PERGUNTA ANÔNIMA NO FORMSPRING 3:

31/05/2011

Nesta semana recebemos a seguinte pergunta em nosso formspring:

Porque as marcas das redes sociais facebook, twitter e orkut são  todas tipográficas?Existe uma lógica nisso? qual opinião de vcs?

 

Não são todas tipográficas, o próprio FORMSPRING onde você postou sua pergunta contém um símbolo. Mas sim, a maioria delas são predominantemente sinais tipográficos.

Não acredito que exista uma lógica técnica para isso, pois não há motivo para estas marcas excluírem a possibilidade de um símbolo. Porém existem dois pontos que podemos considerar:

1) Marcas com nomes longos geralmente (nem sempre) dependem de símbolos para serem mais facilmente identificadas sem terem de ser lidas. Porem marcas com nomes curtos são facilmente identificadas mesmo sem serem lidas, fazendo o mesmo efeito de um símbolo. Por isso mesmo marcas com nomes curtos podem mais facilmente abrir mão de um símbolo. Quase todos os nomes das redes sociais são curtos, portanto…

2) Por outro lado, apesar de não terem símbolos no sentido tradicional da palavra, todas as marcas de redes sociais possuem AVATARES e outros SINAIS GRÁFICOS que permitem que as reconheçamos, independente da presença da grafia do nome: O passarinho azul do twitter, o botão de [F] do facebook, os dois pontos ciano e rosa do flickr…

Mas não são realmente símbolos no sentido tradicional, pois não compõe assinaturas com o logotipo. Ainda assim fazem parte da identidade visual destas marcas.

O problema está no fato de pensarmos a identidade de uma empresa sempre no binômio SÍMBOLO e/ou LOGOTIPO, sendo que muitas vezes cores, texturas, grafismos e outros elementos podem ser os pontos principais de reconhecimento da marca.

Tudo o que você sempre quis saber sobre marcas, mas tinha vergonha de perguntar!

Escrito por: Guilherme Sebastiany

Branding não é design de Marcas

11/04/2011

Nesta semana respondemos a seguinte pergunta do Formspring, feita pelo Cecílio Júnior

Qual a diferença entre Branding e PIV (Projeto de Idenditade VIsual)? O Branding engloba mais teoria e estratégia e o PIV mais a parte prática visual?

 

Vamos primeiro separar os conceitos.

 

Um projeto de PIV é um projeto de construção da IDENTIDADE VISUAL DE MARCA, ou seja, sobre como uma marca visualmente se comunica. Vale lembrar que o PIV não é a única manifestação VISUAL da identidade da marca e que a mesma também se comunica VERBALMENTE.

Um projeto de PIV envolve geralmente elementos como cores, tipografia, padrões visuais e efetivamente uma marca gráfica (símbolo e/ou logotipo)

Um projeto de Branding é um projeto de gestão e construção da IMAGEM da marca, ou seja, da construção de VALOR e REPUTAÇÃO centradas no

BRAND EQUITY (valor financeiro da marca)

SHARE OF MIND (presença no mapa mental de marca do público)

BRAND AWARENESS (conhecimento da marca)

Porém um projeto de Branding pode também envolver o entendimento ou desenvolvimento da IDENTIDADE DA MARCA, mas não estou falando aqui da identidade visual, e sim da definição do DNA de marca, seu propósito, posicionamento e plataforma.

Portanto BRANDING (em um primeiro momento) não tem nada a ver com o desenvolvimento de um projeto de IDENTIDADE VISUAL… porém 2 pontos levam muitas pessoas a misturarem um com o outro.

O primeiro é que muitos dos primeiros conceitos e escritórios de BRANDING surgiram de escritórios especializados em IDENTIDADE VISUAL CORPORATIVA que adentraram questões estratégicas, em um primeiro momento não pela gestão, mas pela definição da IDENTIDADE DE MARCA.

Pela natureza destes escritórios como FUTUREBRAND, LANDOR, WOLF OLINS etc era natural que o projeto de PIV fosse desenvolvido para seguir a identidade da marca, o que nos leva ao segundo motivo desta confusão comum entre PIV e BRANDING:

A imagem da marca é formada através do contato que o público tem com a mesma, seja através do atendimento, publicidade, pontos de venda, produto, boca a boca etc…. e também é claro da identidade visual. Porém esta está presente em quase todos os demais pontos de contato, e portanto toma um papel importante no trabalho de materializar a personalidade e valores da identidade de marca.

O resultado é que muitos projetos de BRANDING hoje acompanham projetos de PIV, causando a confusão atual quando são apresentados.

Já tivemos vários clientes que chegaram ao escritório pedindo por projetos de BRANDING quando na verdade queriam um projeto de identidade visual.

Infelizmente o problema é agravado quando vemos hoje muitos colegas designers usando o tema BRANDING para se referir a projetos de logo… O que é uma pena, pois isso não somente mostra despreparo e banaliza o mercado de branding, como também é a repetição de um comportamento aventureiro (de se fazer o que não se domina e de forma despreparada) que os designers sempre criticaram nos outros, em especial nos “micreiros”.

Não há nada de errado em um designer entrar no mercado de branding… mas o que você diria para um micreiro que quer ser designer? Provavelmente diria: “faça uma faculdade ou pós graduação, apenas ler um ou dois livros não vai resolver”

Eu digo o mesmo… faça uma das muitas pós graduações que existem hoje disponíveis e se torne um profissional de verdade.

Por favor, não seja um “micreiro do branding”

Tudo o que você sempre quis saber sobre marcas, mas tinha vergonha de perguntar!

Escrito por: Guilherme Sebastiany

Entrevista | Guilherme Sebastiany

17/12/2010

 

Finalizando nossa série de entrevistas com a equipe do escritório, hoje é o Guilherme quem tece seus comentários sobre profissionais de outras áreas atuando no design, o papel das marcas e como se deu seu interesse por branding, entre outras questões.

Sua graduação é em arquitetura. Qual a sua opinião sobre pessoas de outras formações atuarem na área de Design?


Pode parecer estranho vindo de alguém que se formou em arquitetura: mas acho ruim.

Mesmo tendo cursado a grade antiga da FAU-USP, quando o curso de desenho industrial era integrado ao de arquitetura (e não separado como é hoje); mesmo tendo tido uma ótima base em design gráfico, história do design, e projetos de identidade visual e mobiliário urbano; mesmo tendo aula com professores que são até hoje alguns dos melhores profissionais e acadêmicos do design do país; ainda assim quando me formei não me sentia totalmente preparado. Ainda faltavam algumas disciplinas que precisei buscar por conta própria.

Se mesmo com toda a base que a FAU me deu, ainda não estava preparado, acredito que outro profissional de arquitetura que simplesmente do dia para a noite, levianamente, decide atuar no design, provavelmente também não está.

Por outro lado, também dificilmente estará preparado para atuar especificamente com design gráfico um profissional formado em design de produto, ou webdesign. Dentro dos cursos que tem ambas as graduações (produto e gráfico), onde o aluno escolhe na metade do curso qual caminho seguir, é comum a ideia equivocada de que “optar por produto é melhor”, porque depois se ele quiser fazer também design gráfico o caminho é mais fácil do que o oposto. E isso é um grande engano. Não é a toa que em grande parte a produção em design gráfico dos profissionais formados em cursos de Webdesign ou design de produto Leia mais »

Escrito por: Sebastiany Branding

Google Street View

04/10/2010

Também achamos interessantíssima a introdução do Google Street View no Brasil, e fizemos até uma pequena coleta de algumas fachadas de clientes que estão lá! Confiram:

Adventure Motel (link para o mapa)

Morena Neve (link para o mapa)

RC3 (link para o mapa)

Leia mais »

Escrito por: Giovani Castelucci

Existe Mesmo Liberdade Criativa?

01/09/2010

Entre nós designers, é comum encontrarmos aqueles que adoram citar regras de criação. Principalmente quando o assunto é o desenho de um símbolo ou logotipo para uma marca. Mas curiosamente os mesmos designers que vejo ditando regras ou normas são muitas vezes os primeiros a reclamar da tal “falta de liberdade criativa” usualmente por “culpa do cliente”… Segundo eles.

É estranho e incoerente esta posição de quem impõem regras aos outros, mas não aceita limites quando lhe são apresentados. Parece ser sempre uma disputa de poder entre aquele que “sabe mais” e aquele que “manda mais” no projeto, como se a liberdade para criar estivesse relacionada à posse, àquele que verdadeiramente é o “dono na marca”: o criador ou o contratante.

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Escrito por: Guilherme Sebastiany
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