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	<title>Sebastiany Branding &#187; identidade</title>
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	<description>Blog da Sebastiany Branding, escritório especializado em estratégia e design de marcas</description>
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		<title>Design de cardápios (parte 3)</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 11:16:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Publicados]]></category>
		<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>
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		<description><![CDATA[Design, identidade e imagem &#160; Em continuação ao tema das edições passadas, no qual já abordamos desde o uso correto de fotos em cardápios (parte 1), até as alternativas de materiais e acabamentos (parte 2), nesta edição, vamos falar das principais dúvidas sobre soluções de design e o impacto do cardápio na imagem do seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ff6600;"><em><strong>Design, identidade e imagem</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2011/04/il-barista1.jpg"><img class="size-large wp-image-616 aligncenter" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="il barista1" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2011/04/il-barista1-1024x674.jpg" alt="" width="455" height="300" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em continuação ao tema das edições passadas, no qual já abordamos desde o uso correto de fotos em cardápios (parte 1), até as alternativas de materiais e acabamentos (parte 2), nesta edição, vamos falar das principais dúvidas sobre soluções de design e o impacto do cardápio na imagem do seu restaurante, bar ou cafeteria.</p>
<p>Claro que a função principal de um cardápio é ajudar o seu cliente a escolher a refeição dentre as muitas opções do seu empreendimento. Nada que o leitor não saiba. O que talvez valha a pena alertar é que o seu cardápio comunica ao cliente muito mais que apenas as opções do menu. Mostra também a imagem do seu estabelecimento. Inevitavelmente, o cardápio será sempre parte da vivência do cliente pela marca e um dos primeiros pontos com que ele terá contato ao visitar o seu restaurante pela primeira vez. Portanto, entender o mesmo como parte do design da experiência do seu público é fundamental para otimizar os resultados.</p>
<p><span id="more-615"></span></p>
<p><strong>Dúvida 7: Qual o papel do visual do cardápio na percepção dos clientes?</strong></p>
<p>Um cardápio convidativo sempre desempenhará o papel de atratividade para o consumo, aumentando o seu tíquete médio. Porém, não se resume a isso. Tudo o que cerca o cliente diz de uma maneira indireta qual a postura do seu restaurante frente a ele, comunicando o estilo, tema ou posicionamento. É o que em Branding chamamos de Pontos de Contato, que englobam desde o nome do restaurante e o seu logotipo, até a arquitetura, fachada, atendimento, publicidade, produto, etc. Para formar uma imagem sólida e clara, todos os pontos de contato devem trabalhar de maneira sempre alinhada. O seu cardápio não escapa a essa regra e é um ponto de contato importante, justamente por preceder a refeição, influenciando a escolha e percepção do estabelecimento antes mesmo da primeira garfada.</p>
<p>A atenção aos detalhes e todos os pormenores que o cercam sinalizam para o cliente um cuidado e capricho (ou a falta desses). Lembre sempre que o cliente não sabe o quanto profissional (ou amadora) é a sua gestão. Ele não sabe como é a sua operação de cozinha, os cuidados no preparo ou a higienização dos alimentos. Portanto, tudo o que fizer, que possa causar uma boa impressão, gerará uma percepção positiva e aumentará as chances de retorno e fidelização.</p>
<p>O uso de materiais e acabamentos atraentes, somados a um visual alinhado à identidade da sua marca, pode sugerir uma percepção de maturidade e profissionalismo, mas não se resume a essa questão apenas, pois um cardápio também pode entreter.</p>
<p><strong>Dúvida 8: Como o cardápio pode entreter o meu cliente?</strong></p>
<p>Não entendam como uma regra, ou uma dica que se adapte a todos os estabelecimentos. Não é esse o caso. Mas para aqueles bares, restaurantes ou cafeterias em que a proposta não é a de um atendimento apenas rápido e um produto funcional, dar mais vida à experiência pode ser interessante, e o cardápio um aliado.</p>
<p>Em minha experiência como cliente, já vi vários bons exemplos de cardápios que, além de mostrar o produto, contavam histórias. Em alguns casos sobre o estabelecimento, seu fundador, ou mesmo sobre o bairro ou edifício onde o restaurante estava instalado, muitas vezes, acompanhados de fotos antigas que realçavam um sentimento de nostalgia. Mas não se resume somente a essas ideias. No caso de cafeterias, a história do café está repleta de mitos e “causos” que são particularmente interessantes. Os próprios produtos e receitas de pratos e drinques, inúmeras vezes, têm histórias curiosas a serem compartilhadas.</p>
<p>Cuidado apenas para não ser piegas ou se utilizar de algo que não esteja alinhado ao seu posicionamento e nunca se esqueça, seja no conteúdo ou na diagramação, de que a função primária do cardápio não é entreter, e sim ajudar o seu cliente na escolha do prato. Portanto, não sacrifique essa função.</p>
<p><strong>Dúvida 9: Como a diagramação pode ajudar o cliente?</strong></p>
<p>O cliente não deve nunca ficar perdido dentro do cardápio. A organização das seções (carnes, massas, sobremesas, bebidas, etc.) com títulos evidentes e destacados pode facilitar o processo de escolha.</p>
<p>Estabeleça, por meio de cores, fontes de tipos ou tamanhos diferentes, ou outros recursos visuais, uma hierarquia clara entre:</p>
<p style="padding-left: 30px;">1 – Título da seção: entradas, pratos, petiscos, sobremesas, bebidas, etc.</p>
<p style="padding-left: 30px;">2 – Subtítulo (se for o caso): massas, aves, carnes / sucos, cervejas, drinques.</p>
<p style="padding-left: 30px;">3 – Nome do prato.</p>
<p style="padding-left: 30px;">4 – Descritivo do prato.</p>
<p style="padding-left: 30px;">5 – Preço: que também pode estar antes do descritivo, se necessário.</p>
<p>Com uma hierarquia clara, o seu cliente não fica perdido e facilita a sua procura e escolha. Nesse ponto, o estilo e tamanho das fontes são fundamentais para organização do cardápio.</p>
<p><strong>Dúvida 10: Qual o tipo de letra ideal para o meu cardápio?</strong></p>
<p>São muitos os fatores que temos de considerar nesse caso. Para os títulos e subtítulos das seções, talvez o critério maior de seleção seja a personalidade e a identidade do seu restaurante. Como são palavras curtas e conhecidas (pratos, aves, carnes, sobremesas, etc.) uma fonte mais “estilosa”, mesmo que rebuscada, pode ser facilmente utilizada. A procura por fontes tipográficas diferenciadas e com mais personalidade é muito mais fácil, hoje, com sites especializados em vendas de fontes. Só não abuse da criatividade.</p>
<p>Já para os textos dos pratos e, em especial para o descritivo do produto, a legibilidade passa a ser prioritária. Isso não significa que o estilo da marca não possa ser considerado na escolha da fonte, e sim que o uso de letras demasiadamente rebuscadas ou ornamentadas prejudicará a capacidade de leitura, principalmente nos pequenos formatos.</p>
<p>Embora já tenha visto diferentes autores proclamando que a fonte deve ter no mínimo corpo 10, ou 12, a verdade é que isso pode variar muito e facilidade de leitura não depende apenas do tamanho, mas principalmente do desenho das letras, suas hastes, espessuras e também do tamanho das minúsculas, que podem variar muito mesmo entre diferentes fontes no corpo 12. Na dúvida, faça sempre testes de impressão. Ver o cardápio impresso em tamanho real será sempre a melhor forma de avaliar os resultados e tamanhos das fontes.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Dicas sobre fontes</strong></p>
<ol>
<li>Mesmo que os títulos das seções ou dos pratos estejam em alguns casos todos em maiúsculas, evite essa solução para o descritivo, pois torna a leitura lenta, cansativa e difícil.</li>
<li>Lembre-se de olhar o manual de identidade visual da sua marca e seguir as recomendações estabelecidas nele.</li>
<li>Em alguns restaurantes, a iluminação é tênue ou suave. Nesses casos, procure estar atento ao contraste das cores e tamanho das letras utilizadas para que não prejudique a leitura.</li>
<li>Evite explicar os pratos que são conhecidos ou óbvios para o cliente, o que economiza tempo dele, e espaço no seu cardápio.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Publicado originalmente na revista Gourmet e Food Service, com o título “cardápios e seus dilemas” em Agosto de 2010</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Identidade e ambientação em restaurantes corporativos</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 19:23:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Publicados]]></category>
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		<category><![CDATA[Design de marcas]]></category>
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		<description><![CDATA[Este artigo trata sobre o trabalho de identidade, marca, sinalização e ambientação em restaurantes industriais e corporativos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/03/011.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-281" title="01" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/03/011.gif" alt="" width="450" height="417" /></a></p>
<p>É interessante observar como o termo “restaurante industrial” está sendo gradualmente substituído por uma nova definição: “restaurante corporativo”. Na prática e operação pouco mudou, mas na postura e abordagem a diferença é visível. Não estamos mais falando da imagem do “bandejão”, amplo, simplório, populoso, barulhento, desprovido de uma ambientação e destinado realmente à atender a grande quantidade de operários da indústria em seus diversos turnos. Em seu lugar, surge um restaurante com nome próprio, marca expressiva e ambientação elaborada. Dois fatores impulsionaram esta mudança.</p>
<p><span id="more-265"></span></p>
<p>O primeiro fator foi o aumento da concorrência em alimentações coletivas, com empresas (aventureiras ou profissionais) que em um primeiro momento cresceram nos espaços não atendidos pelas líderes deste segmento, mas que aos poucos passaram a apresentar uma crescente concorrência de preços junto aos mesmos clientes. Estes, por sua vez, sempre buscaram receber cada vez mais e pagar cada vez menos pelos serviços de alimentação, e a aumenta da oferta <em>comoditizou</em> bastante o segmento.</p>
<p>O segundo fator foi o crescimento no no número e porte das empresas financeiras e de serviços, com sedes e unidades com número razoável de funcionários para atrair o interesse das empresas contratantes e fornecedoras na montagem de restaurantes industriais&#8230; oops!&#8230; Quero dizer: corporativos.</p>
<p>Vale uma observação: O termo “restaurante industrial” não vem do fato de atenderem à indústria, e sim de possuírem operações de cozinhas industriais estruturadas para o atendimento de um grande número de comensais. Mas a imagem de “industria” ficou tão estigmatizada, que estimulou o surgimento de um novo termo que melhor se adequasse à busca por clientes no segmento de serviços.</p>
<p>Neste cenário, algumas empresas procuraram desenvolver estratégias de branding e de design como alternativa para diferenciação. Algumas destas estratégias são:</p>
<p>ARQUITETURA DE MARCA: possuir uma marca e um nome próprio para cada diferente modelo de restaurante é uma forma interessante de diferenciação neste segmento. Afinal, é algo exclusivo que não pode ser copiado ou utilizado pelos concorrentes. Outra vantagem desta estratégia é a possibilidade de “produtificar” cada modelo restaurante oferecido. Desta forma, é mais fácil apresentar as empresas os diferentes restaurantes que podem ser implantados com os respectivos valores, serviços e cardápios agregados ao mesmo.</p>
<p>Foi a solução que adotamos para o projeto da ONDINA alimentação. Na arquitetura de marca foram desenvolvidos 4 diferentes nomes e marcas de restaurante na sua ordem crescente de grandeza: Trívia (básico), Varietá (descontraído), Especiata (casual) e Eccellenza (sofisticado). Agregados aos mesmos, poderiam ser incluídos ou não serviços adicionais de eventos, grill e cardápios especiais, cada um com as suas respectivas marcas.</p>
<p><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/03/023.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-283" title="02" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/03/023.gif" alt="" width="450" height="152" /></a></p>
<p>SINALIZAÇÃO PERSONALIZADA: O trabalho de sinalização em muitos dos restaurantes corporativos cumpre mais o papel de ambientação, do que efetivamente informação. Para o projeto de sinalização padrão da DENADAI adotamos como proposta o desenvolvimento de uma família completa de pictogramas com uma linguagem mais despojada. Em alguns momentos, o caráter é informativo, como na devolução de bandejas, sanitários etc. Em outros momentos, o caráter é somente decorativo, como no caso dos painéis acima do buffet. Em ambos os casos, foram desenvolvidos 3 alternativas de materiais e técnicas para baratear a implementação em instalações mais simples, e aprimorar o resultado nos espaços mais sofisticados.</p>
<p>Já para a sinalização dos 4 padrões de restaurante da ONDINA, foi desenvolvido um padrão básico de peças informativas principais comum à todos os padrões, deixando a personalização para as peças de maior destaque e presença nos espaços dos restaurantes.</p>
<p>SINALIZAÇÃO DE COZINHA: Mesmo não sendo visíveis para os comensais, a existência de um padrão de sinalização para as cozinhas demonstram para a empresa contratante uma postura de cuidado, esmero e padronização, o que melhora a imagem em uma concorrência.</p>
<p>DECORAÇÃO: A decoração cumpre fortemente o papel de ambientação do restaurante, e deve ser feita com bastante cuidado para não sobrecarregar o ambiente com informações. Muitas das soluções podem ser simples para reduzir custos ou móveis para permitir o reaproveitamento em operações futuras. De pintura das paredes, à aplicação de painéis decorativos e outros elementos junto às bancadas e mesas, soluções inteligentes e simples podem ser elaboradas. Porem é importante seguir um padrão estabelecido em um manual de decoração e ambientação, da mesma forma que ocorre com uma rede de restaurantes comerciais ao expandir suas unidades.</p>
<p>Embora os investimentos em marca, sinalização e decoração representem sim um custo adicional na operação, seu investimento é feito uma única vez no início da operação, e se bem planejados, podem ser modularizados para aproveitamento em futuras unidades no caso de uma mudança.</p>
<p><a href="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/03/031.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-284" title="03" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2010/03/031.gif" alt="" width="450" height="234" /></a></p>
<p>Para a empresa de alimentação, estas estratégias apresentam grandes vantagens. Primeiro, por agregar valor aos seus serviços, diferenciando-se mais por imagem do que por preço. Segundo, por garantir uma maior satisfação por parte dos usuários do restaurante, facilitando a manutenção do contrato.</p>
<p>Outro ponto a ser fortalecido é o processo de concorrência. Uma vez que é comum levar os decisores das empresas contratantes para visitarem as operações em funcionamento. Neste sentido, a padronização da marca, ambiente e sinalização promovem o mesmo efeito de um show room.</p>
<p>Para a empresa que contrata o serviço também existem vantagens. Ao oferecer aos seus funcionários um ambiente agradável, a satisfação do funcionário ao trabalhar na empresa é aumentada. O restaurante passa a ser visto realmente como uma vantagem (e não apenas uma facilidade) que a empresa oferece. Ao mesmo tempo, ao garantir que o funcionário prefira se alimentar no ambiente controlado da empresa, em lugar de comer na rua, os riscos provocados por uma má alimentação diminuem, e por conseqüência as eventuais ausências por saúde.</p>
<p>É importante salientar, que hoje, além de promover uma imagem de qualidade e um ambiente agradável, os restaurantes corporativos tem que muitas vezes competir com a concorrência de restaurantes comerciais nos seus arredores. Neste sentido, sua imagem deve ser trabalhada para promover a percepção de qualidade superior e uma experiência de consumo mais agradável. Caso contrário, a imagem do “bandejão” sempre prevalecerá.</p>
<ul>
<li>Artigo publicado originalmente na revista Gourmet e Food Service em Setembro de 2008</li>
</ul>
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		<title>O Universo da Marca na Comunicação do Restaurante</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 22:52:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Publicados]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando falamos em Marcas de restaurantes, o leitor poderia imaginar que estamos discutindo o logotipo ou símbolo do restaurante que, aplicado na fachada ou cardápio, identifica seu estabelecimento. No entanto o significado da palavra Marca é muito mais abrangente. Não estamos nos referindo à identificação do estabelecimento e sim de sua personalidade que atribui, ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="fachada lanchonete yard burger" src="http://farm4.static.flickr.com/3438/3997018452_e5ee6d0b31.jpg" alt="" width="460" height="215" /></p>
<p>Quando falamos em Marcas de restaurantes, o leitor poderia imaginar que estamos discutindo o logotipo ou símbolo do restaurante que, aplicado na fachada ou cardápio, identifica seu estabelecimento. No entanto o significado da palavra Marca é muito mais abrangente. Não estamos nos referindo à identificação do estabelecimento e sim de sua personalidade que atribui, ou deveriam atribuir, características que o tornam interessante e único.</p>
<p><span id="more-58"></span></p>
<p>Para entendermos plenamente o conceito, distinguindo identificação de identidade, façamos a seguinte comparação. O que nos identifica?</p>
<p>Poderíamos dizer que perante o Estado somos identificados através de nosso nome, sobrenome, impressão digital, CIC, RG, etc. Mas somente estes dados nada dizem sobre quem realmente somos. Nossa aparência também contribui muito em nossa identificação, pois reconhecemos uns aos outros através de nosso rosto, altura, cor dos olhos, cabelos e pele. Ainda assim, nossas características físicas, determinadas principalmente por nossa herança genética, não é ainda suficiente para expressar nossa verdadeira identidade. Por isso mesmo, procuramos constantemente formas de demonstrarmos nosso jeito de ser e nossa personalidade. Podemos fazer isso de diversas formas. As mais comuns são o uso de roupas de um determinado estilo ou grife, cortes de cabelo, adereços como jóias, relógios, bolsas&#8230; Tentamos constantemente inclusive adequar nossa aparência para explicitar mudanças de humor e estilo de vida, bem como status social, cultural e financeiro. Ou seja, procuramos artifícios os mais diversos para expressar nossa personalidade de maneira a comunicarmos corretamente nossos valores, estilo, e gostos pessoais.</p>
<p>Com as Marcas funciona da mesma forma. Se realmente somos cada vez mais uma civilização visual, então cada vez mais precisamos expressar de maneira rápida e correta nossas características, diferenciais e qualidades. Se no passado as marcas identificavam apenas a propriedade, origem ou fabricante de um determinado produto, hoje seu papel é muito maior e está diretamente ligado à personalidade da empresa.</p>
<p>Da mesma forma que fazemos com nossas roupas e acessórios, as marcas devem procurar formas de expressar seus valores e personalidade. No caso de restaurantes podemos elencar, dentre muitas, quatro formas de expressão fundamentais: Arquitetura; Produto; Serviço; e Identidade Visual. Esta última sim representada principalmente pelo logotipo do restaurante.</p>
<p>A arquitetura na fachada e a logotipia são os pontos mais fortes da comunicação externa do restaurante. Ambos devem passar uma mensagem idêntica, clara e correta. Impreterivelmente criamos associações diretas destes elementos com a promessa de um serviço mais formal ou casual, de um preço maior ou menor, de um tipo e variedade de produto, etc. Portanto se nossa Marca promete erroneamente um padrão de qualidade, variedade, preço, ambiente ou serviço, que realmente não possui, podemos estar atraindo o perfil errado de clientes que não terão suas expectativas atendidas. Dentro deste cenário devemos compreender que é tão judicial ao negócio prometer mais do que é oferecido, quanto menos do que se tem à oferecer. Se no primeiro caso o cliente sai insatisfeito, no segundo, talvez nem chegue à entrar.</p>
<p>Claro que muitos estabelecimentos se tornam bem sucedidos independente de uma comunicação correta. Mas além de serem exceções, em tempos de crise como o período atual, não podemos nos dar ao luxo de exercermos apenas parte de nossa capacidade de comunicação e atração. Se em alguns casos as expressões da marca são totalmente incongruentes, em outras é necessário apenas uma breve intervenção. É o caso do restaurante Massa Fina, na Zona Sul de São Paulo, que ao encomendar uma nova identidade visual, já possuía uma forte e unificada personalidade aplicada corretamente em sua arquitetura, decoração, ambiente, produto e serviço. Como na maioria dos estabelecimentos, a personalidade do restaurante e de seu proprietário eram a mesma. Faltava apenas um novo logotipo adequado à sua comunicação.</p>
<p>Por outro lado um exemplo bem sucedido de reformulação total é o do restaurante QueroQuilo, que ao investir em um novo projeto de Marca, desde o desenvolvimento de um novo nome, logotipo e ambientação, gradualmente tem melhorado sua visibilidade e movimento. Como está localizado em um corredor de alta circulação e repleto de concorrentes, foi necessário evidenciar no logotipo a qualidade e cuidado que o restaurante possui na seleção e preparo dos alimentos oferecidos. Detalhes justamente não percebidos pelo consumidor padrão por estarem relacionados principalmente com a operação das cozinhas, compras e recebimentos.</p>
<p>Mas a melhor e mais econômica situação de todas ainda é desenvolver a identidade e a personalidade do restaurantes antes de sua implantação, principalmente se o projeto pretende ser formatado para mais de uma unidade ou para franquia. Nestes casos é imprescindível iniciar o desenvolvimento da personalidade da marca antes mesmo da seleção do ponto. Devemos ter em mente que a localidade influi diretamente na personalidade do restaurante. Um modelo de serviço e ambiente mais informal, por exemplo, pode se desenvolver melhor na Vila Madalena, do que nos Jardins.</p>
<p>Foi exatamente esta à situação da Cafeteria Il Barista que, buscando diretamente o público executivo, soube aproveitar sua localização junto ao Hotel Meliá na Chácara Santo Antônio para implementar um serviço Baristas, oferecendo cafés Gourmet em um ambiente sério e identidade visual com uma linguagem distinta e corporativa, sem no entanto abrir mão do charme e conforto desejados.</p>
<p>A questão principal é compreendermos que as mesmas regras de comunicação de marca que se aplicam à uma cafeteria diferenciada e sofisticada, funcionam da mesma forma em todos os demais setores de alimentação, independente do porte ou poder aquisitivo de seus clientes. Seja em um restaurante por quilo, pizzaria, fast food, ou mesmo à um simples bar.</p>
<ul>
<li>Artigo publicado originalmente na revista Cozinha Profissional em Outubro de 2003</li>
</ul>
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		<title>Identidade Visual no Delivery</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 23:22:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por trás dos projetos de delivery, a identidade visual do restaurante, com várias pitadelas de criatividade, que englobam a embalagem, o cardápio e, óbvio, a arquitetura. Saiba como chegar ao ponto certo para que o cliente não esqueça a sua marca]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="delivery buona cuccina" src="http://farm1.static.flickr.com/186/454538079_269e9b419e.jpg" alt="" width="450" height="450" /></p>
<p>Quando tratamos de identidade no <em>delivery</em>, primeiro precisamos estabelecer as distinções entre dois modelos de negócio que, embora pareçam ser iguais quanto à conveniência, produto e logística, divergem quanto à necessidade de comunicação. Neste segmento, encontramos duas propostas distintas: a primeira, é o “<em>delivery</em> do restaurante”, na qual um estabelecimento que já opera no local decide expandir para a entrega em domicílio; a segunda é o “restaurante <em>delivery</em>” que, conforme o próprio nome sugere, atua somente com a entrega ao cliente em seu domicílio ou escritório. Embora pareçam ser a mesma coisa – e os problemas quanto à qualidade do produto na entrega sejam idênticos –, o tratamento de comunicação dado a ambos deve ser diferente.</p>
<p><span id="more-39"></span></p>
<p>Ao abordarmos a comunicação do sistema de entregas de um restaurante que quer ampliar suas atividades, devemos estar atentos a dois pontos principais: primeiro, à sua própria identidade; segundo, à experiência de serviço e ambiente proporcionados no atendimento local. Manter a identidade visual é fácil, basta aplicar os mesmos códigos visuais da marca tanto nos materiais de comunicação interna quanto externa, como pode ser visto nos cardápios desenvolvidos para o salão e para o <em>delivery </em>do Planeta Minas (lanchonete em Uberaba, MG). Neste, o <em>layout</em>, as cores, as formas e as tipografias utilizados no cardápio do salão (maior) foram mantidos e adaptados para o cardápio do <em>delivery</em> (menor).</p>
<p>Em uma estratégia similar, para o Il Barista foi feita a produção de apenas um tipo de cardápio (em maior quantidade) para ser utilizado tanto no salão quanto no <em>delivery</em>, variando apenas no acabamento dado ao do salão, que recebeu uma laminação para aumentar sua durabilidade. Assim, manter a identidade visual do restaurante no <em>delivery</em>, além de fácil, é importante também para a divulgação do estabelecimento, uma vez que o primeiro contato de alguns clientes (muitos, se o restaurante for novo) se dá pelo serviço de entrega.</p>
<p>No entanto, conservar a experiência vivida pelo cliente no restaurante e atender às suas expectativas no <em>delivery</em>, reproduzindo a mesma percepção de qualidade do serviço e do ambiente proporcionados pelo atendimento no salão, não é uma tarefa fácil. Para tanto, devemos primeiro nos questionar sobre quais são os motivos que trazem o cliente ao nosso restaurante (seu clima amigável, sua sofisticação, seu atendimento descontraído, sua agilidade, sua tranqüilidade etc.) para então, traduzirmos essa mesma personalidade nos pontos de contato disponíveis no <em>delivery</em>, principalmente no material gráfico e no atendimento telefônico.</p>
<p>Se o diferencial do seu restaurante, por exemplo, é o cuidado minucioso no preparo e na apresentação do prato (o que toma mais tempo), este deve ser mantido no <em>delivery</em>,<em> </em>mesmo em detrimento da agilidade da entrega. Claro que ninguém gosta de esperar 45 minutos pela sua encomenda, mas é melhor ser lento e cuidadoso – e manter o seu diferencial – do que fazer uma entrega rápida comprometendo a qualidade esperada. Por outro lado, se o seu diferencial é a agilidade, um serviço veloz é fundamental. Tudo depende do diferencial a ser explorado. Por esse motivo, restaurantes mais sofisticados tendem a sofrer mais com o setor de <em>delivery</em> devido à alta expectativa dos clientes.</p>
<div id="attachment_111" class="wp-caption alignnone" style="width: 459px"><img class="size-full wp-image-111 " title="delivery do restaurante pitadela" src="http://www.sebastiany.com.br/blogdesign/wp-content/uploads/2009/09/delivery.jpg" alt="embalagens do delivery do pitadela restaurante" width="449" height="189" /><p class="wp-caption-text">embalagens do delivery do pitadela restaurante</p></div>
<p>Já no estabelecimento que atua somente com <em>delivery</em>, os pontos de atenção são outros. Se, por um lado, não há o atendimento no salão para criar uma expectativa mais alta do que o <em>delivery</em> pode atender; por outro, existem menos “pontos de contato do cliente” com a marca, que seriam explorados na comunicação e divulgação. Por pontos de contato podemos entender todos aqueles em que o cliente estabelece uma relação (mesmo que somente visual) com a marca. Trata-se, portanto, do ambiente, da arquitetura, da decoração, do atendimento, do produto (qualidade e apresentação), do logotipo, das embalagens, do <em>site</em>, da publicidade (nas suas mais diversas formas) etc. Em restaurantes <em>delivery</em> podemos contar apenas com poucos pontos de contatos indiretos com o cliente, então, nenhum pode ser desperdiçado. São eles: cardápio, embalagens e arquitetura.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Cardápios:</strong> Dizer que o cardápio é a peça mais importante de divulgação de um <em>delivery</em> pode parecer ser redundante, afinal, ele contempla tanto uma necessidade de divulgação da marca, quanto de sua operação. No entanto, ainda é grande a quantidade de estabelecimentos que trabalham mal seu material impresso. Isso se deve, em grande parte, ao pensamento que está por trás do modelo de negócio: a economia. Economizar no espaço físico pode ser uma alternativa interessante, bem como nas opções de pratos para uma operação mais enxuta e eficaz. No entanto, essa economia tem de ser direcionada para ações de comunicação que estimulem a venda. Assim, um cardápio não apenas bonito, mas bem acabado, com bom material, e funcionalmente diagramado, proporciona resultados altamente desejáveis:</p>
<ul>
<li>Fixação maior da marca (afinal, é mais importante estar com a sua marca na memória do público do que com o cardápio na gaveta, pois ele sempre poderá lhe encontrar via lista telefônica ou internet se estiver sem o seu contato).</li>
<li>Mais consideração de compra (que reverte em aumento do número de tíquetes).</li>
<li>Mais confiança na qualidade (que aumenta o tíquete-médio).</li>
<li>Mais durabilidade do cardápio (que diminui gastos contínuos com reimpressão e redistribuição, tanto pela durabilidade do material quanto pelo cuidado na conservação dada pelo cliente).</li>
</ul>
<p><strong>Embalagens:</strong> Apesar de representar custos ao <em>delivery</em>, uma boa embalagem, com bom visual, pode aumentar a percepção de qualidade do produto.</p>
<p><strong>Arquitetura:</strong> Geralmente desconsiderada, a fachada das unidades tem um tremendo potencial de comunicação e divulgação dos seus serviços. Não apenas por ter o mesmo efeito de divulgação de um <em>outdoo</em>r (com muito menos custo), chamando a atenção dos pedestres e motoristas (muitos dos quais provavelmente moram ou trabalham na região), mas também por ajudar a criar uma percepção positiva sobre a qualidade e higiene dos produtos. Outro efeito secundário do cuidado com a arquitetura na fachada é estimular o <em>take over</em>.</p>
<p>Estes três aspectos fundamentais foram trabalhados, por exemplo, no projeto de restaurante <em>delivery</em> do Pitadela. Houve, desde a concepção do nome e o visual do logotipo até o cardápio, fachada e embalagem, um cuidado extremo com a unidade visual e do posicionamento. Mesmo que se trate somente de um <em>delivery</em>! Antes de serem elaboradas a marca e a comunicação, um posicionamento com base em uma personalidade de marca feminina, prendada e caseira, foi idealizado. Ele estabeleceu os parâmetros para a criação do nome, que justamente sugere a imagem de uma pitada de sabor feminino, uma Pitadela.</p>
<p>Também com base no posicionamento e na personalidade de marca, foram criadas as artes do logotipo, cardápio, fachada e embalagens. Por sua vez, elas foram trabalhadas graficamente com as cores da marca, porém, com uma boa economia de custo. Isso porque, para cada tamanho, foi utilizada apenas uma cor (com diferentes porcentagens) para impressão. As tampas também contemplam os campos para indicação do produto ali contido.</p>
<p>Existem ainda diversos pontos de contato que podem ser trabalhados para ajudar a fortalecer o posicionamento e a personalidade da marca, desde a publicidade até o atendimento dado ao telefone. Entretanto, embalagem, cardápio e arquitetura não podem ser esquecidos.</p>
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