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	<title>Sebastiany Branding &#187; profissão</title>
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	<description>Blog da Sebastiany Branding, escritório especializado em estratégia e design de marcas</description>
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		<title>MORTE AOS DESIGNERS ???</title>
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		<comments>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/morte-aos-designers/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 20:49:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Recomendados]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
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		<category><![CDATA[designers]]></category>
		<category><![CDATA[micreiros]]></category>
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		<category><![CDATA[profissão]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo que discute a eterna e definitivamente imaginária briga que vemos entre micreiros e designers. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você está lendo este texto, é provavelmente porque o título acima gerou-lhe alguma forma ou de curiosidade ou repulsa.</p>
<p>Repulsa, foi também o que senti, anos atrás, ao ver pela primeira vez, no bazar de um N-Design (encontro anual e nacional de estudantes de design) a venda de um adesivo com a frase “MORTE AOS MICREIROS”. Não era a primeira vez que encontrava esta frase, ou mesmo me deparado com diferentes versões onde o suposto ódio aos micreiros era manifestado. Preconceitos sempre me incomodaram.</p>
<p>Na época de faculdade, de conversas em bares à listas de discussão na internet (principalmente) o tema dos “sobrinhos” ou dos “micreiros” sempre aparecia. O consenso era que estas pessoas que sabem usar alguns softwares e se aventuram a fazer cartazes, sites, logotipos etc, estavam destruindo o nosso mercado, cobrando valores irrisórios e produzindo peças gráficas e digitais de qualidade duvidosa.</p>
<p>Cresci na profissão ouvindo meus colegas falando mal dos micreiros. Mas sabe da verdade? Eu nunca conheci um micreiro. Conheço apenas designers.</p>
<p><span id="more-320"></span></p>
<p>Minha questão aqui não é a aparentemente eterna e definitivamente imaginária briga que vemos entre micreiros e designers. E sim o que ela abriga: A fantasia de um inimigo, que age de maneira leviana, é anti ético, plagiador, grosseiro, e que acaba com o nosso mercado.</p>
<p>Nunca soube de nenhum micreiro que tenha realmente me “roubado” um cliente. Provavelmente isso até já ocorreu, mas não seria muito diferente das muitas vezes em que perdi projetos para outros designers de outras especialidades (produto, web etc) que cobraram valores irrisórios ou criaram logos de qualidade duvidosa ou para quebrar um galho para o cliente, ou para faturar um extra.</p>
<p>Nunca fui insultado por um micreiro, mas por outros designers, diversas vezes. O mais comum ocorria no meu início de carreira, em listas de discussão onde a simples divergências de ideias transformavam-se em campos de batalha mortais pessoais. Geralmente os “amadores”, que participavam destas listas estavam muito mais interessados em absorver o máximo de conhecimento possível, do que entrar em picuinhas e discussões pessoais.</p>
<p>Claro que no caso de plágios, tanto de marcas quanto dos textos do nosso site, já tivemos problemas com micreiros. Ainda temos e infelizmente isso é uma triste verdade. Mas também sofremos plágios feitos por publicitários, por profissionais de marketing, e até por engenheiros agrônomos. Infelizmente também é verdade que o número de plágios que sofremos por micreiros é praticamente o mesmo dos cometidos por designers ou estudantes de design.</p>
<p>Mas voltando ao assunto, nenhum micreiro jamais entrou em contato comigo se fazendo passar por um cliente para descobrir os valores que cobramos no escritório por um projeto. Mas no período que ainda respondia os contatos que chegavam pelo site, a frequência de designers e estudantes de design que o faziam era quase quinzenal. Uma simples busca do nome e e-mail no Google delatavam o autor. Apenas uma observação aqui: Este tipo de atitude “esperta” pode até ser enquadrado como falsidade ideológica. É crime.</p>
<p>Também nunca vi nenhum micreiro favorecer seus amigos em concursos, publicações ou exposições. Nunca vi um micreiro fazendo difamação para prejudicar seus desafetos ou falando mal dos colegas pelas costas. E nunca conheci nenhum micreiro com o ego tão inflado que tornasse a relação pessoal uma tortura para os outros a sua volta. Mas como falei antes, nunca conheci nenhum micreiro. Não é mesmo?</p>
<p>Essa é apenas a minha experiência no assunto. Talvez a sua seja diferente. Talvez você tenha tido realmente muito mais problemas com micreiros do que eu. Não duvido disso. Mas o que lhe pergunto é:</p>
<p>Você já não passou pelos mesmos problemas também com seus colegas designers?</p>
<p>Talvez em lugar de procurarmos um bode expiatório (ou aceitarmos aquele que nos é convenientemente apresentado) devêssemos estar mais preocupados com o tipo de profissional que estamos formando, e que tipo de ética este profissional está construindo no nosso mercado.</p>
<p>O mercado de design é o que fazemos dele, e a realidade que se apresenta hoje, boa ou ruim, é apenas um reflexo das pessoas que neles atuam. Isso vale desde as faculdades, no ensino e formação, passando pelos profissionais, escritórios e suas práticas, até as associações de classe existentes.</p>
<p>Os inimigos não são os micreiros. Infelizmente, somos nós.</p>
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		<title>Pérolas do Estágio</title>
		<link>http://www.sebastiany.blog.br/index.php/perolas-do-estagio-em-design/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 21:40:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sebastiany</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[currículo]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[estagiário]]></category>
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		<category><![CDATA[pérolas]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>
		<category><![CDATA[vaga]]></category>

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		<description><![CDATA[No final de janeiro deste ano, abrimos na Sebastiany uma nova vaga para estágio. Algo bom correto? Afinal, é sinal do crescimento do mercado em design e qualquer vaga de estágio, não importa onde, é uma oportunidade para um estudante, seja para aprender fazer um bom projeto, seja para aprender a lidar com um chefe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/sebastiany/4313690505/"><img class="alignnone" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2751/4313690505_2dbd272e7d.jpg" alt="" width="450" height="296" /></a></p>
<p>No final de janeiro deste ano, abrimos na Sebastiany uma nova vaga para estágio. Algo bom correto? Afinal, é sinal do crescimento do mercado em design e qualquer vaga de estágio, não importa onde, é uma oportunidade para um estudante, seja para aprender fazer um bom projeto, seja para aprender a lidar com um chefe chato. Não importa! Afinal é só um estágio!</p>
<p><span id="more-224"></span></p>
<p>Ainda assim é surpreendente o grau de respostas emocionais, positivas e negativas, que uma simples divulgação de vaga, como a que fizemos, pode provocar. Foi a primeira vez que utilizamos o twitter para divulgar uma vaga, e nele a divulgação se multiplicou até literalmente se perder de vista.</p>
<p>Para colocar você no contexto desta história, há 3 anos divulgamos na internet as vagas que abrimos na Sebastiany sempre com o mesmo texto abaixo, mudando apenas a primeira linha quando a vaga é para profissional formado:</p>
<blockquote><p><strong>- Estar cursando do 6º ao 8º semestre de curso superior em design.</strong><strong><br />
</strong>- Ter Inteligência.<br />
- Ter Paciência.<br />
<strong>- Possuir habilidade no desenho de símbolos.</strong><strong><br />
</strong>- Gostar de desenho de letterings e logotipos.<br />
- Gostar de projetos gráficos.<br />
<strong>- Dominar o Corel. (sim é verdade!)</strong><strong><br />
</strong>- Saber trabalhar em equipe.<br />
- Que não use o termo “logomarca”.<br />
- Que goste MUITO do desenvolvimento de marcas.<br />
- Que não tenha ego inflado nem complexo de inferioridade.<br />
- Que saiba levar o trabalho a sério.<br />
- Que saiba (ou imagine) que branding e identidade visual NÃO são a mesma coisa.<br />
- Que possa assumir responsabilidades.<br />
- Que possa assumir responsabilidades e cumpri-las.<br />
- Que não acredite em DOM DIVINO.<br />
- Que não tenha medo de errar.<br />
- Que não cometa o mesmo erro duas vezes.<br />
- Que goste de ler.<br />
- Que não use numerologia ou feng-shui no projeto de marcas.<br />
- Que saiba que o mercado de trabalho e academia não são coisas opostas.<br />
- Que tenha bom humor.<br />
- E por fim&#8230; que entenda que tudo isso que está acima parece brincadeira, mas que na verdade é algo muito sério.</p></blockquote>
<p>O objetivo do texto acima é em parte, também entreter, pois isso estimula que outros multipliquem a divulgação da vaga e ajuda na captação de candidatos. Mas se você observar bem, as exigências não são tão grandes e pedimos na verdade o mínimo de habilidades: <strong>O período universitário</strong> (afinal é uma vaga de estágio); <strong>saber desenhar símbolos</strong> (é uma vaga em um escritório que desenha marcas); e <strong>saber usar o corel</strong> (o que convenhamos, dá para aprender sozinho em duas semanas).</p>
<p>Não exigimos sequer experiência na área, coisa comum em todas as vagas que vemos, mesmo quando se trata de um estágio. Todos os demais itens da lista são ou meramente comportamentais (e diga-se de passagem, necessários em qualquer emprego), ou do que a pessoa deve “gostar”&#8230; E só queremos trabalhando aqui pessoas que gostem do que fazem.</p>
<p>É exigir muito? Alguns “candidatos” parecem achar que sim, e de alguma forma, ficaram ofendidos pelo que exigimos, tanto que recebemos as seguintes mensagens:</p>
<blockquote>
<h4>“Vocês fazem milhões de exigências na escolha de estagiário (acho que até esteriotipando) e lidam com a vaga como se fosse um prêmio&#8230;”</h4>
</blockquote>
<p>Em uma outra mensagem:</p>
<blockquote><p><strong> ”FAÇA UM FILHO E CRIE ELE PARA SER COMO VC QUER, IGUAL A  UM ROBO!!!!!!!!!<br />
APRENDA A SELECIONAR SEUS CANDIDATOS.”</strong></p></blockquote>
<p>Basta uma leitura atenta no texto da vaga para perceber que procuramos tudo, menos um “ROBO”. Procuramos sim uma pessoa que saiba discutir e interagir com outros seres humanos. Mas os casos acima não foram os únicos:</p>
<blockquote><p><strong>“Resumindo&#8230; O candidato não deva acreditar em Dom Divino para trabalhar numa empresa que acredita em milagres? È isso?  Eu decreto que em nome de Jesus Cristo este será o ano que você realmente conhecerá a cristo e terá uma esperiencia sobrenatural com ele! Antes de virar esse ano você entregará seus caminhos a ele!<br />
Boa sorte na sua seleção e que sua empresa prospere grandemente de acordo com a vontade de Deus!”</strong></p></blockquote>
<p>Fico feliz em dizer que aqui no escritório já trabalharam pessoas de várias religiões, isso não interfere em nada na vaga. O sentido de que “não acredite em dom divino” diz respeito somente a uma crença fundamental que temos no escritório: de que o resultado de cada projeto é fruto do trabalho, esforço e dedicação da equipe. Afinal, somos responsáveis também pelos fracassos e projetos reprovados, e culpar a Deus pela falta de inspiração, me parece uma tremenda sacanagem.</p>
<p>Bom&#8230; Para os que ficaram ofendidos com a vaga, peço sinceras desculpas, pois não foi em nenhum momento a nossa intenção.</p>
<p>Porém! Como já fui professor de Graduação, me dou também o direito de “puxar a orelha” de quem ainda é estudante, pois o problema central é que não foram capazes de atender um pré-requisito mínimo da vaga, obviamente não explicitado nos seus itens: A capacidade de ler e interpretar o texto corretamente. Isso é preocupante, afinal, tratam-se de universitários.</p>
<p>Será que cada vez mais nós designers além de não sabermos escrever estamos perdendo a capacidade até de ler? Conhecemos as palavras, mas não conseguimos interpretar e entender de verdade o que um texto diz? (veja também <a href="http://www.nataliailyin.net/blog.htm?post=659074" target="_blank">http://www.nataliailyin.net/blog.htm?post=659074</a>)</p>
<p>Mas os problemas não pararam por aí. Alguns dos currículos chegaram sem nome, ou sem os dados de contato e mensagens de e-mail que os acompanhava continha textos com a “grafia abreviada” típica de internet. No universo dos <em>instant messengers</em> ou mesmo no Twitter, não é um problema. Eu mesmo utilizo abreviações quando escrevo nestes meios. Mas ao se candidatar para uma vaga, é no mínimo, arriscado. Claro que na área de design temos ainda essa imagem “descolada”. Mas você nunca sabe quem vai ler e avaliar o seu currículo, portanto mais cuidado. Embora a maioria das faculdades não ensinem como elaborar e enviar um currículo (nem deveriam) existem muitos livros, revistas e sites que tratam do assunto, informação na própria internet não falta.</p>
<p>Existe um problema fundamental por trás disso tudo. A baixa qualidade das faculdades e dos alunos em cursos cada vez mais numerosos de graduação em design, o que somada a baixa oferta de estágios, cria uma demanda muito grande por cada vaga. É essa demanda que cria a percepção de que a vaga é um “premio” o que obviamente não deveria ser.</p>
<p>Isso é especialmente ruim, pois torna uma coisa que deveria ser simples como um estágio em “a oportunidade de uma vida”, e como poucas vagas se enquadram no perfil do aluno, isso gera claro um sentimento de frustração. Isso não significa que não existam vagas para ele, mas que esta em particular não se enquadra no seu perfil. Deveria ser algo normal. A reação que recebemos é justamente uma coletânea de agressões ao perfil exigido pela vaga, como se ela fosse utópica, irreal e portanto frustrante.</p>
<p>O que falta dizer, é que o outro lado também existe. Várias pessoas bacanas (mesmo de outros estados) se identificaram muito com a vaga justamente porque perceberam que ela se encaixa com o seu perfil e a sua visão da profissão, o que foi ótimo. Algumas se entusiasmaram até demais, o que nos deixa vaidosos por um lado, mas também com uma tremenda responsabilidade de lidar com altas expectativas, por outro.</p>
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