus arquivos de periódicos, ficou claro que um dos mercados que ainda não conquistamos é o dos pequenos e médios anúncios em revistas. O que nos parece grave, principalmente por estarmos tratando de uma das aplicações do design gráfico com melhor custo benefício, se torna catastrófico quando esses anúncios são publicados em revistas que direta ou indiretamente, são voltadas para designers. É degradante como as mesmas empresas que recomendamos para execução de nossos projetos não investem em nós.</p>
<p>Comparando edições antigas destas revistas com seus novos números, podemos perceber que o porcentual de anúncios sem a evidente participação de um designer caiu de aproximadamente 80% para 50% (variando em cada edição e em cada revista). O que aparentemente pareceria uma melhora significativa, na verdade apenas retrata a entrada de empresas de maior porte como anunciantes. Estas, tradicionalmente, compram grandes espaços nas publicações e descobriram há tempos a potencialidade do design na divulgação e venda de seus produtos e serviços. Enquanto isso 70% dos pequenos anúncios continuam omissos à nossa importante participação como mercado consumidor e profissionais incumbidos de tomadas de decisão.</p>
<p>A maior parte destes anúncios são de gráficas, bureaus, empresas de impressão digital, sinalização, cursos de informática, etc que tem em nós um importante referencial na captação de clientes. A tragédia deste fato não está apenas no descaso com que nossos fornecedores tratam dos nossos serviços, mas também por muitas vezes, oferecerem serviços similares aos nossos, com baixos orçamentos e qualidade duvidosa.</p>
<p>Uma dessas empresas recentemente chegou a colocar o seguinte texto em seu anúncio: &#8220;Criação e Designer ao seu alcance&#8221; &#8230; Realmente não entendi se o que ele queria dizer era design, em lugar de designer, o que demonstra que esta empresa oferece serviços de design sem saber nem ao menos a nomenclatura correta, ou será que eles &#8220;emprestam&#8221; um designer para o cliente. Somos tão insignificantes que já estamos sendo prostituídos? Desta forma em poucos anos estaremos nos semáforos das cidades perguntando: E aí gatinha, interessada em uma programação visual? Vai uma marca aí tio? Poderemos até fazer uma versão do saquinho no retrovisor: &#8220;Estou vendendo este logotipo para ajudar minha família, aceito passe, e tick&#8221;</p>
<p>A pergunta fica: O que fazer? Reclamar que as pessoas não valorizam o design não adianta. No entanto, como consumidores, temos um enorme potencial de decisão, compreendo que não podemos mudar de padaria porque o letreiro de uma ou de outra é mais bonito. Mas não apenas como designers, devemos exigir, pelo menos destas empresas, uma postura adequada e ética em relação à nossa atividade. De que forma? Da mesma forma que a dona de casa reclama de um produto do supermercado que não atendeu suas expectativas: deixando de consumi-lo e muitas vezes optando por um produto similar mesmo que mais caro.</p>
<p>Pode parecer panfletário, mas funciona.</p>
<ul>
<li>Artigo publicado originalmente no site <a href="www.grito.com.br" target="_blank">GRITO </a>em janeiro de 2002</li>
</ul>
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