Existe Mesmo Liberdade Criativa?

01/09/2010

Entre nós designers, é comum encontrarmos aqueles que adoram citar regras de criação. Principalmente quando o assunto é o desenho de um símbolo ou logotipo para uma marca. Mas curiosamente os mesmos designers que vejo ditando regras ou normas são muitas vezes os primeiros a reclamar da tal “falta de liberdade criativa” usualmente por “culpa do cliente”… Segundo eles.

É estranho e incoerente esta posição de quem impõem regras aos outros, mas não aceita limites quando lhe são apresentados. Parece ser sempre uma disputa de poder entre aquele que “sabe mais” e aquele que “manda mais” no projeto, como se a liberdade para criar estivesse relacionada à posse, àquele que verdadeiramente é o “dono na marca”: o criador ou o contratante.

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Escrito por: Guilherme Sebastiany

Existem regras para criar marcas?

25/07/2010

Sempre me disseram: que marcas deveriam ser projetadas em preto e branco; que o uso do degrade era proibido; que símbolos e logotipos deveriam ser elementos isolados; que a marca deveria ser passível de aplicação em pelo menos 12mm; que deveria possuir no máximo 2 cores etc. Imagino que você também já tenha escutado críticas a um trabalho com base nestes parâmetros.

Mas são estas regras realmente formulas úteis para a criação de um bom símbolo ou logotipo? Você não conhece alguma boa marca que possui gradiente? Outra que só funciona colorida e que em preto e branco perde completamente seu significado? Ou mesmo alguma boa solução que possui pouca redução? Aos poucos fui notando que muitas boas marcas rompiam com uma ou outra regra. Tudo bem que geralmente as piores marcas que já vi são aquelas que rompem TODAS as regras ao mesmo tempo, e muitas das melhores, as que as respeitam. Mas se a simples aplicação repetida de normas garantisse um bom projeto então todas as soluções em preto e branco com boa redução e síntese visual seriam marcas perfeitas.

A questão aqui não é se devemos seguir ou romper regras, e sim discutir se são elas que realmente definirão um bom projeto. Não do ponto de vista das cartilhas de aplicação de marca ou da estética de seu desenho, mas sim das necessidades de comunicação e atuação da empresa ou produto que ela representa: de chamar a atenção, se diferenciar dos concorrentes, expressar seu posicionamento, ser lembrada etc. Neste sentido, mesmo que em algum momento a tecnologia resolva todos os problemas de reprodução, estaremos sempre limitados pelas diferentes realidades das empresas e necessidades de cada marca em comunicar e sinalizar algo para alguém em seu mercado e segmento. Se as regras não traduzem as necessidades de uma marca, simplesmente segui-las pode ser um equívoco tão grande quanto simplesmente rompe-las.

O desafio maior é conhecer os limites de cada projeto através de um processo metodológico e estratégico de pesquisa e entendimento do problema. Somente assim poderemos levar a criação aos seus extremos, sem deixar de atender as suas necessidades. Neste sentido podemos dizer que se existem realmente regras a serem seguidas ou fórmulas de sucesso para criação de marcas, elas serão diferentes sempre em cada projeto.

Escrito por: Guilherme Sebastiany

Porque utilizamos corel draw?

11/03/2010

Nas últimas semanas a divulgação de uma vaga de estágio, aqui na Sebastiany, gerou um certo burburinho. Mais do que a vaga em si, um dos pré requisitos ganhou uma atenção especial:

“Precisa saber Corel Draw”

Claro que não precisou muito para o assunto aparecer em fóruns, twitts e blogs. Ora com certa surpresa, ora com certo horror. Não é de se estranhar, afinal, o Corel não é exatamente um software muito “querido” entre designers. Justamente por ser um programa fácil de usar, tornou-se o segundo mais usado entre os tão mal falados “micreiros”. Claro que ninguém atira pedras no Photoshop por ser o primeiro, mas a verdade é que por ser um software mais generalista e menos especializado como as opções da adobe, o Corel certamente não é a melhor opção para um escritório de design gráfico.

Surpreso por concordarmos com isso?

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Escrito por: Guilherme Sebastiany

Porque Fazer Malhas Construtivas?

05/03/2010

Como muitos alunos em sala de aula já me perguntaram isso, e como as mesmas perguntas apareceram no Formspring da Sebastiany, resolvi produzir esse texto que foi adaptado a partir da Aula 3 do curso de Manuais de Identidade Visual da Design Total, que debate a pertinência do uso de Malhas Construtivas nos dias de hoje.

Porque Fazer Malhas Construtivas?

Ainda mais nos dias de hoje onde os recursos tecnológicos de reprodução das marcas são abundante?

Para entendermos esta questão, devemos voltar primeiro um pouco no tempo, em uma época em que o computador não fazia parte da dinâmica de criação e produção de um escritório de design.

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Escrito por: Guilherme Sebastiany

Nomes de Restaurantes (parte 1)

04/10/2009

projeto de marca e nome para restaurante

Criar um bom nome para uma empresa nem sempre é fácil. Por outro lado a criação de nomes atraentes não é uma tarefa restrita apenas a profissionais de criação e muitos dos melhores nomes que já vi foram criados pelos próprios fundadores das empresas que atendemos aqui no escritório. A dificuldade no entanto não é criar um bom nome, mas sim um bom nome que esteja livre para uso e registro, e é aqui que os problemas começam.

Por isso mesmo, decidi dividir este artigo em dois assuntos, abordando nesta edição o tema de registro de nomes e marcas, e deixando para o próximo número o tema de criação de nomes. Para me ajudar nesta tarefa, convidei a Dra. Solimar Bertoletto, especialista em direito empresarial com foco em direito de propriedade intelectual e que escreve comigo este artigo.

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Escrito por: Guilherme Sebastiany
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